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Estaleiro Atlântico Sul terá sócio coreano

A coreana Samsung Heavy Industry anuncia nesta terça-feira, às 14h no Palácio das Princesas, a entrada oficial como sócia do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que está em construção em Suape. Com isso, o projeto pernambucano ganha definitivamente uma das maiores indústrias do mundo como acionista, aumentando o poder de fogo do projeto local.

O acordo de participação acionária será assinado pelo presidente do estaleiro, Paulo Haddad, e o vice-presidente da Samsung Heavy Industry, Seoyoon Kim. Segundo um executivo que acompanha a negociação, a Samsung deve ficar com 10% do Atlântico Sul. Outros 10% ficam com a PJMR, sociedade formada por empresários do Rio de Janeiro com experiência no setor naval, 40% com a Camargo Corrêa e 40% com a Queiroz Galvão.

A Samsung já era a parceira tecnológica do EAS com contratos de prestação de serviços para o leiaute da planta industrial, dos navios Suezmax em construção para a Transpetro e na busca de fornecedores internacionais. A sociedade vem sendo discutida há meses e chegou a ser anunciada uma vez pelo diretor industrial do EAS, Reique Abe, ainda em julho de 2007. Dos contratos de transferências tecnológica, o EAS e a Samsung foi o que mais avançou, dentro do programa de estímulo a modernização da indústria naval brasileira.

O projeto do EAS vem sendo constantemente atualizado para uma dimensão maior, antes mesmo de ser inaugurado. Ele iniciou com uma projeção de investimento de R$ 670 milhões e atualmente está em R$ 1,4 bilhão. A área iria ocupar 78 hectares e agora está projetada para usar 162 hectares na Ilha de Tatuoca, em Suape.

A composição acionária também foi mudando ao longo do tempo. Inicialmente, o estaleiro foi um projeto da Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e a parceira tecnológica original era o grupo japonês Mitsui. Depois, a Andrade Gutierrez saiu da sociedade e entrou a Queiroz Galvão e a norueguesa Aker. A Aker saiu e ficou a PJMR e a Samsung no licenciamento tecnológico. A parceria então evoluiu para uma sociedade com os coreanos.

A Samsung é a segunda maior indústria naval do mundo, com capacidade para processar 600 mil toneladas de aço por ano. O EAS será o maior do Brasil e terá capacidade de processar 160 mil toneladas por ano. Já no próximo mês está previsto o início do corte de chapas de aço no EAS, com previsão de entregar o primeiro Suezmax (navio petroleiro com dimensão máxima para passar no Canal de Suez) para a Transpetro daqui a pouco mais de dois anos. Ao mesmo tempo em que constrói o empreendimento, o Atlântico Sul está formando pessoal e fazendo as contratações. A previsão é chegar até o final do ano com 1.800 profissionais qualificados e atingir o pico de contratações em 2010, com 5 mil funcionários.

Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria Metal Mecânica, Alexandre Valença, a entrada da Samsung coloca o estaleiro de Suape no mapa mundial da indústria naval. “É importante para a consolidação e dá a certeza de que o que será produzido aqui será o de mais adiantado no mundo.”

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JC Online
 

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Mameluco sangue azul
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Eu estava lendo essa notícia agora e já ia postá-la!!! Excelente, Pernambuco está começando a agir como eu gosto, sem espalhafato as coisas vão vindo para o nosso estado.

E ruge o Leão do Norte!!!


Ele ainda está deitado, quando se levantar: Te mete!!
 

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Eduardo acredita que Atlântico Sul poderá ser maior estaleiro do mundo

O governador Eduardo Campos falou com entusiasmo sobre a assinatura dos acordos acionário e de investimentos firmados, nesta terça (10) entre o Estaleiro Atlântico Sul e a Samsung Heavy Industries. A empresa coreana, que já era parceira tecnológica, é dona agora de 10% do capital da fábrica de navios instalada em Suape.

"Este ato é muito importante para o Brasil e para Pernambuco porque representa que o Estaleiro Atlântico Sul é um êxito, que vai crescer ainda mais, fazendo esta parceria estratégica com o segundo maior estaleiro do mundo que é o estaleiro da Samsung. É um sinal de que nós não vamos ser só o maior estaleiro do hemisfério sul, mas que nós poderemos ser o maior estaleiro do mundo”, destacou o governador.

O evento aconteceu no Salão das Bandeiras do Palácio do Campo das Princesas e contou com a presença de Seoyoon Kim, vice-presidente executivo da Samsung, Paulo Cezar Haddad e Carlos Camerato, do conselho de administração do Estaleiro Atlântico Sul.

Segundo Camerato, a assinatura dos acordos representa a entrada direta de investimentos da Coréia do Sul no Brasil e em Pernambuco. “Além disso, perceberemos um salto qualitativo e quantitativo do setor, que passa por uma fase de renascimento no país, após duas décadas de desmonte", afirmou, ressaltando a política industrial do governo Lula.

Paulo Cezar Haddad classificou esta terça-feira como um dia histórico para o segmento. “O Brasil está no caminho certo para voltar a ser um ator mundial da indústria naval. O País já é a 10 ª carteira e com os novos navios encomendados em pouco tempo sermos a 6ª ou 7ª", avaliou. "Vale ressaltar o comportamento do Governo Federal e do Governo de Eduardo Campos que tiveram a coragem de fazer o que era necessário e não o que era conveniente”, falou

A tecnologia utilizada pelo Estaleiro Atlântico Sul já é licenciada pela Samsung Heavy Industries. O know-how da empresa coreana está sendo repassado por meio de três Acordos de Assistência Técnica relativos ao projeto da planta industrial do Estaleiro, layout das embarcações e suprimentos.

As obras civis do Estaleiro terminam em junho de 2009, mas as primeiras chapas que serão utilizadas na fabricação de navios e plataformas já começam a ser cortadas no próximo mês.

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JC Online
 

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Mameluco sangue azul
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^^ Rapaz, se isso acontecer, com certeza Pernambuco, Alagoas e Paraíba serão fortes candidatos a uma siderúrgica de médio/grande porte. Se isso acontecesse, sinceramente eu gostaria que ela fosse para Alagoas pois precisamos equilibrar melhor o Nordeste Oriental.
 
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