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Aprovada adjudicação da “Rede de Ciclovias”

O Município aprovou por unanimidade, na passada segunda-feira, a adjudicação da empreitada “Rede de Ciclovias – PAMUS.SJM.2”. De acordo com a proposta discutida e votada na última reunião de câmara, a obra vai ser adjudicada à empresa “Tecnifeira – Engenharia e Construção, SA” pelo valor de 889.040,19 euros (mais IVA), inferior em cerca de 30% ao preço base (1.264.137,98 euros acrescido de IVA). O prazo de execução é de 365 dias.

Trata-se de uma intervenção que, segundo Jorge Sequeira, requalificará a Avenida do Vale e o passeio junto ao Parque Urbano do Rio Ul. Ainda de acordo com o autarca, “vai melhorar a mobilidade de peões e introduzir a mobilidade suave” em S. João da Madeira.

COLIGAÇÃO PSD/CDS-PP NÃO ESTÁ “CONTRA ESTA OBRA”, MAS…
Já Paulo Cavaleiro disse não estarem “contra esta obra”, contudo, defendeu que, a julgar pela diferença de mais de 300 mil euros entre o preço base e o que foi adjudicado, “tem de ser muito bem fiscalizada”. Além do mais, para a coligação PSD/CDS-PP, a autarquia perdeu uma “oportunidade de fazer a ligação entre a Sanjotec e as zonas industriais”. “Não vamos cumprir o objetivo de criar uma nova mobilidade de uso diário para aqueles que se deslocam para os seus locais de trabalho”, chamou à atenção o vereador da oposição, para quem esta obra agora adjudicada também não reduzirá a emissão de carbono.

José Nuno Vieira procurou sossegar Paulo Cavaleiro assegurando que “todas as empreitadas têm de ser avaliadas com o máximo de rigor, independentemente do seu valor”. Relativamente a esta em concreto, o vice-presidente referiu ainda que “é um passo” que se está a dar, sendo “provável que o próximo quadro comunitário continue a financiar estas intervenções”.
 

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Grupo Hoti Hotéis investe sete milhões no Palacete

Mais três do que os quatro milhões inicialmente previstos, e criará 35 postos de trabalho

O Grupo Hoti Hotéis vai explorar o Palacete dos Condes Dias Garcia em S. João da Madeira.
No âmbito do programa Revive, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Finanças e Cultura, com os municípios, que tem o objetivo de conceder a privados a reabilitação e a gestão do património histórico, foi assinado o contrato de concessão do imóvel sanjoanense no passado dia 29 de outubro na Casa da Criatividade.
A Câmara Municipal de S. João da Madeira apresentou a candidatura de concessão do Palacete dos Condes através de um concurso público que foi adjudicada ao Grupo Hoti Hotéis, durante 50 anos, período durante o qual terá de pagar uma renda de30.528,00 euros anuais.
O Grupo Hoti Hotéis vai transformar o Palacete dos Condes num hotel de quatro estrelas superior da marca Melia que representa um investimento de sete milhões de euros, mais três do que os quatro milhões previstos. “O investimento inicialmente previsto era de quatro milhões, era pequeno. Vamos mais longe e vamos ter um volume a acrescentar que está quantificado em sete milhões de euros” e que “permitirá ter um hotel com 90 quartos e criará 35 novos empregos”, anunciou Manuel Proença, presidente do grupo, durante a cerimónia de assinatura do contrato.
Apesar do setor do turismo estar a “lutar pela sobrevivência” no meio desta pandemia, “o grupo decidiu ainda assim apostar em S. João da Madeira” por inúmeras razões. “Acreditamos nas capacidades desta área de Turismo Industrial”, “acreditamos na recuperação do turismo dentro de dois anos” e “acredito muito neste tipo de hotelaria” em que é associado um hotel a um património cultural porque “liga extraordinariamente bem,” como provam outros casos semelhantes existentes no país, afirmou Manuel Proença.



Com este novo investimento, o grupo terá um total de 10 hotéis só nesta região do Porto e do Norte de Portugal. “Uma zona com grande potencial de turismo urbano e industrial que queremos explorar”, assumiu o presidente, para quem a região do Porto e do Norte, pela “importância que já tem, justifica da parte da tutela um investimento maior na promoção, particularmente a externa,” e da parte da TAP uma atenção que espera que leve a que “venha a inverter a sua política de atuação”. Manuel Proença deixou ainda uma palavra a Jorge Sequeira, “um presidente amigo do investimento e voltado para o desenvolvimento”.

UM “ATO DE RESISTÊNCIA” E “PATRIÓTICO PORQUE DÁ ESPERANÇA AOS SANJOANENSES E AO PAÍS”
O presidente da câmara sanjoanense descreveu a assinatura do contrato de concessão do Palacete dos Condes como um “ato de resistência” por parte do investidor e por parte do próprio edifício. “Num contexto de grande adversidade, de crise profunda, de redução de atividade”, o empresário pratica este ato que além de resistência, também é “patriótico porque dá esperança aos sanjoanenses e ao país”. Já o Palacete dos Condes que foi construído para ser a residência familiar de António Dias Garcia, sanjoanense que fez fortuna no negócio das ferragens no Brasil, no virar do século XIX/XX, acabou ser doado como património histórico de S. João da Madeira e por ser utilizado para outros fins como Tribunal, Conservatória do Registo Civil e Comercial, Liceu, Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado e Instituto de Línguas. O Palacete dos Condes é “um edifício que resiste ao tempo, à história, que estava devoluto há 30 anos porque em 1990, enquanto lá funcionava o Tribunal, um arguido descontente terá ateado o incêndio que o terá destruído quase por completo”, recordou Jorge Sequeira. Neste novo tempo e nesta nova história “ele vai reviver, renascer e ter um destino importante para a projeção da nossa cidade e para a economia desta região”, destacou o autarca que lidera o executivo socialista responsável por “agarrar esta oportunidade” de o Palacete ser alvo de “um investimento muito importante por parte de um grupo hoteleiro reputado, prestigiado que assegura a qualidade da intervenção arquitetónica, do serviço e de atração de clientela”.

“O PATRIMÓNIO CULTURAL É PASSADO QUE SE TRANSFORMA EM FUTURO”
A cerimónia contou ainda com a presença e a intervenção de Teresa Monteiro, vice-presidente do Turismo de Portugal, Ângela Ferreira, secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, e Rita Marques, secretária de Estado da Cultura. “Neste momento difícil que vivemos é importante continuar a existir empresários que acreditam que temos futuro e continuam a investir no nosso património”, salientou Teresa Monteiro. Por sua vez, Ângela Ferreira destacou o facto de o Revive permitir “devolver centralidade e importância a este edifício”, “reforçar a coesão económica e social do território” e “descentralizar a oferta concentrada nos grandes centros urbanos”. Desta forma, “o património cultural é passado que se transforma em futuro”. Já Rita Marques admitiu que “o presente é incerto, mas o futuro é certo. Sabemos que vamos conseguir resistir, continuar a ser resilientes, muito criativos e ainda mais coesos”. Nesse sentido, o Governo está “a trabalhar em duas grandes prioridades” que são o presente e o futuro. “No presente garantindo apoios adequados à manutenção dos postos de trabalho, mas sem descurar o futuro através de programas como Revive”, concluiu a governante.

De Palacete a Hotel de quatro estrelas

Com 90 quartos, SPA, piscina interior e exterior, salas de reuniões e de eventos, restaurante e bar

O Grupo Hoti Hotéis vai criar um hotel de quatro estrelas superior com 90 quartos, SPA, piscina interior e exterior, salas de reuniões e de eventos, restaurante, bar, entre outros, com “padrões de qualidade da marca Melia pelo que aumentará o investimento estimado em concurso”, avançou Manuel Proença ao labor.


Para já “vamos começar de imediato com os estudos e projetos de arquitetura. A obra só deverá começar quando o projeto de licenciamento estiver concluído e o mercado retomar alguma normalidade”, explicou o presidente do grupo, revelando que o prazo de execução da obra “estava previsto ser 24 meses”, mas “no atual contexto será superior”. Também devido ao atual contexto “não faz sentido termos datas para a abertura do hotel. Teremos várias fases prévias que determinarão a data de abertura”, esclareceu Manuel Proença, não se comprometendo assim com o prazo de abertura para 2022, previsto antes da pandemia, mas ao longo de 2023.
Com este hotel “iremos criar 35 postos de trabalho direto e de forma indireta o projeto induzirá outros 35 empregos relacionados com atividades subcontratadas”, adiantou o presidente do grupo, dando a conhecer ao labor que “o processo de recrutamento será iniciado seis meses antes da data de abertura”.
 
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