SkyscraperCity banner
Status
Not open for further replies.
1 - 19 of 19 Posts

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #1 · (Edited)
Caos no trânsito​
Em oito anos população de João Pessoa cresceu 13% e frota de veículos 175%​



A frota de veículos de João Pessoa cresceu 175% desde o ano de 2000, enquanto que o crescimento populacional chegou a apenas 13% neste mesmo período. O número, fornecido pelo Departamento Estadual de Trânsito, retrata a crescente dificuldade da população em lidar com crescimento do tráfego e chama a atenção dos órgão públicos para tentar solucionar o problema.

"Cada dia tem mais carro em João Pessoa. Além da cidade estar crescendo, as pessoas estão vindo de outros locais para fugir da criminalidade. Os administradores públicos tem o dever de solucionar isso e ver que as ruas não comportam mais o trânsito da cidade, elas estão muito estreitas", apontou o técnico em celulares, Emerson Francelino, pernambucano que mora na cidade há pouco mais de dois anos. A opinião é compartilhada pelo taxista Pedro Flaviano. "O trânsito está ficando cada vez mais difícil e quem reclama é o cliente, que acaba pagando mais caro pela corrida. Os amarelinhos deveria aparecer mais e esclarecer aos motoristas sobre as irregularidades, ao invés de ficar apenas multando", apontou o motorista.

Segundo Omar Ramalho, diretor de Trânsito Superintendência de Transporte e Trânsito do Estado (STTrans), atualmente ainda existem alguns pontos onde o trânsito se torna mais lento. "Ainda não é possível notabilizar congestionamentos que se percam mais de 15 minutos, mas já podemos notar pontos problemáticos na hora de pique"

Entre estes locais, Omar destaca a avenida Nabor de Menezes, ao lado do Parque Arruda Câmara (Bica), o viaduto do Cristo, a feira de Oitizeiro aos domingos, bem como a via em frente ao Hospital Edson Ramalho e o entroncamento da Epitácio Pessoa com a Rui Carneiro como os que podem ser detectadas lentidões maiores.

"Na Epitácio com a Rui Carneiro nós temos uma preocupação com vias alternativas. Temos projetos de viadutos sobre a Júlia freire, cruzando a BR-230. No Cristo estamos tentando modificar o viaduto para fluir melhor o trânsito, enquanto que estamos trabalhando um sistema de semáforos para a rua que fica em frente ao Hospital Edson Ramalho", argumentou.

Omar alerta que estas ações irão facilitar o trânsito a curto prazo, mas deve haver um planejamento a longo prazo. "É necessário um planejamento para evitar que nós tenhamos a mesma trajetória de cidades com São Paulo e Rio de Janeiro Isso é trabalho preventivo. Já temos um veículo para cada quatro habitantes. A frota chega a aumentar 10% mensalmente. Isso vai levar num aumento elevado nas vias. É necessário transferir parte das pessoas que utilizam o veículo para os coletivos. Temos que tratar o transporte de uma forma mais macro. Daqui a alguns anos , Jacumã, Santa Rita e Bayeux e João Pessoa vão se tornar um único pólo", salientou.

O diretor de trânsito alertou para a necessidade de se tomar medidas para que não sejam sobrecarregados os "corredores" principais da cidade. "A Tancredo Neves, Beira Rio, Epitácio Pessoa e Pedro II não comportam mais nenhuma iniciativa comercial de grande porte.

Colégios, universidades, shoppings costumam atrair mais pessoas e acabam saturando as ruas em que estão situados. É necesssário pensar antes da aprovação nos novos loteamentos e, ao mesmo tempo, pensar em transportes em massa como bondes e metrôs nos próximos anos", salientou Omar.

*Venda de veículos bate recorde

O setor de distribuição de veículos no primeiro quadrimestre de 2008 registrou recorde nas vendas e transformou o mês de abril no melhor da história do setor no Estado, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). As concessionárias de veículos na Paraíba (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas) comercializaram no primeiro quadrimestre deste ano 21.481 unidades contra 16,8 mil no mesmo período de 2007, alta de 27,56% enquanto a média nacional atingiu 14,16% no mesmo período.
Em abril, foram vendidos 5,768 mil veículos na Paraíba, alta de 12,5% sobre março deste ano e de 27,56% quando comparado com abril de 2007 (4,2 mil). Esse resultado coloca abril de 2008 como o melhor da história em vendas para autos no Estado. O recorde histórico anterior tinha sido em outubro do ano passado quando foram comercializados com 5,606 mil unidades.
O gerente de veículos novos da concessionária Autovia, Fábio Moura, explicou que as vendas recordes e históricas dos últimos meses são decorrentes “de uma demanda reprimida que foi acumulada nos últimos anos, além de uma combinação de facilidade no acesso ao crédito bancário para financiamento de veículos, melhora da renda do paraibano, como também queda nas taxas de juros”.
Segundo Fábio Moura, nem mesmo a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em janeiro pelo governo federal, inicialmente temida pelo mercado, atrapalhou o crescimento do setor de autos. “Como a grande maioria dos carros financiados são realizados por meio de leasing – que não cobra IOF – o crescimento nas vendas do segmento de veículos não foi afetado”, frisou. Fábio disse que o crescimento da Autovia nos primeiros quatro meses deste ano, que distribui a marca GM em João Pessoa, ultrapassou até mesmo a média do Estado ao crescer 48% no quadrimestre. “O Celta e o Corsa Classic foram os líderes na venda”, informou.
O gerente da concessionária Autovia acrescentou que o tempo médio de espera para receber o veículo novo que chegou a 60 dias no primeiro bimestre deste ano caiu para 45 dias no último mês. “Foi até uma surpresa para nós essa queda tão rápida, mas melhor para o consumidor que terá o carro em menor tempo de espera”, frisou.
Para o presidente da Fenabrave nacional, Sérgio Reze, “o resultado de abril e nos primeiros quatro meses do ano mostra que o consumidor continua confiante na economia do País, assumindo, assim, compromissos com o financiamento de veículos”.
De acordo com os dados da Fenabrave, os modelos mais vendidos no primeiro quadrimestre foram Gol, Uno, Celta, Palio e Corsa Sedan enquanto as marcas Renaut, Honda e Toyota lideram as marcas dos importados, tendo o Corolla como o carro mais vendido do quadrimestre.
“Com os resultados do primeiro quadrimestre, projetamos um crescimento acima de 30% neste ano em relação a 2007”, estima Fábio Moura. Nos doze meses do ano passado, foram vendidos em automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas mais de 56,2 mil unidades.

Frota aumenta 245,4% na Paraíba​

Publicado em o Correio da Paraíba

17/02/2008



Garantir a mobilidade de pessoas e oferecer um sistema de transporte e trânsito moderno e de qualidade têm sido um grande desafio para muitos municípios paraibanos. Isso porque a maioria das cidades não consegue implantar a infra-estrutura necessária para acomodar um número cada vez maior de automóveis nas ruas. Em toda a Paraíba, a frota de veículos cresceu 245,4%, entre 1990 e 2007. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), esse foi o quinto maior crescimento registrado do Nordeste e o 14º do País.



Conforme os últimos dados disponibilizados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/PB), no ano passado, a Paraíba possuía uma frota 487.763 veículos, o que significa dizer que existia um veículo para cada 7,5 paraibanos. Em cidades como João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras, a situação é pior, já que, segundo o Detran, existe um veículo para cada quatro habitantes.


Para o superintendente da STTrans (Superintendência de Transporte e Trânsito de João Pessoa), Deusdete Queiroga, o apelo da indústria automobilística, a estabilidade econômica e a facilidade de crédito são as principais explicações para o aumento do número de automóveis e motocicletas nas ruas da cidade. Segundo ele, é cada vez mais comum uma mesma família possuir mais de um veículo na garagem.


O problema preocupa a gestão municipal e levou o prefeito Ricardo Coutinho a anunciar a necessidade de se restringir o uso do automóvel em alguns lugares da Capital. “Pretende-se inibir a utilização de veículos particulares, que vêm aumentando de forma bastante desproporcional ao crescimento da cidade e suas vias de escoamento. Enquanto esse desejado momento não chega, vamos ajustando a malha viária para receber um fluxo mais ordenado de veículos”, disse.


Falta de investimento gera atraso

Além de comprometer a qualidade de vida das pessoas, a ausência de um sistema de trânsito adequado às novas necessidades tem colocado em xeque o desenvolvimento econômico, turístico e social de municípios da Paraíba. Segundo o prefeito do Conde (a 22,2 quilômetros da Capital) e vice-presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Aloísio Régis, os municípios localizados no Litoral Sul da Paraíba ilustram essa realidade.


“Temos um fluxo de veículos muito superior à capacidade viária da PB 008. Nos finais de semana, sempre há congestionamentos que chegam a oito quilômetros. Durante o verão, o município do Conde, por exemplo, chega a receber 100 mil pessoas durante os finais de semana, o que equivale a cinco vezes a população da cidade. O grande gargalo está em Jacumã, pois todas as pessoas e turistas que querem ir a outras praias do Litoral Sul têm que passar por lá”, disse.


De acordo com Aloísio Régis, existe um projeto orçado em R$ 2 milhões para a construção de uma alça no encontro das rodovias estaduais PB-008 e PB- 018 para melhorar o tráfego e evitar que as pessoas tenham que entrar na cidade para chegar a localidades como Tambaba e Coqueirinho, por exemplo.


No entanto, o projeto não sai do papel. “Infelizmente, o Governo do Estado não tem sido nosso parceiro e há seis anos, a alça não é construída. O município é carente de infra-estrutura e não temos como assumir os gastos com esse projeto. Há 26 anos não há nenhum reparo na PB 018. A estrada está sem acostamento, sem sinalização e com buracos. Por mais que a gente insista para que esses problemas sejam resolvidos, não há sensibilidade do Governo do Estado para essa questão. Já deixamos de captar recursos importantes para o desenvolvimento turístico e econômico da cidade devido à falta de infra-estrutura que inclui, além dos problemas de acesso viário, a falta de água na cidade. Apenas 10% das casas de Jacumã são abastecidas pela rede da Cagepa. As demais dependem de poços, o que pode comprometer inclusive os lençóis freáticos”, disse.


Um veículo para cada 4 habitantes

Enquanto a população de João Pessoa passou de 330 mil habitantes para quase 675 mil pessoas entre 1981 e 2007; a frota de veículos da Capital aumentou 451,7% nesse mesmo período. De acordo com o Plano Diretor de Transportes da cidade (em vigor desde 1985), há 26 anos, a frota da cidade era de 30.328 automóveis, o que representava um veículo para cada 11 habitantes. Hoje, são 167.336 veículos, o que corresponde a um veículo para cada 4,1 pessoas. Conforme os dados do Denatran, João Pessoa é a Capital do Nordeste com o quarto menor número de habitantes por veículo, perdendo apenas para Aracaju (3,4 habitantes/veículo), Natal (3,6) e Recife (4,0.


Para adequar o sistema de trânsito e transporte à nova realidade e às necessidades da cidade, a Prefeitura, em parceria com a universidade, está fazendo um estudo para conhecer a situação da mobilidade da população. “A partir daí, começaremos a planejar alternativas para esses deslocamentos. João Pessoa tem mais de 400 anos e a primeira vez que se fez um Plano Diretor de Transporte foi em 1981. O trabalho foi concluído em 1985 e tinha uma validade de 20 anos. Foram feitos um plano diretor da cidade, uma infra-estrutura viária e um sistema de transporte para atender a demanda identificada no estudo. Só que de 1981 pra cá, a cidade mudou radicalmente. Se descentralizou, se expandiu e a população também cresceu muito. No entanto, o sistema viário permaneceu o mesmo. Ninguém mexeu nele”, disse Nilton Pereira Andrade, engenheiro de Transporte e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).


O superintendente da STTrans, Deusdete Queiroga, disse que a Prefeitura está “correndo atrás do prejuízo” gerado pela falta de investimento no setor viário, que ocorreu durante décadas. “Enquanto a população cresce em média 2% ao ano, a frota de veículos cresce 8%. Mesmo que se faça investimentos significativos no setor, corremos o risco de nos depararmos com as mesmas dificuldades daqui a seis ou sete anos. Estamos, na verdade, correndo atrás do prejuízo, pois faltou um investimento maior no setor viário ao longo de décadas”, disse.


No limite

Queiroga disse que o alargamento da Avenida D. Pedro II, por exemplo, aumentará em 50% a capacidade da via, resolvendo o congestionamento existente hoje. Mas, no ritmo em que cresce a frota, em menos de uma década, a avenida chegará ao seu limite.



CG investe no transporte público

A frota de veículos de Campina Grande cresceu 79,8% nos últimos sete anos, de acordo com o Detran/PB. Atualmente, o município possui 85.423 veículos, o que também gera congestionamentos, sobretudo nos horários de pico. Para resolver o problema e melhorar a mobilidade no município, a Prefeitura pretende implantar um sistema integrado de transportes, que contará com cinco terminais de ônibus, localizados no Açude Novo, no corredor da Almirante Barroso (Forrock), no Dinamérica, no Bodocongó e no Catolé.


Segundo o superintendente da STTP (Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande), Derlópidas Gomes Neves, o Centro da cidade é a região mais afetada pelo aumento do volume de carros, motos e ônibus. “Há concentração de grande número de veículos, sobretudo na região central da cidade, onde há grande parte dos estabelecimentos comerciais e o grande número de motos em circulação. Além dos veículos que circulam na cidade, temos um grande número de outros municípios e estados vizinhos para Campina Grande”, informou.


Derlópidas também disse que, em março, os campinenses poderão utilizar o primeiro terminal de ônibus. “Estamos concretizando a entrada do nosso primeiro terminal, ao lado do parque Evaldo Cruz, no Açude Novo. Isso dará para a nossa população uma mobilidade muito grande e menos congestionamento por ônibus na região central. Outra medida que será implementada pela Prefeitura é a ampliação do programa ‘Via Aberta’, que deve contemplar mais de 100 ruas a serem pavimentadas e asfaltadas. O investimento será de cerca de R$ 8 milhões. Também serão criadas novas áreas de zona azul em novas ruas da cidade e haverá a proibição de veículos longos de carga em determinadas ruas do Centro”, acrescentou.


Entre as 200 cidades com mais mortes

Um dos principais problemas gerados pelo aumento da frota de veículos é a violência no trânsito. De acordo com o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, foi registrado um aumento de 19% do número total de mortes causadas por acidentes de transporte em todo o País, entre os anos de 1994 e 2006. O estudo publicado pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla), pelos Ministérios da Saúde e da Justiça e pelo Instituto Sangari também revelou que, Campina Grande, João Pessoa e Sousa são os municípios paraibanos que estão entre as 200 cidades brasileiras com os maiores números de óbitos por acidentes de transporte, em 2006.


No ranking nacional, Campina Grande ocupa a 18ª posição dos 200 municípios com o maior número de mortos por acidentes de transporte (211 vítimas). João Pessoa e Sousa estão na 25ª (com 174 mortos) e na 196ª posição (com 28 vítimas fatais), respectivamente.


Discordando

De acordo com o superintendente da STTP, Derlópidas Gomes, os dados do Mapa da Violência estão superestimados e não condizem com a realidade do município. “Esses dados são levantados em hospitais e nossa cidade atende cerca de 171 municípios da região do Borborema. Atendemos também vítimas de acidentados politraumatizados de estados vizinhos. Portanto, os números que temos nos levantamentos feitos conjuntamente com a CPTran (Companhia de Policiamento de Trânsito) e Samu (Serviço Móvel de Urgência) são diferentes desses apresentados. Os índices estão em queda”, disse.


Aquisição de veículo é opção para ganhar tempo e independência

Rotinas diferentes e a necessidade de otimizar o tempo e de encurtar distâncias são alguns dos principais motivos que levam paraibanos a adquirir automóveis e motocicletas. O engenheiro eletricista, Fábio Lisboa, 33 anos, por exemplo, vive no Bessa com seu pai. Cada um tem seu próprio carro. Fábio contou que já enfrentou congestionamentos nas avenidas Epitácio Pessoa e Tancredo Neves, por volta das 18h. “Moro com meu pai, mas somos independentes e cada um precisa ter seu próprio veículo. Comecei a sentir a necessidade de ter um carro quando comecei a trabalhar. Hoje, não vou a alguns lugares da cidade de carro para evitar congestionamentos, assaltos e porque o preço da gasolina está muito alto. A ação dos flanelinhas também é um problema, porque eles podem danificar o veículo, caso você não dê dinheiro a eles”, disse.


Na casa da professora Daniela Morais, 55 anos, há três carros, um para cada membro da família. “Cada um tem uma vida independente e precisa de um carro para dar conta de seus compromissos. É uma questão de necessidade. Evito os congestionamentos, pois saio antes ou depois dos horários de pico. Tem muito carro na cidade e qualquer coisa que acontece gera congestionamento. Temos um sistema de transporte público ainda precário. Houve uma melhora com o terminal de integração, mas ainda vemos os pontos de ônibus muito cheios e os ônibus não seriam capazes de atender a todos, se não houvesse esse número de veículos”, opinou.


Mesmo para famílias que não têm uma renda considerada alta, a aquisição de veículos como motocicletas é encarada como uma alternativa melhor que o ônibus. O motorista, Francisco Júnior Pinheiro, 27 anos, que tem uma renda familiar de dois salários mínimos resolveu financiar em 49 vezes sua moto para fugir do desconforto.


“Trabalho no Centro e moro no Colinas do Sul. Tinha que acordar mais cedo e correr para não perder o ônibus das 7h30. A volta era pior porque perdia até 40 minutos no terminal de integração à espera do ônibus, que sempre ia lotado. Levava quase duas horas para voltar para casa. Além disso, começou a ter assaltos. Uma vizinha foi assaltada duas vezes. Resolvi comprar a moto porque ela é econômica e para ter mais qualidade de vida”, justificou.


Investir no setor é saída

Investir na melhoria do transporte coletivo e incentivar o transporte não-motorizado são algumas das principais soluções apontadas por gestores e especialistas em tráfego para resolver o problema dos congestionamentos e para facilitar a mobilidade das pessoas. De acordo com o superintendente da STTrans/JP, Deusdete Queiroga, cerca de 140 mil pessoas utilizam, diariamente, os ônibus da Capital. “São oito milhões de passageiros transportados por mês e 4,5 mil viagens de ônibus realizadas por dia”, acrescentou.


Para o engenheiro de transporte e professor da UFPB, Nilton Pereira Andrade, as cidades nunca terão condições de oferecer a infra-estrutura necessária para atender as necessidades geradas com o aumento “desenfreado” da frota de veículos. Segundo ele, embora a Capital viva uma “situação confortável”, quando comparada à realidade do trânsito de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, já é possível enfrentar 40 minutos de congestionamento em pontos da cidade como o Centro e a Avenida Epitácio Pessoa.


“É preciso aprender com os erros dos grandes centros, caso contrário viveremos o mesmo caos no trânsito que as grandes cidades já vivem. A quantidade de veículos e o volume de tráfego aumentam sempre em um ritmo superior à capacidade que os municípios têm de oferecer infra-estrutura necessária para acomodar esse novo número de veículos. Os resultados são: congestionamentos, perda de tempo no trânsito, poluição do ar e sonora, estresse, aumento do número de acidentes e a perda da qualidade de vida do cidadão. Por isso é necessário mudar os hábitos da população; restringir o uso de automóveis e investir no transporte público, de modo a fazer com que as pessoas que tenham carro se sintam estimuladas a andar de ônibus. Hoje, 1,5 pessoas são transportadas em um carro; enquanto que um ônibus chega a transportar 50 passageiros. Também é importante investir no transporte não-motorizado através da construção de ciclovias e ciclofaixas, motivando o uso da bicicleta”, defendeu o especialista.


JP planeja reestruturação do sistema de transporte urbano

Segundo Deusdete Queiroga, a STTrans tem investido em quatro linhas de atuação para disciplinar o trânsito na Capital, dando a ele mais segurança e fluidez: a fiscalização, a educação para o trânsito, as obras de engenharia de trânsito e a sinalização. “Temos 140 agentes de trânsito nas ruas e fiscalização eletrônica. Também investimos em campanhas educativas para que as pessoas respeitem a faixa de pedestre, para que os veículos não sejam estacionados em calçadas e a campanha voltada ao motociclista, de modo a reduzir o número de acidentes”, disse. Ele acrescentou que pequenas obras de engenharia, como rotatórias e recuo de canteiros, além de obras como o alargamento da Pedro II estão sendo realizadas. “Temos melhorado a sinalização horizontal e vertical, com a colocação de placas e de semáforos”, informou.


Outra medida destacada por Deusdete é a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que será desenvolvido pela Secretaria de Planejamento e pela STTrans. “Já existe um trabalho específico que ficará pronto dentro de dois ou três meses para reestruturar o sistema. O sistema de transporte público foi implantado há duas, três décadas. Com a reestruturação haverá a extinção de algumas linhas e, dependendo do caso, os ônibus não precisarão passar pelo Centro”.


Restrição de automóveis

Além disso, a prefeitura já está pensando alternativas para restringir a utilização de automóveis, nos pontos mais congestionados, como a área central. São alternativas como o aumento da zona azul e a cobrança de estacionamento. “Ainda não sabemos que medidas serão tomadas, mas isso será necessário. Em cidades como São Paulo, por exemplo, existem medidas radicais como o próprio rodízio de veículos. Isso não quer dizer que seja implantado aqui”, ressalvou.


Outra ação que é alvo de estudo da STTrans é a criação da integração temporal, um sistema em que os usuários poderão fazer a integração em ônibus em qualquer lugar da cidade, por um determinado período de tempo, não precisando se deslocar até o terminal de integração, localizado no Centro.


Cristina Fernandes

Fonte:
http://www.onorte.com.br/noticias/?83419
http://jornaldaparaiba.globo.com/gera.php?id=15118&IDNOT=3
http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2398&Itemid=145
 

·
Paris, France.
Joined
·
16,006 Posts
Impressionante como alguns jornalistas conseguem fazer reportagens como essas.
O dado principal, que é o número de veículos, não foi mencionado!!!!!!!!!!!!!!!

Se considerarmos que JP tem cerca de 630 mil habitantes, a frota (4 pra 1) deve ter passado dos 150 mil veículos.
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #5 ·
^^
^^
Não faço idéia, apenas postei a reportagem com o link.
Dando uma pesquisada no site do Detran pode-se encontrar a atual e anterior. :eek:kay:
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #7 ·
Um veículo para cada 4 habitantes

Enquanto a população de João Pessoa passou de 330 mil habitantes para quase 675 mil pessoas entre 1981 e 2007; a frota de veículos da Capital aumentou 451,7% nesse mesmo período. De acordo com o Plano Diretor de Transportes da cidade (em vigor desde 1985), há 26 anos, a frota da cidade era de 30.328 automóveis, o que representava um veículo para cada 11 habitantes. Hoje, são 167.336 veículos, o que corresponde a um veículo para cada 4,1 pessoas. Conforme os dados do Denatran, João Pessoa é a Capital do Nordeste com o quarto menor número de habitantes por veículo, perdendo apenas para Aracaju (3,4 habitantes/veículo), Natal (3,6) e Recife (4,0. )
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #9 ·
Peguei a lista da frota de todos os estados do NE e suas capitais:

1- BA: 1.639.266
Salvador: 518.863

2- PE: 1.294.022
Recife :394.022

3- CE: 1.214.695
Fortaleza:553.471

4- RN:535.930
Natal: 218.682

5- MA:499.570
São Luis: 176.267

6- PB: 491.931
João Pessoa: 168.242


7- PI:389.928
Teresina:197.017

8- AL:318.149
Maceió : 158.090

9- SE:304.128
Aracaju: 157.136
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #11 ·
A região metropolitana deve ter quase uns 200 mil veiculos.
Com certeza!!!
Sem falar a grande quantidade de carros do Recife que circula aqui, já que João Pessoa é vizinha.
 

·
Registered
Joined
·
3,902 Posts
Peguei a lista da frota de todos os estados do NE e suas capitais:

1- BA: 1.639.266
Salvador: 518.863

2- PE: 1.294.022
Recife :394.022

3- CE: 1.214.695
Fortaleza:553.471

4- RN:535.930
Natal: 218.682

5- MA:499.570
São Luis: 176.267

6- PB: 491.931
João Pessoa: 168.242


7- PI:389.928
Teresina:197.017

8- AL:318.149
Maceió : 158.090

9- SE:304.128
Aracaju: 157.136

E ainda nem começamos a crescer tudo o que podemos...
isso ainda vai melhorar(ou piorar) não sei ao certo! mas a tendencia é que os números aumentem ainda mais, é incrível a frota de Natal, por isso que o transito daqui tah literalmente ''fodah''.

A frota das capitais médias do Nordeste dispararam em muito pouco tempo.
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #13 ·
E ainda nem começamos a crescer tudo o que podemos...
isso ainda vai melhorar(ou piorar) não sei ao certo! mas a tendencia é que os números aumentem ainda mais, é incrível a frota de Natal, por isso que o transito daqui tah literalmente ''fodah''.

A frota das capitais médias do Nordeste dispararam em muito pouco tempo.

Natal ainda tá boa porque é uma cidade com a maioria das avenidas largas e mais moderna, agora, imagina a parte central de João Pessoa (antigona)

Impressionante como Natal, João Pessoa e Aracaju tem mais carros em relação as outras capitais do NE com uma população superior as de Natal, JPA e AJU...
 

·
Registered
Joined
·
3,316 Posts
realmente o transito de joão pessoa mudou muito nesses últimos anos,
e a tendência é de injeção de muito mais carros nos próximos anos, se não investirmos em nossas vias não sei cmo vai ficar
 

·
Ilha do amor
Joined
·
8,966 Posts
Peguei a lista da frota de todos os estados do NE e suas capitais:

1- BA: 1.639.266
Salvador: 518.863

2- PE: 1.294.022
Recife :394.022

3- CE: 1.214.695
Fortaleza:553.471

4- RN:535.930
Natal: 218.682

5- MA:499.570
São Luis: 176.267

6- PB: 491.931
João Pessoa: 168.242


7- PI:389.928
Teresina:197.017

8- AL:318.149
Maceió : 158.090

9- SE:304.128
Aracaju: 157.136
Esses dados são de 2006, esses números já são bem maiores.
 

·
Nothing left to fear
Joined
·
2,057 Posts
Com certeza!!!
Sem falar a grande quantidade de carros do Recife que circula aqui, já que João Pessoa é vizinha.
Imagino como fica o trânsito durante o verão, quando chegam os turistas! :eek:
 

·
Amável, charmoso e mortal
Joined
·
9,704 Posts
Discussion Starter · #18 ·
Imagino como fica o trânsito durante o verão, quando chegam os turistas! :eek:
Olha, fica horrível, ainda bem que moro na zona oeste, distante da praia.
O pior mesmo(para mim) é durante a semana.:bash::bash::bash:
 

·
Banned
Joined
·
27,387 Posts
^^ Nossa eu vejo com tristeza esse aumento de veiculos na bela JP, pois a cidade tem fama de ter um ar mais puro do mundo, digo, sem poluição.

E esse fenômeno se repete em Brasília, aonde a população cresce na ordem de 3% ao ano (periodo de 2000/2008) e a de veículos cresce na ordem de 8,35% ao ano (periodo de 2000/2008).

População
(2000) 2.051.146
(2008) 2.530.204
diferença 479.058

Veiculos
(2000) 599.454
(2008) 1.000.000
diferença 400.546

Veiculos por habitante
(2000) 3,42
(2008) 2,53

O pior vai acontecer daqui para Copa do Mundo
População
(2014) 3.021.196

Veiculos
(2014) 1.617.981

Veiculos por habitante
(2014) 1,86
 
1 - 19 of 19 Posts
Status
Not open for further replies.
Top