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O acto eleitoral realiza-se em 25 de Novembro. Existem duas Listas:

LISTA A | Arquitectura para todos

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http://arquitecturaparatodos2010.blogspot.com/

LISTA B | Mudar a Ordem

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http://oa-lista-b.blogspot.com/

Lista de Candidatos


LISTAS E PROGRAMAS DAS CANDIDATURAS AOS ÓRGÃOS NACIONAIS

Lista A
candidata aos órgãos nacionais
triénio 2011-2013
ARQUITECTURA PARA TODOS
enfrentar a crise, construir o futuro

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Mandatário e Delegado da Candidatura

Mandatário Ana Cristina dos Santos Tostões (1 885 S)
Delegado Nuno Manuel Rodrigues Vidigal Vieira (3 096 S)

LISTA DE CANDIDATOS

Mesa da Assembleia Geral
01. Presidente Manuel Correia Fernandes (467 N)
02. Vogal Nuno Miguel Cabral Almeida Sampaio (7 465 N)
03. Vogal Carla Patrícia Leite Ferreira Fernandes Cabral (13 126 N)

Conselho Nacional de Delegados
01. Presidente Luís Miguel Vilhena de Carvalho (3 185 S/ Madeira)
02. Vogal João Paulo de Castro e Silva Bessa (724 S)
03. Vogal Ricardo Pereira Vieira de Melo (3 866 N/ Aveiro)
04. Vogal Paulo Manuel da Costa Amaral Prazeres Pais (4 954 S)
05. Vogal Maria Teresa Mourão de Almeida (1 428 S)
06. Vogal Avelino José Pinto de Oliveira (6 060 N)
07. Vogal Margarida Maria Grácio Nunes (1 192 S)
08. Vogal Margarida Maria Trindade Vagos Gomes (8 535 N)
09. Vogal Pedro Manuel Araújo Dias Costa (2 511 S/ Médio Tejo)
10. Vogal Osvaldo José Saraiva de Sousa (12 536 S/ Algarve)
11. Vogal Pedro Carlos Bobone Ressano Garcia (4 850 S)
12. Vogal André Carinha Tavares (9 940 N)
13. Vogal João Carlos Castro Ferreira (4 942 N)
14. Vogal Florindo Belo Marques (1 129 N/ Coimbra)
15. Vogal Joana Simões Vilhena de Carvalho (8 178 S)
16. Vogal Cristina Margarida Peixoto Duarte Veríssimo (4 199 S)
suplente 01 Francisco Xavier Rocha de Aires Mateus (4 600 S)
suplente 02 Tiago Miguel Leal Rocha (14 012 S)
suplente 03 Paulo Jorge dos Santos Rodrigo (6 250 N)

Conselho Directivo Nacional
01. Presidente João Manuel Ribeiro Belo Rodeia (2 393 S)
02. V-Presidente João Pedro Simões Santa Rita Fernandes (2 203 S)
03. Vogal Miguel Nuno Pessoa Marques Judas (5 864 S)
04. Vogal Tiago Viegas do Monte Pegado (6 938 S)
05. Vogal Maria Ana Jacinto Silva Dias (2 424 S)
06. Vogal Rafael António Oliveira Gonçalves Pereira (4 247 N)
07. Vogal Pedro Belo Ravara (3 097 S)
08. Vogal Marco Roque Antunes (10 552 S)
09. Vogal Vicente Manuel Gião Roque (13 705 S)
suplente Jorge Manuel Bonito Santos (3 276 S)
suplente Paulo Jorge Serôdio Lopes (9 013 S)
suplente José Augusto França Moreira Barra (5 898 S)

Conselho Fiscal Nacional
01. Presidente Rolando José Ribeiro Borges Martins (15 586 S)
02. Vogal João Alberto Correia (3 799 S)
03. Vogal João Carlos Martins Lopes dos Santos (3 935 N)

Conselho Nacional de Disciplina
01. Presidente Manuel Fernando Nascimento Castanheira Saldanha (2 942 S)
02. Vogal Edite Maria Figueiredo e Rosa (4 436 N)
03. Vogal Pedro Augusto Canavilhas Fernandes (4 509 S)
04. Vogal José Manuel de Freitas Ferreira (6 011 N)
05. Vogal Paulo Nuno Pinto Street Martins Domingues (5 646 S)

Conselho Nacional de Admissão
01. Presidente Vítor Manuel de Matos Carvalho Araújo (1 918 S)
02. Vogal Ana Margarida Neto Vieira (7 964 N)
03. Vogal Cátia Santana Alves da Costa (10 136 S)

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ARQUITECTURA PARA TODOS
enfrentar a crise, construir o futuro

Ao longo de 30 meses de trabalho intenso, foi iniciado um novo ciclo na Ordem dos Arquitectos. Um novo ciclo que entregou tranquilidade, credibilidade e vitalidade à OA. Um novo ciclo centrado no exercício profissional, no direito à arquitectura e numa Ordem mais sustentável. Um novo ciclo concretizador que permitiu o que para muitos era já impensável: a Revogação do 73/73 com a nova Lei 31/2009, salvaguardando todos os actos próprios da nossa profissão e abrindo um novo quadro de oportunidades, de exigência e de responsabilidade.

Os próximos 3 anos em nada serão fáceis. Portugal atravessa uma crise com efeitos terríveis sobre o nosso exercício profissional, penalizando a encomenda e o trabalho. É pois tempo de conjugar esforços para equacionar e procurar as respostas mais acertadas, distinguindo o fundamental do acessório, na certeza de que, no próximo mandato, é tão estreita a margem de actuação quanto crucial a escolha precisa de cada acção a implementar para o nosso futuro profissional.

Por isso, esta candidatura procurou melhores condições para enfrentar a crise, para consolidar o trabalho realizado, para concluir as acções em curso - muitas delas determinantes para a profissão - e para implementar um novo quadro estratégico de actuação.
Para isso, esta candidatura conjugou diferentes sectores e sensibilidades que nunca antes se haviam reunido numa única equipa, procurando-a mais forte e mais capaz de ir ao encontro dos membros da OA, e partilhando um programa ambicioso, firmado no exercício profissional e articulado em 40 medidas fundamentais que melhor demonstram o caminho proposto para os próximos 3 anos.
É este o compromisso que assumimos com todos os arquitectos. É este o compromisso que assumimos para (re)construir o presente e o devir da nossa profissão.

ENFRENTAR A CRISE
> Promover a Diversificação Profissional
01. Salvaguardar os Actos Próprios da Profissão, designadamente no urbanismo e na construção, acompanhando a implementação da Lei 31/2009 e procurando melhorar a Portaria 1379/2009 no âmbito da respectiva Comissão de Acompanhamento.
02. Concluir a instalação dos Colégios de Especialidade, para melhor enquadramento e afirmação dos seus domínios profissionais.
> Melhorar a Habilitação e Capacitação Profissional
03. Concluir a Certificação da OA como Entidade Formadora, melhorando a formação contínua e especializada em articulação com as SR\\\'s.
04. Ampliar e consolidar a Rede Universidades, sensibilizando as Escolas de Arquitectura para maior aproximação à diversidade profissional e para maior envolvimento no enquadramento profissional dos estudantes.
> Acompanhar o Trabalho e o Emprego
05. Pugnar por iguais direitos entre Licenciados Pré-Bolonha e Mestrados Pós- Bolonha no acesso e desempenho de idênticos actos próprios, designadamente na administração pública.
06. Procurar que os arquitectos, enquanto trabalhadores por conta própria, possam aceder ao Subsídio de Desemprego.
07. Continuar a melhorar a informação sobre os vínculos jurídicos entre arquitectos ou em regime de subordinação no exercício profissional.
08. Ampliar informação sobre Oportunidades de Trabalho, em articulação com as SR\\\'s.
> Acompanhar a Encomenda
09. Promover o Concurso Público de Concepção junto da administração pública como garante da qualidade e sustentabilidade do ambiente construído, propondo a optimização de procedimentos em articulação com as SR\\\'s.
10. Criar um Observatório da Encomenda, acompanhando a encomenda pública e privada, disponibilizando informação estatística e divulgando informação sobre concursos nacionais e internacionais, em articulação com as SR\\\'s.
> Promover a Livre Circulação e Internacionalização
11. Acompanhar, em articulação com as Escolas de Arquitectura, os processos de reconhecimento dos Mestrados Integrados no quadro da Directiva Europeia Qualificações.
12. Procurar a criação da Marca Arquitectura em colaboração com o AICEP, equacionando acções de promoção e divulgação da arquitectura nos mercados considerados prioritários.
13. Concluir a institucionalização do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) como Associação de Direito Privado sem fins lucrativos.
14. Ampliar e consolidar a Rede Lusofonia, procurando regimes de circulação de arquitectos entre os Países de Língua Portuguesa.
15. Ampliar as sinergias com parceiros, designadamente a AIP/FIL e a EXPONOR, com vista à promoção da arquitectura portuguesa em feiras nacionais e internacionais.
> Acompanhar o Investimento Público e Privado
16. Pugnar junto do Governo para a retoma do investimento público, designadamente nos quadros da reabilitação sustentada dos centros e periferias urbanas, e da adequação do parque edificado à redução de emissões de CO2.
17. Promover aproximação à Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) e outras análogas, equacionando a Arquitectura como recurso estratégico para a recuperação do sector.

MELHORAR O ENQUADRAMENTO PROFISSIONAL
> Melhores Condições para o Exercício Profissional
18. Continuar o trabalho na Comissão de Acompanhamento ao Código dos Contratos Públicos, propondo alterações que limitem o menor preço como condição de contratação de arquitectura.
19. Propor ao Governo a criação de Tabela de Honorários para Projectos de Arquitectura.
20. Propor ao Governo a criação de Código da Construção e Edificação, por forma a articular e compatibilizar a legislação dispersa e contraditória.
21. Continuar a acompanhar a legislação incidente sobre o exercício da profissão e a qualidade da construção e edificação, procurando habilitar a OA para melhor antecipação e resposta.
Melhor Regulação da Admissão e do Exercício Profissional
22. Defender os princípios deontológicos e a dignidade da profissão, melhorando as condições de trabalho do Conselho Nacional de Disciplina e iniciando a revisão do Regulamento de Deontologia.
23. Avaliar e implementar o Registo de Autorias na OA.
24. Continuar a participação na Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, defendendo a especificidade da formação em arquitectura e pugnando pela defesa dos direitos do consumidor.
25. Equacionar o Sistema de Admissão à OA no quadro da qualidade da arquitectura e do exercício profissional, bem como da defesa e protecção dos candidatos, atendendo às recomendações europeias e ao novo enquadramento legal, designadamente a Lei 31/2009.
26. Concluir o processo de certificação para a realização dos actos próprios através do Cartão de Cidadão, ao abrigo do protocolo com a Agência para a Modernização Administrativa.
> Maiores Benefícios Profissionais e Sociais
27. Continuar o trabalho no âmbito dos Seguros Profissionais, designadamente em colaboração com empresas internacionais de seguros direccionadas para arquitectos, e procurar a implementação de Sistemas de Saúde e de Complemento de Reforma com entidades externas à OA.

AMPLIAR O DIREITO À ARQUITECTURA
> Melhorar o Ambiente Construído
28. Pugnar por uma Política Pública de Arquitectura, prevista no Programa do Governo, continuando a participação no Grupo de Trabalho do MAOT e promovendo o 2º Fórum para as Políticas de Arquitectura dedicado ao papel da administração pública.
29. Participar activamente na discussão pública sobre a Nova Lei do Solo, bem como acompanhar a legislação que incida sobre o Ambiente e o Ordenamento do Território.
30. Promover o 1º Encontro sobre Sustentabilidade de Edifícios e de Cidades e continuar a colaborar em acções que visem a sustentabilidade ambiental e energética.
> Promover e Divulgar a Arquitectura
32. Equacionar a autonomização da área socio-cultural da OA num Centro de Arquitectura, à imagem de congéneres europeus, e melhorar o Serviço Educativo da OA, disponibilizando acções e instrumentos junto do ensino básico e secundário.
33. Optimizar as parcerias institucionais no âmbito das principais Bienais de Arquitectura, garantir a consolidação da Exposição Habitar Portugal e assegurar a presença da OA na Associação Trienal de Arquitectura de Lisboa e na Casa da Arquitectura.

MELHORAR A SUSTENTABILIDADE INTERNA DA ORDEM
> Promover a Sustentabilidade Financeira
34. Diminuir o passivo e procurar resultados anuais positivos da OA.
35. Consolidar os novos recursos, instrumentos e infraestruturas de gestão, incluindo auditorias anuais às contas.
36. Concluir a desmaterialização de processos e procedimentos, e implementar a página do membro em área digital reservada para a realização on-line de procedimentos administrativos pelos membros.
> Promover a Sustentabilidade Orgânica
37. Implementar a Revisão do Estatuto e concluir o procedimento para a eventual criação de novas Secções Regionais.
39. Consolidar a estrutura nacional de recursos humanos da OA, clarificando os objectos de trabalho e fortalecendo o sector ligado à profissão e à arquitectura.
> Melhorar as Instalações
38. Concluir o Contrato de Comodato da Sede Nacional com a Câmara Municipal de Lisboa, equacionando a respectiva aquisição, e acompanhar o processo da nova Sede da SRN.
39. Executar as obras de beneficiação já projectadas para a Sede Nacional.
> Melhorar a Comunicação e Informação
40. Pugnar por maior visibilidade pública da OA e consolidar os seus suportes de informação, melhorando os backoffices do Boletim e das Redes Sociais, e renovando o website nacional com área reservada para membros, equacionando a criação de banco de dados com informações relevantes para a prática profissional e para a formação contínua on-line.

Por isso, ARQUITECTURA PARA TODOS,
porque propomos maior equidade para todos os arquitectos na sua diversidade;
porque propomos uma OA para unir os arquitectos e dignificar o seu exercício profissional, mais capaz de salvaguardar e prestigiar todos os seus actos próprios;
porque defendemos uma nova ética de partilha com os cidadãos, na procura permanente de melhor arquitectura, de melhor ambiente construído e de mais qualidade de vida para todos os portugueses.

in http://oasrn.org/con_outras.php?id1=56




Lista B
candidata aos órgãos nacionais
triénio 2011-2013
MUDAR A ORDEM
REFORÇAR A PROFISSÃO
PELOS ARQUITECTOS
PELO INTERESSE PÚBLICO

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Mandatário e Delegado da Candidatura

Delegado Pedro Filipe Pinheiro de Serpa Brandão 1049

LISTA DE CANDIDATOS

Mesa da Assembleia Geral
Presidente Fernando António de Oliveira Travassos 1292
Secretário Jorge Filipe Ganhão da Cruz Pinto 2332
Secretário Maria Celina Silva Adriano 9299

Conselho Nacional de Delegados
Presidente Pedro Lourenço Cruz dos Santos Costa 2902
Vogal Maria Luísa Silva Ferreira Ambrósio 993
Vogal Cândido Celestino Chuva Gomes 1498
Vogal Susana Machado Gaivoto 17287
Vogal Armindo Bernardino Neves Pombo 1941
Vogal Virgínio Manuel Duarte de Pinho Moutinho 2854
Vogal João Domingos Mestre 2681
Vogal Nuno Alexandre Dias Rocha 12369
Vogal Helena Susete Figueira Freire de Almeida 17458
Vogal Ricardo Duarte Mota 18198
Vogal Sophia Cardoso da Costa Martins 18769
Vogal Ana Cristina Santos Bordalo 7796
Vogal Luís Miguel Almeida Santos 18124
Vogal Rui Manuel Godinho Ribeiro 1169
Vogal João Gabriel Reis Mariz Graça 1506
Vogal João Eduardo Faria e Maia de Macedo 2470
Suplente Carlos Augusto Sousa e Faro Clara 2222
Suplente António Veiga Moreira de Figueiredo 1646
Suplente Sara Eloy Cardoso Rodrigues Freire da Cruz 7947

Conselho Directivo Nacional
Presidente José Manuel Charters Monteiro Conceição 526
Vice-Presidente Dulce Moreno Marques de Almeida 1749
Vogal Manuel Vaz Pinto de Queiroz 925
Vogal Jorge Manuel Mangorrinha Martins 4169
Vogal Cristina Luzia Pereira de Abreu Castelo Branco 5550
Vogal Ana Cristina de Madureira Valadas de Sousa Roxo 2495
Vogal João Pedro Rodrigues Guimarães 2232
Vogal Luís André Salgueiro Freire da Cruz 8244
Vogal João Robin de Andrade Barros Gomes 7770
Suplente Pedro Miguel Conceição Luz de Almeida Partidário 4371
Suplente Jorge Manuel Farelo Pinto 671
Suplente Sara Vieira Nobre Biscaya 11166

Conselho Fiscal Nacional
Presidente Maria da Conceição Martins Braz de Oliveira 1236
Vogal Luís Fernando Ferreira Branco Santiago 6209
Vogal Maria Amélia Cabrita Anastácio 1221

Conselho Nacional de Disciplina
Presidente Hugo Faria Ferreira Hugon 518
Vogal Maria do Carmo Rodrigues Martins 940
Vogal Pelágio Freire da Costa Mota 592
Vogal José Luís Carmo Costa Pinto 18883
Vogal Manuel José Lema Barros 8395
Conselho Nacional de Admissão
Presidente Alexandre Carlos de Sá Guerra Marques Pereira 2756
Vogal Maria Cristina Morgado Rodrigues Mantas 2803
Vogal Luís Alberto Torres Sanchez Marques de Carvalho 4418

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MUDAR A ORDEM
REFORÇAR A PROFISSÃO
PELOS ARQUITECTOS
PELO INTERESSE PÚBLICO

O próximo acto eleitoral em 25 de Novembro realiza-se num momento particularmente difícil da vida do País e dos Arquitectos. Importa ter consciência da actual situação porque ela marca e determina as condições e objectivos a traçar para o próximo mandato na Ordem dos Arquitectos (OA).
Esta Candidatura assume-se como o início de um novo, necessário e responsável ciclo na vida e na actuação da OA e dos seus membros.
O quadro de crise económica nacional e internacional em que hoje se desenvolve a actividade dos Arquitectos é um dos mais desfavoráveis das últimas décadas. Entre outros factores, a sobre-produção de habitação e equipamentos contribuiu para um forte endividamento privado e público, a par de uma acentuada baixa de procura nos sectores onde predominantemente se situa a actividade dos arquitectos.
A existência de mais de 18.000 Arquitectos, a que anualmente acrescem cerca de 1.000 provenientes de 35 Faculdades de Arquitectura, traduz-se numa crescente dificuldade para garantir o exercício da profissão. Há que admitir que é maior o ímpeto pela vocação de ser Arquitecto, que a necessidade que o País manifesta pela Arquitectura.
Esta reflexão sobre a nova realidade da profissão e a sua relação com o grave estado em que se encontra o País tem sido sistematicamente ignorada pelas últimas Direcções da OA, com grave prejuízo para a actividade da grande maioria dos Arquitectos.

UMA EXIGÊNCIA

A nossa Candidatura tem por imperativo um compromisso com todos os Arquitectos: a procura de soluções para a grave situação de sub-ocupação na nossa profissão, dando toda a prioridade a uma acção conjunta da OA e dos seus membros com as Faculdades de Arquitectura, o Ministério da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior, o Governo e Administração Pública, e o sector privado.
Cabe-nos garantir que o direito à profissão se transforme no seu efectivo exercício, em condições de dignidade e isenção que permitam assegurar a sobrevivência da classe e do Interesse Público da Arquitectura.

EQUIPA

A Equipa Candidata aos Órgãos Nacionais da OA abrange um conjunto alargado de profissionais, de diferentes formações, gerações e modos de exercício da profissão; o que permite ligar a experiência e o conhecimento dos que já têm um percurso profissional e associativo, com as propostas e as aspirações das novas gerações.
Sendo esta candidatura vocacionada para os Órgãos Nacionais, afirmamos a nossa total disponibilidade para trabalhar com os Órgãos das duas Secções Regionais que forem eleitos, com total abertura e espírito de colaboração, no respeito mútuo pelas competências definidas estatutariamente.

A nossa candidatura representa o início de um novo ciclo na vida da OA, em alternativa clara à orientação seguida nos últimos mandatos.

EIXOS ESTRATÉGICOS E LINHAS DE ACTUAÇÃO

EIXO 1 – CENTRAR A ACTIVIDADE DA OA NA PROFISSÃO E NOS SEUS DIFERENTES MODOS DE EXERCÍCIO.

1 – Aprofundar os campos da prática profissional nas suas diferentes formas e modos de exercício, tomando como objectivo prioritário o incremento do emprego e do exercício da profissão. Particular atenção merece a preparação da classe para as implicações decorrentes da entrada em vigor das disposições previstas na Lei n.º31/2009 de 3 de Julho, que revogou o Decreto 73/73, as quais definem o campo de intervenção dos Arquitectos e as suas novas responsabilidades.
2 – A par da actividade de projecto, apoiar e desenvolver novas áreas de exercício da profissão como a certificação energética e acústica, a segurança contra incêndios, a direcção e fiscalização de obras, a revisão do projecto, entre outras, criando assim novas oportunidades de ocupação e emprego; recuperar e aprofundar áreas disciplinares que pertencem à formação e à tradição do Arquitecto, como é o caso do urbanismo, do planeamento e do ordenamento do território.
3 – Apoiar e dignificar o exercício profissional dos Arquitectos na Administração Pública Central, Regional e Local; reivindicar junto do Governo a valorização das formações académicas anteriores ao Acordo de Bolonha, em articulação com as outras Ordens profissionais.
4 – Promover e apoiar a actividade dos colégios de especialidade já constituídos ou em constituição na OA, enquanto locais privilegiados de debate e de aconselhamento da Direcção da OA em relação a áreas específicas da prática profissional.
5 – Repensar o processo de admissão à OA quanto a critérios, conteúdos e objectivos, à luz da experiência do actual regulamento, promovendo as alterações necessárias para que o processo de admissão à OA se torne numa experiência enriquecedora de inserção profissional.
6 – Promover a formação contínua dos Arquitectos, tendencialmente obrigatória (caso da UE e EUA), de forma a permitir-lhes actualizar os seus conhecimentos face às inovações tecnológicas nas áreas da construção e da Arquitectura às constantes alterações da legislação que enquadra o exercício profissional.
7 – Debater e promover a renovação das actuais formas de organização jurídica das estruturas de produção de planos, projectos, serviços – da societária à do profissional independente – tendo em conta as suas implicações deontológicas.
8 – Concretizar o Registo de Autorias de Trabalhos profissionais bem como de Curriculum Vitae de entidades colectivas e singulares para credenciação pública.
9 – Propor e participar na revisão de todo o acervo da legislação aplicável às áreas de actuação do Arquitecto em colaboração com a Administração, Instituições Públicas, outras Ordens e Associações profissionais (gestão territorial, planeamento, projecto, licenciamento, obra, gestão do património, entre outras) com vista à simplificação e integração num único e abrangente Código de planeamento, de projecto, de licenciamento e obra das inúmeras disposições legais aplicáveis.

EIXO 2 – AFIRMAR O INTERESSE PÚBLICO DA ARQUITECTURA no país e o papel da OA junto dos diferentes níveis da Administração, da Sociedade e das Instituições Internacionais.

1 – Afirmar a posição da Ordem na discussão política e institucional em todas as áreas temáticas que envolvam a qualidade do ambiente construído e a prática profissional dos Arquitectos. Intervir junto da opinião pública, de forma activa e informada, no debate das grandes questões nacionais do desenvolvimento estratégico do País e do seu território.
2 – Promover e dignificar a encomenda pública, aprofundando as disposições do CCP (Código dos Contractos Públicos, D.L. 18/2008 de 29/01); garantir a transparência e a igualdade de oportunidades nos processos de concurso para todos os concorrentes, através do reforço do papel da OA.
3 – Estabelecer contactos com outras Ordens profissionais no sentido de propormos ao Governo parâmetros de referência para honorários pelos serviços prestados na área de projecto e de planeamento, fixados com base no interesse público de tais serviços, aproveitando a jurisprudência existente nesta matéria a nível do Tribunal Europeu, de forma a pôr termo à concorrência desqualificada e sem regras actualmente existente.
4 – Assumir um papel activo e co-responsável, continuado e coerente junto de organismos internacionais de Arquitectos, em particular na União Europeia (CAE), na UIA, e nos PALOP (CIALP).
5 – Participar com as Faculdades de Arquitectura e outras instituições de ensino na definição dos objectivos da formação profissional e na melhoria e adequação dos futuros profissionais às necessidades da Sociedade.

EIXO 3 – A ORDEM DOS ARQUITECTOS, os seus objectivos e actividades, colocados no centro da mobilização e co-responsabilização dos Arquitectos.

1 – Promover medidas de saneamento financeiro e de reestruturação orgânica da OA, optimizando o seu funcionamento e prestação de serviços, apostando na sua profissionalização e qualificação para maior eficácia da OA na resposta às crescentes necessidades do exercício profissional dos Arquitectos.
2 – Promover e organizar o debate na classe em torno dos grandes temas da profissão e do país, retomando uma cultura de discussão e de propostas, seja através da organização de grupos de trabalho, seminários, colóquios e conferências, seja através dos novos meios proporcionados pelas tecnologias de informação e comunicação (fóruns, redes sociais, vídeo-conferência, etc.)
3 – Estabelecer formas de enquadramento das novas gerações de arquitectos no interior da OA, nomeadamente através da criação de uma plataforma onde possam debater e apresentar propostas concretas aos órgãos nacionais relativamente aos problemas específicos da sua inserção profissional.
4 – Centrar a actividade cultural da OA nas grandes linhas de estratégia, das questões teóricas da arquitectura, da exemplaridade de acções, tendo por critérios:
- o interesse público,
- a inovação programática e os modelos de concretização de novas políticas,
- o estabelecimento de parcerias com a Administração Pública, Instituições de ensino, entidades privadas,
- a prioridade do valor disciplinar intrínseco aos planos e projectos relativamente a outros factores.
5 – Pautar a política editorial da OA pelo interesse público da Arquitectura. Estabelecer políticas editoriais específicas, quer no âmbito interno da OA e dos seus associados, quer na divulgação junto do grande público.
6 – Reforçar os meios internos para uma actuação activa e sistemática no campo da ética e da deontologia profissional, promovendo medidas dissuasoras face aos casos de violação do estatuto e do regulamento deontológico; promover a revisão do actual Regulamento Deontológico de modo a adequá-lo às condições actuais da prática profissional.

UM COMPROMISSO

O nosso compromisso para dirigir a OA no próximo triénio 2011-2013 é com todos os Arquitectos e pelo Interesse Público da Arquitectura e da nossa profissão.

in http://oasrn.org/con_outras.php?id1=55
 
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