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@davidpiresmaciel
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O Distrito Federal ficou em primeiro lugar no país no ensino de 1ª a 4ª. É o que revela o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação.

Uma escola bem cuidada dá orgulho. A área que estava sobrando virou uma quadra de futebol. E o cantinho ganhou uma horta, que serve para enriquecer o lanche os alunos.

“A direção e a coordenação tem o cuidado de recepcionar esse aluno na entrada. Depois, eles vão para o pátio para serem recebidos pelos professores, coordenadores e diretores. E durante todo o dia eles são acompanhados pela escola, em todas as atividades. O cidadão que queremos formar é o aquele cidadão consciente do que ele pode fazer, buscando o diferencial”, afirma a diretora Sandra Niel.

E tem mais: na escola da 314 Sul, os alunos são chamados a reaprender valores, simples como um bom dia ou obrigado. “A gente pode se relacionar melhor com as pessoas. Assim, vão existir menos conflitos”, diz o estudante Lucas de Souza, 10 anos.

Hábitos como esses ajudaram o centro de ensino a alcançar no Distrito Federal a melhor nota, de 1ª a 4ª série, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): 6,7. É por esse índice que o Ministério da Educação avalia a qualidade do ensino no país. De 5ª a 8ª, o Colégio Militar, mais uma vez, teve o melhor desempenho: também 6,7.

Na classificação entre as Unidades da Federação, o Distrito Federal ficou no topo da lista de 1ª a 4ª série. Situação bem diferente da avaliação anterior, em que o resultado foi a 4ª colocação. De 5ª a 8ª série também houve evolução. Os alunos do DF saíram do 6º lugar para a 3ª posição.

Mas, como tudo é feito com base em médias, é preciso lembrar que algumas escolas obtiveram notas baixíssimas. É o caso do Centro de Ensino 306 do Recanto das Emas e da Escola Classe Santos Dumont, em Planaltina, que ficaram com 3,5 na avaliação até a 4ª série. De 5ª a 8ª série, as piores notas foram do CEF 519 de Samambaia e o do Centro Educacional Nº 4 do Guará: 1,7.

“Nós estamos tentando levantar a auto-estima dos estudantes e resgatar os valores, principalmente com as famílias. A idéia é melhorar o resultado do Ideb e outros pontos”, fala a supervisora pedagógica, Elasir Fiúza.

Leonardo Ribbeiro / Josuel Ávila
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL609352-10039,00.html
 

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O Distrito Federal ficou em primeiro lugar no país no ensino de 1ª a 4ª. É o que revela o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação.
Para o DF encontrei os seguintes resultados:
1ª-4ª séries: 4,8
5ª-8ª séries: 3,5
Ensino médio: 3,2
Fonte: http://ideb.inep.gov.br/Site/

Segundo um thread que postei há pouco, Campo Grande liderou entre as capitais tanto entre a 1ª-4ª séries (juntamente com Curitiba - média 5,1) quanto na 5ª-8ª séries (juntamente com Boa Vista - média 4,5). Estes valores são referentes ao índice municipal.
Mas para o DF não há índice municipal :D

No índice estadual, MG e PR estão a frente do DF com 4,9 e 5,2 respectivamente, no ensino de 1ª a 4ª séries.

Não entendi porque a reportagem diz que o DF ficou em 1º no ensino de 1ª a 4ª série...
 

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^^ Acho que os dados que aparece na lista do seu link devem ser os desatualizados, pois, faltavam terminar as tabulações, e o resultado é esse aqui.

São Paulo tem a melhor educação de 5ª a 8ª série do Brasil

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Resultado é indicado pelo governo federal, com divulgação do Ideb 2007 nesta quarta-feira, 11 de junho

São Paulo tem o melhor ciclo 2 de Ensino Fundamental (5ª a 8ª série) do Brasil. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2007, divulgado nesta quarta-feira, 11 de junho, pelo governo federal. O Estado assumiu a ponta neste ciclo entre todos os Estados, ao lado de Santa Catarina, com índice de 4,3.

Além do ciclo 2 (5ª a 8ª série), São Paulo, que tem a maior rede de escolas do Brasil, cresceu também no ciclo 1 do Ensino Fundamental (1ª a 4ª série) e no Ensino Médio. Nos três ciclos superou todas as metas estabelecidas pelo governo federal para este ano.

No ciclo 1 São Paulo tem o terceiro melhor resultado do Brasil, 0,1 ponto atrás de Distrito Federal e do Paraná. Ou seja, com 4,9 de índice os alunos paulistas têm o melhor resultado do Sudeste, à frente de todos os outros três Estados da região.

No Ensino Médio o Estado está em 4º lugar, junto com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Ou seja, novamente tem o melhor resultado do Sudeste (ao lado de Minas).

Veja os índices

Séries iniciais
Estado 2007

5,0 Paraná
5,0 Distrito Federal
4,9 São Paulo
4,9 Santa Catarina
4,7 Minas Gerais
4,6 Rio Grande do Sul
4,6 Espírito Santo
4,4 Mato Grosso
4,4 Rio de Janeiro
4,3 Mato Grosso do Sul
4,3 Goiás
4,1 Roraima
4,1 Tocantins
4,0 Rondônia
3,8 Ceará
3,8 Acre
3,7 Maranhão
3,6 Pernambuco
3,5 Piauí
3,4 Bahia
3,4 Amazonas
3,4 Amapá
3,4 Paraíba
3,4 Rio Grande do Norte
3,4 Sergipe
3,3 Alagoas
3,1 Pará


Séries finais
Estado 2007

4,3 São Paulo
4,3 Santa Catarina
4,2 Paraná
4,0 Distrito Federal
4,0 Espírito Santo
4,0 Minas Gerais
3,9 Mato Grosso do Sul
3,9 Rio Grande do Sul
3,8 Acre
3,8 Goiás
3,8 Mato Grosso
3,8 Rio de Janeiro
3,7 Roraima
3,7 Tocantins
3,5 Amapá
3,5 Ceará
3,5 Piauí
3,4 Rondônia
3,3 Amazonas
3,3 Maranhão
3,3 Pará
3,1 Rio Grande do Norte
3,1 Sergipe
3,0 Bahia
3,0 Paraíba
2,8 Pernambuco
2,7 Alagoas


Ensino Médio
Estado 2007

4,0 Distrito Federal
4,0 Paraná
4,0 Santa Catarina
3,8 São Paulo
3,8 Minas Gerais
3,8 Mato Grosso do Sul
3,7 Rio Grande do Sul
3,6 Espírito Santo
3,5 Acre
3,5 Roraima
3,4 Ceará
3,2 Mato Grosso
3,2 Paraíba
3,2 Rio de Janeiro
3,2 Rondônia
3,2 Tocantins
3,1 Goiás
3,0 Bahia
3,0 Maranhão
3,0 Pernambuco
2,9 Alagoas
2,9 Amazonas
2,9 Piauí
2,9 Rio Grande do Norte
2,9 Sergipe
2,8 Amapá
2,7 Pará

Fonte: http://www.maxpressnet.com.br/notici...A&SQINF=322718
 

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Escolas dão lições de boa educação

Colégio militar teve o melhor Ideb de 5ª a 8ª. Escolas do Guará e de Samambaia estão em último

Diego Amorim - Correio Braziliense

Publicação: 22/06/2008 08:59 Atualização: 22/06/2008 09:24

Lição número 1 tirada das planilhas de 5ª a 8 ª séries que compõem o Indicador de Desenvolvimento de Educação Básica, o IDEB, divulgado ontem pelo Ministério da Educação: colégio bom não combina com violência.

As paredes velhas e pichadas balançam, a polícia prende estudantes acusados de furtos, professores sentem medo. Essa é a rotina do Centro Educacional 04 do Guará. Ali, o clima foi de resignação quando a diretora Janaína de Melo soube do resultado do Ideb. “Perguntaram se eu era louca quando, em janeiro, assumi o ‘patinho feio’ da regional de ensino. Acho que sou”, disse Janaína, 29 anos, e com uma baita responsabilidade nas costas.

A escola teve a pior média do Distrito Federal empatada com o Centro de Ensino Fundamental 519 de Samambaia. As duas marcaram 1,7 pontos, cinco a menos do que o melhor desempenho do DF, o do Colégio Militar de Brasília, e muito distante dos 8,2 pontos da campeã nacional, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. Os vencedores de Brasília e o do Brasil vivem de verbas federais, característica comum às cinco primeiras colocadas do país. O ultimo lugar está em Belém do Pará. É a Escola Estadual Eunice Weaver, dono do pífio índice de 0,1, bem pior do que a performance dos adolescentes do Guará e de Samambaia. Acima de tudo seus boletins espelham uma garotada com baixa auto-estima.

Já nos primeiros dias de aula de 2008, os professores perceberam que não adiantaria despejar novos conteúdos de português, matemática, história e geografia para os alunos. Eles estavam desmotivados, cansados, sem base para aprender coisas novas. A direção, então, começou uma campanha pela auto-estima. Daqui a duas semanas, haverá a segunda edição do Dia da Auto-estima. Os adolescentes vão cantar, dançar, tocar, mostrar seus talentos. A intenção é provar que eles podem fazer muito mais do que brigar na hora do recreio e pichar os muros da escola. “Eu vou ser advogado! Mas tenho uma preguiça de estudar. Sei lá. Não gosto, não entendo”, diz, com sinceridade, Igor de Moraes, 14 anos. Suas notas primeiro bimestre: 4,9 em português, 2,5 em matemática. “Tô tentando melhorar”, conta.



Lição número 2
Lugar de professor é na escola. E de pais também

Por ali, pais não aparecem nem para buscar o boletim dos alunos. “Me diga: como que trabalho sozinha? O que posso cobrar de um aluno se o pai não está nem aí?”, questiona angustiada a professora de matemática Eliane da Silva, 46 anos. É muito esforço. Por isso tantos professores ficam pelo caminho. Adoecem. Faltam. Desistem. “Aí os alunos ficam sem aula mesmo”, lamenta a diretora do CEF 519 da Samambaia, Hilária Soares. "Tem que trabalhar por amor”, desabafa a professora, Andréa Gonçalves, 33 anos. Ela já teve o celular roubado por um aluno e, no último mês, separou duas brigas dentro de sala.

Para chegar ao pátio do CEF 519 da Samambaia, é preciso passar por três portões. Dois deles ficam trancados com cadeado. Do contrário, os alunos fogem. A maioria não gosta de ir à escola. Só vai porque é obrigada ou por causa do lanche no meio da manhã — refresco e biscoito de sal. “Quero ser jogador de futebol. Não precisa estudar”, deixa escapulir Walliston Nascimento, 14 anos, com gel no cabelo e tênis de molinha nos pés.

Lição número 3
Bom aluno adora ir para a escola

Assim, parece exagero ouvir do diretor do CEF Polivalente, Fábio Sousa, que nem um de seus alunos vai a escola por obrigação. Mas não é. A unidade de ensino, na 913 Sul, é referência. Sustentou a terceira posição do DF com 5,2 pontos, logo atrás do CEF da 104 Norte, segundo colocado com 5,4. Neste ano, pelo menos 500 mães não conseguiram matricular os filhos no Polivalente. A lista de espera teve de ser suspensa. “Foi uma glória conseguir vaga aqui”, lembra Isabela Venâncio, da 8ª série, que antes estudava na Ceilândia, onde mora. Lá, só tinha duas aulas por dia. Faltava professor para o restante. Agora, Isabela estuda em horário integral, de 8h as 16h30. Almoça na escola, tem aulas de reforço à tarde, participa de projetos ambientais e que estimulam a leitura e o raciocínio lógico.

Lição número 4
Endereço rico não é sinônimo de nota alta. Mas infra-estrutura é essencial

O DF caiu uma posição no ranking nacional na avaliação de 5ª a 8ª séries, se comparado ao resultado de 2005. Dessa vez ficou em quarto, com média menor do que Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A disparidade entre as escolas do Planto Piloto e as demais é assustadora. Entre as 10 primeiras, sete estão no Plano. Das 10 últimas, apenas uma. “O Plano é uma área nobre. Imagina se alguém chega de fora e ver uma escola por aqui ruim e destruída. Vai pensar o quê?”, tenta explicar o contraste Rafael Gonçalves, 14 anos, aluno do CEF da 104 Norte.

Nos muros da escola de Rafael não há pichações. As salas são ventiladas, as carteiras estão conservadas, e os professores orgulhosos. “Os pais nos procuram porque sabem que temos algo diferente”, comenta a professora de matemática, Vera Lúcia Bremmer, 57 anos, há 23 na rede de ensino do DF. Professores motivados, alunos motivados. “Dá orgulho, sabe? As pessoas perguntam: ‘Onde você estuda?’ Aí eu respondo: ‘Na 104 Norte, a melhor do DF’”, conta toda empolgada Irlana Nunes, 14 anos.

Para a secretária adjunta de Educação, Eunice Santos, a desigualdade não pode ser vista como um problema. Na avaliação dela, cada escola precisa ser encarada de maneira individual. “A questão do ranking é uma coisa que a gente não gosta. As escolas são diferentes. É natural que seja assim”, comenta. Os dados do MEC ainda serão analisados pela Secretaria de Educação, mas Eunice adianta: “As escolas com pior desempenho terão, sim, atenção especial, mas é a proposta é tratar todas de maneira igual, respeitando as diferenças”.

Confira a lista completa com desempenho das escolas de todo o País:

http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_4_serie_escolas.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_4_serie_municipios.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_8_serie_escolas.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_8_serie_municipios.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_brasil.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_brasil_5_a_8.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_brasil_ate_4.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_uf_e_regiao_4_a_8.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_uf_e_regiao_ate_4_serie.pdf
http://stat.correioweb.com.br/cbonline/junho/divulgacao_uf_e_regiao_ensino_medio.pdf

Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.b...sao=13&id_noticia=14448/noticia_interna.shtml
 

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Mas nem tudo é uma maravilha...

Colégios públicos do DF enfrentam dura realidade

Diego Amorim - Correio Braziliense

Publicação: 23/06/2008 08:36 Atualização: 23/06/2008 10:09

Grandes portas de ferro separam as salas lotadas do corredor escuro. Os banheiros com urina espalhada pelo chão estão interditados porque as privadas entupiram e há dias esperam conserto. Os 12 computadores da sala de informática ninguém usa – falta o principal: acesso à internet. Essa não é a escola onde aqueles 1.800 alunos queriam estudar. “Vai contra os anseios do jovem isso aqui. Fica quase inviável desenvolver um trabalho de qualidade”, reconhece com um olhar cansado a diretora do Centro de Ensino Médio 01 da Candangolândia, Irisneide Moura, 57 anos.

Apesar dessa realidade, pelo menos nas estatísticas o ensino de 1º a 3º ano no Distrito Federal vai bem. O ranking nacional feito com base no Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, e divulgado no último sábado pelo Ministério da Educação, mostra que o DF pulou quatro posições e assumiu a liderança, empatado com Santa Catarina e Paraná. Em comparação ao resultado de 2005, aumentou 0,4 pontos e atingiu o índice 4,0. O Pará, último colocado, ficou com 2,7.

A melhora no desempenho passou longe da escola da Candangolândia. Lá, pelo contrário, as coisas só pioram. São pelo menos cinco atestados médicos apresentados todos os dias por professores deprimidos e inseguros. A diretora cansou de ver funcionários acuados no canto das salas, sendo desrespeitados por alunos. “Não existe mais confiança. Os professores não sabem mais o que vão encontrar aqui. Eles chegam para mim e dizem: `Se eu pudesse, ia para casa e não voltava mais”, relata Irisneide Moura, há 13 anos no cargo.

A disparidade entre o ensino da rede pública e da rede privada continua gritante. Enquanto as escolas particulares marcaram 5,6 pontos, as que vivem de verbas públicas atingiram a média de 3,2. “Não dá para competir. Até comecei a fazer o PAS (o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília), mas desisti quando vi que não ia passar”, conta Giselly Carrijo, 18 anos, aluna do 3º ano do Centro de Ensino Médio 01 do Núcleo Bandeirante.

Há duas semanas, um estudante do 1º ano da escola de Giselly foi esfaqueado próximo ao portão de entrada. No dia em que a reportagem do Correio esteve no colégio, uma aluna foi parar na direção porque fumava maconha no pátio. Os colegas dela disseram que o consumo e o tráfico ali são coisas comuns. “É melhor mexer com rebanho de gado do que mexer com esses meninos”, compara de maneira grotesca o vigilante. “A escola é festa. Eles não têm objetivo, não conseguem entender que por meio do estudo podem conseguir coisa melhor na vida”, diz o professor de Física Marlon Massaro, 31 anos.

Os laboratórios de química, física e biologia da escola estão trancados por falta de professor. Quase todo dia as turmas são liberadas mais cedo. Quando tem aula, a garotada reclama que não consegue entender nada. “Aqui ,eles ensinam só o básico. Você fala que não entendeu, ninguém explica de novo e fica por isso mesmo”, conta Rosely do Nascimento, que sonha em fazer um curso na UnB na área de Saúde, mas nem se inscreveu no PAS porque, explica ela, não queria se sentir mal quando visse o resultado.

Na sala de 1º ano, a chiadeira é a mesma. “A professora pede pra gente ler e só. Se estudar fosse apenas isso, não precisava nem vir para a escola”, comenta Juliana Pinheiro, 15 anos. “Não sei que milagre foi que passei direto ano passado”, confessa Douglas Soares, 17 anos, aluno do 2º ano, que pela manhã faz curso de informática no Senac. “Quero começar a trabalhar logo pra ganhar dinheiro”, completa o jovem, que mora no Riacho Fundo.

Em 2007, o índice de reprovação no Centro de Ensino Médio 01 do Núcleo Bandeirante foi de 22,7%; o de abandono, 4,1%. Ciente da realidade da escola em que leciona há cinco anos, o professor de inglês Nilson Brito, 50 anos, resolveu fazer alguma coisa para melhorar as aulas. Tirou R$ 4 mil do próprio bolso e comprou um aparelho data-show para exibir vídeos aos alunos. “Não espero retorno, mas me sinto no dever de ajudar esses meninos a chegarem a algum lugar”, discursa o professor.

A diretora da escola, Mônia Lemes, diz que atitudes como a de Nilson são raras. Por mês, ela recebe 40 atestados médicos de educadores doentes e desestimulados. “É por causa dessas coisas de ficar insistindo para aluno estudar, carga horária pesada, salas de aula cheias”, enumera Mônia, 44 anos. No armário da direção, ainda estão guardadas duas garrafas de vodca barata que foram encontradas em mochilas de alunos. “A gente pega estudante bêbado às sete horas da manhã. Esses dias, você tinha que ver, tinha uma aluna que não conseguia nem ficar em pé”, conta a diretora. O que fazer para tentar mudar tudo isso e garantir uma educação de qualidade para esses jovens? “Boa pergunta”, responde a diretora, depois de um longo silêncio.

Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.b...sao=13&id_noticia=14583/noticia_interna.shtml
 

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^^ Mas vc leu uma matéria do CEAN da Asa Norte, considerada uma das melhores do DF, 40% dos alunos são de onde? Acho que nem quero criar polêmica, mas criando, são todos alunos de Goiás, que não repassam nenhum centavo para o GDF.

Então, 60% de toda demanda do DF, é de pessoas de fora de Brasília, em todos os sentidos, saúde, educação e até empregos, por isso, que vamos passar ainda anos vendo o mesmo lenga lenga.

Apesar de todos os problemas, nós temos excelência, imagine se não tivessemos os problemas.
 
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