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Consórcio Rio Negro e as obras da ponte a todo vapor

Por Elias Mattos da Silva* em 25/06/2008


Esta coluna recebeu da assessoria da assessoria de imprensa da Ouvidoria geral do Estado, noticias de última hora que dão conta das primeiras ações da obra arquitetônica de maior expressão, depois do teatro Amazonas em época áurea da economia forte da borracha. No embalo entusiástico das boas novas estamos dando seqüência a serie de artigos sobre a historia alvissareira da construção da ponte sobre o Rio Negro. O consórcio que leva o mesmo nome, através de sua equipe de engenheiros e técnicos nos comunicou sobre as ultimas novidades em termos de avanços dos canteiros de obras, pelo jeito, estão com carga total. O leitor é sabedor que nosso desejo quando levantamos fatos pertinentes ao fomento à economia regional, prende-se a este novo momento onde os números do crescimento começam a oscilar em direção ao aquecimento da economia local, fazendo interface com os municípios pólos dalém rio. Os atos do governo do Estado também ensaiam ecos cuja ressonância se faz ouvir dentro e fora dos muros Amazônicos. O comentário é nacional. O próprio ministro dos transportes Alfredo Nascimento, acenou como porta voz do presidente Lula sobre a liberação dos recursos em prol da obra da ponte. Já os marketeiros de plantão, estão preparando as peças de propaganda para saírem na frente, de olho nos inúmeros nichos de mercado que estão cada vez se avolumando com a chegada da ponte.

Alçar vôos mais altos e os novos horizontes do progresso

O sentimento verde de satisfação, dos povos residentes dos municípios vizinhos, junta-se ao entusiasmo dos prefeitos, que não param de reproduzir a excitação deste singular acontecimento. Comerciantes e a sociedade, sinalizam com sorrisos de orelha a orelha pelo fato de finalmente poderem alçar vôos mais altos pelas vias dos novos horizontes do progresso, que em tempo, se descortinam para estas pessoas, cuja alegria de vislumbrar as cores de novos dias tem sido a tônica de suas vidas. Assim, trazemos a tona algumas informações técnicas sobre o andamento das obras para cristalizar a curiosidade do leitor. Toda infra-estrutura de escritórios da Seinf, Ciama, Consorcio Rio Negro, alojamentos para os trabalhadores, bases de apoios, restaurantes, São 14 frentes de obras, 18 edificações, total de 74 pontos de apoios (estruturas de concreto, vigas de ferro maciço, pilares, bases de sustentação), topografia com GPS. Tudo pensado sob a égide do ecologicamente correto contemplando áreas de preservação ambiental. Equipamentos de sondagem última geração, os mesmos utilizados pela Petrobras na perfuração e extração de petróleo em alto mar.
Souza é destacado como “Ouvidor da Ponte”.

Todos os processos são acompanhados de especialistas. São equipamentos que imergem até 60m de profundidade, verificando a consistência do solo, até encontrar camadas seguras de rochas no fundo do rio. São tubos com 20 cm de diâmetro e 80m, que recolhem as amostras de solo para analise da geologia e posterior classificação em laboratório montado nas bases sobre os rios. Para o viajante já é possível ver os sinalizadores de cinco toneladas cada, expostos ao longo da extensão do rio de uma ponta a outra, trilha esta a ser seguida pela complexa engenharia da construção civil, tendo a inteligência e experiência de profissionais que embasados pela modernidade tecnológica, fazem acontecer a histórica obra arquitetônica sobre o imenso rio Negro. Assim, seguem as obras a todo vapor, fruto de um planejamento e cronograma de execução. Em visita semanal as obras da ponte, o ouvidor geral do Estado, deputado licenciado Francisco Souza, foi destacado pelo governador Eduardo Braga como “ouvidor da ponte”. Responsável pela fiscalização da obras. Souza comenta “as ações desta construção obedece a rígidos controles de qualidade e tempo de execução, conforme o previamente apresentado pelo consórcio Camargo Correa e Construbase. Portanto, seguem seu curso em ritmo acelerado. São homens e máquinas trabalhando diuturnamente para o cumprimento do prazo”. Afirmou Souza.

A obra da ponte tem alcance social. 1.500 empregos diretos.

A primeira etapa e o andamento das bases de construção que visa estabelecer toda estrutura, que compreende montagem de fabrica de concreto, matérias primas, logística enxuta, estão prontas. A outra excelente noticia para os amazonenses é que a primeira parcela de recursos do governo federal em favor das obras da ponte, lêia-se R$ 140.460.000,00, já foram disponibilizados. Para se ter uma idéia, atualmente o consórcio já conta com 300(trezentos) trabalhadores entre os que atuam em terra e sobre suas bases fincadas ao longo do rio. Segundo o engenheiro Guimarães, uma obra desta envergadura contará com um aparato de 1.500 homens revezando-se em turnos. Neste aspecto, tanto o governo Estadual vem repensando o lado social e econômico deste empreendimento quando disponibiliza vagas a uma quantidade de mão-de-obra local. Neste particular, o Ouvidor Souza lembrou “esta obra desempenha o seu papel social, que é contemplar a contratação de trabalhadores da cidade Manaus e do Amazonas, isto é, gerar emprego às populações residentes nos municípios do entorno da referida obra, e renda às empresas prestadoras de serviços especializados”. Finalizou, Souza.

Assim, como é de costume deste espaço, estaremos atentos em noticiar ao leitor, todos os passos desta importante obra que certamente trará dias melhores ao homem amazônida, sob todos os aspectos. Fique com Deus. Até a próxima.

:cheers:
 

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Engraçado...

Quando essa ponte começou a ser pensada por Braga, há uns anos atrás, todos achavam que era um sonho utópico, hoje estão aí as obras, em rítimo acelerado, trazendo desenvolvimento para o entorno de Manaus.

Agora, todos dizem o mesmo quando o Braga fala do metrô de Manaus... É só uma questão de pouquíssimo tempo para que venha a se tornar realidade!!!
Pelo menos no que depender do Braga...

:banana:

@endelbp
Desde o início do projeto, seriam apenas duas faixas, mesmo!!!;)
 

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^^
Acho que a demanda não justificaria o investimento!!!;)

Se só com duas faixas, a ponte saiu por mais de R$600 milhões, imagine-se com 3... :nuts:

Mas o importante mesmo é que essa ponte agora é uma realidade!!!:banana:
 

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Discussion Starter · #9 ·
^^^^
Um sonho começando a se realizar.....


Será que sai a outra ponte???
Vi uma notícia de Rondônia em que o presidente prometia construir tb a ponte sobre o rio Amazonas ligando o Careiro a Manaus pela Ceasa, dando continuidade a BR-319 que liga Manaus a Porto Velho.:)
 

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Discussion Starter · #12 ·
Alguém me disse que área do outro lado do rio que será desapropriada foi toda comprada há poco tempo por políticos do grupo.
O lado de Manaus ou de Iranduba?
 

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Engraçado...

Quando essa ponte começou a ser pensada por Braga, há uns anos atrás, todos achavam que era um sonho utópico, hoje estão aí as obras, em rítimo acelerado, trazendo desenvolvimento para o entorno de Manaus.

Agora, todos dizem o mesmo quando o Braga fala do metrô de Manaus... É só uma questão de pouquíssimo tempo para que venha a se tornar realidade!!!
Pelo menos no que depender do Braga...

:banana:

@endelbp
Desde o início do projeto, seriam apenas duas faixas, mesmo!!!;)

È mesmo cara. Inclusive eu pensei isso. É porque nós ja tinhamos escutado há um tempo sobre essa ponte e nunca levaram em frente. Assim como o metro de manaus, que ja tem projetos há muito, inclusive foi até simbolo de eleiçao. Veio o dinheiro p/ a construção, mas preferiram trazer o expresso gastando dinheiro a toa,( "na minha opinião"). È por isso que a maioria das pessoas não acreditam na palavra dos politicos, somente quando começam as obras, e quase no fim.(porque pode ser embargada).

MAs tenho muita esperança com esse governo do Eduardo.
Espero que a copa e o metro venham.
 

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Vi uma notícia de Rondônia em que o presidente prometia construir tb a ponte sobre o rio Amazonas ligando o Careiro a Manaus pela Ceasa, dando continuidade a BR-319 que liga Manaus a Porto Velho.:)
Dani, não sei se estou enganado, mas eu acho que essa ponte não será de Manaus p/ Ceasa. Vi no jornal local que seria pelo lado de novo airão, porque segundo os estudos diziam que seria inviavel pois o comprimento seria maior, e para diminuir os custos seria pelo lado de N-airao(se nao me engano o municipio) atravessando p/ um outro municipio amazonense (que tambem esqueci o nome) fazendo o governo construir uma estrada ligando esse municipio até chegar a BR319.(são poucos quilometros)....
Bem, parece até estória de pescador, mas vi isso na tv. Descupem se nao tenho a fonte certa para informá-los, pesquisei rapido e nao achei pela internet. Se eu estiver errado me descupem.
Se alguem tiver tempo pesquisem blza pessoal!!!

vlw
 

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Governador acompanha trabalhos de fundação



Governo da Amazonas



Foto:Roberto Carlos - AGECOM/AM
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, acompanhou na manhã da sexta-feira, 04/07, o início dos trabalhos para fincar no meio do rio Negro as primeiras estacas que vão dar sustentação ao vão central da ponte que vai ligar Manaus a Iranduba e deverá estar concluída em dezembro de 2009 ou início de 2010. A obra é considerada uma das mais importantes em execução no Estado, porque simboliza a preparação do Amazonas para o futuro. Com seus 3,5 quilômetros de extensão, a ponte vai possibilitar a integração com os municípios vizinhos a capital e efetivo fortalecimento das suas economias, porque facilitará o acesso ao principal mercado consumidor, que é Manaus.

Marco histórico

O processo marca o início das obras dentro do rio, que começa por meio da cravação, no leito do rio, de tubos camisa metálicos de grande diâmetro, com 52 metros de comprimento e cerca de 45 toneladas de peso. Esses tubos são movimentados por um guindaste com capacidade de carga de 300 toneladas, posicionado sobre um flutuante de grande porte de dimensões 18,50 x 80 metros.

"Este é um passo importante, fundamental da obra, e um momento histórico para o Amazonas. É o início da realização de um sonho", afirmou o governador.

Os tubos irão penetrar cerca de dez metros no terreno, abaixo do leito do rio. Na seqüência, será realizada a escavação por dentro dessas camisas metálicas até uma profundidade de 30 metros abaixo de suas pontas inferiores cravadas e colocadas as armaduras para, então, ser feita a concretagem. As estacas suportarão cargas de até 2.000 toneladas, oriundas da estrutura da ponte e das cargas de tráfego.

"Estamos usando a tecnologia mais avançada atualmente na construção de pontes em todo o mundo. E diariamente temos vencido desafios, inclusive naturais. O rio Negro no subsolo é errático e as águas apresentam diferença de velocidade da correnteza em vários pontos", disse Eduardo Braga, lembrando que vão ser cravadas mais 35 estacas, que servirão de apoio ao eixo central da ponte.

Tecnologia

Os primeiros trabalhos de sondagens no rio Negro revelaram a necessidade de utilização de equipamentos especiais para a execução da obra, devido às peculiaridades da região Amazônica. Algumas das dificuldades citadas pelos engenheiros do Consórcio Rio Negro são as grandes lâminas d'água, a forte correnteza e profundidades que chegam a 70 metros, onde serão executadas as estacas das fundações da obra.

Foram necessários buscar equipamentos da região Sudeste, entre eles guindastes especiais para movimentar as "camisas metálicas" com diâmetro de até dois metros e meio que, de acordo com o engenheiro Oscar Brun, do Consórcio Rio Negro (Camargo Corrêa-Construbase), por não ser um tipo de fundação usual requer apoio especial como balsas e rebocadores de grande porte, para realizar os trabalhos no leito do rio.

Os engenheiros do Consórcio observam que a construção da ponte sobre o rio Negro representa um desafio. Por isso foram contratados consultores de renomes nacionais e internacionais para ajudar na elaboração do projeto executivo da obra.

Desapropriação

Por se tratar de uma obra de grandes dimensões foi preciso licença para a sua construção, já concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), após a apresentação de dois documentos: o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), produzidos entre julho e outubro de 2007, por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O projeto da ponte sobre o rio Negro prevê a instalação de vias de acesso e a modificação do traçado atual de vias de Manaus, o que vai gerar remanejamentos. Dados s da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) atestam que até o momento foram retiradas e indenizadas 108 famílias que moravam na estrada da Estanave, no bairro Compensa, local onde começa o traçado da Ponte sobre o Rio Negro. O total de investimentos com as indenizações é de R$ 9, 7 milhões.

As indenizações são feitas com base nas tabelas nacionais que regem o preço da construção civil no Brasil. O trabalho de levantamento dos valores de todos os itens dos imóveis é feito pela equipe de engenharia da Suhab. A avaliação do imóvel é composta pelo valor do terreno (para quem possui documento da terra) e também pelas benfeitorias realizadas.

De acordo com o diretor-presidente da Suhab, Robson Roberto, as famílias estão sendo indenizadas a partir da necessidade de liberação da área para as obras. A primeira etapa do processo de desapropriação termina no dia 15 de julho. No total, serão pagos R$ 30 milhões em indenizações. No lado de Iranduba não será preciso fazer desapropriações, pois a área atingida é inabitada.

O projeto de construção da ponte terá dois trechos convencionais, localizados próximos às margens do Rio Negro, e dois trechos estaiados, ou seja, suspensos por cabos ou estais, localizados na parte central do rio, sustentados por uma torre central.

Sobre o Consórcio Rio Negro

A ponte é uma obra executada pelo Consórcio Rio Negro, formado pelas empresas Camargo Corrêa e Construbase.

A Camargo Corrêa é uma das maiores empresas de engenharia do país e acumula experiências em estudos e projetos de engenharia, consultoria e assessoria técnica. Ajudou a erguer grandes obras (metrôs, portos, aeroportos, rodovias, hidrelétricas, ferrovias e obras de saneamento básico e de desenvolvimento urbano) no Brasil e países da América Latina e da África.

A Construbase participou da construção da ponte estaiada sobre o Rio Guamá (Alça Viária), Belém - PA e da ponte estaiada Forte-Redinha, no Rio Grande do Norte.

DIMENSÕES DA PONTE

- Comprimento total da ponte: 3.600m;
- Comprimento trecho estaiado: 400 m;
- Plataforma de 22,60 m;
- Comprimento acesso da margem direita: 5.580 m;
- Comprimento acesso da margem esquerda: 1.940 m;


A seção transversal do trecho estaiado:
- Dois passeios para pedestres com largura livre de 1,50 m cada;
- Quatro faixas de 3,50 m (pistas carroçáveis);
- Duas faixas de segurança de 0,65 m cada.

NÚMEROS DA PONTE

Concreto Estrutural (m3) – 138.000 – equivalente a 25 prédios de 20 andares
Aço CA-50 (toneladas) – 12.300 – equivalente 20 balsas cheias de aço
Aço CP-190 RB (toneladas) – 1.630
Aço CP-172 RB (toneladas) – 570
Cimento – um milhão de sacas de cimento
Vigas Pré-moldadas 45 metros (peças) – 213
Pilares /apoios (unidades) – 72
Base de Solo-Areia-Seixo (m3) – 47.000
Revestimento Betuminoso (toneladas) – 72.000
04/07/2008
 
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