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Corredor Centro-Norte



A principal infra-estrutura compreendendo o conjunto multi-modal de transportes, Corredor Centro – Norte, interligando o Brasil Central ao Norte/Nordeste, através da Hidrovia Araguaia-Tocantins, da Ferrovia Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, integrado ao sistema rodoviário convencional e ao sistema ferroviário da Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN. Articula desse modo, privilegiada e extensa região do País, abrangendo no todo ou em parte, os estados do Maranhão, Piauí, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Bahia; com o exterior e com o restante do País via cabotagem, através do Complexo Portuário do Itaqui em São Luís(MA). Envolve também, o complexo hidroviário formado pelos rios Tocantins, Araguaia, e das Mortes, integrados a segmentos rodoviários, e às ferrovias Norte-Sul e Carajás.

O eixo de logística Centro-Norte, centrado na hidrovia Araguaia-Tocantins e Ferrovias Carajás-São Luís e Norte-Sul, constitui-se na espinha dorsal do eixo de desenvolvimento desde o planalto central até São Luís do Maranhão. Esse sistema de logística tem seu ponto central no Complexo Portuário de São Luís, composto dos portos comerciais de Itaqui e Ponta da Madeira, além do Terminal Privativo da ALUMAR – Alumínio do Maranhão S/A, responsáveis em conjunto, por aproximadamente 50% da movimentação de cargas portuárias de todas as regiões Norte e Nordeste do Brasil.


Entre as principais vantagens do Complexo Portuário de São Luís, destacam-se:

>Porto natural abrigado e de águas profundas, com calado de até 23 m, o que permite a atracação dos maiores navios do mundo, de até 400.000 toneladas;

>Disponibilidade de grandes terrenos na retro-área dos portos, favoráveis à instalação de grandes indústrias e pátios de carga e descarga nas proximidades do Complexo Portuário;

>Existência de acessos ferroviários e rodoviários seguros e eficientes;

>Equipamentos portuários e operação com grande potencial de melhora.

>O conjunto das condições naturais e operacionais aliado à sua excelente localização estratégica (centro geográfico do triângulo N. York, Rotterdan e São Paulo/Buenos Aires) e terrestre (Sistemas Ferroviário e Hidroviário, principalmente) conferem ao Complexo Portuário de São Luís o potencial de se tornar a principal porta de entrada da América do Sul para o Planalto Central Brasileiro.
 

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Discussion Starter · #2 ·
Sete estados selam união em prol do Corredor Centro-Norte

Representantes dos estados da região reúnem-se em São Luís e criam fórum

cezar scansette

Da Equipe de o estado

A finalização da ferrovia Norte-Sul, a construção das eclusas que viabilizarão a hidrovia Tocantins, a ampliação do Porto de Itaqui, o escoamento da grande produção agrícola e uma eficiente logística de transporte intermodal. Assim se resume o protocolo de intenções assinado ontem, no Palácio dos Leões, em São Luís, por representantes do Maranhão, Tocantins, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí, que integram o chamado Corredor Centro-Norte. O objetivo é unir esforços em torno de políticas de desenvolvimento em comum para os referidos estados.

Também compõe a pauta do Corredor Centro-Norte a discussão de projetos de desenvolvimento sustentável, como o incremento da produção de bioenergia, caso da indústria do álcool e também do biodiesel. Além disso, os estados reunidos pretendem cobrar do Governo Federal a finalização da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins, bem como a instalação de uma refinaria de petróleo e uma siderurgia.

Destaque ainda para a questão da produção de alimentos, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que possuem grande potencial de produção de grãos e esperam um sistema de escoamento eficiente, que tenha como ponto de destino o Porto do Itaqui, no Maranhão, devido à sua proximidade com o hemisfério norte do planeta, o que barateia os custos das exportações para a Europa e Estados Unidos.

O evento reuniu os governadores do Maranhão e do Piauí, respectivamente Jackson Lago e Wellington Dias, bem como os vice-governadores do Mato Grosso, Sinval Barbosa; Tocantins, Paulo Sidnei; e Pará, Odair Corrêa, além do secretário de Planejamento de Goiás, Othon Nascimento; e ainda o secretário da Indústria e Comércio do Tocantins, Eudoro Pedroza.

O encontro também contou com as presenças do ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger; do secretário nacional dos Portos, Pedro Brito; do diretor-gerente da estrada de ferro Norte-Sul, Eduardo Calleia Junger, e do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de transporte (DNIT), Antonio Pagot, que falou sobre o “Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) e o Corredor Centro-Norte”.
 

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Discussion Starter · #3 ·
Fórum defenderá interesses da região


O chamado Encontro de Governadores do Centro-Norte serviu ainda para a criação de um fórum permanente para acompanhar a implantação das referidas políticas de desenvolvimento. A entidade se reunirá uma vez por trimestre, sob a coordenação do estado anfitrião. A próxima reunião, ainda sem data marcada, será no Piauí. O Fórum poderá também constituir comissão especial para lhe representar oficialmente em eventos e organizações congêneres e criar grupos de trabalho para execução de estudos e tarefas específicas.

O Fórum, que terá vigência até o dia 31 de dezembro de 2010, deverá ser um instrumento de desenvolvimento das políticas nacionais de interesse dos estados-membros do Corredor. Entre suas competências está a articulação entre os ministérios do Governo Federal e os governos estaduais para a execução dos projetos incluídos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ministro

Na abertura do Fórum Permanente de Governadores do Corredor Centro-Norte, o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, proferiu palestra na qual defendeu o Plano Amazônia Sustentável (PAS). O ministro falou sobre o potencial da região amazônica, a qual integram o Tocantins, Pará e Maranhão, e reforçou a importância do desenvolvimento sustentável.

Unger disse considerar o Maranhão um dos estados que merece atenção especial porque faz parte dos dois lados da região, a Amazônia com floresta e a Amazônia sem floresta. “Além disso, nós temos preocupação com uma política agrícola - que reorganize o desenho institucional de uma agricultura moderna e democratizada. É preciso estruturar a produção para fortalecer os produtores fragilizados”, frisou o ministro.

O ministro elegeu como prioridade a tentativa de solucionar os problemas fundiários, com o fortalecimento de órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); também a criação de alternativas ambientais seguras e economicamente viáveis para os pequenos produtores agrícolas e extrativistas; e a necessidade de vincular a floresta com a indústria na Amazônia.

Ferrovia

O diretor-gerente da Ferrovia Norte-sul, Eduardo Calleia Junger, ministrou palestra sobre o “Corredor Centro-Norte e sua Importância Logística”. A estrada de ferro corta os estados do Tocantins, Maranhão e Goiás. Quando concluída, terá 1.550 quilômetros de trilhos, sendo 724 só em terras tocantinenses. O trecho de 365 quilômetros entre Açailândia (MA) e Araguaína (TO) já está concluído.

Outro trecho, Araguaína/Guaraí, com 226 quilômetros, tem previsão de conclusão em setembro deste ano. Calleia Junger disse acreditar no avanço do desenvolvimento regional com a junção dos trilhos com a hidrovia Tocantins e o Porto de Itaqui.
 

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Discussion Starter · #4 ·
Novos caminhos para a economia do Maranhão

O governador Jackson Lago e participantes do Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte avaliam que o encontro realizado na última sexta-feira (23), em São Luís, fortalece o Maranhão e vai ajudar a abrir novos caminhos também para as economias dos outros estados envolvidos (Goiás, Pará, Mato Grosso, Moto Grosso do Sul, Tocantins e Piauí).

Jackson acredita que o Fórum vai possibilitar a superação do isolamento do centro-norte, que corresponde a 43 por cento do território brasileiro, e a criação de um corredor multimodal de exportação, através da Ferrovia Norte-Sul e do Porto do Itaqui, dois dos principais temas do encontro de governadores e ministros.

“Este fórum terá suas especificidades. Vamos tratar sempre de hidrovias, de ferrovias, de eclusas, de portos, hidrelétricas, enfim, de questões de interesses comuns da região”, explicou Jackson no encerramento do encontro, na sexta-feira à tarde. De acordo com o governador maranhense, por conta das propostas concretas de interesses comuns acertadas durante o encontro, vai ser possível avançar “em direção a um novo momento, de confiança na melhoria da região”.

Para o governador do Piauí, Wellington Dias, “esse miolo central do Brasil é a região que mais cresce há muito tempo, e será a que mais vai crescer nos próximos 50 anos no Brasil”. Dias, que vai ser anfitrião do próximo fórum, em data ainda a ser definida, disse que o grande desafio para a região “será dar soluções a problemas de infra-estrutura, energia, comunicação e, principalmente, transporte”.

PORTO DO ITAQUI

Além de Jackson e Wellington Dias, participaram do encontro os vice-governadores do Pará (Odair Santos Correia), Mato Grosso (Sinval da Cunha Barbosa) e Tocantins (Paulo Sidnei Antunes) e o representante do governador de Goiás, o secretário de Planejamento, Oton Nascimento, além do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, o secretário especial dos Portos, Pedro Brito. Também presentes ao encontro o diretor gerente da Ferrovia Norte-Sul, Eduardo Calleia Junger, o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), que administra o Porto do Itaqui, João Castelo. O protocolo de intenções assinado pelas autoridades prevê também a abertura de canais junto ao Governo Federal para o desenvolvimento da região.
O Fórum vai funcionar até o dia 31 de dezembro de 2010, como instrumento de implantação das políticas nacionais de interesse dos Estados-membros do Corredor. Alguns dos objetivos são promover a articulação entre os ministérios do Governo Federal e os governos estaduais, tendo como objetivo a implantação e dinamização da execução dos projetos incluídos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC); acompanhar, avaliar e propor sugestões à implantação do Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), com atenção especial para o Vetor de Logística Centro-Norte.

O foco principal das discussões no Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte foi em torno da necessidade dos governadores buscarem retirar do isolamento a região e a criação de um corredor multimodal de exportação, com a ampliação da Ferrovia Norte Sul e o fortalecimento do Porto do Itaqui. Coube ao presidente do Porto do Itaqui, João Castelo, falar das potencialidades e importância do porto para a região, na palestra “O Porto do Itaqui e o Corredor Centro-Norte”.

De acordo com João Castelo, “o Porto do Itaqui não é importante apenas para o desenvolvimento do estado, mas para o desenvolvimento do país”, por ser o mais próximo de diversos mercados internacionais e possuir a capacidade de receber navios de grande porte e dispor de excelente infra-estrutura.

Ao diretor-gerente da Estrada de Ferro Norte-Sul, Eduardo Calleia Junger, coube fazer a palestra “O Corredor Centro-Norte e sua importância logística”, e o diretor-geral do Denit, Luís Antonio Pagot, falou sobre “O Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) e o Corredor Centro-Norte”. Todos apontaram a ferrovia e o porto como sendo “de extrema importância para a economia dos Estados envolvidos como principal meio de escoamento da produção agrícola e industrial”.

Os governadores defendem que o Governo Federal viabilize a construção de mais ramais da Norte-Sul. Querem, por exemplo, a construção dos ramais interligando Estreito/Balsas/Eliseu Martins a Miracema/Lucas do Rio Verde. O projeto original da Ferrovia Norte-Sul previa a construção de 1.550 km de trilhos, dos quais 724 km encontram-se no Tocantins, 427 km em Goiás e apenas 215 km no Maranhão, que já estão prontos e, em operação comercial. O Governo Federal já incorporou à ferrovia o trecho Açailândia-Belém. A ferrovia foi projetada para promover a integração nacional, minimizando custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste com o Sul e Sudeste, através das suas conexões com 5 mil quilômetros de ferrovias privadas.

Foi diante deste quadro que durante todo o dia os representantes de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão discutiram as perspectivas de cada Estado para o desenvolvimento da região. Também entraram em debate temas como produção de alimentos, bioenergia, minérios e logística, para a produção e escoamento destas riquezas, a solução democrática dos problemas e a sustentabilidade ambiental. O corredor Centro-Norte corresponde a 43 por cento de todo o território brasileiro com uma população de 28.227.567 habitantes, o correspondente a 15,35 por cento da população brasileira.
Os governadores e representantes do Governo Federal frisaram que “o corredor objetiva ser um instrumento e atração de políticas públicas de desenvolvimento econômico para os Estados do Maranhão, Pará, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí” e que “a união dos governadores é para propor o apoio do Governo Federal para que sejam construídos ramais ferroviários”.

Deputados defendem apoio ao fórum

Deputados federais e secretários de Estado fizeram uma avaliação positiva do Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte, instalado pelo governador Jackson Lago na última sexta-feira (23), em São Luís. Numa análise conjunta, eles concordam que a iniciativa é também de interesse do país, pois reúne objetivos e necessidades comuns entre os Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, visando, sobretudo, intensificar o escoamento das produções.

Presentes no encontro, os deputados federais Carlos Brandão (PSDB), Julião Amim (PDT), Cléber Verde (PRB), Domingos Dutra (PT) e Roberto Rocha (PSDB) assistiram, atentamente, às discussões que começaram com a importância logística do Corredor Centro-Norte, esplanada pelo diretor-gerente da Ferrovia Norte-Sul, Eduardo Calleia Junger.

Os parlamentares prometem concentrar esforços para a viabilidade dos pleitos, já que a união dos sete estados (Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará) propõe o apoio do governo federal para que sejam construídos os ramais ferroviários, interligando Estreito/Balsas/Eliseu Martins a Miracema/Lucas do Rio Verde.

O Corredor Centro-Norte depende do apoio da classe política, sobretudo, dos deputados federais na busca de recursos e da execução de obras importantes que garantam a logística necessária para proporcionar mais desenvolvimento às três regiões. Segundo Roberto Rocha, os Estados precisam se engajar para que o Itaqui passe a ser o porto da integração nacional, já que por sua excelente condição geográfica reúne características favoráveis para o escoamento rápido da produção.

“Estamos discutindo aqui assuntos extremamente importantes, debatendo um projeto de desenvolvimento não só para o Maranhão, mas para o país com o envolvimento desses sete Estados neste Corredor Centro-Norte”, disse Roberto Rocha. Segundo o parlamentar, a classe política tem que se sensibilizar e abraçar esse projeto para ajudar a elevar a produção brasileira.

Encontro positivo

Para o secretário de Educação, Lourenço Vieira da Silva, o Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte é uma iniciativa histórica, que antes era tratada de maneira espaça. Segundo ele, a presença de dois ministros fundamentais nesse processo elevou o nível dos debates.

O secretário da Fazenda, José Azzolini, disse que esse é um momento importante, pois discute uma infra-estrutura mais avançada para os Estados do Corredor Centro-Norte. Ele frisou que o Maranhão já deu passos largos neste sentido e é hora de aprofundar estudos e avançar para ajudar a alavancar a produção do Brasil.

“Vejo com muita satisfação um encontro desse porte. É uma iniciativa extraordinária, que incrementa e fortalece a produção brasileira. O Porto do Itaqui está preparado para este desafio e já virou referência no país em qualidade portuária”, lembrou o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), João Castelo.
 

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Ilha do amor
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Isso vai dá o que falar.
Bora Maranhão !!!
 
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