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A prefeitura de Goiânia por meio da parceiria com a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), entregou hoje ás 18:30hs, o Bosque dos Buritis totalmente revitalizado para os goianos.

Quem já conhecia o Bosque dos Buritis vai se surpreender com as transformações que um dos mais parques mais belos de Goiânia sofreu. Quem ainda não o conhecia, vai se encantar com o majestoso espaço ecológico no Centro de Goiânia, onde a natureza se conjuga harmonicamente com as obras físicas. Depois de um intenso trabalho de revitalização desenvolvido pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que teve início em julho do ano passado e foi finalizado em maio deste ano, o Bosque dos Buritis está de cara nova. As obras, que consumiram cerca de R$ 1,6 milhão, trazem muitas novidades para os freqüentadores.

Com a revitalização, os visitantes agora poderão visualizar melhor o parque tanto durante o dia, quanto durante à noite. Tudo isso graças à retirada de obstáculos, às intervenções que facilitam a percepção de todo o espaço e à iluminação especial que foi implantada no local. Além dos benefícios visíveis, percebidos na obra física, a população ganha mais qualidade de vida com a reforma da unidade de conservação. Cada elemento do bosque - fauna, flora, recursos hídricos, equipamentos, iluminação, entre outros - foi tratado individual e coletivamente, de forma especial, garantindo harmonia ao ambiente.

'O foco do trabalho era resgatar e valorizar os pontos fortes do Bosque. Para isso, todos os elementos que poluíam a área foram removidos e agora ele pode ser melhor percebido. O resultado é, além do bem-estar, maior conforto visual e ambiental', explica Celina Fernandes, arquiteta e urbanista da Amma, responsável pelo projeto de revitalização. Agora, ao caminhar pela unidade de conservação, os visitantes poderão conhecer as espécies da fauna e da flora encontradas no local, graças às placas de orientação que identificam cada espécie. Além delas, foram instaladas também placas de sinalização, indicando onde o visitante está e quais os possíveis caminhos a partir daquele ponto. 'Essa comunicação visual é importante para promover a integração do visitante com o bosque, que é ainda uma área de lazer ativo e contemplativo', analisa Celina Fernandes.

Para a prática de lazer contemplativo, foi construído um belvedere, de onde os visitantes podem apreciar a vista do bosque, e instalados vários bancos ao redor dos lagos e ao longo das pistas internas – feitos de concreto e madeira –, garantindo a integração dos equipamentos com o meio ambiente. Outra novidade é a transferência das lanchonetes e da sede administrativa para uma área ao lado do Cento Livre de Artes, próximo à Rua 1, cedendo o lugar para o Espaço Alternativo, que terá uso coletivo, para prática de atividades diversas. Próximo à área do Centro Livre de Artes também estão concentrados o estacionamento, o Centro de Visitantes, o posto da Guarda Municipal, o Museu de Artes de Goiânia (MAG) e o Orquidário Municipal Orlando arruda.

O Orquidário foi implantado em parceria com a Associação dos Orquidófilos de Goiás e a Associação dos Amigos do Bosque. Ele vai sediar a 1ª Exposição Municipal de Orquídeas de Goiânia, que começa nesse domingo, dia 1º de junho. O acesso a ele, ao MAG e ao Centro de Livre de Artes será pela Rua 1, que teve a entrada revitalizada e valorizada. A entrada principal do Bosque, situada na Avenida Assis Chateaubriant, também foi completamente reformulada. Ela hoje abriga um grande pórtico, com a logomarca do parque (também criada pela Amma dentro de projeto de revitalização) e muretas que facilitam a apreciação do lago e da fonte luminosa.

Iluminação noturna
O Bosque dos Buritis também conta agora com um novo projeto luminotécnico. A iluminação especial valorizou a área não apenas em alguns pontos específicos, mas em toda a sua extensão. Antes do projeto de revitalização implantado pela Amma, o bosque contava somente com 108 luminárias para a área externa da pista de caminhada. Agora, 128 postes com luminárias de 150 watts, cada, foram instalados ao longo do parque, além de 120 balizadores (que iluminam as trilhas internas), 40 holofotes (que iluminam as árvores e outros pontos de destaque) e 36 luminárias decorativas. No total, são 324 lâmpadas de diferentes voltagens, que revelam um espetáculo de luzes, cores e contrastes naturais.

A iluminação serviu tanto para embelezar os pontos específicos, como também para reforçar a segurança do parque. O novo pórtico da Avenida Assis Chateaubriant, por exemplo, teve seus traços arquitetônicos ressaltados pelos holofotes instalados às suas margens. Dessa forma, os freqüentadores que passam pelo local à noite conseguem visualizar o nome da unidade de conservação e as árvores que a cercam de longe.

O lago principal é outro ponto que oferece um cenário de rara beleza ao público. Anteriormente, ele contava com uma fonte que possuía apenas um jato d´água. Agora, outros dois jatos foram instalados, juntamente com uma iluminação especial. 'Esse detalhe valoriza não apenas a fonte, mas todo o lago durante a noite', avalia Celina Fernandes. Tanto a fonte quanto a iluminação no lago principal são automáticas e serão acionadas de acordo com o funcionamento do bosque. O lago das ilhas, que fica próximo à Assembléia Legislativa, também recebeu iluminação especial.

O belvedere e o Monumento da Paz são outros pontos do Bosque dos Buritis que também foram valorizados. Eles tiveram uma iluminação instalada em suas bases. A bica por onde chega aos lagos a água da nascente do Córrego Buritis foi outra a ser iluminada com dois holofotes. Já as trilhas internas, que antes não tinham iluminação, agora convidam os visitantes para caminhadas noturnas dentro do bosque – o local deverá ficar aberto até as 20 horas.

O novo projeto luminotécnico da Amma também contempla os remansos, o parque infantil, a praça de alimentação e os quiosques do bosque. De forma geral, a iluminação de todo o parque, que é subterrânea, foi melhorada e ampliada. 'Do lado de fora, os postes de iluminação da pista de caminhada foram reformados. Eles tiveram um recuo, que deu um ar de conforto e melhor aproveitamento do espaço. A estação de ginástica também foi beneficiada pelo projeto', explica Celina Fernandes.

Fauna e flora
A fauna e flora também foram beneficiados pela revitalização do Bosque dos Buritis. Os lagos dois lagos que já existiam passaram por um processo de higienização, garantindo maior qualidade das águas. O terceiro lago, próximo à estação de ginástica, foi recuperado e já está cheio. A água dos mananciais, antes bombeada, agora é captada da nascente do Clube dos Oficiais e passa pela roda d'água e a bica, instaladas durante a revitalização, promovendo, junto com os três novos jatos d'água do lago principal, a renovação e aeração (oxigenação) da água. Depois de concluída a limpeza dos lagos, peixes da fauna nativa, como pintado, dourado, lambari, piau e piracanjuba foram introduzidos nos mananciais. Além dos peixes, os quelônios (tartarugas, cágados e tracajás) foram remanejados. As espécies exóticas foram destinadas ao Instituto Chico Mendes-RAN-IBAMA e as espécies nativas mantidas no local.

A população de micos-estrela que vive no Bosque do Buritis também está sendo monitorada pela Amma. Com a remoção dos gatos domésticos que abandonados no local, e que foram encaminhados à adoção, a reprodução desses primatas está garantida. A Amma está produzindo, ainda, o levantamento de todas as aves, anfíbios e répteis que vivem no parque, para registrá-los em seus bancos e apoiar projetos de pesquisa das instituições de ensino locais.

No caso da vegetação, um projeto de recomposição florística foi implantado pela Amma no bosque, através da substituição da leucenas (espécie invasora de árvore, que prolifera-se rapidamente e impede que outras espécies se reproduzam) por espécies nativas do cerrado. No total, cerca de 110 leucenas foram retiradas, dando a lugar a exemplares de pau d'oleo, ingá, ipê-amarelo, ipê-roxo, caraíba, paineira, madeira-nova, angico, aroeira, bálsamo, cagaita, jatobá, embaúba, nó-de-porco, entre outros. O plantio de mudas ocorreu não apenas nos locais onde houve onde houve substituição de leucenas, mas também em áreas do bosque que se encontravam degradadas. No total, 1.200 mudas foram plantadas.

'Do ponto de vista urbanístico, o Bosque dos Buritis desempenha um papel de extrema importância. É um bem que já faz parte da memória da cidade, existe desde o início de sua construção. A revitalização é, antes de tudo, um resgate da história de Goiânia. Além disso, a unidade de conservação, localizada no Centro da cidade, melhora o microclima da região, que é cercada de construções, e garante equilíbrio à cidade. A unidade de conservação proporciona aos freqüentadores maior contato com a natureza', garante o presidente da Amma, Clarismino Luiz Pereira Junior.

Confira as principais mudanças implantadas pelo projeto de revitalização:

1. Acesso principal: No lugar do antigo portão foi instalado um pórtico (com identificação do Bosque, nome e detalhes). Também houve a retirada de parte do alambrado, que foi substituído por uma mureta.

2. Alambrado: Troca total do alambrado, que completamente danificado, enferrujado e com trechos onde havia bambus no lugar das grades.

3. Portões: Todos os portões do bosque foram substituídos. Também foram implantados outros dois portões, para facilitar o acesso dos visitantes. Agora são existem entradas, todas com o mesmo design.

4. Pistas de caminhada: Foi recuperada nos pontos mais críticos e valorizada com a iluminação em pontos estratégicos valorizando os ambientes.

5. Estação de ginástica: Foi completamente reformulada, com substituição dos equipamentos de ginástica e incorporação com a áreas verde, para melhor integração com o local.

6. Caminhos internos: Tiveram o piso substituído pelo concreto intertravado, que favorece a permeabilidade, pois absorve parte da água.

7. Recanto das águas, recanto das trilhas, recanto da mata, teatro de arena, monumento a paz, parque infantil: Valorização dessas áreas, qualificação e e potencialização.

8. Águas: Construiu-se uma canalização para captar água da nascente do Córrego Buritis para abastecer o lago da fonte. A água canalizada chega ao lago através de uma bica d'água. Também foi promovido o enrocamento dos lagos (recuperação das bordas, que estavam danificadas). A cascata também foi recuperada, através do enrocamento. As fontes que antes possuíam apenas um jato d'água, agora contam com mais outros dois, além da iluminação com acionamento automático. Instalação do belvedere também valorizou o lago da fonte. Um projeto de drenagem e contenção de erosões provocados pelas águas pluviais foi executado no parque.

9. Praça de alimentação: Os permissionários que antes atuavam no Bosque foram relocados para quiosques com espaços adequados para a venda de sorvetes, pipoca e água de coco. Os quiosques contam com mesas e banquetas.

10. Sanitários públicos: Foram remanejados e adequados para os portadores de necessidades especiais. Agora ficam próximos à lanchonete.

11. Centro de Visitantes: Agrega espaços para administração do parque, vigilância, Associação de Protetores do Bosque, orquidário, núcleo ambiental (atuará em conjunto com a associação e administração, para promover atividades de educação ambiental, além de atendimento ao público em geral) e lanchonete.

12. Recomposição florística e paisagística em toda a área do Bosque, valorizando locais como estacionamento e o Centro Livre de Artes.

13. Espaço alternativo: o espaço que antes era destinado à administração e à lanchonete agora abriga um espaço alternativo para atividades coletivas.

14. Antiga Estação de Tratamento de Água (ETA): Foi retirada e, no local, foi implantado um projeto de recuperação florística e paisagística no local.

15. Trilhas: Receberam iluminação específica com balizadores, além de adequações com meio-fio e valorização dos acessos.

16. Iluminação interna: Todos os postes foram substituídos, houve troca de fiação e adaptação de novos pontos luminotécnicos para valorização da flora e dos elementos construídos.

http://www.goiania.go.gov.br/sistem...?varDt_Noticia=30/05/2008&varHr_Noticia=09:18
 
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