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Discussion Starter · #1 ·
Sempre tive esse pensamento, e quero ver se vocês pensam da mesma forma que eu. É o seguinte, para mim, as cidades pequenas contribuem mais para o desenvolvimento de um país. Isso porque os gastos com a infraestrutura das cidades são menores, há mais qualidade de vida e maior oportunidade para empresas se instalarem.

Um modelo ideal de país para mim seriam regiões de várias cidades pequenas, e uma de médio porte, que fosse uma espécie de "capital" da região. Não sei se daria certo, mas certamente os gastos não seriam tão grandes e os problemas urbanos também. Claro que é meio utópico isso, mas é só uma ideia.

E vocês, como pensam sobre isso?
 

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"Sociedades desenvolvidas sempre estiveram ligadas a grandes cidades. "

Não seja generalista. Saiba que inúmeros países desenvolvidos possuem cidades pequenas que, proporcionalmente ou até mesmo em números absolutos , produzem mais do que cidades grandes. Sociedades realmente desenvolvidas sócio-economicamente apresentam taxas de natalidade menores do que países super populosos e, isto certamente denota uma maior instrução e conhecimento da população a respeito, por exemplo, de métodos contraceptivos e DSTs.

Violência, caos urbano, trafegabilidade ruim e poluição, certamente são características pertinentes à vários centros urbanos considerados de alta relevância.
 

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Concordo em Gênero, número e Grau.

A alemanha tem uma densidade populacional absurdamente maior que o Brasil e suas maiores cidades tem 1 milhão de habitantes.

O povoamento distribuido em pequenos centros economiza muuuito os gastos com Infra-estrutura e habitação.
 

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A questão que grandes cidades concentram pessoas, e portanto existe uma forte troca de conhecimento e mercadorias, isso é uma vantagem em relação as regiões com pouca densidade populacional
 

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A questão que grandes cidades concentram pessoas, e portanto existe uma forte troca de conhecimento e mercadorias, isso é uma vantagem em relação as regiões com pouca densidade populacional
Certamente. Mas isso não se aplica a todos os casos pois, há uma série de variáveis que definem o poder de compra médio da população de um determinado lugar e, com certeza, população grande não é sempre sinônimo de pujança e riqueza.
O alto desenvolvimento econômico de um local é reflexo da elevada instrução educacional de sua população, pois sua capacitação para exercer funções com requisitos exigentes proporciona uma posterior valorização de seu ofício no âmbito profissional.

Com certeza os avanços sociais se tornam difíceis em locais muito populosos e que apresentam uma grande concentração de pessoas pouco instruídas educacionalmente ou não aptas a assumir cargos considerados de alta relevância.
Adis Adeba, Daca, Mumbai, Cairo, Nova Deli, Karachi, dentre muitas outras grandes metrópoles, são proporcionalmente carentes de mão de obra de alta complexidade encontradas comumente em cidades médias de países desenvolvidos, como por exemplo: Frankfurt am Main ou Roterdã.

No caso de muitos centro urbanos de países emergentes ou subdesenvolvidos, excesso de gente é um fator que muitas vezes determina a diminuição na qualidade de vida e o desenvolvimento social de uma dada população, tendo em vista o fato da oferta por emprego e ensino não acompanhar o mesmo ritmo da demanda.

É óbvio que existem grandes metrópoles de extrema importância mundial que possuem uma população enorme e com poder de compra bastante elevado, fazendo com que haja uma alta concentração de empresas de grande porte, dispostas a se instalarem em lugares que apresentem uma boa oferta de pessoas com qualificação acadêmica de alto patamar.

Na minha concepção, afirmar categoricamente que população está diretamente ligado a poder econômico, é um equívoco.
 

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A alemanha tem uma densidade populacional absurdamente maior que o Brasil e suas maiores cidades tem 1 milhão de habitantes.
O termo "cidade" deve ser discutido em seu sentido amplo, "aglomeração urbana", e não reduzi-lo a limites oficiais.

Dizer que as maiores cidades da Alemanha têm 1 milhão de habitantes é de um simplismo estarrecedor.

Procure saber mais sobre o conglomerado urbano do Reno-Ruhr, com cerca de 10 milhões de habitantes. ;)
 

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"Sociedades desenvolvidas sempre estiveram ligadas a grandes cidades. "

Não seja generalista. Saiba que inúmeros países desenvolvidos possuem cidades pequenas que, proporcionalmente ou até mesmo em números absolutos , produzem mais do que cidades grandes.Sociedades realmente desenvolvidas sócio-economicamente apresentam taxas de natalidade menores do que países super populosos e, isto certamente denota uma maior instrução e conhecimento da população a respeito, por exemplo, de métodos contraceptivos e DSTs.

Violência, caos urbano, trafegabilidade ruim e poluição, certamente são características pertinentes à vários centros urbanos considerados de alta relevância.
Aponte exemplos.
 

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Sempre tive esse pensamento, e quero ver se vocês pensam da mesma forma que eu. É o seguinte, para mim, as cidades pequenas contribuem mais para o desenvolvimento de um país. Isso porque os gastos com a infraestrutura das cidades são menores, há mais qualidade de vida e maior oportunidade para empresas se instalarem.

Um modelo ideal de país para mim seriam regiões de várias cidades pequenas, e uma de médio porte, que fosse uma espécie de "capital" da região. Não sei se daria certo, mas certamente os gastos não seriam tão grandes e os problemas urbanos também. Claro que é meio utópico isso, mas é só uma ideia.

E vocês, como pensam sobre isso?
Interessante pergunta!

Foi seguindo esse modelo sugerido por tí, que Suíça e Noruega, por exemplo, atingiram a qualidade de vida e avanço social que é extremamente elevado, até para os padrões dos países desenvolvidos da Europa. Mas creio que a isso devem ser acrescidos um numero imenso de variáveis que devem ser pensadas caso a caso.

O modelo de uma cidade maior e cidades "satélites" menores foi primeiramente pensado por Ebenezer Howard em seu modelo de "cidades-jardins" para a Inglaterra de final do século XIX. Foram expostas pela primeira vez no livro To-morrow: A peaceful path to a real reform, de 1898, que dois anos depois recebeu o nome definitivo como é conhecido: Garden-Cities of To-morrow. Esse modelo foi aplicado, em grande parte, por Patrick Abercrombie em seus projetos das "New Towns" inglesas, (intitulado "The Great London Plan, 1944), aglomerações urbanas a serem implantadas após a segunda guerra mundial. Esse modelo de Abercrombie, me parece, estar funcionando bem até hoje, mas essas cidades menores estão situadas no entorno de uma cidade como Londres. Então pode-se perder a referência da questão da auto sustentação econômica.

Capa de To-morrow: A peaceful path to a real reform.


Fonte:http://www.rudi.net/books/4681

Em detalhe, o modelo esquemático de um sistema de "Garden-cities" de Ebenezer Howard (1898).


Fonte: http://ocw.mit.edu/ans7870/11/11.001j/f01/lectureimages/6/image3.html

Então a responta a isso creio que seja um tanto mais complexa do que um simples post.....

Em suma, pergunta dificil! Tanto que não dá para ousar responder com achismo ou de primeira. Teríamos que pensar muito, ver o que foi tentado, o que funcionou, o que não funcionou. A princípio, a Suíça cresceu nesse modelo.

Mas......simplesmente responder de primeira é temerário.
 

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em parte.
-se a populacao for dividida em varias cidades menores teriamos que investir em infra estrutura do mesmo jeito, pois precisariamos de mais rodovias, ferrovias...
-cidades menores sao menos densas, pois o solo e mais barato. e cidades menos densas sao menos sustentaveis ( maior area desmatada, maiores deslocamentos, fretes).
-a qualidade de vida dos cidadaos melhoraria. cidade menor tem menos transito, poluicao, violencia, e mais convivencia. por outro lado os servicos de saude sao piores e o ensino superior tambem. mesmo assim, ponto para as pequenas.

"sociedades desenvolvidas sempre estiveram ligadas a cidades grandes"
ou sera que pessoas sempre correm para locais mais desenvolvidos??? os EUA teriam a populacao da china se nao houvesse controle de imigracao (modo de dizer). Sao Paulo explodiu com a migracao e imigracao e por ter sido pioneiro na industrializacao brasileira.
Por outro lado, o fato de Sao Paulo concentrar bastante gente acabou atraindo mais e mais industrias...

O estado mais poderoso do nosso pais, possui uma megacidade e uma grande metropole.
Mas o estado mais desenvolvido do pais (tirando o DF) e' Santa Catarina, que nao possui cidades muito grandes.
Enfim, parece que cidades grandes atraem mais desenvolvimento economico, e cidades menores tendem a ter melhor desenvolvimento social.
 

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Sempre tive esse pensamento, e quero ver se vocês pensam da mesma forma que eu. É o seguinte, para mim, as cidades pequenas contribuem mais para o desenvolvimento de um país. Isso porque os gastos com a infraestrutura das cidades são menores, há mais qualidade de vida e maior oportunidade para empresas se instalarem.

Um modelo ideal de país para mim seriam regiões de várias cidades pequenas, e uma de médio porte, que fosse uma espécie de "capital" da região. Não sei se daria certo, mas certamente os gastos não seriam tão grandes e os problemas urbanos também. Claro que é meio utópico isso, mas é só uma ideia.

E vocês, como pensam sobre isso?
Respondendo de maneira curta e direta

Não.

As cidades existem por um motivo que se chama ganho de escala, e já está provado com dados estatísticos que os ganhos de produtividade em uma cidade tem uma inclinaçao acima da unidade.

Traduzindo, quanto maior a cidade, menores sao os custos e maiores sao os ganhos para os seus habitantes.

É verdade que problemas (violencia urbana e geraçao de lixo principalmente) também crescem a uma taxa acima da unitária em cidades grandes, o que cria problemas em estágios intermediários de desenvolvimento. Mas uma vez resolvidos esses problemas, as cidades grandes sao, do ponto de vista economico e social, amplamente preferíveis às cidades pequenas.
 

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^^
Foi o que eu falei mas sem utilizar termos tecnicos,hehe
eu sempre achei isso obvio, mas eu nunca vi nenhum "especialista" falando sobre isso, e quando vc n é reconhecimento como tal, as pessoas n costumam te escutar
vc conhece alguém que já escreveu sobre isso, Besantos?
 

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Pessoal, acho que uma leitura bastante interessante e acessível sobre o assunto é "Triumph of the City", de Edward Glaeser, um economista de Harvard que representa essa ideia dos ganhos de se viver em uma grande cidade. Tanto que a obra em português recebeu o título de "Cidades: a grande invenção da humanidade".
 

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Isso porque os gastos com a infraestrutura das cidades são menores
É exatamente o contrário. Quanto mais concentrada a população, menores os gastos por pessoa com infraestrutura, já que os caminhos são mais curtos e há menos redundância (p.e. é mais eficiente construir poucas e grandes estações de tratamento de esgoto servindo muitas pessoas em vez de muitas pequenas estações distribuídas por todo o país, cada uma servindo poucas pessoas).
 

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Como eu comentei anteriormente, é altamente temerário tentar responder essa pergunta de uma tacada só. Ao contrário do que alguns aqui podem pensar, esse tema é amplamente discutido dentro da urbanística internacional desde o século XIX.

Poderia citar uma dezena de obras que já induziram a essa discussão, mas destaco Robert Owen, socialista utópico que se contrapunha ao caos das grandes cidades ainda nos anos de 1870, onde Londres já era uma concentração urbana caótica de mais um 1 milhão de habitantes. Outro inglês, Patrick Geddes também discutiu essa temática em Cities in Evolution (Cidades em evolução), onde Geddes intitulou o surgimento de cidades gigantes a um método construtivo aleatório denominado “paleotécnica”. Outro urbanista que se destacou nessa discussão foi Raymond Unwin quando escreveru "Nothint to gained by overcrowning".

Antes de discutir precisamos entender o que significa a cidade, sua simbologia na mente das pessoas e, principalmente, como essa opera a função do residir, do trabalhar, do circular e do entreter. Uma cidade é muito mais do que representação física, ela contém uma série de relações sociais, políticas, afetivas e econômicas que fogem pelo campo do intangível. Creio que a melhor obra pra entender de como opera uma cidade de verdade é o livro que é tido, por muitos, como o melhor livro de urbanismo do século XX: “Life and Death of Great American Cities” escrito pela jornalista-arquiteta-urbanista-novaiorquina e judaica Jane Jacobs. No Brasil saiu como “Vida de Morte das Grandes Cidades”. Alí, naquelas linhas, a gente entende o conceito do que é cidade e o que é anti-cidade e, principalmente, o ue rege a relação das pessoas em uma grande cidade. De forma mais recente grandes arquitetos urbanistas como Richard Rogers discutem a solução para grandes aglomerações urbanas subsistirem de forma sustentável através de criação de áreas de "urbanização compacta". O livro de Rogers, “Cities of small planet” (Cidades para um pequeno planeta) defende essa tese. SErá leitura nteressantes para quem se dignar a ler. Com falei, existem experiências bem sucedidas com teias de pequenas cidades (Suíça e Noruega) e experiências bem sucedidas com grande concentrações como as americanas.


Resumindo: isso que vocês estão discutindo não é nenhum assunto novo dentro da urbanística mundial. Eu, como urbanista, não ousaria ter uma responta tão pronta.

Hoje as discussões já estão em outro patamar. Estão voltadas para a questão da necessidade (ou não) de se existir cidades para que o conhecimento humano siga a evoluir: é o conceito das cidades virtuais, das cidades digitais, da criação e conhecimento atráves das teias de relações estabelecidas entre pesquisadores no mundo, atráves do universo virtual. Hoje , um cara morando no campo pode produzir conhecimento inédito ao pesquisar em conjunto a outros pensadores de qualquer outro lugar, apenas conversando pelo Skype, mesmo morando em uma área rural qualquer do mundo. No futuro a cara da cidade “física” como conhecemos hoje, mudará por completo. Até no Brasil existem pesquisadores voltados a essa linha de estudo, como Renato Ortiz, da Unicamp.
 

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Curitiba/Porto Alegre
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Interessante este tema, muito oportunamente levantado. Acho que os colegas já disseram quase tudo. O detalhe que não me escapou foi que, como afirma o primeiro post, o menor gasto com infra-estrutura não é sinônimo de maior desenvolvimento. Talvez seja o contrário até, e quem sabe se possa medir o desenvolvimento de uma sociedade através de seu investimento em infra-estrutura.

Lembrando que quando do aparecimento das cidades da idade moderna, a questão da saúde pública recrudesceu, com o surto de várias doenças infecciosas, em virtude do destino dos dejetos, da insalubridade. Se por um lado havia defesa contra as hordas de invasores, de outro - o lado de dentro -, o inimigo era igualmente implacável, até por ser invisível. Uma fatia enorme da população morreu até que os burgos se tornasse melhores. Hoje parece que o panorama se inverteu.

Para colocar uma lenha no debate, eu diria que as cidade médias, entre 300 e 600 mil habitantes são as ideais.
 

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Foi o que eu falei mas sem utilizar termos tecnicos,hehe
eu sempre achei isso obvio, mas eu nunca vi nenhum "especialista" falando sobre isso, e quando vc n é reconhecimento como tal, as pessoas n costumam te escutar
vc conhece alguém que já escreveu sobre isso, Besantos?
O colega Banzo já citou a obra que é referencia no assunto

No youtube tem um vídeo daquelas palestras TED sobre um especialista no assunto e é muito esclarecedor, embora seja curto

Vou ver se acho e posto o link aqui para os colegas
 

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Pessoal, acho que uma leitura bastante interessante e acessível sobre o assunto é "Triumph of the City", de Edward Glaeser, um economista de Harvard que representa essa ideia dos ganhos de se viver em uma grande cidade. Tanto que a obra em português recebeu o título de "Cidades: a grande invenção da humanidade".
No meu entender, a cidade foi a maior invenção do ser humano.

Claro trata-se de um ponto de vista pessal, mas corroborado com pensadores como Lewis Mumford, Leonardo Benévolo e Tafuri. A partir do estabelecimento da aglomeração humana, do conceito do que Mumford chama de "Necropolis" o ser humano começou a tecer uma teia de relações que culminaram com a disseminação do conhecimento. Foi uma longa caminhada desde os princípios filosóficos da Atenas Helênica, por Vitrúvio, pelas guildas medievais, pelo renascimento italiano, pelo iluminismo parisiense, pelosprincípios artísticos de Camilo Sitte, pela "Coketoun" de Geddes, pelo frio mundo "corbusiano", etc, etc até os dias de hoje. O livro do Glaeser é excelente no sentido que traz um contribuito do ponto de vista da economia, fator que sempre esteve históricamente ligado à evolução das cidades

A economia é um tema que sempre navegou junto os princípios da criação de cidades, vindo desde Thomaz Morus e sua famosa ilha de "Utopia" e sendo sempre um dos temas da criação das cidades ideais imaginadas pelos socialistas utópicos como o próprio Charles Fourier (do meu avatar), Garnier, Howard, Godin e muitos e muitos outros. Sempre o assunto economia das cidades foi abordado.

Mas a pergunta fica: no futuro será necessário nos agloremerarmos em cidades? Será que teremos habitações territorialmente dispersas por todo o tecido de um pais, de modo não compacata e pulverizada mas, ao mesmo tempo, extremamente conectadas com todo o resto, formando um sistema global de comunicação e de desenvolvimento econômico e social???? Será necessário haver o que conhecemos como "cidade"???? Não tenho nem idéia do que poderá vir... mas podemos esperar tudo...

Nossa que utopia!!:lol:
 

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Scooter/motorbike lover
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Eu defendo que as áreas metropolitanas sejam formadas por cidades pequenas e uma "mini-metrópole" com uma população máxima de 700.000 habitantes sem conurbação explícita.

Por que defendo esse ponto de vista? Porque as cidades menores são mais fáceis de serem administradas e oferecem melhor qualidade de vida; numa megalópole como São Paulo, fica praticamente impossível ter um monte de município dentro de uma área urbana porque a integração entre elas é algo complicado (sobretudo, por questões políticas).

Quando me formar urbanista, um dos meus pontos que irei defender será a evitação de conurbação, ou seja, impedir que as manchas urbanas das cidades se juntem. A metrópole precisa de um cinturão verde com duas funções: produção de horti-fruti e um parque linear para que a população possa se divertir. O caos de São Paulo poderia ter sido barrado se tivessem sido criados áreas de chácaras urbanas e parques lineares nos rios Tietê, Pinheiros e Aricanduva, estancando a mancha urbana.

Por outro lado, defendo a verticalização das cidades. Melhor uma cidade pequena com 6 Km² de área urbana e 50.000 habitantes em edifícios no centro do que uma outra com área urbana de 10 Km² abrigando somente 4.000 habitantes. Alta densidade demográfica resulta num uso mais racional do solo e, até mesmo, menores impactos ambientais, além de deixar as pessoas perto de tudo.

Ainda dá para seguir os conceitos Ebenezer Howard no Brasil, sobretudo nas cidades médias do Interior do Brasil. Um exemplo? Bauru, no interior paulista. Caso, um dia, a cidade venha a ser sede de uma região metropolitana, é possível a adoção dos conceitos de Howard e, assim, evitar que "novas São Paulo" venham a ser formadas.
 

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Norte do Brasil
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Nao. Leiam o que fala Edward Glaeser, o contemporâneo estudioso das cidades.
A forca produtiva e o ganho de conhecimento se acumulam nas grandes cidades, que sao capazes de se reinventar com muito mais facilidade que as pequenas.

Além do ganho social para seus habitantes, que tem mais chance de crescer profissionalmente e ter acesso a recursos básicos.
 
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