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O Entroncamento é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, na província do Ribatejo, região do Centro e sub-região do Médio Tejo,[4] com cerca de 20 000 habitantes.[5]

É sede do segundo menos extenso município do País, com apenas 13,73 km² de área[6] e 20 206 habitantes (2011),[7][8] o que corresponde a uma densidade demográfica de 1 471,7 hab./km², subdividido em 2 freguesias.[9] O município é limitado a leste pelo município de Vila Nova da Barquinha, a sul pelo município da Golegã, e a oeste e norte pelo município de Torres Novas.

O Entroncamento tem três oragos padroeiros: a Sagrada Família[10], São João Baptista[11] e Nossa Senhora de Fátima.[12]

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Museu Ferroviário

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Museu abre hoje mas amigos dos comboios acham peças pouco representativas

20.06.2008

Segundo a direcção da instalação, há autarquias que não abrem mão de algumas unidades emblemáticas


O Museu Ferroviário Nacional é hoje inaugurado no Entroncamento pelas secretárias de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, e dos Transportes, Ana Paula Vitorino, com a abertura da "rotunda", o local onde ficarão expostas ao público 13 veículos que circularam nos caminhos-de-ferro portugueses.

São peças museológicas que pesam várias toneladas e que supostamente deverão representar a evolução dos caminhos-de-ferro em Portugal pelas eras do vapor, do diesel e da tracção eléctrica, mas há quem considere a sua escolha desacertada.

Neto da Silva, presidente da associação Amigos do Museu Ferroviário (AMF), lamenta que não estejam presentes as peças mais emblemáticas da história do caminho-de-ferro em Portugal. "As locomotivas a vapor mais importantes, que sempre pensamos que iriam figurar na sede do museu, vão continuar dispersas pelo país, espalhadas pelas secções museológicas", diz, referindo-se, por exemplo, à Maria Alice, a locomotiva 005, que sempre pertenceu ao Entroncamento, onde era usada para fazer manobras e que está guardada em Elvas.

Outra locomotiva a vapor é a 02049, uma das mais antigas da Península Ibérica, que chegou até a participar na própria construção do caminho-de-ferro em Portugal e que está "emparedada" na secção museológica de Nine. Ou ainda a imponente Pacific 553, que só pode ser visitada em Santarém, "quando deveria era estar no núcleo duro das peças mais importantes no Entroncamento".

Outro exemplo: a 070 é a única sobrevivente de um grupo restrito de locomotivas a vapor construídas em Portugal, em 1944, mas que se encontra encerrada em Estremoz.

Neto da Silva diz que "compreende" as dificuldades que a direcção do Museu Ferroviário Nacional teria de enfrentar com as autarquias ao tentar retirar das secções museológicas as peças que são mais significativas. "Mas eles que negoceiem, com subtileza e com firmeza, que ponham lá outras peças repetidas ou menos emblemáticas... Eu não conheço é mais nenhum museu ferroviário na Europa que não tenha no seu seio as peças que melhor podem comunicar com as pessoas, as que têm uma história para contar."

A opinião é também corroborada por Nélson Oliveira, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, que aponta ainda o facto de haver no complexo ferroviário do Entroncamento, a centenas de metros do museu, duas Pacific em bom estado, mas que não vão integrar o seu espólio.

Câmaras não abrem mão

O presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Carlos Frazão, tem uma abordagem pragmática destas questões. "Não temos cá as peças mais emblemáticas porque os autarcas não nos deixam ir buscá-las às suas terras", explica, referindo-se à recusa das câmaras de abdicar de material circulante que até já é considerado património da autarquia e que anima as pequenas secções museológicas, por vezes, em pequenas freguesias do interior do país que não têm qualquer outro atractivo. "Ainda éramos recebidos a caçadeira", ironiza ainda Carlos Frazão.

Por isso, diz, a Fundação do Museu Nacional Ferroviário estabeleceu alguns protocolos com as autarquias para a conservação das peças e abertura em horário regular daqueles minimuseus que serão parte integrante do Museu Ferroviário Nacional, apesar de estarem geograficamente separados. Carlos Frazão assume que não tem dinheiro suficiente para recuperar todo o material que os entusiastas dos comboios gostariam. Em média, pôr um veículo em estado de figurar no museu custa cerca de 150 mil euros. "As pessoas não têm noção dos custos", desabafa, perante um orçamento que tem sido "o possível" e para o qual não conseguiu o contributo das empresas ao abrigo da lei de mecenato.

Porém, fica a promessa que os ferrugentos e degradados veículos que compõem uma extensa fila de locomotivas, carruagens, vagões e dresinas nas imediações da rotunda a inaugurar hoje no Entroncamento não serão demolidos, na expectativa de que um dia possa haver financiamento suficiente para conseguir a sua recuperação.

Uma das suas prioridades são as tais locomotivas Pacific, que rebocaram o famoso Flecha de Prata entre Lisboa e o Porto, bem como o célebre Foguete, do qual só restam duas carruagens, uma das quais devidamente salvaguardada numa cocheira em Elvas.

São seis os ministérios envolvidos no financiamento do Museu Ferroviário Nacional, que tem um orçamento de 40 milhões de euros até 2012. O Ministério da Cultura é responsável por 54 por cento daquele montante, seguindo-se o dos Transportes, com 18 por cento, e o da Ciência e Ensino Superior, com 14 por cento. A parte restante provém dos ministério dos Trabalho, Educação e Economia.

A rotunda hoje inaugurada - que custou dois milhões de euros - é o ponto de partida para a construção de um museu numa área de 46 mil metros quadrados, num projecto a cargo do arquitecto Carrilho da Graça e que vai demorar vários anos a realizar-se.

Formalmente, o Museu Ferroviário Nacional é composto também pelas secções museológicas de Valença, Chaves, Lousado, Arco de Baúlhe, Braga, Bragança, Macinhata do Vouga, Santarém, Estremoz e Lagos.

150 mil
euros é quanto custa, em média, recuperar um veículo para que fique em condições de figurar na exposição.

Fonte: Público
 

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Discussion Starter · #13 ·
Parque verde do Entroncamento no Museu Ferroviário

21.06.2008

O Entroncamento vai ter um extenso parque urbano arborizado dentro do próprio espaço reservado ao Museu Nacional Ferroviário, estando este integrado na estação e complexo ferroviário locais.

A ideia foi apresentada ontem na cidade pelo arquitecto Carrilho da Graça, autor do masterplan do museu, que ontem inaugurou a Rotunda das Locomotivas, um edifício de arquitectura arrojada que acolhe agora a memória ferroviária portuguesa.

"A criação de um parque urbano verde no meio deste 'mar de linhas' que é o complexo ferroviário do Entroncamento pode ser um pano de fundo fantástico para o conjunto de peças que vão constituir o museu ferroviário. E, ao contrário dos grandes museus ferroviários, criados num contexto de ferro contra ferro, a primeira imagem que se terá do museu do Entroncamento é a de árvores e zonas verdes", sublinhou Carrilho da Graça.

Além da rotunda agora inaugurada, o MNF irá integrar algumas naves, o edifício do armazém de víveres, a actual central eléctrica e o chamado armazém 13, entre outros equipamentos ferroviários ainda existentes. Um centro de inovação e experimentação tecnológica, serviços educativos, um centro de investigação, loja de modelismo e miniaturas de material circulante ferroviário, zonas comercial e de restauração e um museu virtual, com acesso aos conteúdos do museu real 24 horas por dia, são outras estruturas e serviços previstos.

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, sublinhou que, com a dimensão prevista de investimentos, serão necessárias parcerias com o sector privado, congratulando-se depois o presidente da autarquia, Jaime Ramos, por estar em curso um museu que "será dos melhores a nível internacional e que, esperamos, seja motor de desenvolvimento para o Entroncamento".

Porém, o autarca não deixou de reclamar para a cidade a remodelação da sua estação ferroviária: "A população tem sido ludibriada. Há estudos e mais estudos, mas obra nada. Já vai sendo tempo de termos uma estação moderna e segura".

Fonte: Público
 

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Whatever
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o carrilho da graça deve ter andado por Berlim a inspirar-se para este parque! espero é que não venha dizer que é uma ideia original...
 

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Discussion Starter · #15 ·
Museu Ferroviário do Entroncamento quer ser um espaço de referência na Europa

Comboios portugueses não foram afectados pelos bombardeamentos da II Guerra Mundial, o que permitiu a preservação de importantes peças consideradas raras no resto da Europa

O director do Museu Nacional Ferroviário (MNF), Jorge Custódio, quer colocar a instituição no mapa dos grandes museus ferroviários europeus e torná-lo uma referência no mundo dos caminhos-de-ferro. Ao contrário da maioria dos países da Europa, Portugal pôde preservar na década de 1940 muitas locomotivas e carruagens desse tempo por não ter participado na II Guerra Mundial, circunstância que lhe permite possuir um espólio museológico único.

Com sede no Entroncamento e dez núcleos dispersos pelo país, o MNF, apesar de ter sido aprovado na Assembleia da República em Dezembro de 1990, ainda se encontra numa fase de arranque. As expectativas criadas à sua volta são muito elevadas, mas a falta de verbas e a complexidade dos problemas que o envolvem estão a criar-lhe sérias dificuldades.

No complexo do Entroncamento, com uma área de 4,5 hectares junto à estação ferroviária, já foi edificada uma rotunda que alberga diversas locomotivas e carruagens antigas, que atraem mensalmente cerca de 500 visitantes. Mas, para o MNF atingir plena expressão, falta restaurar a central eléctrica, considerada por Jorge Custódio como "uma obra emblemática da electroarquitectura da década de 1920", recuperar as valiosas oficinas do vapor e reabilitar o armazém de víveres. Este espaço, antigamente reservado ao abastecimento das famílias dos ferroviários e cujo projecto é da autoria do arquitecto Cottinelli Telmo, será dedicado à realização de exposições temáticas.

"Os objectivos essenciais da direcção do MNF vão ser a credenciação do museu e a sua integração na Rede Portuguesa de Museus, o que permitirá o seu reconhecimento oficial, bem assim como a possibilidade de recorrer a benefícios e apoios técnicos e financeiros da rede e doutros organismos nacionais e programas da União Europeia", afirma Jorge Custódio. Director do museu desde o início de Junho, este especialista em arqueologia industrial afirma estar já a desenvolver iniciativas para o afirmar no contexto internacional.

A partir deste mês, uma equipa de técnicos de várias áreas vai preparar as bases de um programa museológico que estabelecerá entre as centenas de locomotivas e "pérolas museológicas" disponíveis, quais as que serão recuperadas para figurar no museu. "Temos cerca de 27 mil peças dispersas por todo o país, muitas delas metidas em armazéns, e algum material circulante exposto ao ar livre e que se tem estado a degradar. É preciso definir entre todas essas peças quais as que ainda podem ser recuperadas para ser instaladas no museu e secções museológicas", observa Jorge Custódio. A direcção quer propor para classificação algum material circulante histórico, que considera como "tesouro nacional", como é o caso do comboio real, da carruagem Príncipe e do coche de D. Maria II.

A relação entre a sede do museu e as suas secções pode, porém, vir a tornar-se problemática, atendendo a que as autarquias locais poderão oferecer resistência à transferência para o Entroncamento das valiosas peças existentes nos seus concelhos.

Público
 

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Tanto combóio ao abandono e á vista de todos, e sabe-se lá mais quantos nas várias "secções museológicas" espalhadas por Portugal.
 

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Discussion Starter · #17 ·
Entroncamento preserva cultura ferroviária

Extensa zona dedicada ao caminho-de-ferro irá funcionar como espécie de "zona ribeirinha", para fruição pela população e para terminar com o ciclo da cidade dormitório

O Entroncamento quer fechar o seu ciclo de cidade dormitório e avançar com a valorização da cultura do comboio, que a torne visitável, com mais emprego e reforçando a sua posição no "hexágono urbano" que integra seis cidades na região do Médio Tejo.

"É um facto que o Entroncamento é uma cidade relativamente recente, não tem zonas históricas nem áreas ribeirinhas, mas o vasto perímetro delinhas férreas, incluindo o museu ferroviário, pode ser de alguma forma a nossa "área ribeirinha" e já estamos a valorizá-lo", afirma o presidente do câmara, Jaime Ramos. O autarca sublinha que a estratégia de desenvolvimento, de acordo com um plano já aprovado, visa consolidar a cidade residencial, com melhores condições para as pessoas e valorizar a estrutura ecológica.

O antigo "triângulo estratégico" informal formado na década de 1970 por Abrantes, Tomar e Torres Novas deverá dar lugar a um "hexágono" que inclua também a cidade ferroviária e Ourém e Fátima. "Os autarcas da região têm-se reunido e apresentado candidaturas conjuntas para investimentos apoiados pela União Europeia", frisa Jaime Ramos.

Segundo o Plano de Acção até 2013 para o Entroncamento, a estratégia para a cidade visitável deve focar a temática ferroviária como factor de desenvolvimento cultural, mas reconhece que tem havido algum desaproveitamento neste sector. Ao nível do emprego, o Entroncamento é marcado pela "forte integração funcional com os territórios vizinhos", com elevados fluxos laborais sobretudo com Torres Novas e Tomar, além de Lisboa.

Movimentos pendulares

De acordo com o plano, 46,8 por cento da população que vive no Entroncamento e trabalha tem o seu emprego fora do concelho. Por outro lado, a forte pendularidade laboral, devido aos bons transportes e acessibilidades, leva a que 43,8 por cento dos empregos na cidade sejam preenchidos por pessoas de fora do concelho. A instalação de um importante terminal logístico junto à estação de caminho-de-ferro está também a criar fortes expectativas no emprego concelhio. A zona industrial do Entroncamento está já a beneficiar do interesse de alguns investidores em se fixarem aí e tirar partido da proximidade do terminal.

"Acredito e há já sinais de que vai ter um impacto muito grande. As empresas parecem muito interessadas, de acordo com o operador privado responsável, por essa zona, que será muito mais do que um depósito de con-tentores", observa Jaime Ramos, notando que após o anúncio, há um ano, da instalação do terminal, alguns responsáveis políticos e empresariais procuraram impedir que esse investimento se fixasse na cidade ferroviária.

Público
 

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Barragon said:


O Entroncamento é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e subregião do Médio Tejo, com cerca de 18 000 habitantes.

Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.

É sede do segundo mais pequeno município do País, com apenas 13,71 km² de área e 20 896 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade demográfica de 1 325,6 h/km², subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a leste pelos municípios de Vila Nova da Barquinha e Golegã, e a sul, oeste e norte por Torres Novas.

História

O Entroncamento deve o seu nome ao facto de aqui entroncarem duas linhas de comboio: Linha do Norte (que liga Lisboa ao Porto), e a Linha da Beira Baixa (que vai até à Guarda e permite a ligação a Espanha. O que antes era um espaço ermo desenvolveu-se, em grande medida, devido à passagem do comboio. Dessa forma, o Entroncamento acabou por se tornar uma freguesia autónoma, sendo desanexada de Vila Nova da Barquinha em 24 de Agosto de 1926. Mais tarde (24 de Novembro de 1945), devido ao continuado progresso aí verificado, foi elevado a vila e tornou-se, ele mesmo, sede de município independente; por fim, foi elevado à condição de cidade (em 20 de Junho de 1991).

O Entroncamento tem três oragos padroeiros: a Sagrada Família, São João Baptista e Nossa Senhora de Fátima.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Entroncamento

http://www.entroncamentoonline.pt/

Mapa do Concelho:



Ortofotos:








Em http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/search/label/Entroncamento











Aqui vos coloco fotografias por mim tiradas no Entroncamento:

Tribunal


Rua Luís Falcão de Sommer




Igreja de São João Baptista


Jardim Afonso Serrão Lopes














Rua D. Afonso Henriques e Estação


Praça da República


Avenida Dr. Eduardo José das Neves




Mercado e Praça Salgueiro Maia






Estação e Linha de CF




Correios


Rua 5 de Outubro




Largo José Duarte Coelho e CME




Rua 31 de Janeiro



 

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:gaah: a minha segunda cidade :lol: era para ter feito um thread com fotos do boletim municipal mas tive preguiça :lol:

Excelentes fotos! A cidade está muito desenvolvida!
 
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