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Estudioso apela à criação de plano de ordenamento da península​

Carlos Vieira de Faria, professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, apela à “criação de um plano regional de ordenamento do território exclusivamente direccionado para a península de Setúbal, onde a posição desta cidade saia verdadeiramente reforçada”. As ideias do estudioso foram tecidas durante uma conferência subordinada ao tema “Setúbal: ordenamento do território”, um dos 4 temas em discussão e análise durante o II Encontro de Estudos Locais do Distrito de Setúbal, que decorreu na Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Setúbal, e na Câmara Municipal de Setúbal.



O professor na Lusófona considera que a elaboração daquele documento estratégico “é essencial”, tendo em conta o repto do novo aeroporto de Lisboa, situado no campo de tiro de Alcochete, bem como a necessidade de a costa, a Reserva Natural do Estuário do Sado e o Parque Natural da Arrábida serem melhor aproveitados turisticamente. “Complementarmente a esse documento, é necessário elaborar, desde já, um outro que preveja o impacto da subida das águas nos próximos anos”, sustenta, sublinhando o papel que a cidade de Setúbal poderá ter em toda esta região.



Para que a cidade consiga ascender a esse patamar, Carlos Vieira de Faria explica que é necessário melhorar as acessibilidades, reabilitar o centro histórico, dinamizar os estudos locais, fomentar eventos culturais, valorizar a qualidade de vida e criar novos canais informativos. “Setúbal deve reforçar-se como pólo de decisão de um grande número de pequenas e médias empresas, dada a sua posição de herdeira de Alcácer do Sal e dada a sua relação histórica com Palmela e Sesimbra, em articulação com Tróia”, acrescenta.



O problema do desordenamento do território da península de Setúbal está directamente relacionado, segundo explica Adelino Fortunato, com a “forte expansão urbana no distrito e o nulo crescimento económico” da região após um período de desindustrialização acelerada a partir da década de 70. “A reclassificação de terrenos para acumulação de mais-valias urbanísticas, bem como a sobrelotação da margem norte do Tejo ajudam a explicar o que actualmente se passa nesta região”, considera o docente na Universidade de Coimbra.



Durante a sessão de abertura dos segundos estudos locais do distrito de Setúbal, a presidente da câmara municipal, Maria das Dores Meira, recordou o facto de esta iniciativa não se realizar desde 1988, embora, ainda hoje, “muitos dos aspectos tratados há 22 anos atrás serem referencial de consulta no que diz respeito às diferentes áreas do distrito”. Já Manuel Malheiros, governador civil do distrito, enfatizou os contrastes existentes entre os vários municípios da península, apesar de estes terem sido, “maioritariamente, gerido por forças à esquerda do espectro político, que sempre se preocuparam com o ensino, com a defesa das instituições e do Serviço Nacional de Saúde”.



“É necessário uma reflexão muito grande, até porque existem na região algumas das freguesias em todo o país com maior densidade populacional, apesar de algumas serem bastante extensas quilometricamente”, acrescenta. Por sua vez, Albérico Afonso, da comissão organizadora dos estudos locais, explica que a realização deste evento em 2010 está igualmente relacionada com as comemorações do centenário da República, tendo em “conta o prestígio que o concelho conseguiu nessa matéria ao antecipar a causa republicana em 1910”.

Setúbal na rede
 

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O problema da desindustrialização é nacional e não apenas de Setúbal!

Se continuarem a achar que é com habitação e grandes superficieis comerciais que o país anda para a frente estamos todos f*!

Se houvesse mais empregabilidade na Península de Setúbal os seus habitantes teriam menos transtorno na deslocação diária casa-trabalho!

Os autarcas da região deveriam ter maior preocupação com este assunto...
 

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só a indústria é que traz dinheiro. essa mania de andarem a reabilitar armazéns antigos e espaços industriais de empresas falidas, pode ficar muito bonitinho, mas não gera dinheiro!
 

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somos cada vez mais o país dos serviços e das vendas. só sabemmos vender aquilo que os outros produzem.
 

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I Love You... Soraia
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Setúbal a querer insurgir-se. Isto pode dar dois resultados:

Ser bom para AML, por haver um segundo pólo de excelência numa área metropolitana policêntrica.

Ser mau para Lisboa, por perder centralidade e excelência na AML.

Pode dar um de dois resultados, ou os dois! (Ou nenhum, porque se há quem tente fazer coisas, há também quem tente abafá-las)
 

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Setúbal a querer insurgir-se. Isto pode dar dois resultados:

Ser bom para AML, por haver um segundo pólo de excelência numa área metropolitana policêntrica.

Ser mau para Lisboa, por perder centralidade e excelência na AML.

Pode dar um de dois resultados, ou os dois! (Ou nenhum, porque se há quem tente fazer coisas, há também quem tente abafá-las)
Não concordo que Setúbal se queira insurgir. Os estudiosos apelam a um plano apenas para o que se construa de novo, esteja sujeito um planeamento geral da península. Mas agora é tarde de mais. A maior parte da península já está toda urbanizada e muito caóticamente. Se tivessem feito masterplans, 50 anos atrás, das principais cidades portuguesas e áreas metropolitanas aí teriamos cidades com a grandeza e imponência como Barcelona, Madrid, etc...
 

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Lobito for friends
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Não concordo que Setúbal se queira insurgir. Os estudiosos apelam a um plano apenas para o que se construa de novo, esteja sujeito um planeamento geral da península. Mas agora é tarde de mais. A maior parte da península já está toda urbanizada e muito caóticamente. Se tivessem feito masterplans, 50 anos atrás, das principais cidades portuguesas e áreas metropolitanas aí teriamos cidades com a grandeza e imponência como Barcelona, Madrid, etc...
Pode ser que a coisa vá ao sítio com planos de pormenor e urbanização.
Exemplo disso são as augi de Sesimbra.
 
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