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PAULOTAKIMOTO
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Volumetria discreta agrega tecnologia de fachada e vidros
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura850.asp



São 115 mil metros quadrados de área construída - ou seja, quase três vezes o E-Tower (acesse pelo menu - "Todas as páginas relacionadas ao tema"). De um lado do terreno, há uma via expressa; de outro, o estacionamento de um centro de compras, que é parceiro do empreendimento; e o vizinho lateral é uma estação de trem. E mais: a pequena rua que serve como alça de acesso ao shopping center não possui escala adequada ao prédio. Dessa forma, parece impossível - ou no mínimo artificial - estabelecer uma relação com o pedestre na cota da rua. Mais adequado, segundo os arquitetos, foi criar um térreo elevado, que pudesse se conectar em nível com a gare e com o conjunto comercial.



Para esse térreo, a equipe idealizou uma praça elevada, conectada à rua por elevadores e escadas rolantes. Nela estão o acesso principal à torre e o início da passarela que une o empreendimento ao centro de compras. “Estes se tornam complementares: enquanto os usuários do prédio passam a contar com uma gama de serviços à distância de poucos passos, o shopping center ganha milhares de clientes”, lembra Aflalo. E a ligação direta com a estação? “A gestão anterior do governo estadual havia sinalizado que a idéia seria levada adiante; mas na atual ela foi descartada, sob a alegação de que teriam de criar um segundo controle de catraca”, diz o arquiteto, desanimado.



O térreo elevado facilitou também a construção de garagens afloradas, para superar a dificuldade construtiva oferecida pela presença de rocha no subsolo. Por exigência da prefeitura - e da Operação Urbana Faria Lima -, foram implantadas mais de 1,8 mil vagas, além de edifício anexo para o estacionamento do shopping.



A volumetria tem destacada presença urbana, mas é discreta. “Um edifício alto, com lajes muito grandes, naturalmente fica com uma massa pesada. Se fosse como o WTC de NY, por exemplo, a fachada estaria resolvida com um tratamento puro, elegante. Mas no caso do Eldorado, com 32 andares, essa solução o deixaria atarracado, principalmente quando visto na diagonal”, revela Aflalo. Por outro lado, é difícil trabalhar com linhas verticais, ele confessa. “Assim, procuramos criar duas massas que marcam as fachadas principais, fazendo uma espécie de sanduíche, para que o resultado fosse mais esbelto”, afirma. Descrito assim, o truque volumétrico parece simples e não revela o histórico de quase uma década, ao longo da qual o projeto sofreu mudanças, desde a forma até o programa.



De fato, a torre, concluída no final do ano passado, possui grelhas brancas ressaltando as fachadas principais, uma voltada para a marginal do Pinheiros e a outra para o centro de compras. “Desde o momento em que chegamos a esse partido, a idéia era que a grelha fosse clara, mas não estava definido o material. Poderia ser pedra, porcelanato ou alumínio”, revela Aflalo. Eduardo Martins Ferreira, um dos coordenadores do projeto, conta: “Roberto passou em frente de um edifício modernista e me ligou dizendo que poderíamos utilizar vidro, como faziam no passado. E assim passamos a estudar essa possibilidade”. Depois de muita pesquisa, o material pareceu ideal para a equipe - “mais leve e resistente ao tempo sem deformação”, detalha Aflalo. Afinal, a proximidade da via expressa expõe o prédio à poluição constante de veículos, sem contar aquela provocada pela rota de aviões (o querosene queimado pelas aeronaves piora a situação).



Assim, o detalhamento buscou, junto com a construtora e os fornecedores, as probabilidades de emprego do material. O vidro foi utilizado de três maneiras: da forma convencional, para dar transparência às aberturas; na área em que forma uma cortina, ocupando as faixas horizontais onde estão as vigas; e, por fim, o vidro branco - “que dá identidade ao prédio”, segundo Ferreira - foi adotado como revestimento. Este é um produto belga, de última geração, que não possui chumbo em sua composição. Além disso, no seu processo de fabricação, há uma camada de pintura cerâmica, que, na colocação, fica voltada para o interior. “Para testarmos a cor, 27 amostras de vidros vindos da Bélgica”, ele relembra.



Aflalo afirma ter certeza de que, para o resultado final, “foi fundamental a sintonia entre o coordenador do projeto de arquitetura e o coordenador da construtora, que se empenharam em estudar intensamente todas as possibilidades que apareciam, como ocorreu no processo de definição do vidro e da fachada”. No caso, a boa dupla de ataque foi formada por Ferreira e Luís Fernando Bueno, da Gafisa. Seguindo a pista de Aflalo, vale destacar que o prédio foi construído com fachada unitizada, que consiste em um sistema modular no qual o fechamento vem pronto, com caixilhos, vidros e revestimento. O sistema tinha 90 módulos (uma quantidade que o fabricante considera alta, segundo Ferreira), mas era composto de apenas quatro perfis de alumínio.



Do ponto de vista técnico, o prédio revela outros aspectos interessantes. Por exemplo, no sistema de ar condicionado inovador, que dispensa centrais individuais nos pavimentos-tipo (todo equipamento fica no entreforros), aumentando a área útil dos escritórios. A estrutura, que não tem vigas, apenas capitéis em alguns pilares, é outro destaque: “Ela é travada somente pelas lajes protendidas, que possuem 27 centímetros”, explica Ferreira. Também torna o edifício especial a sustentabilidade na construção (leia PROJETO DESIGN 332, outubro de 2007); o Eldorado Business Tower foi a primeira edificação de grande porte no Brasil a receber a certificação Leed. “A preocupação com a eficiência estava presente desde 2001, muito antes de imaginarmos que o prédio seria certificado”, conclui Ferreira.


Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 338 Abril de 2008


UM VÍDEO QUE FIZ DA TORRE:

 

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Este prédio é muito lindo; os materiais de acabamento são excelentes. Um loosho.

Nem há muito o comentar sobre um artigo do Arcoweb, todos são de extrema qualidade.

Gostei do ângulo da terceira foto e da parte em que aparece a base; não conhecia estas vistas.

O que acho horrível neste prédio é o nome, ficaria tão mais bonito e charmoso se fosse apenas "Torre Eldorado".
 

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^^ O projeto fico magnifico mesmo, agora é uma tendência agregar usos complementares aos shoppings centers, tendo em vista o acirramento da concorrência, os shoppings terão que criar demanda além da existente, com isso, estão implantando anexo a eles, centros empresariais, centros clinicos, centros de convenções, hotéis e até residencias.
 

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Arquiteto e Urbanista
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^^ Ilhas sem nenhuma organização, sem nenhum cuidado urbanístico, sem nenhuma coerência com a cidade no geral.
 

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Gosto muito deste edificio!
bela reportagem.
Posso dizer que "acompanhei" a construção do Eldorado Business, pois quando vou a São Paulo costumo ir ao Shopping Eldorado e me lembro quando existiam apenas banners falando do projeto aonde hj fica o edificio...
 

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Espetacular, é um projeto acima da média que estamos acostumados a ver, é uma pena que no entorno dele haja prédios ridículos, espero que novos projetos como esse surjam nessa região, para dar um "upgrade".
 

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A região era um "deserto" de edifícios, agora praticamente toda a Marginal Pinheiros tem projetos muito bons, desde o Birmann 21 da Abril, passando pelos prédios residenciais próximos ao Villa Lobos, até onde será o CBT, quase em Interlagos.
Espero que o movimento começe pela Marginal Tietê agora!
 

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^^
Relaxa, logo essa região vai ser tomada por comerciais.
 

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PAULOTAKIMOTO
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Discussion Starter · #13 ·
Este prédio é muito lindo; os materiais de acabamento são excelentes. Um loosho.

Nem há muito o comentar sobre um artigo do Arcoweb, todos são de extrema qualidade.

Gostei do ângulo da terceira foto e da parte em que aparece a base; não conhecia estas vistas.

O que acho horrível neste prédio é o nome, ficaria tão mais bonito e charmoso se fosse apenas "Torre Eldorado".
Gosto do prédio e também detesto o nome. Manias mercadológicas para agradar um mercado muito medíocre, apesar de rico($).

Os textos do Arcoweb(Projeto Design) são bastante descritivos, mas pouco críticos e não se aprofundam em analisar um projeto. Acho válido prum site gratuito, mas meio pobre para uma revista.

Isso é uma coisa que falta no Brasil(pelo menos em São Paulo), uma revista comercial mais aprofundada, tipo Arquitectura Viva, El Croqui, GA.
 

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Um dos melhores comerciais do Brasil, sem dúvida. Muito bonito e moderno! Quisera POA ter um assim!
 

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:yes:

Essas classificações, pelo menos no caso do Brasil, parecem ser uma palhaçada.
Voce esta enganado segundo a Green Building Council Brasil é feito com total responsabilidade.......................vai acreditar, fui no ecobuilding e dormir nessa palestra
 
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