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Paris, France.
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Discussion Starter · #1 ·
Olá, amigos da Amazônia!
Gostei muito desse texto que li na página eletrônica da Veja e, como não sei se já foi colocado aqui no SSC Brasil, resolvi divulgá-lo.
Espero que gostem!!! Eu achei muito interessante!!!
Abraços!



12/11/2010
às 13:19 \ Amazônia
Diários amazônicos – primeira parte

Nasci e cresci lá no centro econômico do Brasil. Esta semana, um trabalho me trouxe à extrema periferia do país: a floresta amazônica. Vou passar três semanas viajando por aqui e contando pelo blog das coisas que vejo pela janela, das pessoas que encontro no caminho.


Vim para cá participar da organização de uma conferência independente, o TEDxAmazônia, cujo objetivo era refletir sobre ideias que tornem a vida melhor aqui neste planeta (entenda o que é aqui). Fiz parte do grupo de curadoria do evento. Convidamos para palestrar um monte de gente do centro econômico do mundo. Nova-iorquinos, londrinos, alemães, californianos e nórdicos aceitaram empolgados o convite (apesar da nossa política de não pagar cachê para ninguém).

A conferência durou dois dias e teve um pouco mais de 50 palestrantes. Não vou nem tentar resumir aqui o que aconteceu lá – eu nem seria capaz, de tão emocionalmente envolvido que eu estava na história. Mas, ao longo do fim de semana, uma certeza foi me dominando:

Não, aqui não é a periferia do Brasil.

Não, a Amazônia não é o lugar onde nove periferias problemáticas (Bolívia, Colômbia, Venezuela, Peru, Equador, as três Guianas, Brasil) se encontram. Aqui é o centro.

É o centro climático. É o termostato que regula a temperatura do planeta inteiro. Quando a concentração de carbono na atmosfera terrestre aumenta e a temperatura sobe, a floresta, alimentada de calor e gás carbônico, cresce. E, ao crescer, captura carbono e emite oxigênio, esfriando o mundo (um efeito que obviamente anda meio prejudicado pela nossa mania de desmatar).

É o centro hídrico. É uma bomba de ar quente que faz circular uma parte enorme da umidade da Terra. Não fosse a floresta, a América do Sul seria tão desértica quanto a África e não daria para se plantar nada em Goiás ou no Mato Grosso, não daria para se viver em São Paulo, no Rio ou em Buenos Aires.

É o centro energético. É aqui que fica a grande usina do mundo: a floresta, que captura a energia do sol e produz com ela quase toda a matéria orgânica do planeta. É essa energia que move nossa sociedade.

É o centro de biodiversidade. É o grande laboratório de pesquisa e desenvolvimento da evolução, gerando uma quantidade astronômica de espécies. Numa só árvore há mais insetos do que a maioria de nós vai ter chance de ver ao longo da vida. Em 1 hectare, o tamanho de um campo de futebol, há mais espécies de árvore do que na Europa toda.

E é sim o centro econômico do Planeta Terra, não São Paulo ou Londres ou Nova York. Num mundo em que 50% do PIB é extrair e vender recursos naturais, o centro econômico não é onde estão os bancos – é onde estão os recursos naturais. São Paulo, Londres e Nova York é onde estão os atravessadores, mas a riqueza do mundo provem daqui. E vai-se embora sem deixar rastro, para irrigar o sistema econômico mundial.

A Amazônia é o centro do futuro do mundo. É onde estão as respostas para todas as nossas questões. Isso ficou claro durante a conferência, enquanto os palestrantes subiam ao palco, um após o outro – o economista, o designer tecnológico do Vale do Silício, o pensador da educação, o químico industrial alemão, a evolucionista, o ativista digital, a designer de moda, a executiva da indústria de cosméticos, os pesquisadores de felicidade da Finlândia, o ativista urbano.

Ao final do domingo, eu estava literalmente esgotado, física e emocionalmente. Foi intenso. Passei a segunda-feira balançando numa rede, com febre, me recuperando.

Por sorte, fui fazer isso na floresta. Eu estava acompanhado de um guia, o Samuel, etnicamente índio, mas que nasceu na cultura dos brancos. Seu pai, um homem culto e inteligente que fala línguas e toca violino, abandonou a tribo antes que o Samuel nascesse, em busca de uma vida melhor. Aos 13 anos, com a curiosidade alimentada pela convivência com o avô, que falava uma língua misteriosa, Samuel disse aos pais que iria tirar um mês de férias e entrou no mato perto da divisa com a Venezuela, na periferia da periferia. Bem lá no centro dela. Achou uma tribo, disse ao chefe que queria aprender a cultura deles e só voltou para casa, todo pintado e transformado, dois anos depois.

O Samuel e um outro guia incrível, o caboclo Manuel, nos ensinaram o que puderam sobre a floresta. Comemos cabeça de saúva, com gosto de erva cidreira e pimenta. Vimos como se faz corda, com a mesma fibra que está nas pastilhas de freio dos carros mais caros. Mastigamos cascas de árvore, raízes, sementes e seiva, e reconhecemos neles o gosto e o cheiro de um monte de alimentos, medicamentos e cosméticos conhecidos nossos. Ouvimos centenas de histórias que um dia ainda vou contar aqui.

É tanta riqueza.

É tanto potencial.

É o centro do mundo.

Depois dessa experiência, minha vida em São Paulo parece tão periférica.

*

(Quem quiser acompanhar o que aconteceu no TEDxAmazônia pode assistir às palestras no site. Vão subir uma por semana, ao longo de um ano inteiro).

#

Por Denis Russo Burgierman

http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/amazonia/diarios-amazonicos-–-primeira-parte/
 

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Terra de ricas florestas
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muitoo legal ... :applause::applause:

vlw por compartilha-lo conosco abrandao :eek:kay:
 

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R.I.P. Niki
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Agradeço ao abrandão por compartilhar conosco o texto. :eek:kay:

Mas sinceramente, a mim parece mais um texto com aquele velho enfoque intelectualesco sobre a região, reforçando aquela visão exótica sobre a Amazônia, como se aqui fosse outro planeta. E reforçando a idéia de que o que presta na Amazônia é só a natureza e nada mais.

Ou seja, mais do mesmo...
 

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Amazônia!
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A Amazônia é realmente fascinante, quanto mais tbm se preserva sua riqueza cultural, melhor
Infelizmente alguns Estados da região tao perdendo suas características culturais, influenciados pela a mídia do eixo e pelas tradições nordestinas (muito importante para o Brasil... no Nordeste) por causa da falta de identidade da sua própria cultura !!
Nao podemos deixar morrem, que corra em nossas veias o orgulho da cultura amazônica, que tenhamos orgulho de ser caboquinhos!!!
 

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R.I.P. Niki
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^^ Concordo contigo em parte. Depende muito de como se dá essa influência de outras regiões. Por exemplo, se essa influência se dá em virtude de migrações que o lugar recebeu, é natural que essa influência cultural externa chegue pra ficar. Quem sai do Nordeste e vem pro Norte não vai se fingir de "caboquinho" só pra agradar os locais. Obviamente que ele vai acabar assimilando alguma coisa da cultura local, mas sua essência nordestina não vai mudar. E onde um certo grupo de imigrantes for maioria, é natural que a cultura que trouxeram consigo seja predominante naquele lugar.

O que eu acho negativo é quando essa cultura é "importada", ou seja, ela chega no lugar não em função de fluxos migratórios (os quais passam a fazem parte da história e da própria cultura do lugar), mas através da mídia ou outros meios. Um exemplo que eu observo é com relação à cultura carioca. Nenhum estado da região amazônica rcebeu um fluxo migratório significativo de pessoas do estado do RJ (eu nasci no estado do RJ, mas sou uma raridade por aqui :D). Entretanto, vc vê uma influência cultural enorme do RJ no Norte, seja na música, através do funk, por exemplo (estilo musical que eu abomino), seja através do futebol, onde vemos milhares de pessoas que nunca puseram os pés no RJ torcendo pra times daquele estado, simplesmente porque são esses times que a Globo mostra todo domingo na TV. São só alguns exemplos, mas poderíamos citar vários exemplos de vários estados diferentes.

Então é isso, acho que cultura deve ser formada naturalmente, através do preocesso histórico de formação de cada lugar, e não forçando as pessoas a serem o que nunca foram, ou induzindo-as a pensarem que tem que ser algo que não são.
 

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Amazônia!
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^^ Concordo contigo em parte. Depende muito de como se dá essa influência de outras regiões. Por exemplo, se essa influência se dá em virtude de migrações que o lugar recebeu, é natural que essa influência cultural externa chegue pra ficar. Quem sai do Nordeste e vem pro Norte não vai se fingir de "caboquinho" só pra agradar os locais. Obviamente que ele vai acabar assimilando alguma coisa da cultura local, mas sua essência nordestina não vai mudar. E onde um certo grupo de imigrantes for maioria, é natural que a cultura que trouxeram consigo seja predominante naquele lugar.

O que eu acho negativo é quando essa cultura é "importada", ou seja, ela chega no lugar não em função de fluxos migratórios (os quais passam a fazem parte da história e da própria cultura do lugar), mas através da mídia ou outros meios. Um exemplo que eu observo é com relação à cultura carioca. Nenhum estado da região amazônica rcebeu um fluxo migratório significativo de pessoas do estado do RJ (eu nasci no estado do RJ, mas sou uma raridade por aqui :D). Entretanto, vc vê uma influência cultural enorme do RJ no Norte, seja na música, através do funk, por exemplo (estilo musical que eu abomino), seja através do futebol, onde vemos milhares de pessoas que nunca puseram os pés no RJ torcendo pra times daquele estado, simplesmente porque são esses times que a Globo mostra todo domingo na TV. São só alguns exemplos, mas poderíamos citar vários exemplos de vários estados diferentes.

Então é isso, acho que cultura deve ser formada naturalmente, através do preocesso histórico de formação de cada lugar, e não forçando as pessoas a serem o que nunca foram, ou induzindo-as a pensarem que tem que ser algo que não são.
Você tem suas razões.
Que não deixemos morrer nossa cultura, nossos costumes e ritmos por causa dessas influências externas.
Modéstia, um exemplo bem forte é o Estado do Pará, recebeu mais de 3 milhões de nordestinos, a metade maranhenses, mesmo assim manteve vivo seus ritmos, lendas. culinária, sotaque e histórias amazônica e suas características nativas, até mesmo em meia a modernidade. certamente isso está sendo repassado, por esse motivo tenho certeza, vai pendurar por muito tempo a nossa rica cultura no Pará!!!
Fico triste quando vejo em eventos "culturais" em cidades da Amazônia ritmos nordestino e do Sudeste e até mesmo de outros paises e excluindo o carimbó, marabaixo (AP) e outros. É morte cultural isso!!
 

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Você tem suas razões.
Que não deixemos morrer nossa cultura, nossos costumes e ritmos por causa dessas influências externas.
Modéstia, um exemplo bem forte é o Estado do Pará, recebeu mais de 3 milhões de nordestinos, a metade maranhenses, mesmo assim manteve vivo seus ritmos, lendas. culinária, sotaque e histórias amazônica e suas características nativas, até mesmo em meia a modernidade. certamente isso está sendo repassado, por esse motivo tenho certeza, vai pendurar por muito tempo a nossa rica cultura no Pará!!!
Fico triste quando vejo em eventos "culturais" em cidades da Amazônia ritmos nordestino e do Sudeste e até mesmo de outros paises e excluindo o carimbó, marabaixo (AP) e outros. É morte cultural isso!!
Carimbó no Amazonas?? Pode ser. A comunidade paraense em Manaus, da qual vc faz parte, é muito extensa, cabe somente a ela popularizar esse ritmo. O Amazonas está aberto a todos os ritmos, seja do nordeste, do sudeste, outros países, planetas ou galáxias.
 

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Amazônia!
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Carimbó no Amazonas?? Pode ser. A comunidade paraense em Manaus, da qual vc faz parte, é muito extensa, cabe somente a ela popularizar esse ritmo. O Amazonas está aberto a todos os ritmos, seja do nordeste, do sudeste, outros países, planetas ou galáxias.
Todos!! menos do Norte!!! kkkkk
Vemos que de cultura local regional bem fraca Manaus
Ops, como vc fala: Manaus ta se modernizando!!! rsrs
Ja o Boi de Parintinss é bem recebido no Oeste paraense
Nao é atoa que os bois lançam CD em Santarém
Para paraense o AM é como se fosse AP, RJ e CE é a mesma coisa., nao fede nem cheira
Ja é o paraense sempre curtiu boi do seu visinho Maranhão,
Boi do AM uma mistura legal, de axé com batida meio carimbó, que ja ta meio funk
uma festa bem colorida e alegre
:lol:
 

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"Mãe dos deuses"
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^^
:eek:hno:

Já estamos de saco cheio de vc...

Agora Manaus não tem mais nem indentidade cultural... :eek:hno:


HAHAHAHAH!!
Mas que vc me faz rolar rir... isso me faz...
:rofl:
 

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Amazônia!
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^^ Sempre assim, contam uma piadinha pra fugir da realidade
Desde quando qem tenta ridicularizar sua própria regionalidade, como dizer que os paraenses sao caboclos que comem jacaré e farinha tem Identidade?
Amar e ter orgulho de seu Estado é respeitar sua regionalidade e os Estados que fazem parte dessa história!!!
Eu respeito o AM por sua história e belezas, mas nao tolero esses cometários ignorantes de alguns!!!
O principal Rio paraense tem o nome do seu Estado, mas ja a castanha do Pará, no AM todos sao obrigadas a chamar castanho da Amazônia. kkkkkkkkkkkkkkk, as pessoas do Sul e Sudeste acham isso ridiculo, que vergonha para os nortistas essa bobagem!!
vem pra cá com essa boca suja de farinha qerendo ser carioca. Somos amazônidas, com orgulho!!
 

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Todos!! menos do Norte!!! kkkkk
Vemos que de cultura local regional bem fraca Manaus
Ops, como vc fala: Manaus ta se modernizando!!! rsrs
Ja o Boi de Parintinss é bem recebido no Oeste paraense
Nao é atoa que os bois lançam CD em Santarém
Para paraense o AM é como se fosse AP, RJ e CE é a mesma coisa., nao fede nem cheira
Ja é o paraense sempre curtiu boi do seu visinho Maranhão,
Boi do AM uma mistura legal, de axé com batida meio carimbó, que ja ta meio funk
uma festa bem colorida e alegre
:lol:
Não vou entrar nessa guerra estado x estado, mesmo porque nada tenho contra os viZinhos. Todo mundo já percebeu a tua real intenção, que é tumultuar todos os foruns do norte. Vez por outra acesso o forum das notícias do Pará, pra me inteirar do que acontece no estado vizinho, e sempre vejo comentários seus negativos sobre o Amazonas e seu povo. Evito deixar comentários porque entendo que aquele forum é um espaço para vocês democratizarem a's notícias.
Seria bom você deixar de provincianismo, e olhar com outros olhos para a palavra ABERTURA. A cultura de um estado não se resume a um pequeno aspecto. Falar de boi pareceu até infantil demais, mesmo porque é um ritmo que não representa o Amazonas como um todo. No Amazonas, gosta-se de forró, sertanejo, axé, bossa nova, samba, rock, música clássica. Cada qual tem seu nicho. Vou te dar uma dica, já que veio estudar e viver do AM - por um período determinado, espero: não sei se és capaz, mas tente integrar-se à sociedade local, e não persegui-la com preconceitos mesquinhos. Garanto que você iria viver com mais qualidade, deixando de lado essa síndrome de forasteiro incompreendido, que já ultrapassou todos os limites.
 

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The Power Of Green
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^^É isso aí Terra falou e disse!

Xinguara!!!cara,vai passear,pega alguma "caboquinha",vai em alguma festa que você curta,vá no cinema tirar esse estresse e ver se deixa esse complexo de perseguição,que no fundo só existe na sua cabeça e(também) na camada mais baixa e ignorante da sociedade,no fim dando trela a isso você se faz tão ignorante quanto eles.
 
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