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**16º ano**
Ano XVIII
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80 reais??? :eek:

Vou abrir meu escritório lá!!!

Supreendente esse valor, pois a região nao é ruim, uma das melhores do centro, próximo ao Viaduto do Chá, Pça do patriarca e Mosteiro São Bento.
 

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Com certeza. O nosso primeiro espigão está de pé e muito bem conservado. Não é alto como o Edf. Sampaio Moreira, mas mostra o respeito à história. Tem somente 6 andares e sobre-loja. Aí embaixo coloco a foto do Arranha-Céu da Pracinha (o nome é esse mesmo), totalmente construído em alvenaria, sem o emprego de aço e concreto. Continua sendo o mais alto de Recife com essa técnica.

E Todos os prédios históricos do Recife estão assim restauradinhos e bonitinhos?
 

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Um charme esse prédio de Recife! Que bom que está assim inteiro.

Eu sei que em Curitiba e em Fortaleza, seus respectivos primeiros arranha-céus estão muito bem cuidados e bem integrados ao comércio da cidade. O de Curitiba é o Ed. Garcez, de 1925, e o de Fortaleza se não me engano é de 1929, não lembro o nome dele. Ambos tem 9 andares.
BR, o de Fortaleza chama-se Excelsior Hotel. Por muito pouco, vc quase acerta o ano dele,....hehehhe

veja abaixo

Ele já é um "senhor" de 75 anos. Vivo, só em parte, mas ainda belo. Fincado no cruzamento das ruas Guilherme Rocha e Major Facundo, o Excelsior Hotel já não funciona desde 1987. Seu primeiro andar foi todo reformado e ocupado pela imobiliária dos herdeiros do prédio, feito todo em alvenaria e com paredes que chegam a 80 centímetros de largura. A construção respira história

Raquel Chaves
da Redação


13/01/2007 15:14

Ele completou 75 anos há exatos 12 dias. Um "senhor", já. Maduro e cheio de histórias pra contar. Quando ele nasceu, O POVO noticiou com destaque que ele era o primeiro fortalezense daquele porte. Nasceu belo e imponente, e fazia a cidade chegar mais perto das nuvens e arranhar o céu. Era 2 de janeiro. O ano, 1932. Até o interventor federal estava lá pra prestigiar o "nascimento". Era o "senhor Carneiro de Mendonça", como noticiara o jornal.

Estava sendo inaugurado o Hotel Excelsior. Anunciado como o primeiro arranha-céu da capital cearense, ela só tinha sete andares. O repórter do O POVO testemunhou. E subiu ao terraço, ao ar livre, de onde se tinha a visão de uma Fortaleza que já não existe mais. "É um terraço aprasibilissimo, de onde se descortinam belissimos panoramas do mar, das serras e dos sertões visinhos", escreveu o redator. Ao lado do texto, a ilustração do edifício, com direito a desenhos de nuvens, aviõezinhos e balões. O acontecimento movimentou a cidade por anos, já que o estabelecimento de nível internacional era pioneiro na Região Nordeste.

O ano é 2007. O terraço continua aprazibilíssimo (agora, com "z" e acento agudo no segundo "i"). Mas os panoramas que se descortinam dali não são mais os mesmos. Mares sim. Já serras e sertões foram camuflados por outros arranha-céus que vieram depois. É certo que do segundo andar para cima, nada mais funciona - nem os elevadores. E tudo está como antes, excetuando-se a maior parte da mobília, que foi retirada. Mas nem o tempo e sua falta de uso (ele foi fechado em julho de 1987) roubaram-lhe a graça. O Excelsior Hotel respira história.

Hoje o Hotel pertence ao cônsul geral da Hungria, Janos Fuzesi Júnior, um senhor de 79 anos - 57 deles morando no Ceará. Vender o hotel? "Por nada nesse mundo", esquiva-se Janos. Ele herdou o patrimônio do tio, também húngaro - o arquiteto Emílio Hinko. Antes de chegar às mãos cuidadosas de Hinko (responsável por obras em Fortaleza como o Náutico Atlético Cearense e a Base Aérea de Fortaleza), mais história.

A primeira construção no local, erguida em 1825, foi o sobrado do comendador José Antônio Machado. Lá funcionou o antigo Hotel Central e o Café Riche. Em 1926 ele foi fechado e demolido em 1927. Inspirado em um edifício de Milão, na Itália, o Excelsior Hotel foi construído todo em alvenaria, por Natali Rossi, irmão de Pierina Rossi, esposa de Plácido de Carvalho, proprietário do prédio e do hotel. Anos após ficar viúva, ela casou-se com Emílio Hinko.

Dos hóspedes ilustres que já passaram por ali, na rua Guilherme Rocha, 172, esquina com rua Major Facundo, não restam mais os livros de visitas. Se existem, estão em uma sala trancada no próprio hotel, que ninguém tem coragem de entrar. "É melhor a gente não ir lá, senão você vai adquirir uma bactéria ou uma infecção respiratória", brinca Janos Cavalcante Fuzesi, filho do cônsul. Mas os jornais antigos dão conta: gente como Orson Wells e Juscelino Kubitschek já se hospedaram ali.

"A gente tem muito amor por este prédio em si, mas também pelo Centro (da cidade) em geral. Era muito mais fácil para nós e nossos clientes se fôssemos pra Aldeota", diz Fuzesi, o pai, referindo-se à ampla reforma que fez no primeiro andar do hotel em 2006 e que hoje abriga a imobiliária da família e o consulado.

De testemunha do que a construção já foi, restam traços na madeira e nos mosaicos do assoalho, nos guarda-corpos das varandas, nos móveis de sucupira, cerejeira e mogno. Se procurar bem, uma lembrança das épocas áureas. No pacotinho verde com 18 fósforos, o recado: "123 apartamentos, 13 suítes. Todos c/ ar condicionado, TV a cores e preto e branco, geladeira e telefone. Sala de estar com TV a cores. Vista para o mar. (...) Localizado no centro bancário e comercial". Pena que agora só lhe resta vida em um andar.

E no terraço, havia o baile "Sétimo Céu"


13/01/2007 15:14


Segundo os muçulmanos, não existe apenas um único céu, e sim sete, todos superpostos.

Daí vem a expressão "estar no sétimo céu", que traduz o alcance da felicidade máxima, algo incomparavelmente maravilhoso. E era lá, no famoso terraço do Hotel Excelsior, que ocorriam festas carnavalescas como a que traduzia essa sensação. Dos anos 30 ao fim dos anos 60, antes de passar pela última grande reforma, o lugar era palco de festas como o baile "Sétimo Céu". O chafurdo ocorria ao ar livre.

Com as grandes reformas que foram iniciadas por lá a partir de 1965, já sob a propriedade do arquiteto Emílio Hinko, o terraço foi adaptado para se transformar num centro de convenções. As cadeiras do auditório ainda são as dos anos 70. O terraço ganhou cobertura quase total, mas seu bar em estilo americano permaneceu com vista panorâmica. Vidraças por todos os lados. E ali elas ainda permanecem. A vista não é mais a mesma, mas continua "aprasibilíssima". As mesas do local ganharam camadas de poeira e estão de pernas para o ar. Os sofás de madeira também estão lá. E o balcão. E as colunas antigas.


fonte: o povo

FOTOS

fotos:

Raríssimo Cartão-Postal possivelmente em sua inauguração, 1931:)
Dizia: "O mais importante hotel do Norte-Nordeste"



De pé, hoje...:


foto: www.fortaleza.ce.gov.br
 

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muito massa esse thread sobre o primeiro arranha-céu de Sampa! parabéns pelo thread, muito cultural, por sinal, a gente fica sabendo de muita coisa legal. é threads como esse, bem inusitado, bem contado, que a gente respira história!:banana: :banana: :banana: :banana:
 

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80 reais??? :eek:

Vou abrir meu escritório lá!!!

Supreendente esse valor, pois a região nao é ruim, uma das melhores do centro, próximo ao Viaduto do Chá, Pça do patriarca e Mosteiro São Bento.
Vamos alugar uma sala lá?
Você monta seu escritorio e eu monto minha empresa de desenvolvimento.

Aces o prédio sempre foi comercial ate onde eu sei.

Piratininga.org said:
O edifício Sampaio Moreira é chamado de "o avô dos arranha-céus de São Paulo", pois com seus 13 andares e 50 metros de altura foi o prédio mais alto da cidade desde a sua inauguração, em 1924, até ser superado pelo Martinelli, cinco anos mais tarde. Ambos os prédios ficam a poucos metros de distância um do outro e estão situados na r. Líbero Badaró.

Foi projetado pelo arquiteto Cristiano das Neves, que convenceu o comerciante português José de Sampaio Moreira a bancar o projeto de 1.900 contos de réis. A rua Líbero Badaró, que até 1910 era uma rua estreita e mal-afamada, tinha sido alargada durante a década de 1910, como parte do plano de remodelação da região central da cidade. A Líbero Badaró passou de 7 para 18 metros de largura, e se tornou uma das mais valorizadas ruas comerciais da cidade. O escritório de Cristiano das Neves e de seu pai Samuel das Neves foi responsável por nada menos que 25 projetos para a rua entre os anos de 1910 e 1925. A Líbero Badaró encheu-se de prédios de alta qualidade arquitetônica e que formavam um conjunto estilisticamente harmonioso.

Ao que parece o próprio Cristiano das Neves escolheu a dedo o local da edificação, de modo que ficasse de frente para o espaço entre os dois pavilhões gêmeos do parque Anhangabaú, hoje desaparecidos, projetados por seu pai Samuel das Neves. O Sampaio Moreira foi o primeiro prédio a romper com o padrão horizontal dos prédios do vale do Anhangabaú, até então dominado pelos pavilhões.

O próprio proprietário, José de Sampaio Moreira, não era o único reticente quanto à construção de um edifício daquele porte. O grande urbanista Vítor Freire, rival de Samuel das Neves. A historiadora Maria Cecília Naclério Homem entrevistou Cristiano das Neves pouco antes de este falecer, em 1982, e colheu o seguinte depoimento:

"Lembrava-se, o arquiteto, de que precisou lutar contra os profisionais da Prefeituras, encabeçados por Victor da Silva Freire, então Diretor de Obras Públicas: 'Victor Freyre não queria aprovar a planta porque era francófilo, não simpatizava com prédios altos. Apesar de a altura do edifício estar conforme à largura da Rua Líbero Badaró, onde se situa, ele alegava que o balcão possuía dois metros de balanço, quando, por lei, só poderia ter 85 centímetros".

'Mas', continuou Cristiano, 'o Prefeito Firmiano Pinto estava a meu favor. Rcorremos, então à Câmara Municipal, que fez uma lei especial aprovando a construção do 'Sampaio Moreira'. E o prédio foi um sucesso. Considerado um colosso, na época, chegou até a assustar as pessoas."(HOMEM, Maria Cecília Naclério, pg. 50)

A fachada do edifício, no indefectível estilo Luís XVI, o preferido de Cristiano das Neves, é extremamente movimentada, constituindo-se de 3 módulos, um módulo central com uma grande janela e dois módulos laterais com 2 janelas menores cada. O 9º e o 10º andares são guarnecidos por um balcão corrido sustentado por mísulas no 9º e por uma colunata no 10º andar, sendo que o balcão se projeta em um grande arco no módulo central. A fachada é coroada por uma falsa mansarda e por um pergolado no terraço, originalmente concebido como um terraço-jardim e que abrigaria um salão de chá.

O Sampaio Moreira chegou até os dias de hoje perfeitamente conservado, com todas as características originais, incluindo os elevadores suecos Graham Brothers. Em seu térreo, abriga outro tradicional ponto do Centro, a Mercearia Godinho. O que mudou completamente foi a paisagem à sua volta. Os pavilhões do parque Anhangabaú foram demolidos para a construção de arranha-céus que desfiguraram o cenário do vale. O Sampaio Moreira ainda pode ser visto do Anhangabaú, no espaço que separa os prédios Conde de Prates do Mercantil Finasa.

A quem interessar: o prédio inteiro de 180 escritórios, 596 m² de terreno e 5360 m² de área útil está a venda por 6,5 milhões de reais - o preço não poucos apartamentos de alto luxo em São Paulo. Uma pechincha, em se tratando de um patrimônio arquitetônico e paisagístico da cidade em tão boas condições.
 

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Mameluco sangue azul
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E Todos os prédios históricos do Recife estão assim restauradinhos e bonitinhos?
Absolutamente todos tu não vais encontrar em lugar nenhum do Brasil, mas os que têm importância arquitetônica inegável estão em condições de razoáveis a boas.
 

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Crucismogiensis
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Crucismogiensis
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Discussion Starter · #30 ·
Que magníficas estas imagens, Foca!

Tinham que mandar à forca (se é que já morreram) os empresários e construtores que demoliram estes palacetes para dar lugar àqueles espigões e blocões horríveis que dominam parte do centro velho.
 

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Porra, mas é 80 reais só as taxas de condomínio. Tem o aluguel também não? Se não for, é absurdamente barato. Imagino quantos imóveis do centro não tem valores parecidos com esse atualmente. A prefeitura tá bobeando pra incentivar a revitalização do centro!
“O aluguel, de 150 a 200 reais por sala, é muito baixo”.
 

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Avatar: Juca Pato
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Absolutamente todos tu não vais encontrar em lugar nenhum do Brasil, mas os que têm importância arquitetônica inegável estão em condições de razoáveis a boas.
É o que eu estava dizendo, lição em matéria de conservação, no Brasil, ninguém dá.

O Sampaio Moreira, não está feio por fora, está ruim por dentro, mas isso compete ao proprietário, e não ao poder público, o que cabe ao poder público é a revitalização do Centro que está sendo levada adiante.

E Importância Arquitetônica Inegável é algo relativo.
 

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Mameluco sangue azul
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É o que eu estava dizendo, lição em matéria de conservação, no Brasil, ninguém dá.

O Sampaio Moreira, não está feio por fora, está ruim por dentro, mas isso compete ao proprietário, e não ao poder público, o que cabe ao poder público é a revitalização do Centro que está sendo levada adiante.

E Importância Arquitetônica Inegável é algo relativo.
Com certeza e a importância dada a determinada corrente arquitetônica varia de acordo com a cultura do local. Não estou dizendo que Recife é exemplo de conservação, mas está bem a frente de outras capitais. Aqui já se destruiu muito, mas o que restou, o que não é pouca coisa, está sendo preservado dentro das limitações financeiras do munícipio e a própria inicativa privada assume uma parte desse patrimônio, o que é o caso do Arranha-Céu da Pracinha que foi comprado por um empresário e restaurado. Outra solução encontrada foi manter as construções antigas preservadas e no próprio terreno, geralmente no quintal, levantam-se os arranha-céus. A parte antiga fica preservada e meio que esconde o espigão quando se vê ao nivel da rua. Mas enfim, estou ocupando demais o thread com assuntos paralelos...
 

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Não acredito que o Sampaio Moreira ta cobrando tão pouco! Se tivessemos grana, dava pra comprar pelo menos uma sala, tenho certeza que daqui uns anos isso vai valer uma fortuna!








É um dos prédios mais interessantes e diferentes do centro de São Paulo, um dos poucos que sobraram (como bem mostra as fotos do brunofoca), não deveria de jeito nenhum estar nessa situação.
 
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