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Espanha não aguenta mais de três meses

Juros atingem máximos desde a entrada do país no euro. Situação não é sustentável

PorRedacção JF
2012-06-19 19:47

Com os juros a atingirem máximos desde a entrada de Espanha no euro, o país pode «continuar assim, mas apenas por um curto período de tempo». Segundo um analista do DZ Bank, Madrid «não aguentará mais do que dois ou três meses, enquanto vai emitindo dívida de curto prazo e os custos de financiamento, em média, ficam em linha com níveis anteriores».

Para Michael Leister, do DZ Bank, «tendo em conta o que está em jogo e a pressão da troika, a decisão [de resgatar o país] pode ser mais rápida do que aconteceu na Grécia, Irlanda ou Portugal, que adiaram até ao limite» o recurso à ajuda externa.

Espanha volta ao mercado primário, com nova emissão de dívida, na próxima quinta-feira, mas os investidores podem exigir juros mais altos ainda dos que foram alcançados hoje, e que bateram o recorde desde a entrada de Madrid no euro.

Na cimeira do G20, os líderes europeus acordaram hoje em caminhar para uma maior integração do sistema bancário. «Os mercados sabem que uma solução completa é altamente improvável neste momento, mas estarão sensíveis a sinais de que há um forte comprometimento por parte dos líderes europeus», disse à Reuters Richard Bell, da Rogge Global Partners, que gere 51 mil milhões de dólares de ativos.

«O recente resgate à banca espanhola foi uma tentativa de ultrapassar a curva no caminho, mas os investidores estão muito cuidadosos. Os progressos em direção a uma união orçamental são prováveis de permanecer desesperadamente lentos e há um claro risco de desapontar os mercados».

O site espanhol de informação «El Economista» avançou esta manhã que Espanha estará a negociar com a Europa uma linha de crédito de emergência. Um plano «B» para tentar salvar Madrid.

AGÊNCIA FINANCEIRA
 

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'tou na lua...
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Tudo por causa das agências e dos vampiros dos credores. Eles que vão meter a pressa num certo sítio.
 

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Merkel admite possibilidade dos fundos de resgate comprarem dívida de Espanha e Itália
20 Junho 2012 | 18:55
Jornal de Negócios Online - [email protected]

Chanceler diz que não está a ser debatida nesta altura a possibilidade do fundo de resgate do euro comprar dívida de Espanha e Itália, mas admite a possibilidade, que está já prevista nos mecanismos destes fundos.
“Não há um plano concreto que seja do meu conhecimento, mas existe a possibilidade de compra de dívida soberana no mercado secundário”, disse hoje a chanceler alemã, Angela Merkel.

A imprensa britânica noticiou hoje que os líderes da Zona Euro se preparam para dar luz verde para que os fundos europeus de resgate, de que são accionistas apenas os Estados da moeda europeia, comprem dívida pública de Espanha e de Itália. Uma medida que serviria para travar a escalada dos juros dos dois países.

A decisão de activar este novo expediente – que, na prática, substituirá as "compras" do BCE – poderá ser anunciada na cimeira de 28 de Junho, acrescentaram jornais britânicos. Contudo, as declarações de Merkel parecem contrariar este cenário mais imediato, já que a líder alemã afirma que a possibilidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira comprar dívida soberana não está a ser debatida.

Contudo, tal como lembrou Ângela Merkel, os fundos de resgate do euro já podem comprar dívida soberana dos países da região.

Desde o início do ano, o campo de actuação destes fundos foi alargado: em vez de apenas poderem financiar resgates puros e duros, em parceira com o FMI e a troco de duros programas de ajustamento, passaram a poder também financiar linhas de crédito de emergência a Estados, linhas de crédito para recapitalizar bancos e inclusivamente fazer compras de dívida publica de países mais castigados pelos investidores, tanto no mercado primário (quando o Estado emite dívida) como no secundário (onde se trocam de mãos os títulos já emitidos, e onde o BCE tem feito as suas “compras”, muito a contra-gosto). Em todos os casos, o país beneficiário tem de assinar um memorando de entendimento com as autoridades europeias e comprometer-se com medidas de rigor.

Citado pela Bloomberg, o presidente francês François Hollande anunciou ontem, no final da cimeira do G20 que decorreu em Los Cabos (México), que foi Mário Monti que pediu que se accionem as compras de dívida por parte do MEE.

"Itália lançou a ideia que merece ser avaliada", disse, precisando que as eventuais compras de dívida ficarão reservadas para "países virtuosos como Itália" que estão a registar progressos na consolidação orçamental e que assim podem ter acesso a financiamento para a sua dívida a taxas mais atractivas. A França é o segundo maior accionista do MEE (e do FEEF) depois da Alemanha.

Hollande não esclareceu, nem o fazem hoje os jornais britânicos, se a proposta italiana visa a compra de dívida no mercado primário e/ou secundário.
 

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Juros de Espanha quase triplicam em leilão de bilhetes do Tesouro (act)

26 Junho 2012 | 09:55


O custo de financiamento do Governo espanhol disparou num leilão de dívida de curto prazo. No prazo de seis meses, os juros quase duplicaram. Já no de três meses chegaram quase a triplicar.

O custo de financiamento do Governo espanhol disparou num leilão de dívida de curto prazo. No prazo de seis meses, os juros quase duplicaram. Já no de três meses chegaram quase a triplicar.

Apesar da subida dos juros, o Tesouro espanhol financiou-se num valor superior ao montante indicativo.

Na emissão de bilhetes do Tesouro com maturidade de três, a taxa de juro implícita foi de 2,362%, o que compara com uma “yield” de 0,846% numa emissão comparável que ocorreu em Maio. A procura de títulos foi igual a cerca de 2,6 vezes a oferta, o que também compara desfavoravelmente com a emissão do mês passado, em que a procura fora igual a 3,95 vezes a oferta.

A taxa de juro implícita nos bilhetes do Tesouro com prazo de seis meses disparou para 3,237%, depois de se ter saldado em 1,737% em Maio. Na emissão de seis a procura equiparou-se a 2,82 vezes a oferta, comparando com um rácio de 4,3 vezes no mês de Maio.

O total da dívida colocada pelo Governo espanhol foi de 3,08 mil milhões de euros. Um montante que supera o intervalo do valor indicativo, que ia de dois mil milhões a três mil milhões de euros.

(Notícia actualizada às 10h05 com as taxas de juro.)

Jornal de negócios
 

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Custo de financiamento de Itália sobe em leilão de dívida

26 Junho 2012 | 11:31

O custo de financiamento do Governo liderado por Mario Monti subiu no leilão de dívida que realizou esta manhã. Além das obrigações a dois anos, Itália ainda vendeu obrigações a quatro e 14 anos indexadas à inflação.

A taxa de juro implícita na emissão com maturidade em 2014 foi de 4,712%, o que compara com a taxa de 4,037% que o Tesouro italiano conseguiu na emissão que realizou a 28 de Maio.

A procura foi equivalente a 1,65 vezes a oferta e permaneceu praticamente inalterada face à última emissão comparável, em que fora de 1,69 vezes.

Itália vendeu obrigações de cupão zero, ou seja, que não pagam um cupão periódico, no valor de 2,99 mil milhões de euros. Além desta emissão, Itália vendeu ainda dívida com taxa indexada à inflação com duas maturidades distintas. Aquela que tem maturidade em 2016 foi vendida à taxa de juro implícita de 5,2% e a que tem maturidade em 2026 paga um juro implícito de 5,29%.

O leilão de dívida de Itália precede a reunião de líderes europeus que tem lugar no dia 28 e 29 de Junho, com a finalidade de se chegar a um acordo para medidas destinadas a interromper o ciclo de contágio da dívida. A reunião decorre dias depois de Espanha ter pedido ajuda para reforçar os capitais dos seus bancos e numa altura em que o risco de contágio ameaça o Governo liderado por Mario Monti.

Jornal de negócios

No sul só falta a Itália.
 

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Espanha prepara diminuir produtos com IVA reduzido

26 Junho 2012 | 09:44


O governo espanhol está a estudar como poderá aumentar a receita fiscal reduzindo o número de produtos que estão sujeitos a IVA reduzido. Segue recomendações da Comissão Europeia e do FMI.

O Executivo de Mariano Rajoy está a estudar uma das receitas típicas para aumento de receita fiscal: a redução do número de produtos sujeitos as taxas de IVA inferiores à normal.

A taxa normal de IVA em Espanha é de 18%, estando entre as mais baixas da Zona Euro. O país tem ainda duas taxas inferiores a esta para determinados produtos: a taxa de IVA “super-reduzido”, de 4%, aplica-se essencialmente a bens de primeira necessidade, livros e revistas, medicamentos. A taxa de IVA “reduzido” é de 8%, e aplica-se à maioria dos produtos alimentícios, aos transportes, hotelaria, espectáculos, construção, entre outros.

Segundo o diário espanhol "El País", o Governo planeia passar produtos entre taxas: dos 4% para os 8% e dos 8% para os 18%. Esta medida segue recomendações da Comissão Europeia e do FMI a favor de um alargamento da base fiscal em Espanha. Tal como em Portugal, a receita de IVA em Espanha está a ter um desempenho inferior ao esperado pelo Executivo.

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