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Depois de ter o ritmo das obras desacelerado nos últimos cinco meses como reflexo da crise financeira global, o setor da construção civil de Cuiabá recebe uma nova injeção de ânimo com a revelação de que a Capital mato-grossense será uma das cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo. Apesar do evento estar agendado para 2014, o setor já tem perspectivas positivas, retomando o boom de construções registrado antes da crise. As especulações imobiliárias vêm junto, já que todos querem estar o mais próximo possível dos jogos.



As cotações de preços e especulações sobre terrenos disponíveis nas proximidades do Estádio Verdão e até mesmo imóveis já edificados estão sendo feitas e as projeções apontam para uma valorização de até 50% no valor do metro quadrado naquela região, em função da infraestrutura que será empregada para receber os jogos. Nela estão a ampliação de ruas e avenidas, restaurantes, hotéis e outros empreendimentos necessários já que é esperado um elevado número de visitantes.

O gerente de Negócios da Imobiliária e Construtora São Benedito, César de Moraes, afirma que o metro quadrado na região do bairro Verdão custa atualmente cerca de R$ 2 mil. A área é habitada por famílias das classes B e C e não tem uma estrutura urbana como nos bairros da classe A. Porém, mesmo não sendo uma região de alto padrão, a previsão é que o valor do metro quadrado aumente em torno de 50%, podendo chegar a R$ 3 mil nos dois anos que antecederem os jogos.

"O valor chegará aos patamares do cobrado atualmente na região do Pantanal Shopping e Três Américas, onde naturalmente a valorização é maior porque tem toda uma infraestrutura no entorno", diz ao citar como exemplo hospitais, bancos, lojas, bares, farmácias e outros empreendimentos que estão situados próximos o que tende a majorar o valor do metro quadrado de edifícios destinados tanto às residências quanto à atividade comercial. Mesmo com a estimativa de alta, o gerente considera que isso não é imediato e que também vai depender das obras que a região vai receber. Por enquanto, as construtoras estão estudando as possibilidades.

Levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci-MT), aponta que o metro quadrado mais caro de Cuiabá está localizado na avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), onde varia de R$ 950 a R$ 1,5 mil. O segundo mais valorizado é na região do Goiabeiras onde o m2 está cotado entre R$ 920 e R$ 1,380 mil, seguido pelo Jardim das Américas que varia entre R$ 900 e R$ 1,2 mil. O conselho ressalta que os valores estão relacionados à existência de shoppings na região.

Demanda - O diretor regional da Vanguard Home, Márcio Ferreira, afirma que a procura nos estantes da construtora aumentou 70% depois que Cuiabá foi confirmada como uma das cidades que será sede dos jogos. "O anúncio foi no fim de maio e nas duas primeiras semanas deste mês as pessoas começaram a nos procurar, porém todos os apartamentos já foram vendidos", diz ao informar que a Vanguard Home tem dois empreendimentos na região do Verdão. O primeiro tem entrega prevista para setembro de 2010 e o segundo em 2011.

Um dos que adquiriram apartamentos da construtora foi o administrador de empresas João Evilásio Branco, 40, que comprou duas unidades. Ele conta que é investidor e que já possui outros dois apartamentos em Cuiabá e mais dois em Santa Catarina. "Moro em uma casa com minha família, mas compro apartamento como investimento, pois imóvel não perde valor, ao contrário, é valorizado", diz ao acrescentar que pretende alugar os apartamentos da região do Verdão durante os jogos da Copa.

Também pensando na realização do evento esportivo em Cuiabá, o diretor da Vanguard Home afirma que a empresa tem quatro terrenos na região do Verdão e que alguns projetos já estão sendo montados com foco nos jogos. "Prevemos um lançamento naquele local nos próximos meses. Ele também comenta sobre a valorização dos futuros empreendimentos e também sobre os que já existem, tanto casas como apartamentos, e estima que poderá ter o valor entre 20% e 30% maior se comparado ao preço atual.

Para o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Júlio Flávio Miranda, o evento esportivo vai trazer mais que valorização imobiliária. Segundo ele, a região terá uma infraestrutura de uma região metropolitana com locais para estacionamento, transportes mais rápidos, construção de hotéis e outros estabelecimentos para atender a demanda. "Na Copa da Alemanha, por exemplo, muitas prédios foram transformados em hotéis, cujos donos alugaram os apartamentos no período. Havia até mesmo montagem de estruturas em aço e revestidas de pano para improvisar leitos".

Moderação - Mesmo com toda agitação e boas expectativas sobre a Copa do Mundo, o presidente do Creci-MT, Carlos Alberto Lúcio da Silva, afirma que a especulação não vai gerar uma valorização tão elevada como as pessoas esperam. Ele argumenta que o evento dura pouco menos de dois meses e que isso deve pesar na hora de se vender ou alugar imóveis. "O que vai contar mesmo na hora da venda é a estrutura do local, se existe avenidas e empreendimentos ao redor que agregam valor à região, por exemplo".

Na opinião do presidente do Creci-MT, haveria maior impacto no valor dos imóveis caso o estádio fosse construído em um local sem estrutura, cuja valor do metro quadrado é baixo. Para ele, os reflexos seriam mais expressivos e aumentaria a área na cidade onde há uma estrutura urbana considerada boa para habitação. "Nossa perspectiva é que o governo cumpra com as exigências para a Copa, para que possamos receber os investimentos programados".

A todo vapor -Independentemente da realização da Copa do Mundo em Cuiabá a Imobiliária e Construtora São Benedito dá sequência aos projetos com entregas e lançamentos programados. São vários empreendimentos na Capital e em agosto será lançado o condomínio vertical Parque Residencial Beira Rio, localizado na avenida de mesmo nome, que contará com quatro prédios totalizando 456 apartamentos. "São 19 andares em cada prédio com apartamentos de 60 e 70 metros quadrados".

Fonte: Gazeta Digital / Foto: Rafael Ramos
 

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O Brasil, como um todo, passa por um boom imobiliário, o que tem lançado empresas nacionais à mercados estrangeiros, sobretudo aos da América do Sul. O que preocupa é se a infraestrutura das cidades estão adequadas para suportar toda essa maré de investimentos. Em Curitiba, o Estatuto da Cidade tem sido bem rígido com as construtoras, se compararmos a situação com outras capitais brasileiras, e isso também não tem impedido a cidade de receber esse grande montante de investimentos. Outra muito beneficiada é Palmas, mas o Poder Público lá não tem força e tampouco dispõe de investimentos o suficiente para fazer a capital do Tocantins crescer num ritmo adequado, embora disponha de um planejamento urbano invejável. Legado do surgimento planejado.

Porto Velho, por outro lado, tem-se demonstrado mais como uma cidade governada pela iniciativa privada do que pelo Poder Público, ocasionando uma especulação imobiliária que faz de seu povo pagar por residências e aluguéis em bairros pouco estruturados o mesmo que paulistanos, em regiões muito melhores de sua cidade, pagariam. Campo Grande, por sua vez, não tem demonstrado muito zelo pelo cumprimento do Estatuto da Cidade, mas o surgimento de edifícios está adstrito à regiões bem-infraestruturadas da capital sul-matogrossense, e o Poder Público lá se demonstra atuante por todas as regiões daquela cidade. Dos males, o menor, embora ainda seja um mal.

Cuiabá já está num pêndulo, por assim dizer. Ora o Poder Público atua, ora a iniciativa privada toma conta da área. Verdadeiros edifícios maravilhosos tem surgido por toda a capital cuiabana, o que demonstra o grande giro de capital por lá. Ao mesmo tempo, o cumprimento do Estatuto da Cidade está adstrito mais em o Poder Público correr atrás das consequências que a grande densidade urbana trouxe, do que limitar as áreas de atuação e construção desses edifícios à regiões capacitadas para recebê-los. São Paulo era assim, e só na última década começou a mudar.

Estive em Cuiabá e constatei a fórmula clássica do sufoco urbano: grande densidade urbana em locais carentes de avenidas e vias, ocasionando congestionamentos consideráveis para uma cidade daquele porte. Conheci a Avenida do CPA, altamente verticalizada em vários pontos e, ao mesmo tempo, com terrenos baldios em outros tantos. Ainda assim, com áreas de sobra para novos investimentos, a avenida já apresenta problemas de tráfego em vários horários do dia.

O Poder Público precisa atuar mais em Cuiabá e fazer valer o Estatuto da Cidade. O taxista que me levou para cima e para baixo na cidade, um senhor de idade e cuiabano de txápa e crúx, disse-me que, quando a avenida do CPA foi construída, foi determinado que os edifícios daquela via não passassem dos 5 ou 10 andares. Se o que ele me disse é verdade, percebe-se que não houve respeito ao próprio investimento ali aplicado, ou ao menos inércia do Poder. Se, de tudo, for mentira, fato é que a avenida do CPA (e outras tantas daquela cidade) não aguentarão por muito tempo se não sofrerem intervenção estatal.

A paisagem verticalizada de uma cidade é linda. Indica desenvolvimento, crescimento, urbanização, dinamismo... Mas se ele não estiver condinzente com a realidade da estrutura local, só indicará o contrário disso tudo. Fica o alerta.
 

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O Brasil, como um todo, passa por um boom imobiliário, o que tem lançado empresas nacionais à mercados estrangeiros, sobretudo aos da América do Sul. O que preocupa é se a infraestrutura das cidades estão adequadas para suportar toda essa maré de investimentos. Em Curitiba, o Estatuto da Cidade tem sido bem rígido com as construtoras, se compararmos a situação com outras capitais brasileiras, e isso também não tem impedido a cidade de receber esse grande montante de investimentos. Outra muito beneficiada é Palmas, mas o Poder Público lá não tem força e tampouco dispõe de investimentos o suficiente para fazer a capital do Tocantins crescer num ritmo adequado, embora disponha de um planejamento urbano invejável. Legado do surgimento planejado.

Porto Velho, por outro lado, tem-se demonstrado mais como uma cidade governada pela iniciativa privada do que pelo Poder Público, ocasionando uma especulação imobiliária que faz de seu povo pagar por residências e aluguéis em bairros pouco estruturados o mesmo que paulistanos, em regiões muito melhores de sua cidade, pagariam. Campo Grande, por sua vez, não tem demonstrado muito zelo pelo cumprimento do Estatuto da Cidade, mas o surgimento de edifícios está adstrito à regiões bem-infraestruturadas da capital sul-matogrossense, e o Poder Público lá se demonstra atuante por todas as regiões daquela cidade. Dos males, o menor, embora ainda seja um mal.

Cuiabá já está num pêndulo, por assim dizer. Ora o Poder Público atua, ora a iniciativa privada toma conta da área. Verdadeiros edifícios maravilhosos tem surgido por toda a capital cuiabana, o que demonstra o grande giro de capital por lá. Ao mesmo tempo, o cumprimento do Estatuto da Cidade está adstrito mais em o Poder Público correr atrás das consequências que a grande densidade urbana trouxe, do que limitar as áreas de atuação e construção desses edifícios à regiões capacitadas para recebê-los. São Paulo era assim, e só na última década começou a mudar.

Estive em Cuiabá e constatei a fórmula clássica do sufoco urbano: grande densidade urbana em locais carentes de avenidas e vias, ocasionando congestionamentos consideráveis para uma cidade daquele porte. Conheci a Avenida do CPA, altamente verticalizada em vários pontos e, ao mesmo tempo, com terrenos baldios em outros tantos. Ainda assim, com áreas de sobra para novos investimentos, a avenida já apresenta problemas de tráfego em vários horários do dia.

O Poder Público precisa atuar mais em Cuiabá e fazer valer o Estatuto da Cidade. O taxista que me levou para cima e para baixo na cidade, um senhor de idade e cuiabano de txápa e crúx, disse-me que, quando a avenida do CPA foi construída, foi determinado que os edifícios daquela via não passassem dos 5 ou 10 andares. Se o que ele me disse é verdade, percebe-se que não houve respeito ao próprio investimento ali aplicado, ou ao menos inércia do Poder. Se, de tudo, for mentira, fato é que a avenida do CPA (e outras tantas daquela cidade) não aguentarão por muito tempo se não sofrerem intervenção estatal.

A paisagem verticalizada de uma cidade é linda. Indica desenvolvimento, crescimento, urbanização, dinamismo... Mas se ele não estiver condinzente com a realidade da estrutura local, só indicará o contrário disso tudo. Fica o alerta.
Papus... Concordo em gênero, número e grau com teu texto (como é bom ver comentários concisos e coerentes por estas bandas aqui.. rs)

Realmente na cidade de Cuiabá estão se formando gargalos no trânsito por causa, justamente, da expansão imobiliária altamente acelerada e a falta de grandes investimentos em outros tipos transportes públicos e infra-estrutura viária.

Mas com a Copa na cidade, essa situação atual poderá melhorar e muito, estão previstos túneis, viadutos, trincheiras, corredores de ônibus, além da possibilidade do VLT (espero q todas as obras saiam e sejam concluídas).
 

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Posts foram apagados por causa de uma discussão inútil.

-Cruvinel, RobertoBarrich26 e WP Gyn: não criem discussões desse tipo e não as alimentem também. Em caso de problemas, procurem a moderação e reportem posts com problemas, ao invés de ficarem criando confusões nos threads.
 

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Secretário Yuri aponta fundo especial criado pelo governador Maggi como "um diferencial"

O secretário de Turismo de Mato Grosso e presidente do Comitê Pró-Copa, Yuri Bastos, rebateu, nesta quarta-feira (23), as críticas do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), de que o Estado de Mato Grosso - em especial, Cuiabá - não tem condições de realizar os investimentos para a Copa de 2014, como prevê a Fifa.

O parlamentar tucano também afirmou que, dificilmente, a capital mato-grossense conseguirá atrair investimentos da iniciativa privada. Dias fez as observações em entrevista à Agência Senado, em matéria reproduzida pelo MidiaNews na terça-feira (23).

O senador do Paraná disse que Cuiabá, Manaus, Recife, Brasília - "sem desmerecer nenhuma dessas cidades" - não conseguirão recursos privados para executar grandes obras. Além disso, enfatizou que, se o Governo não investir, "o país passará uma vergonha".

Ao MidiaNews, Yuri Bastos observou que, se uma das 12 cidades escolhidas - entre elas, Cuiabá - deixar de ser subsede por falta de investimentos, será, de fato, uma vergonha para o País e para o Estado. No entanto, destacou que isso não acontecerá com Mato Grosso. O secretário afirmou que Cuiabá é a única cidade a criar um fundo próprio para construção de um novo estádio. Ele disse que a Fifa não exigiu 100% dos recursos privados e que esse fundo criado pelo governador Blairo Maggi é "o diferencial".

"O Governo Federal se comprometeu, junto à Fifa, em realizar investimentos no área da mobilidade urbana. Não acredito que alguma cidade venha deixar de ser subsede por falta de investimentos. Caso aconteça, realmente será uma vergonha", disse o secretário.

rganização

Segundo o presidente do Comitê Pró-Copa, Cuiabá foi escolhida devido à organização e à competência da comissão e, agora, não se pode perder tempo. Além disso, disse que vai convidar o senador Álvaro Dias a conhecer Mato Grosso, assim como os projetos de infraestrutura que serão executados para a Copa.

"Fomos escolhidos e, agora, trabalhamos para iniciar as obras, pois temos um cronograma para cumprir. Já estamos prestes a lançar o edital de licitação da construção do novo estádio Verdão; e os projetos de mobilidade já foram encaminhamos ao Ministério das Cidades, que irá liberar os recursos", revelou Yuri.

O secretário explicou que as obras do Verdão serão executados com recursos do Governo Estadual e da iniciativa privada; os investimentos na mobilidade urbana serão do Governo Federal; e a iniciativa privada investirá em hotéis, restaurantes, entre outros. Ele destacou que os incentivos para atrair investimentos serão fiscais e ainda por meio de linha de créditos.

Fonte: Midia News
 

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Eng. Tráfego e Designer
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Uma coisa é fato... se não for o governo estadual, federal e a iniciativa privada dar conta de todos os projetos, pois se depender da prefeitura certamente Cuiabá será retirada das sedes.

Pois o próprio prefeito já disse: A PREFEITURA NÃO TEM COMO ABSORVER MAIS GASTOS ALÉM DOS QUE JÁ POSSUI. A única coisa que o prefeito prometeu é trabalhar com o legislativo municipal pra dar isenção de impostos as empresas que trabalharem para o EVENTO da COPA DE 2014.
 
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