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Mameluco sangue azul
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Executivos da multinacional coreana estiveram ontem no Recife e anunciaram a sociedade com o estaleiro. Objetivo é atingir a meta em cinco anos

Renato Lima

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A Samsung poderá terceirizar parte de sua produção na Coréia do Sul para o estaleiro de Suape, com a perspectiva de produzir até 20 navios por ano, daqui a cinco anos. Ontem, executivos da Samsung estiveram no Palácio das Princesas numa cerimônia que marcou a entrada da gigante coreana, com 10%, na sociedade do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).

A Samsung já tinha contrato de prestação de assistência tecnológica com o Atlântico Sul, mas a parceria evoluiu para uma participação acionária. “Com a entrada da Samsung no Estaleiro Atlântico Sul ficamos ainda mais próximos da elite da construção naval mundial”, comemorou o presidente do conselho de acionistas do EAS, Carlos Camerato. O governador Eduardo Campos, que assinou o contrato de acordo de acionista como testemunha, afirmou acreditar que o estaleiro de Pernambuco caminha para ser um dos maiores do mundo. “Daqui a 15 anos o Atlântico Sul será conhecido em todo o mundo”, previu.

Os executivos da Samsung não se pronunciaram durante a cerimônia, mas, pessoalmente, deram indicações de como a parceria poderá evoluir para que a unidade de Pernambuco trabalhe em conjunto com a estrutura montada na Coréia, através de terceirizações de encomendas. “Há várias possibilidades com esse negócio. Daqui a cinco anos há certamente uma possibilidade de terceirizar parte do trabalho de lá para o Atlântico Sul”, disse o vice-presidente da Samsung Heavy Industry, Seoyoon Kim. Neste momento a Samsung entra com 10% na sociedade e um aumento de participação dependeria de uma discussão de uma assembléia-geral de acionistas do Atlântico Sul. “Se eles quiserem e nos for interessante, poderíamos até aumentar”, completou.

Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que veio a Pernambuco participar da assinatura do contrato, a Samsung pretende construir 20 navios por ano em Suape, daqui a cinco anos. “A primeira vez que eu visitei a Coréia eles não queriam nem saber de Brasil, não acreditavam no programa. Mas eles compreenderam, vieram como assessoria técnica e agora como acionista. Isso é uma prova do quanto eles estão acreditando e eu ouvi deles que querem chegar a produzir 20 navios por ano aqui, daqui a cinco anos”, disse.

Machado também falou que a Transpetro já realizou o segundo lote de compras de aço para o EAS, de 12 mil toneladas e dessa vez será comprado da Usiminas. Dessa forma, o aço para o primeiro Suezmax que será fabricado em Pernambuco, 30 mil toneladas, já está fechado, sendo o primeiro lote da Ucrânia e chegando em julho em Suape, quando terá início o processamento de aço no EAS.

O presidente da Transpetro promete para os próximos dias o lançamento do edital de concorrência para a segunda edição do programa de compras de navios da estatal, que será de mais 23 embarcações.

Fonte: Jornal do Commércio.
 

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Viva o Frevo
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O Estaleiro já é uma potência e a entrada da Samsung só vem ampliar a capacidade dele. Bom para Pernambuco.
 
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