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Mameluco sangue azul
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SALVOU O BRASIL
Classe C aumenta mais no Nordeste
Publicado em 02.08.2009

País sentiu menos os efeitos da crise, pois conseguiu elevar a quantidade de pessoas com capacidade de consumir

O aumento da participação da classe C no total da população foi maior nas regiões mais pobres, como o Nordeste. Das nove regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a do Recife foi a que apresentou o maior crescimento desse grupo, que saiu de 34% em 2004 para 44% em 2007. No geral, as capitais do Sudeste foram as que apresentaram menor aumento dessa classe social. Isso ocorre porque as capitais do Nordeste tinham, proporcionalmente, mais pessoas nas classes D e E do que as regiões mais desenvolvidas.

Capitais como Porto Alegre e São Paulo registraram, respectivamente, um aumento de 0,20% e 1,11% no crescimento do percentual de pessoas que pertencem à classe C.

“Esse aumento da classe C vai proporcionar uma mudança na organização espacial do País. Esse crescimento será maior nas cidades de médio porte, porque são dominadas pela classe C”, explica Alexandre Rands.

O crescimento da participação da classe C no Recife também já trouxe outra consequência. “O consumo no Grande Recife está sendo sustentado pelas classes de baixa renda como a C, D e E”, afirmou o coordenador do Grupo de Estudos do Macro Ambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe) da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), o professor Uranilson Carvalho. Ele se baseou em sete edições de uma pesquisa feita pela instituição que mede o Índice de Intenção de Compras na Região Metropolitana do Recife (ICR).

A pesquisa levanta a intenção de compra, trimestralmente, baseada em 10 produtos: imóveis, eletrodomésticos, celular, computador, automóvel, roupa, reforma do imóvel, viagem, livros e móveis. “Os livros não didáticos foram o único produto pesquisado em que as classes A e B mostraram uma maior intenção de comprar”, contou Carvalho.

O estudo também mostra que mais de 60% das pessoas que pretendem comprar um celular estão na baixa renda, sendo que 35,63% deles ganham de um a dois salários mínimos e 28,16% têm uma remuneração que varia de R$ 931 a R$ 2.330. O levantamento feito pelo Gemepe, que usa uma metodologia diferente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e considera baixa renda quem ganha até R$ 2.150 e classifica como classe C quem recebe de R$ 831 a R$ 2.150.

A maioria dos consumidores recifenses que pretendem comprar computador, móveis, roupas e eletrodomésticos está na baixa renda, segundo a pesquisa. “Essa é uma tendência não só de Pernambuco, mas do Brasil. Houve uma melhora social com uma ascensão dos pobres e a engorda da classe C”, analisa Carvalho.

POUCO MELHOR

Os números são facilmente comprovados indo às ruas. Na semana passada, o casal José Amaro dos Santos e Elisabeth dos Santos faziam feira num novo supermercado popular em Afogados, Zona Oeste do Recife. A vida está um pouco melhor para eles e a crise não trouxe alterações para a família. “Até que melhorou um pouco por causa do aumento do salário mínimo”, afirmou José Amaro, que é aposentado. Esse reajuste influiu na principal fonte de renda do casal, que é a aposentadoria dele.

Para não viver somente do benefício, ele abriu uma barraquinha que vende pipoca, cerveja, salgadinho e cachaça. “Em época de festa, o movimento aumenta e entra mais dinheiro”, disse. Com o dinheirinho que entra a mais, a família passou a comprar mais produtos lácteos e também adquiriu uma televisão para o quarto do casal.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/08/02/not_341308.php
 

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De fato R$2.150 é um rendimento muito bom para maioria das pessoas que conheço. Se a renda for essa para solteiros ou casal sem filhos melhor ainda.

Se o governo se comprometesse com uma nova órdem tribtária desonerando o consumo de bens essenciais e dos duráveis os ganhos de poder aquisitivo seriam muito mais expressivos e aí de fato teríamos crescimento sustentável por décadas, com expansão da capcidade produtiva para regiões até hoje inviáveis.
 

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Mameluco sangue azul
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Discussion Starter · #4 ·
Trabalho com turismo e vejo no meu dia-a-dia o reflexo do consumo nas classes mais baixas. Há uns anos atrás viajar, principalmente de avião, era um luxo reservado às classes média e alta. O acesso ao crédito e as constantes promoções têm feito o perfil do viajante também mudar, o que já não era sem tempo...
 
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