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BOOM DE INVESTIMENTOS

Empreendimentos vão mudar a face do Ceará

A concretização de empreendimentos como a siderúrgica e a refinaria podem internalizar a geração de riquezas



O Ceará parece estar, agora, diante do maior aporte de investimentos de grande porte de sua história, que carregam e si a capacidade de revolucionar a economia local. Isso, é claro — como fazem questão de ressaltar economistas —, se tudo o que vem sendo previsto e planejado sair, de fato, do papel. A lista de prospecções cearenses vem se estendendo e, até agora, configuram: siderúrgica, usina comercial de energia solar, termelétricas, novos geradores eólicos, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), jazida de Itataia, além de projetos de expansão do Porto do Pecém. Fora estes, o Estado ainda está na luta pela garantia de uma refinaria, ´plano 0´ do governo no momento, além de tentar trazer para cá empresas de exploração de minério, um estaleiro e uma montadora de automóveis.

Momento ímpar

´O Ceará está em um momento importante, com o forte potencial desses grandes projetos´, acredita o diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Marcos Holanda. De acordo com ele, se estes projetos forem trabalhados de forma profissional e competente pelo Governo do Estado, trarão grandes divisas. ´É preciso que a vitória política — pois é isso que estes empreendimentos são — se torne, também, vitória econômica. Estes projetos são a condição necessária, mas não são suficientes para o desenvolvimento do Estado, tudo depende de como serão trabalhados´, adverte Holanda.

Atualmente, segundo informa o diretor do Ipece, a indústria representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, ficando atrás, em participação, somente do setor de serviços, que garante 65% da riqueza gerada.

Revolução industrial

Com a concretização desses projetos-âncoras, o Ceará poderá viver, segundo ele, uma revolução industrial. A participação poderá chegar aos 30% — ele destaca que, crescendo a indústria, os serviços também são impulsionados —, com a vinda de um número grande de empresas.

´De princípio, vindo estes projetos, criam-se âncoras para o desenvolvimento do Estado. O Ceará poderá crescer o seu PIB, aumentando sua participação na economia nacional de 2% para 3%, o que é muita coisa´, acrescenta o economista Francisco Lima Matos, diretor de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Para ele, isso acontecerá se as plantas de siderurgia e refino conseguirem criar um parque industrial.

Na siderúrgica, há a possibilidade da construção de um pólo metalmecânico, e, na refinaria, um pólo petroquímico. ´Pela primeira vez na nossa história, podemos ter âncoras fortes´, aponta. E foram estas plantas que revolucionaram, por exemplo, o Estado da Bahia, que passou de uma economia agrícola para a industrial, criando o maior pólo do setor no Hemisfério Sul, o de Camaçari, com 64 indústrias. O diretor do Ipece destaca que, mesmo com todo o potencial do pólo petroquímico de Camaçari, o que mais alavancou a economia baiana foi a área metalmecânica, com a fábrica de automóveis da Ford. E é esse parque que ele vê com maior potencial para o Ceará. ´Este pólo é mais interessante para o Estado, por ter uma cadeia maior e mais internalizada. O valor agregado, aqui, é muito grande´, afirma.

Refinaria

O economista ressalta ainda que não se pode confundir refinaria com o pólo petroquímico. A usina de refino, em si, não traria benefícios tão superlativos, ao contrário da capacidade do pólo que poderá atrair. ´O grande trunfo que poderá ser alcançado não é a refinaria, mas o pólo petroquímico´, garante Holanda.

Fonte: Diário do Nordeste - Domingo 08 de junho de 2008




Infra-estrutura é carro-chefe

Apesar de a siderúrgica e a refinaria, por serem sonhos antigos dos cearenses, estarem na ordem do dia no Governo do Estado, a mobilização pela atração de investimentos também se direciona a outras áreas. A produção de energia é uma delas, talvez a que maior destaque venha recebendo de dois anos para cá.

Os novos projetos envolvem tanto a produção convencional de energia, através de termelétricas, como também nas fontes complementares, como a eólica e, mais recentemente, a solar.

Somente com a energia dos ventos, o Ceará deverá movimentar, no período 2008/2009, algo em torno de R$ 1 bilhão, através da implantação de 14 parques eólicos nos municípios de Acaraú, Camocim, Beberibe, Paracuru, Aracati e Amontada. Uma parceria do Estado com a União, através do Proinfra, garante a compra da produção de 500 megawatts (MW) de energia. A capacidade estimada do Ceará nesta fonte é de 40 gigawatts (GW).

O Ceará é considerado, juntamente com o Rio Grande do Norte, como a área mais propícia para a produção de energia eólica. Agora, além disso, o Ceará deverá se tornar, também, o pioneiro na produção comercial de energia solar na País. Uma planta com capacidade de produzir 50 MW está planejada para ser construída no município de Tauá. Com investimento de US$ 250 milhões, a usina, capitaneada pela empresa MPX Energia, será a segunda maior do mundo.

Além disso, o presidente da Adece, Antônio Balhmann, informou com exclusividade ao Diário do Nordeste, na edição de 06/5/2008, que existe possibilidades concretas de garantir toda a cadeia de energia solar, trazendo fábricas de extração do minério (quartzo)utilizado para a produção de placas fotovoltaicas à eletricidade para comercialização.

Essa possibilidade é existe pela presença de um grande volume de minério de quartzo em algumas regiões cearenses. Esta minério é matéria-prima para a fabricação de células fotovoltaicas, com as quais se fabricam as placas. Por isso, há negociações para a vinda de uma fábrica chinesa que produza as placas fotovoltaicas, além de uma outras planta para a extração e beneficiamento do minério de quartzo.

Termelétricas

Além da TermoCeará e da TermoFortaleza, o Ceará deverá ainda contar com mais uma usina de termoeletricidade. Prevendo consumir R$ 2 bilhões em investimentos, a usina da MPX no Pecém terá capacidade de 720 MW/ano. As obras, se cumprido o cronograma, iniciarão em agosto, envolvendo 3,5 mil empregos diretos e indiretos. O prazo para conclusão é 2011.

Entretanto, a usina, que será movida a carvão mineral, enfrenta um processo judicial, que alega prejuízos que a planta poderia trazer ao meio ambiente da região. Uma liminar pretende anular as licenças ambientais já expedidas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

Já as duas outras térmicas devem ser beneficiadas com o início das operações do Terminal de Regaseificação do Pecém, em agosto. A TermoCeará espera o gás natural que chegará dessa estrutura para iniciar as suas atividades.


MONTADORA, ESTALEIRO E MINERADORAS

Grandes projetos já na mira


Dois outros grandes projetos circulam a pasta de possíveis prospecções do Governo do Estado. Empreendimentos de grande porte, segundo chegou a destacar o presidente da Adece, Antônio Balhmann, e que também vêm tentando ser garantidos por vizinhos nordestinos.

Em visita à Ásia, no mês de abril, uma comitiva capitaneada pelo governador Cid Gomes manteve contatos com uma montadora de automóveis, na tentativa de trazer uma planta destas para o Estado. Uma visita de empresários orientais estava marcada para o mês passado, para discutir questões envolvendo infra-estrutura, utilização do porto, localização, logística e parcerias. Além desta, o governo, segundo Cid, também mantém contatos com uma outra montadora, também oriental. O governador mantêm o nome da interessada em segredo, afirmando que muitos outros estados também buscam o investimento.

Também fruto dessa visita, o governo também tenta trazer um estaleiro para cá. Na Ásia, foi visitado o estaleiro de Daewoo, um gigante asiático. Entretanto, o governador chegou a afirmar que esse empreendimento será fruto de um processo mais demorado.

Outro projeto, este já de menor porte, é trazer indústrias de componentes de para calçados, o que ocasionaria um barateamento dos custos de produção dos produtos. O Ceará já é o segundo maior pólo calçadista do Brasil (atrás apenas do Rio Grande do Sul). A medida incentivaria mais empresas calçadistas a migrarem para cá.

Exploração mineral

Um dos mais antigos projetos cearenses, a exploração da mina de urânio e fosfato de Santa Quitéria (jazida de Itataia), a 252 quilômetros de Fortaleza, deve, enfim, ter início. As obras de construção da usina devem começar em 2009, e a empresa que fará, junto com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a exploração já foi escolhida, e deve ser divulgada até o fim desse mês. A empresa deverá investir, pelo menos, US$ 200 milhões.

Além desta, o Governo do Estado deverá, brevemente, anunciar a chegada de empresas que farão a exploração de minério de ferro identificado no Interior do Estado.

Fonte: Diário do Nordeste - Domingo 08 de junho de 2008
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Humm

Será que essa termoelétrica (MPX) é a mesma que foi embargada no Maranhão há duas semanas que veio para o CE, ou eles estavam construindo duas, uma no MA e outra no CE?
 

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^ Nops! Ela vai (ou pretende, no caso do MA) construir 3 usinas termoelétricas (CE,MA,RJ), e 1 solar no CE (a 2ª maior do mundo).
 

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Direito Urbanístico
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Humm

Será que essa termoelétrica (MPX) é a mesma que foi embargada no Maranhão há duas semanas que veio para o CE, ou eles estavam construindo duas, uma no MA e outra no CE?
Não. A mpx está levando as duas juntamente. A do Ceará é um projeto de 2 bi de dolares (na materia do jornal desta vez saiu errado em "reais"), bem maior que a do maranhão.

Sobre esses investimentos e outros, acho só dá pra comemorar quando as coisas ficarem mais concretas ou pelo menos mais definidas. Mas vamos torcer né.
 

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Não entendi direito a distribuição espacial dos empreendimentos... todos na região de Fortaleza?
Sei que o crescimento mesmo que de uma parte do Estado beneficia todo mundo, seja pela migração interna ou pelo aumento da arrecadação dos impostos do governo estadual, que pode gastá-lo nas demais regiões...
Mas, por aí, não existem planos de mudança na estrutura econômica do Estado - concentração na capital e arredores?

De todo jeito, parabéns para o Ceará!!! Desde que vi uma matéria na Veja, anos atrás, fiquei muito contente por saber que mais um Estado do NE estava dando seu salto econômico!!!!
 

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Direito Urbanístico
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Felizmente há sim. Há grandes projetos de irrigação, instalação de usinas de alcool enormes na região do cariri atraves do capital extrangeiro, fabricas de leite em pó tambem enormes, fábricas de calçados, etc. Esses investimentos sao voltados para o interior pois fomentam como efeito direito o surgimento de uma cadeia de produção que emprega muita gente, desde a agriculta e pecuária até a industrialização da matéria prima.

Acontece que essa matéria do diário foi muito fraquinha, errou em vários aspéctos técnicos e foi mal feita e de forma resumida. Acho que foi só para vender jornal nesse domingo mesmo.
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Amthiago

Não. A mpx está levando as duas juntamente. A do Ceará é um projeto de 2 bi de dolares (na materia do jornal desta vez saiu errado em "reais"), bem maior que a do maranhão.

Sobre esses investimentos e outros, acho só dá pra comemorar quando as coisas ficarem mais concretas ou pelo menos mais definidas. Mas vamos torcer né.

Rapaz eu fiquei foi feliz quando embargaram. Espero que eles desistam do MA e se vcs quiserem ficar com mais essa agradecermos de joelho. Ao invés de uma, vcs terão duas e ao invés de um investimento de 2bi seria 3,5bi juntando as duas :lol::lol::lol:

Empregos

A usina termelétrica Porto do Itaqui é um empreendimento de US$ 1,4 bilhão. Compreende um complexo industrial gerador de energia elétrica de grande porte, da ordem de 35 MW (megawatts), que vai empregar 1,5 mil trabalhadores na fase de construção e aproximadamente 130 na etapa de operação.

“A idéia é priorizar a mão-de-obra local. Para isso, estamos fechando um convênio com o Senai (Serviço Nacional da Indústria) para treinamento de pessoal, seja para o trabalho diretamente ligado à usina, seja para o serviço indireto. Há também aqueles profissionais que virão de outros estados. Alguns vão se instalar na cidade por algum tempo, outros definitivamente, criando um ciclo de atividades diversas em torno da termelétrica”, frisou Monteiro.

Segundo ele, é preciso treinar a mão-de-obra não só para a usina propriamente dita, mas também para os demais setores que se agregam à atividade da termelétrica, indústrias de menor porte e comércios, como bares, restaurantes, hotéis e concessionárias de veículos.
 

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Direito Urbanístico
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Infelizmente não há condições naturais de ter uma hidreletrica aqui. A eolica ainda é muita cara. Se vocês podem dispensar então parabéns pois devem estar certos de uma outra fonte.
 

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Infelizmente não há condições naturais de ter uma hidreletrica aqui. A eolica ainda é muita cara. Se vocês podem dispensar então parabéns pois devem estar certos de uma outra fonte.
Não de um todo.
Também não acho conveniente essa MPX "carvoelétrica".

A eólica já foi mais cara, agora é pefeitamente viável e com o potencial de 40 GW.
O estado não tem nem muito com o que se preocupar o nosso consumo atual não atinge os 3GW, ou seja podemos multiplicar por dez e as eólicas ainda dão conta. Contudo também não é bom depender só dos cata-ventos.

Então podemos explorar o potencial solar, que é outro de valores estratosféricos, sendo assim, nem termoelétricas nem hidroelétricas teremos auto-suficiência energética somente com fontes renováveis.

Ah para não esquecer de citar ainda temos as usinas de onda.

MPX carvão, pode mudar de estratégia, pois nem de longe é bem vinda... :bash:
 

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Mas que bom essa maré de boas notícias. Vamos torcer e fazer de tudo para que sejam empreendimentos ambientalmente seguros.

São Gonçalo dentro em breve vai figurar na lista de maiores PIB's do NE, e esse novo pólo, a Oeste, promete redirecionar o crescimento de Forataleza. Tomara também que os novos pólos sejam espalhados pelo estado intensificando a descentralização econômica.
 

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Felizmente há sim. Há grandes projetos de irrigação, instalação de usinas de alcool enormes na região do cariri atraves do capital extrangeiro, fabricas de leite em pó tambem enormes, fábricas de calçados, etc. Esses investimentos sao voltados para o interior pois fomentam como efeito direito o surgimento de uma cadeia de produção que emprega muita gente, desde a agriculta e pecuária até a industrialização da matéria prima.

Acontece que essa matéria do diário foi muito fraquinha, errou em vários aspéctos técnicos e foi mal feita e de forma resumida. Acho que foi só para vender jornal nesse domingo mesmo.
Que bom!!!!!
Mas essas matérias de jornais costumam ser fracas, msm... o pessoal não pesquisa o suficiente!
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Amtiago

Infelizmente não há condições naturais de ter uma hidreletrica aqui. A eolica ainda é muita cara. Se vocês podem dispensar então parabéns pois devem estar certos de uma outra fonte.

Sim, além de parques eólicos temos também a maior hidrelétrica do Brasil em construção no rio Tocantins na cidade de Estreito-MA, mas momentâneamente encontra-se embargada, entretanto desde o início de sua construçao, ela já teve suas obras embargadas por duas vezes e eles sempre voltam a liberar. Torço para que ela logo volte a ser liberada, pois é muito importante para o país, para o NE e para o MA. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=637403
 

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Não entendi direito a distribuição espacial dos empreendimentos... todos na região de Fortaleza?
Sei que o crescimento mesmo que de uma parte do Estado beneficia todo mundo, seja pela migração interna ou pelo aumento da arrecadação dos impostos do governo estadual, que pode gastá-lo nas demais regiões...
Mas, por aí, não existem planos de mudança na estrutura econômica do Estado - concentração na capital e arredores?

De todo jeito, parabéns para o Ceará!!! Desde que vi uma matéria na Veja, anos atrás, fiquei muito contente por saber que mais um Estado do NE estava dando seu salto econômico!!!!
Claro que os maiores estão na RMF (indústrias) e no litoral (resorts).

Mas todos os cantos do interior estão recebendo os seus também.
 

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Genius Rayearth
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Sim, além de parques eólicos temos também a maior hidrelétrica do Brasil em construção no rio Tocantins na cidade de Estreito-MA, mas momentâneamente encontra-se embargada, entretanto desde o início de sua construçao, ela já teve suas obras embargadas por duas vezes e eles sempre voltam a liberar. Torço para que ela logo volte a ser liberada, pois é muito importante para o país, para o NE e para o MA. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=637403
Essa Usina, será maior que itaipú?
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Heyart

Essa Usina, será maior que itaipú?


Não meu fíi. Eu disse que ela é a maior usina hidrelétrica EM CONSTRUÇÃO no país, mas tá longe de ser uma Itaipu.
 

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Genius Rayearth
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^^ Ah ta, eu tinha entendido: "A maior hidrelétrica do Brasil em construção"
Mas na verdade é: "A maior hidrelétria em construção no Brasil"

 
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