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Como em qualquer cidade que sofreu especulações do mercado imobiliário, no interior do estado também é possível encontrar decadência e abandono de vários edifícios. Alguns, felizmente passam por processo de revitalização de suas funções como a Estação Central de Campinas. Thread para mostrarmos as iniciativas pelo interior do estado e preciosidades que precisam de atenção urgente.
 

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Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas

Prédios históricos viram ‘fantasmas’ no Centro

06/01/2009

A Campinas da imponente arquitetura da Catedral e do Palácio dos Azulejos tem outros prédios bastante conhecidos da população que deveriam ser considerados importantes e referências da cidade, mas que estão se transformando em fantasmas urbanos na área central à semelhança do que ocorre com os esqueletos de obras inacabadas. São grandes e valorizados imóveis que fazem parte da história de Campinas, inclusive da recente, e que estão há anos fechados à espera de serem vendidos ou alugados, mas que, enquanto isso não ocorre, vão se deteriorando, preocupam a vizinhança e acabam ficando na contramão de um emperrado processo de revitalização do Centro.

Um desses fantasmas está na Rua Irmã Serafina, onde funcionou o Campinas Palace Hotel desde 1978. O antigo hotel de dez andares e 144 apartamentos inovou ao oferecer, no Centro da cidade, um estabelecimento com três salões de convenções, piscina e american bar. Mas dificuldades financeiras levaram ao fechamento, em 2004. Desde então, o prédio está fechado. Há dois anos, foi atingido por um incêndio e continua cercado por tapumes em deterioração. No fundo, duas piscinas estão atormentando a vizinhança porque, com água parada e podre, passou a ser criadouro de pernilongos. “É um inferno isso aqui”, disse a dona de casa Petra de Vicenzo, vizinha do ex-Palace. “Essa situação preocupa porque temos uma escola ao lado”, afirmou Agostinho Pimenta, que trabalha no Instituto Popular Humberto de Campos.

Não muito longe dali, na Rua General Osório, está o abandonado o prédio do antigo Cine Windsor, última grande sala de cinema a funcionar no Centro, lacrado pela Prefeitura em 2006 e desde então fechado por tapumes. As madeiras não impedem a entrada de moradores de rua, que utilizam o lugar como casa. “É preciso dar um jeito nesse prédio porque está cada dia pior. Está muito inseguro, tem uma gente muito esquisita invadindo”, disse o comerciante José Gomes de Oliveira. De propriedade da Irmandade de Misericórdia de Campinas, o Cine Windsor, de 800 lugares, foi construído na década de 1950 e funcionou, a partir de 1978 sob administração da Rede Hawai.

Ali aconteciam os grandes lançamentos cinematográficos. Era um dos mais concorridos points da cidade, onde as pessoas iam para ver e serem vistas. O Cine Windsor chamava a atenção pela sua imponência, com um saguão que reproduzia o mármore e carpetes vermelhos em seu interior. Além disso, suas dimensões, já que chegou a ter 1,8 mil poltronas, faziam com que abrigasse verdadeiros eventos cinematográficos na época.

Construído em 1893 com projeto de Ramos de Azevedo para ser a residência do Barão de Ataliba e posteriormente transformado em hotel — o Hotel Victoria — e depois nos centros culturais Victoria e Evolução, o grande solar na esquina das avenidas Campos Salles e Regente Feijó está fechado há dois anos à espera de novos inquilinos. “É um prédio tão bonito e corre o risco de ser invadido se não for logo ocupado. Já vi gente tentando entrar pela janela”, alertou o comerciante Pedro Rovere. O medo é que ocorra ocupação, como na década de 70, quando o prédio foi transformado em cortiço até ser interditado em 1980 e ficar abandonado durante uma década.

No meio da quadra, outro hotel que fez história em Campinas está fechado desde 2002. Posto à venda ou para alugar, o Hotel Savoy vem sendo cuidado ao longo desse tempo por um dos funcionários do antigo hotel, que pediu para não ser identificado. Segundo ele, os apartamentos continuam mobiliados, a manutenção é constante e o interior está como na época em que funcionava. Mas ali também o comércio vizinho se preocupa, imaginando que o cuidado pode parar e o prédio se transformar em mais um fantasma no Centro.

Os bingos que funcionavam na área central, depois de fechados pela Prefeitura, deixaram para trás prédios desocupados, como é o caso da réplica do casarão do Visconde de Indaiatuba, no Largo do Rosário, ou o edifício moderno da Rua Barão de Jaguara onde funcionou o Bingo Esplanada. “Se esses prédios não forem ocupados logo, há o risco de serem invadidos, porque tem sempre alguém tentando entrar”, contou a dentista Telma Rodrigues, que tem consultório próximo ao local.

SAIBA MAIS

Dois dos imóveis fechados no Centro são patrimônio da cidade, tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc): o antigo Hotel Victoria e a área ocupada pela réplica da casa do Visconde de Indaiatuba.

Grupo de Curitiba pretende reabrir o Campinas Palace

Prefeitura também planeja tornar o Windsor um centro de cultura

Mesmo com a deterioração em curso, há esperanças de que os fantasmas urbanos possam retornar à vida. Um dos prédios, o do antigo Campinas Palace Hotel, está prestes a ser reformado para abrigar um hotel de classe econômica. O edifício de 8,8 mil metros quadrados foi adquirido pelo grupo Benetti & Associados, de Curitiba, informou o advogado Benedito Vieira Jr., da Morebem Imóveis, que intermediou a venda. Segundo ele, as dívidas existentes estão sendo sanadas, sendo que os débitos trabalhistas foram pagos e os tributários negociados com a Prefeitura. “É só uma questão de tempo para que o grupo faça o hotel voltar a funcionar”, disse.

A Prefeitura tem interesse em um dos prédios, o do antigo Cine Windsor. As negociações com a provedoria da Irmandade de Misericórdia, proprietária do imóvel, tiveram início quando o prédio foi interditado, mas ainda não foram concluídas. Mas a entidade não está esperando a Prefeitura decidir. Segundo o provedor interior Cirilo Muraro, existem algumas propostas de locação, inclusive para centro de convenções, que estão sendo analisadas pela provedoria para ver a que será melhor financeiramente para a entidade. A Prefeitura não desistiu de instalar no lugar um Cine Cultural. O coordenador de Comunicação da Administração, Francisco de Lagos, foi procurado ontem para falar sobre o projeto para o imóvel, mas não retornou as ligações.

Os demais edifícios fechados localizados no Centro estão à espera de locação ou venda. A Agência Anhanguera de Notícias (ANN) tentou contato com os proprietários, mas não conseguiu localizá-los. (MTC/AAN)


Autor: Maria Teresa Costa DA AGÊNCIA ANHANGUERA [email protected]
Fonte: Correio Popular

http://www.puccamp.br/servicos/detalhe.asp?id=40114
 

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Campinas Palace Hotel

O Campinas Palace Hotel funcionou neste prédio de 1978 a 2004, quando fechou por dificuldades financeiras. O prédio sofreu um incêndio em 2007 e está abandonado, fechado por tapumes.

O hotel possuía 144 apartamentos em 10 andares. À época da inauguração, inovou ao oferecer no Centro da cidade, hotel com piscina, american bar e 3 salões de convenções.

(Alguem tem foto)
 

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Em Ribeirão Preto, ao menos, não há sinal nenhum de decadência. Era um dos centros do café, e hoje é uma das cidades mais ricas do Estado. Tem um clima diferente daquele que predomina no Sul e no Litoral, tem indústrias diferentes, mas não há nada de decadente lá, mesmo tendo sido uma cidade importante para a época do ciclo do café.

E, na minha opinião, lá há algum dos condomínios mais bonitos fora das grandes capitais. Progresso não falta :)
 

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Na realidade o título foi escrito de modo incorreto para o entendimento, creio eu, pois ele está se referindo a construções antigas que passaram por processos de degradação, e apenas. Isto não se refere a termos econômicos e adversos, creio.
 

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Se Jundiaí, Vinhedos, Campos do Jordão, Valinhos e outras daquela região forem revitalizadas, viram definitivamente primeiro mundo.
 

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Se Jundiaí, Vinhedos, Campos do Jordão, Valinhos e outras daquela região forem revitalizadas, viram definitivamente primeiro mundo.
Olha estive em Valinhos e Jundiaí recentemente e acho que já tá tudo tão bom que se melhorar estraga. :lol:
 

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Inconsciente Coletivo
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Do interior paulista a cidade que está mais decadente é Bauru: prédios históricos abandonados, pixação e vandalismo geral, delinquência juvenil, ruas esburacadas, sem capacidade de investimento, políticos interessados no próprio umbigo, etc. Essa sim só muda se o Dr. Frankenstein ajudar.
 

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Discussion Starter · #17 ·
esse programa vai ser bom, ou melhor, triste...

REPORTER RECORD - Domingo 26/07

O que se esconde por trás do maior porto da América Latina? Depois de semanas de investigação, o Repórter Record revela os segredos do cais e conta as histórias dos personagens que povoam as docas.

Nossos produtores mostram a fragilidade de um sistema que custou milhões de dólares aos cofres públicos. Flagramos o entra-e-sai sem controle numa área de segurança nacional. Um esquema de rodoviária num local que deveria ser mais seguro que um aeroporto.

Dentro dos navios, cargas e trabalhadores desprotegidos. Mesmo com equipamentos sucateados e péssimas condições de trabalho, há muita a disputa por uma vaga de estivador. No paredão, como é chamado o processo de seleção de candidatos, ganha a vaga quem gritar mais alto.
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Vai falar ainda sobre os usuarios de drogas e as prostitutas..
 

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Discussion Starter · #18 ·
a materia completa




O submundo do porto
26/07/2009


O que se esconde por trás do maior porto da América Latina? Depois de semanas de investigação, o Repórter Record revela os segredos do cais e conta as histórias dos personagens que povoam as docas.

Nossos produtores mostram a fragilidade de um sistema que custou milhões de dólares aos cofres públicos. Flagramos o entra-e-sai sem controle numa área de segurança nacional. Um esquema de rodoviária num local que deveria ser mais seguro que um aeroporto.

Dentro dos navios, cargas e trabalhadores desprotegidos. Mesmo com equipamentos sucateados e péssimas condições de trabalho, há muita a disputa por uma vaga de estivador. No paredão, como é chamado o processo de seleção de candidatos, ganha a vaga quem gritar mais alto.

Em volta do porto, o Repórter Record descobre uma rotina de tráfico de drogas, exploração de menores e prostituição.

Dependentes de crack, garotas de programa - muitas menores de idade - fazem qualquer negócio para conseguir a droga. A demarcação de território para atrair os tripulantes dos navios, trabalhadores da região e turistas quase sempre termina em briga.

Pior: a promiscuidade deu vida a uma perigosíssima mudança genética. Pesquisadores encontraram em Santos um vírus da Aids mais poderoso do que o normal, resistente a remédios.

Você vai saber ainda quem é a dona de uma esquina da zona portuária, que vende drogas à luz do dia, acompanhada pelos filhos.

No Repórter Record, com Roberto Cabrini, um olhar revelador sobre o porto número um do Brasil. Neste domingo, logo após o Domingo Espetacular.
 

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Discussion Starter · #20 ·
Brincadeira falar de decadência até hoje por causa do café... :nuts:

Não foi isso que eu quis dizer. Falei que a decadência é evidente principalmente nos edifícios construidos àquela época. Em nenhum momento falei que a decadência foi exclusiva da crise cafeeira, até porque muitas cidades de SP não participaram do auge dessa época.
 
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