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Mameluco sangue azul
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7/23/2009
Desigualdades marcam bacia do São Francisco
AUGUSTO LEITE

A bacia do São Francisco, que representa 7,5% do território nacional e concentra 9,6% da população brasileira, é marcada pelas desigualdades sociais e econômicas, revelou um estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 506 municípios da região, 50 são pernambucanos e, apesar da forte disparidade, Petrolina aparece como um destaque inevitável. A cidade é primeira colocada no ranking de estruturação da fruticultura, com valor adicionado de R$ 500 milhões, e a terceira que mais recebe migrantes - mais de 218 mil por ano - atrás apenas das duas metrópoles da bacia: Brasília, no Distrito Federal, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Somando-se Petrolina e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco, com Juazeiro e Curaçá, na Bahia, a produção total de frutíferos, em 2003, foi acima de 200 mil toneladas, quando todos os outros municípios do São Francisco beiraram em torno de 60 mil toneladas. Entre as principais frutas cultivadas no Estado, estão a banana, a uva, o melão, a melancia e a manga, englobando ainda cidades como Santa Maria da Boa Vista e Floresta.

De acordo com a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) de Petrolina somou R$ 1,3 bilhão, o que ajuda a comprovar que o crescimento no entorno dos centros urbanos tem superado o de regiões metropolitanas. A importância do município está também na participação na formação do valor adicionado aos serviços, representando 0,83%. Ao seu lado no centro da economia da fruticultura irrigada, Juazeiro (0,54% do valor de serviços) forma o grande conglomerado da bacia do São Francisco Nordeste. Os municípios com pouca importância econômica possuem elevada participação da administração pública no setor de serviços.

http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=23/07/2009&edt=7&mat=154559

Problemas com infraestrutura

O acesso à bacia do São Francisco, um dos principais problemas da região, será solucionado, em parte, com a finalização da ferrovia Transnordestina. Mas, para a pesquisadora do IBGE Ivete Rodrigues, as ações de infraestrutura precisam conviver ao lado do desenvolvimento. “Percebemos no Nordeste alguns vazios logísticos, as pessoas precisam percorrer longas distâncias para ter serviços básicos. Ao lado das obras, é preciso focar projetos como o que é feito por organizações não governamentais”, reforçou. A bacia já é cortada pela ferrovia Centro Atlântica, pertencente à Vale.

Outro ponto desgastado para locomoção, o rio, é hoje um grande potencial de fornecimento de energia ao Nordeste, por meio das hidrelétricas. Em Petrolina, funciona a hidrelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), com capacidade para gerar quase 1,5 milhão de quilowatts. O problema é que esses empreendimentos impedem a inundação de lagoas marginais, prejudicando a reprodução de peixes e, consequentemente, a pesca. Segundo o Ibama, enquanto em 2000, a pesca extrativa no Nordeste representava 86% da produção total, em 2004, o número caiu para 63%.

http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=23/07/2009&edt=7&mat=154560
 

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Na Suíça Sertaneja
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É uma pena que Petrolina, Juazeiro e talvez Paulo Afonso sejam as únicas grandes beneficiadas com grandes politícas públicas em todo o Vale do São Francisco. Quando os governantes perceberem o real potencial do Vale do São Francisco, todas as cidades ribeirinhas irão se beneficiar igualmente dele, e aí sim todo o Vale do São Francisco será de fato um grande oásis de desenvolvimento.
 

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Correção, a hidrelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica) é em Petrolândia e não em Petrolina, a mais perto de lá é Sobradinho.
 

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Da capital do RECÔNCAVO
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Lamentável.


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Rio São Francisco sofre impacto ambiental​


O desmatamento para produção de carvão ainda afeta gravemente a região da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, aponta estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo foi encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente, que pretende concluir até 2010 o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da bacia.

São de Minas Gerais os cinco municípios de maior produção de carvão. Além de Minas, os pesquisadores destacam as regiões de Xique-Xique (BA) e da Chapada do Araripe, na divisa entre Ceará, Piauí e Pernambuco. “O problema aqui é a lenha usada na produção de gesso. Estão acabando com a caatinga”, diz o engenheiro florestal Lêdo Bezerra Sá, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Semiárido, em Petrolina, que colaborou com o estudo do IBGE. O responsável pelo ZEE da região, Luis Mauro Ferreira, da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério, reconhece que o uso da lenha “é amplo”.

“O problema não ocorre só no norte de Minas, para consumo em siderúrgicas e olarias. No resto da bacia, é a única fonte de energia”, diz. “O problema é amplo. Temos feito um trabalho de recuperação de áreas degradadas e de mudança da matriz energética. O mais difícil é fazer chegar a informação para a população local”. O estudo aponta que apenas 7 dos 506 municípios têm alguma representação do Ibama que na região do Sub Médio está localizado em Juazeiro.

Sobre a questão do saneamento, Ferreira diz que foi traçado “horizonte de 20 anos” para que toda a bacia seja alcançada no Programa de Revitalização. “A área é muito grande. Estamos caminhando para a solução a até 15 quilômetros da calha principal, e o objetivo é resolver o problema de esgotamento sanitário, principal contribuinte da poluição”. A situação afeta tanto municípios mais desenvolvidos como aqueles estagnados economicamente - Brasília, Belo Horizonte, Petrolina e Juazeiro são exceções.

O IBGE destaca ainda o avanço da fruticultura (Juazeiro foi o maior produtor de manga do País, com 58% de participação) e da produção de grãos e de algodão. “O Brasil tem grande espaço para ocupar no mercado internacional e o semiárido tem muito a contribuir. É possível compatibilizar esse aproveitamento econômico para diminuir bolsões de miséria que sobrevivem”, avalia a geógrafa Adma Figueiredo, que coordenou o trabalho do IBGE.

Sobre o eventual impacto da transposição do São Francisco, ela declara: “Pode contribuir tanto para diminuir como para aumentar as desigualdades. Vai depender do rumo que se dará.” Na região, 78% da água é usada para irrigação. Adma diz que a articulação da sociedade está crescendo. “Chama a atenção o fortalecimento da sociedade civil em busca de uma virada no interior do Nordeste”.
 
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