SkyscraperCity banner
Status
Not open for further replies.
1 - 20 of 519 Posts

·
Christopher
Joined
·
17,520 Posts
Discussion Starter · #1 · (Edited)
Para a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar), a construção de novos ramais ferroviários deve ser uma prioridade logística para o Paraná, a região Sul, o Centro-Oeste brasileiro e o Paraguai. As associações comerciais que integram a Caciopar decidiram aprovar recentemente, em Cascavel, todas as “moções de apoio 2009” favoráveis aos projetos de expansão da Ferroeste apresentadas em reunião plenária pelas representações de Assis Chateaubriand, Cascavel, Foz do Iguaçu e Palotina.

O presidente reeleito da Caciopar, Guido Bresolin Jr., considera a ampliação da ferrovia “de fundamental importância não só para a região Oeste do Paraná, como para o Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai”. Essas são regiões, ele observa, produtoras e exportadoras de commodities que “estão longe do Porto de Paranaguá” e precisam reduzir custos e ganhar competitividade internacional com a redução de custos de transporte. Bresolin enfatiza ainda que “é preciso achar uma solução para o gargalo ferroviário existente depois de Guarapuava”.

O empenho das lideranças econômicas do Oeste paranaense coincide com a vontade do governador Roberto Requião, manifestada ao presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, no dia 2, em audiência no Palácio das Araucárias. Para o governador, a nova ligação ferroviária entre Guarapuava e o Porto de Paranaguá, pela Ferroeste, é prioritária para viabilizar o escoamento da produção do Mato Grosso do Sul, Paraguai e Santa Catarina quando os novos ramais de Maracaju (MS), Foz do Iguaçu e Chapecó estiverem prontos. Requião pediu mais agilidade nos projetos de expansão da ferrovia ao presidente da Ferroeste.

Apoio empresarial

“Essa ferrovia, com suas extensões”, segundo a moção apresentada pela Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI), por intermédio do presidente Rodiney Alamini, à plenária da Caciopar, “é vital para aproximar a produção do Centro-Oeste brasileiro, do Paraguai e até da Argentina do Porto de Paranaguá”. Alamini lembra que “há anos, as forças organizadas da região Oeste do Paraná lutam para convencer os governos estadual e federal da necessidade de implantar ramais que liguem a Ferroeste a Foz do Iguaçu e a Guaíra”.

O presidente da Ferroeste, convidado a expor os planos da empresa aos presidentes de associações comerciais da Caciopar, em Cascavel, explicou aos empresários e lideranças da região que o novo ramal da Ferroeste que ligará Guarapuava a Paranaguá, cuja construção foi decidida pelo governador Requião, vai reduzir em 125 quilômetros a distância ferroviária entre Cascavel e o Porto de Paranaguá e diminuir o ciclo de transporte dos trens de oito para menos de dois dias.

Moções à ferrovia

A Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC), em sua moção, justifica a necessidade da construção dos novos ramais como forma de “baixar o custo do transporte no Oeste do Paraná”. O presidente da ACIC, que assina o documento, lembra a necessidade de “tornar a Ferroeste viável para transporte de grãos e carnes produzidos no Oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai”.

Maria Madalena Rech, da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Assis Chateaubriand (ACIAC), firmou moção solicitando a “extensão da Ferroeste até Assis Chateaubriand”, segundo ela, “o maior produtor de grãos entre os 50 municípios participantes da AMOP – Associação dos Municípios do Oeste do Paraná”.

Já a Associação Comercial e Empresarial de Palotina (ACIPA), através do presidente Ronaldo Ioris, lembrou em sua moção de apoio que a “construção do ramal ferroviário (Cascavel-Guaíra) favorece uma grande região produtiva”, reduzindo o tráfego de caminhões que contribui para “a deterioração das estradas além de estragar e encarecer o transporte da produção”. Todas as moções de apoio à Ferroeste apresentadas à plenária da Caciopar foram aprovadas e serão encaminhadas a órgãos estaduais e federais do setor e a lideranças do Executivo e do Legislativo nos três níveis da administração pública.

A Caciopar completou 33 anos de atividades no dia 3 de abril. A coordenadoria reúne 45 associações comerciais, industriais e empresariais de municípios da região Oeste com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento econômico-social das comunidades que representam.



Fonte: http://www.ferroeste.pr.gov.br/modules/noticias/print.php?storyid=153
 

·
Christopher
Joined
·
17,520 Posts
Discussion Starter · #2 · (Edited)
Mato Grosso do Sul quer integração ao ramal da Ferroeste até Paranaguá

O secretário de Obras Públicas e Transportes do Mato Grosso do Sul, Edson Giroto, disse na Escola de Governo, nesta terça-feira (9), em Curitiba, que o seu Estado está discutindo com o Paraná a possibilidade de a Ferroeste, empresa vinculada à Secretaria dos Transportes, abrir o seu capital. “É uma medida para o Mato Grosso do Sul ser sócio e evitar o risco de que amanhã a Ferroeste seja privatizada”, explicou. Giroto ressaltou que seu Estado está determinado a se integrar, por ferrovia, ao Porto de Paranaguá como “alternativa ao Porto de Santos”.

O projeto de expansão da Ferroeste, única operadora ferroviária pública do país, foi apresentado na Escola de Governo pelo presidente da empresa, Samuel Gomes, O governador Roberto Requião, comentando o atual modelo ferroviário disse afirmou que “a ferrovia privada é um gerador de lucro. Ela vai tentar cobrar sempre o máximo possível, estabelecendo um monopólio do transporte. A ferrovia pública é uma indutora de desenvolvimento. Ela trabalha com um lucro mínimo para que o setor privado possa se desenvolver e para que os preços das commodities paranaenses e nacionais sejam competitivos no mercado internacional”. Para o governador, o projeto de expansão da ferrovia é uma “necessidade nacional”.

Segundo o secretário do Mato Grosso do Sul, a produção de álcool e açúcar, com a instalação de novas usinas naquele Estado, “terá que ser dirigida para Paranaguá, uma saída competitiva para o Mato Grosso do Sul”. Os estudos realizados até agora sobre a implantação de um alcoolduto ligando as regiões produtivas daquele Estado ao Atlântico, frisa Giroto, mostram que o transporte pela ferrovia “é muito mais viável” e barato. “Temos que nos apressar”, declarou o secretário sul-mato-grossense.

O secretário dos Transportes do Paraná, Rogério Tizzot, em seu discurso, sublinhou que o Mato Grosso do Sul “é um grande parceiro da Ferroeste e quer o desenvolvimento da empresa”. De acordo com a avaliação do secretário dos Transportes, “a Ferroeste tem um potencial enorme e o estudo do Lactec vem comprovar isso em números”.

PARANÁ UNIDO

Para o presidente da Ferroeste, “o Paraná está unido para viabilizar a construção do ramal ferroviário que vai ligar Guarapuava ao Porto de Paranaguá”. Várias entidades técnicas, prefeitos e representantes de produtores paranaenses e paraguaios manifestaram nesta terça-feira apoio ao ramal Guarapuava-Paranaguá da Ferroeste.

A construção do ramal da Ferroeste entre Cascavel e Foz do Iguaçu e sua ligação com Puerto Presidente Franco, no Paraguai, através de ponte ferroviária, vai ser tema do próximo encontro dos presidentes do Brasil e Paraguai, afirmou a presidenta da Unicoop (União Nacional das Cooperativas do Paraguai), Simona Cavazzuti. “Temos certeza que Lugo (presidente do Paraguai) vai incluir o assunto na agenda bilateral”. A Unicoop detém 40% da produção de grãos paraguaios.

Simona Cavazzuti lembrou que o Paraguai é um país mediterrâneo “com grandes problemas de logística” e que os serviços de transportes estão “nas mãos de multinacionais” que pagam o preço que querem por nossos produtos. E temos que aceitar”. A dirigente cooperativista afirmou que os produtores paraguaios precisam se “independentizar das multinacionais”. Numa referência ao modelo público de gestão da Ferroeste disse: “Nós acreditamos no projeto e de nosso lado vamos fazer o que for possível para que ele seja viável. Estamos trabalhando com o governo paraguaio e nosso sonho é reunir o Porto de Paranaguá com o Porto de Antofagasta para formar o corredor bioceânico”.

O superintendente adjunto do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa, teceu considerações sobre o traçado da ferrovia entre Guarapuava e Paranaguá e disse que os estudos apontam que a melhor alternativa é aquela que foi apresentada pela companhia estatal paranaense. “A proposta da Ferroeste resgata o projeto inicial da Ferrovia da Produção, da Ferrovia da Soja e da Ferrovia do Frango”, disse ele, e tem o “total apoio” das cooperativas. “Devemos nos somar”, declarou. Costa disse que o Paraná deve se unir para colocar o ramal da Ferroeste a Paranaguá no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal). O superintendente pediu que o governador Requião inicie a construção do ramal Guarapuava-Paranaguá ainda durante o seu governo.

O dirigente da Ocepar disse que a atual ferrovia (operada por um grupo privado) é antiga e obriga os trens a reduzir a velocidade de 50 quilômetros por hora, no trecho da Ferroeste, para 10 quilômetros por hora, devido o gargalo logístico de Guarapuava. Segundo ele, o tempo excessivo da viagem de ida e volta dos vagões até o porto, em ciclos levam vários dias (até nove dias, conforme a Ferroeste), impede a região Oeste de transportar carne por ferrovia. “Fica inviável”, disse. O novo traçado da Ferroeste reduz em 125 quilômetros a distância entre Cascavel e Paranaguá e o ciclo dos vagões para dois dias.

ENGENHEIROS

O presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia do Paraná), Álvaro Cabrini Jr, durante a apresentação, entregou moção de apoio unânime da entidade ao projeto de construção do ramal Guarapuava-Porto de Paranaguá da Ferroeste ao governador Roberto Requião. “O Paraná precisa dessa obra para seu desenvolvimento”, justificou. A nova ferrovia, disse ele, “viabiliza todo o agronegócio da região, viabiliza o Paraná”. Cabrini afirmou que a ALL, empresa privada que opera a antiga ferrovia entre Guarapuava e o porto “é o pior exemplo de privatização que já foi feito no Brasil”. Na mesma oportunidade, o engenheiro Paulo Sidney Cordeiro Ferraz, representando o Senge (Sindicato dos Engenheiros do Paraná), também entregou um documento de apoio ao projeto da Ferroeste ao governador do Estado.

“Precisamos dessa obra”, afirmou o prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Luiz Froehlich, em seu depoimento, lembrando que a região Oeste, que é grande produtora de commodities, fica a 700 quilômetros do porto. O prefeito Sérgio Luiz Stoklos, de Irati, uma das regiões de mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Paraná, disse que o desenvolvimento do interior só é possível com a construção da ferrovia. “Esse trecho é muito importante e provou ser viável tecnicamente”, afirmou.

O general de Exército Ítalo Forte Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), reafirmou, durante seu pronunciamento na Escola de Governo, que o Exército Brasileiro quer “realmente participar dessa obra”. A estrada de ferro da Ferroeste foi construída pelo departamento de engenharia do Exército no primeiro mandato do governador Roberto Requião, entre 1991 e 1994. “Estamos prontos para trabalhar”, disse o general.

GARGALO

Para Samuel Gomes, a construção do ramal de Guarapuava ao Porto de Paranaguá “é a condição para a Ferroeste realizar o seu projeto de expansão”. Segundo ele, os entendimentos para a expansão da Ferroeste ao Mato Grosso do Sul e Paraguai estão andando com rapidez. Mas a viabilidade dessas obras “só é possível se resolvermos o gargalo logístico que existe na velha ferrovia entre Ponta Grossa e Guarapuava. Para que o projeto seja implantado definitivamente a Ferroeste precisa chegar ao Porto de Paranaguá”.

Gomes explicou que o ramal até o porto terá 365 quilômetros e vai reduzir a distância dos atuais 738 quilômetros para 613 quilômetros, “o que dá uma economia de 250 quilômetros de distância, ida e volta, mas além disso o ciclo dos vagões que hoje é de oito a dez dias vai cair para dois dias”. O presidente da Ferroeste considera que a solução logística vai “desenvolver o interior do Paraná e as regiões que são beneficiadas pelo projeto”.

Samuel Gomes considera ainda que a viabilização dos ramais da Ferroeste “é a forma do Porto de Paranaguá participar desse grande banquete logístico que está se apresentando hoje no Centro-Oeste brasileiro”. A ferrovia vai ligar o Porto de Paranaguá ao Centro-Oeste, através de Maracaju, no Mato Grosso do Sul. “Por isso estamos estudando a possibilidade de que todas as extensões dessa ferrovia nova sejam feitas em bitola larga”. O motivo, segundo ele, é que “todas as novas ferrovias do Brasil estão sendo feitas em bitola larga e nós nos encontraremos na região de Dourados com a ferrovia Norte-Sul, que vem de Belém e pretende ligar o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo, Sepetiba, no Rio de Janeiro, e São Simão, em Goiás. Paranaguá não pode ficar de fora desse processo. Para isso, é indispensável construir o ramal da Ferroeste de Guarapuava ao Porto, em bitola larga”.

O presidente da Ferroeste explicou que, segundo os estudos do Lactec, custará em torno de R$ 985 milhões. Num cenário conservador, de captação de 8,7 milhões de toneladas por ano de cargas (a área de influência da ferrovia produz 33 milhões de toneladas/ano), a obra se pagará em 20 anos e a taxa interna de retorno (TIR) será de 17%. Em 20 anos, segundo cálculos do Lactec, fazendo uma comparação com o projeto da Variante Guarapuava-Ipiranga, proposta pela ALL, a economia no transporte proporcionada pelo ramal da Ferroeste será de R$ 3,3 bilhões. Somente em pedágio, com base em estudo da Ocepar, num cenário de captação de cargas de 10 milhões de toneladas anuais, a economia anual para os produtores será de R$ 137 milhões, e em 20 anos somará R$ 2,7 bilhão. “Só com a economia em pedágio, sete anos seriam suficientes para pagar a obra. Economia em pedágio significa dinheiro no bolso do produtor, significa dinheiro circulando na economia e gerando emprego e renda. É isso o que trará o novo ramal da Ferroeste ao Porto de Paranaguá para o Paraná e as regiões beneficiadas do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai”, completa.

Para apoiar o projeto da Ferroeste, estavam presentes, pela Unicoop – União das Cooperativas do Paraguai, o diretor financeiro Ivo Pigosso; pela Trebol, empresa paraguaia, Raul Valdez; e pela Unidad de Relaciones Internacionales do Paraguai, Luis Rafael Rabery. Também participaram, os dirigentes de cooperativas, Ricardo Wollmeister e Márcio de Souza, o gerente da Fortigranos, Aulgusto Olmedo, e o gerente de Operações da Alstom, Wilson Ribeiro.

Pelo Exército também estavam presentes, os generais Alberto Márcio Ferraz Sant’Anna e José Cláudio Froes de Morais; Valter Fanini, presidente do Senge e Rômulo Martins do Santos, ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro.


Fonte: http://www.transportes.pr.gov.br/modules/noticias/print.php?storyid=506
 

·
Registered
Joined
·
411 Posts
Luta histórica de lideranças aqui do Oeste.
Torcendo muito que saia realmente a Ferroeste
para integrar ainda mais o desenvolvimento dos
municípios de região.
 

·
Christopher
Joined
·
17,520 Posts
Discussion Starter · #7 · (Edited)
“Carta de Foz” une forças binacionais para construção de ramais da Ferroeste

O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, representantes da agricultura, indústria e comércio, e líderes do Executivo e do Legislativo do eixo Cascavel-Foz do Iguaçu e do Departamento paraguaio de Alto Paraná divulgaram nesta terça-feira (7) a “Carta de Foz do Iguaçu pela Integração Ferroviária Brasil-Paraguai”. Além do documento, elaborado na sede da Associação Comercial de Foz do Iguaçu (Acifi) depois de exposição do presidente da Ferroeste, também foi criado um “Grupo Impulsor” para viabilizar o projeto da ferrovia na região.

“Demos um grande passo aqui na fronteira”, disse o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes: “A Carta de Foz do Iguaçu se soma a outras manifestações firmes e corajosas como a Carta de Chapecó, a Carta de Florianópolis, e o Pacto Oeste – que unifica nosso projeto no eixo Cascavel-Guaíra. Estamos construindo no braço, no dia-a-dia da luta política e social, a realização deste grande sonho. A Ferroeste é hoje um forte e irreversível movimento social para o desenvolvimento econômico, social e cultural da América do Sul”, declarou o dirigente.

Segundo o vice-presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Paraná (Acepar), o empresário Arney Antonio Frasson, a reunião “mobilizou as lideranças de Foz”. De acordo com ele, as lideranças souberam entender a importância do projeto para o estreitamento das relações entre o Brasil e o Paraguai “Esse é um projeto que tem que ser defendido”, afirmou.

O diretor de Comércio Exterior da Acifi, Mario Alberto Chaise de Camargo, considera a Carta de Foz e a criação do grupo impulsor “um marco” nas discussões sobre a extensão da ferrovia na região. “A parceria dos paraguaios”, disse ele, “vai justificar a vinda do ramal da Ferroeste até Foz do Iguaçu”. Para Camargo, a ferrovia, além de ser “auto-sustentável, um investimento que vai se pagar”, também vai implementar o turismo de Foz do Iguaçu.

GRUPO IMPULSOR - O objetivo do Grupo Impulsor criado na reunião é colaborar com os governos brasileiro e paraguaio nas ações necessárias à construção de um módulo ferroviário entre Cascavel–Foz do Iguaçu–Paraguai. O novo grupo é constituído por representantes da Ferroeste, do Grupo Impulsor criado pela Carta de Santa Rita, governos municipais, setores econômicos e da sociedade civil.

A função do Grupo Impulsor, segundo o documento, é “manter a mobilização social e política em torno do projeto”, e também “criar espaços, estabelecer agenda e instaurar processos para a permanente troca de informações técnicas, sócio-econômicas e ambientais” na área de influência da Ferroeste nos dois países, “visando a integração adequada dos modais de transporte e um planejamento territorial integrado”.

INTEGRAÇÃO FERROVIÁRIA - A Carta de Foz tem como objetivo a integração ferroviária, no lado brasileiro, entre Paranaguá–Lapa–Irati–Guarapuava-Cascavel–Foz do Iguaçu, incluindo a construção de uma ponte ferroviária, bimodal ou ferroviária, entre Brasil e Paraguai, a implantação de um ramal entre Puerto Presidente Franco e Pilar, no Paraguai, até Resistência, na Argentina. A malha é parte integrante do Corredor Ferroviário Bioceânico ligando os portos de Paranaguá, no Atlântico, a Antofagasta/Mejillones (Chile), no Pacífico.

Para acelerar a concretização da ferrovia, a Carta de Foz propõe que os projetos, a estruturação financeira e a construção dos ramais deve ser dividida em três módulos: o ramal da Ferroeste Guarapuava–Paranaguá; o trecho Cascavel–Foz do Iguaçu (BR)–Puerto Presidente Franco (PY); e Puerto Presidente Franco–Pilar (PY)–Resistência (ARG).

Segundo a Carta de Foz, a construção dos ramais da Ferroeste unindo Guarapuava a Paranaguá e Cascavel a Foz do Iguaçu, promoverá transformações econômicas, sociais, culturais e ambientais em toda a região, garantindo ao Paraguai, país mediterrâneo, ligação por ferrovia ao Porto de Paranaguá, projeto desenhado desde 1876, e ao novo porto público paranaense do Mercosul, em Pontal do Paraná. Foz do Iguaçu terá sua economia estimulada pelo barateamento do transporte de cargas e pelo turismo ferroviário. Segundo o documento, cada módulo tem igual importância e prioridade, embora o ramal Guarapuava-Paranaguá da Ferroeste tenha prioridade lógica, por ter como um dos objetivos eliminar o “gargalo” logístico existente na atual ferrovia concessionada à ALL.

A Carta de Foz também expressa a “firme decisão de rejeitar monopólio privado na gestão ferroviária, que a experiência brasileira revela gravemente danoso para a economia privada e popular”. Por isso, o documento defende a gestão pública da ferrovia. “Neste sentido”, conclui o documento, “requeremos aos governos do Brasil e do Paraguai celeridade e constância nas ações necessárias a realizar este sonho e este direito das nossas populações de contarem com transporte ferroviário de cargas e de passageiros à altura da grandeza do nosso futuro”.

COMISSÃO - O Grupo Impulsor do Projeto de Expansão do Trecho Cascavel-Foz do Iguaçu-Puerto Presidente Franco é formado pelos seguintes integrantes; Arney Antonio Frasson (Acepar), Lauro Soethe (Cooperativa Agroindustrial Lar), Mario Alberto C. de Camargo (Acifi), Elias Carrer (prefeito de Medianeira), Volnei Antônio Adamante (vice-prefeito de São Miguel do Iguaçu), Ana Garlessi (prefeita de Santa Terezinha de Itaipu) e Wádis Benvenutti (secretário municipal de Planejamento Urbano de Foz do Iguaçu).

Fonte: http://www.ferroeste.pr.gov.br/modules/noticias/print.php?storyid=161
 

·
Registered
Joined
·
1,042 Posts
O Requião vive puxando o saco do Lula, e o Lula vive fazendo ferrovia e outras obras de São Paulo pra cima...ou de Sta. Catarina pra baixo e o ministro do "planejamento" é paranaense, imagina se não fosse...
E assim caminha o Paraná, sem força política alguma.
 

·
Christopher
Joined
·
17,520 Posts
Discussion Starter · #9 · (Edited)
PARAGUAI DEFENDE EXPANSÃO DA FERROESTE ATÉ FOZ DO IGUAÇU

O vice-ministro de Comércio do Paraguai, Agustín Perdomo, em reunião nesta quinta-feira (6) com o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, na sede da estrada de ferro, em Curitiba, defendeu a construção do ramal Cascavel-Foz do Iguaçu, para que seu país deixe de ser uma “rotatória ferroviária”, onde “tudo passa ao nosso redor”.

Segundo ele, o objetivo de sua visita foi de “dar prosseguimento ao projeto de levar a Ferroeste a Foz do Iguaçu, cruzar o rio Paraná através de uma ponte, e chegar ao Paraguai”, empreendimento – ressalta – que “envolve o setor público e o setor privado”. O dirigente lembrou que o Paraguai já tem um “compromisso assumido” de cooperar na construção da ponte ferroviária unindo os dois países.

“A integração do Paraguai, um país sem saída para o mar, com a rede ferroviária brasileira depende apenas de um de ramal de 170 quilômetros e de uma ponte sobre o rio Paraná, até Puerto Presidente Franco”, afirma Samuel Gomes. “Com a instalação de um terminal ferroviário no lado paraguaio, toda a produção – localizada em grande parte nas regiões fronteiriças com o Brasil, poderá ser embarcada já em território paraguaio e levada até o Porto de Paranaguá por ferrovia”, acrescentou.

De acordo com Gomes, a extensão de um ramal de Cascavel até a fronteira, unindo Foz do Iguaçu ao Paraguai, por uma ponte, “é uma obra perfeitamente viável, que se paga com a movimentação de cargas do Paraguai sobre a ferrovia”. O Paraguai movimenta de oito a dez milhões de toneladas por ano. Há uma década, lembra Gomes, por conta do alto custo do frete rodoviário, com a cobrança do pedágio, os produtores paraguaios deixaram de exportar pelo Porto de Paranaguá.

O presidente da Ferroeste lembra que parte do projeto de expansão da ferrovia está pronto. “O ramal já conta com projeto final de engenharia”, informa, que precisa apenas ser atualizado. A Ferroeste já investiu R$ 10,1 milhões nos estudos preliminares de viabilidade e parte dos estudos ambientais. A construção da ferrovia, incluindo a ponte ferroviária, ligando o Paraguai ao Brasil por ferrovia custará cerca de R$ 450 milhões. O trecho integra o corredor bioceânico Paranaguá-Antofagasta.

O presidente da Ferroeste defende a divisão da obra do corredor bioceânico em dois módulos. A prioridade para os produtores do Paraguai, segundo ele, é a construção do trecho entre Cascavel-Foz-Puerto Presidente Franco, no Paraguai. O segundo módulo, cortando o Paraguai, para posterior conexão com o sistema ferroviário argentino, e daí com o Pacífico, terá aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e será desenvolvido com a participação da Fepasa (Ferrocarriles del Paraguay).

Para o vice-ministro Agustín Perdomo, o essencial é que a ferrovia atravesse o rio Paraná. Depois, disse ele, “queremos que o trem continue andando até conectar-se com o sistema ferroviário argentino”. Mas este, segundo ele, “é um projeto à longo prazo”. Samuel Gomes disse que, no atual governo Roberto Requião, o diálogo entre os setores públicos e privados dos dois países tem feito “avançar a idéia de integração sócio-econômica, política e cultural da América do Sul, através de ferrovias e do desenvolvimento logístico\\\".

Acompanharam o vice-ministro paraguaio, o chefe de gabinete, Oscar Cáceres, o diretor de Comércio Exterior, Carlos Paris, e os promotores de investimento Gustavo Gimenez e Horácio Miranda. Também participaram da reunião os representantes da Central Nacional de Cooperativas do Paraguai (Unicoop), Raúl Valdez, Augusto Olmedo e Luis Rafael Rabery. O grupo de produtores de médio e pequeno porte integra o “Projeto Cascavel”, que objetiva reiniciar as exportações paraguaias pelo Porto de Paranaguá, depois de uma década de paralisação, através de um acordo com a Ferroeste, a Receita Federal, e o porto seco instalado no terminal da empresa em Cascavel.

Fonte: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/...-do-ramal-cascavel-foz-do-iguacu-da-ferroeste
 

·
Registered
Joined
·
2,533 Posts
VISTORIA DO IBAMA DÁ INÍCIO AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL DOS NOVOS RAMAIS DA FERROESTE

Em helicóptero do Exército - um Coulgar, com 27 lugares -, a Comissão de Vistoria, sairá de Curitiba, às 9 horas de terça-feira (11), da Base Aérea do Bacacheri, e pousará às 10 horas no Aeroporto de Paranaguá, retornando para a Capital, onde reabastece e volta a decolar às 13 horas, com destino a Guarapuava, com chegada prevista às 16h30, no quartel de artilharia do Exército.



Técnicos da Diretoria de Licenciamento do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, de Brasília, juntamente com a Ferroeste, representantes dos estados do Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, em um helicóptero do Exército, vistoriam, durante esta semana, os cerca de 1.300 quilômetros de traçado dos novos ramais do projeto de expansão da Ferroeste que se estendem sobre os estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul O sobrevôo faz parte do processo de licenciamento ambiental dos novos ramais ferroviários da Ferroeste.

“Esta inspeção técnica do Ibama é um passo concreto no nosso cronograma de construção dos novos trechos da ferrovia. Estamos trabalhando duro para tornar a expansão da Ferroeste irreversível. A utilização para a vistoria de uma aeronave do Exército e a presença de engenheiros militares e de representantes dos governos do Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina demonstra que está consolidada a grande união entre os governos do Sul e o governo federal para realizar este grande sonho de unir a região Sul e os seus portos através dos trilhos da Ferroeste”, disse o presidente da Empresa, Samuel Gomes.

Nesta segunda-feira (10) os técnicos do Ibama – que vieram de Brasília –, da Mineropar e da Ferroeste reuniram-se, na sede da empresa, em Curitiba, com o presidente Samuel Gomes, e oficiais do Exército para definir o plano de vôo e a escala de pousos e decolagens da aeronave durante a vistoria que começa na terça-feira (11) e prossegue até o dia 14 (sexta-feira). “Com esta reunião damos prosseguimento à agenda ambiental que tem como objetivo facilitar o licenciamento das futuras obras da ferrovia”, declarou Gomes.

Participarão da vistoria ambiental aérea, pelo Ibama, a coordenadora Rose Mírian Hofmann (responsável pelo meio físico) e os técnicos Karin Rovaris Moller (meio biológico), Daniel Santos Pinho (flora) e Tatiana Veil de Souza (meio sócio-econômico). Pela Mineropar, participa o geólogo Diclécio Falcade. O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, acompanhará o vôo, juntamente com o diretor de Produção da empresa, Lino Campos Gomes e a coordenadora ambiental, engenheira florestal Rosana Scaramella. O Exército Brasileiro estará representado por dois engenheiros militares, o capitão Fábio Borges e a engenheira civil com mestrado em geotecnia Paola Medeiros. A tripulação da aeronave do Exército é constituída pelo tenente coronel Arthur Discociati, major Silva Lemos, capitão Wellington Guaraciba, pelo sargento Fabiano Santos e sargento Evandro. A aeronave utilizada pelos militares é um helicóptero para o transporte de tropas, Coulgar, com capacidade para 27 lugares.

A vistoria ambiental aérea sobre os trechos que serão atravessados pela ferrovia, nos três Estados, segundo a engenheira florestal do Governo do Paraná, Rosana Scaramella, “tem a finalidade de subsidiar os técnicos do Ibama na formulação do Termo de Referência que dará as diretrizes básicas para a elaboração dos estudos de impacto ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) dos novos ramais da empresa”.

Todos os novos ramais do projeto de expansão da ferrovia precisam do EIA-Rima, ressalta o presidente da empresa, Samuel Gomes. “São instrumentos democráticos que dão à sociedade a possibilidade de participar nas decisões do governo ou da iniciativa privada sobre a implantação de um grande empreendimento ou atividade que possa impactar o meio ambiente”, explica Gomes.

Para a socióloga Schirle Maragaret dos Reis Branco, coordenadora da Agenda 21 da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (Sema), as questões sócio-ambientais do século apontam para a necessidade de transformações na matriz de transportes brasileira. “Nós da Agenda 21 entendemos que a ferrovia é a alternativa fundamental para este século como respostas às mudanças do paradigma do desenvolvimento sustentável”. Segundo ela, o esgotamento dos recursos naturais e a capacidade de suporte do planeta demonstram que “todos têm compromisso de respostas efetivas para combater a emissão de CO2, o tráfego nas rodovias e os acidentes com mortes e desorganização da matriz de transportes”.

PLANO DE VÔO

Os técnicos irão percorrer de helicóptero, durante os quatro dias de trabalho, os seguintes trechos: saída de Curitiba, às 9 horas de terça-feira (11) da Base Aérea do Bacacheri. Após vistoriar a Serra do Mar, a aeronave pousa com o grupo às 10 horas no Aeroporto de Paranaguá, onde embarca um representante da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina para um sobrevôo no porto de Paranaguá e na área destinada ao novo porto do Pontal do Poço. Em seguida, o helicóptero retorna para Curitiba, onde será abastecido (Base Aérea do Bacacheri), e às 13 horas decola para vistoria do trecho Curitiba – Guarapuava, num percurso de 265 km. O pouso em Guarapuava está previsto para as 16h30, no quartel de artilharia do Exército_O grupo pernoita na cidade.

Na quarta-feira (12), o helicóptero sai de Guarapuava, às 7 horas, e vai num vôo de cruzeiro (250 km/h) a Cascavel, onde chega às 8h00, para abastecimento. De Cascavel, a aeronave decola para Chapecó, em Santa Catarina, viajando em vôo de cruzeiro onde deve pousar no aeroporto local às 10 horas, para abastecimento e embarque do representante do governo de Santa Catariana. O helicóptero deve levantar vôo às 12 horas, iniciando a vistoria de Chapecó-SC, através do Sudoeste do Paraná, até Laranjeiras do Sul/Nova Laranjeiras, nem percurso de 330 Km, e daí segue para Cascavel. A previsão de chegada em Cascavel é às 16h30.

Na quinta-feira (13), depois de pernoite em Cascavel, a equipe de vistoria embarca para vôo de cruzeiro até Maracaju (MS), de onde inicia a vistoria em direção a Cascavel, num percurso de 450 km. Às 9h30, pousa em Dourados (MS), para abastecimento e para embarque de representante do governo do Mato Grosso do Sul, o secretário de Obras Públicas, Edson Giroto. A aeronave pousa em Guaíra, no Paraná, às 12h30. A decolagem está prevista para as 15h30, para vistoria do trecho até Cascavel, onde chega às 17h00. O grupo pernoita na cidade.

Na sexta-feira (14), às 9 horas, o helicóptero conduz a equipe de vistoria para o percorrer o trecho Cascavel - Foz do Iguaçu, onde chega às 10h30, no Aeroporto Internacional .

AGENDA AMBIENTAL

A atual vistoria aérea do novo traçado ferroviário é o resultado da constituição, em dezembro de 2008, de um grupo de estudos intergovernamental pela Ferroeste com o objetivo de viabilizar o início da construção. O grupo reúne técnicos das áreas ambientais e de engenharia da Ferroeste, IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Mineropar, Conselho do Litoral (Colit), e Agenda 21 da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Paraná (Sema). O objetivo dos órgãos de governo envolvidos nos estudos de licenciamento é viabilizar no menor tempo possível a liberação das obras sem ferir a legislação ambiental em vigor.

Em abril deste ano, outra reunião do grupo de estudos definiu uma agenda ambiental, com a participação de representantes do Ibama, Centran (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes do Exército) e Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento). Logo depois de uma consulta prévia, protocolada no escritório regional do Ibama, em Curitiba, contendo o mapeamento do traçado e contemplando os principais aspectos ambientais envolvidos no projeto, foi marcada nova reunião, desta vez em Brasília, no dia 18 de junho, quando foi definido a realização da vistoria ambiental que acontece esta semana.

Dentro da agenda ambiental, em 22 de julho, o presidente da Ferroeste, fez uma palestra no I Simpósio Integrado de Logística Portuária e Meio Ambiente, em Foz do Iguaçu, evento que integrou a 1.ª Convenção Hemisférica de Proteção Ambiental Portuária da Organização dos Estados Americanos (OEA), para falar sobre as vantagens da ferrovia ao meio ambiente. Segundo Gomes, como utilizam uma base energética mais limpa, com menor emissão de carbono, as ferrovias reduzem os custos ambientais do transporte, ocupam menos solo e produzem menor impacto ambiental e danos à biodiversidade de seu entorno, entre outras vantagens.

CONHEÇA OS NOVOS RAMAIS

O projeto da Ferroeste, única operadora ferroviária pública do país, que opera o trecho de 248 quilômetros de extensão entre Cascavel e Guarapuava, e que será multiplicado por cinco, aprimorando a infra-estrutura do modal ferroviário no Sul e Centro-Oeste do Brasil, contempla quatro novos ramais. A ferrovia será ampliada de Guarapuava até o Porto de Paranaguá, por um lado, e de Cascavel a Foz do Iguaçu, por outro, unindo-se posteriormente através de uma ponte ferroviária ao Paraguai, em Puerto Presidente Franco. A construção deste ramal é um passo importante para a criação do corredor ferroviário bioceânico, que fará a conexão dos portos do Sul do Brasil com os portos chilenos, no Oceano Pacífico.

Também de Cascavel em direção ao Mato Grosso do Sul sairá um braço da ferrovia, até Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS), passando por Dourados (MS) e fazendo a conexão com Maracaju (MS). Outro braço da estrada de ferro, sairá da região central do Paraná, na altura de Laranjeiras do Sul/Nova Laranjeiras, unindo o Sudoeste do Estado ao Oeste catarinense, em Chapecó. Os novos ramais irão conectar Sudoeste e Extremo Oeste paranaense, Mato Grosso do Sul, Oeste catarinense e o Paraguai aos portos do Paraná e de Santa Catarina. O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército deve ser gestor das obras de expansão e executor direto de alguns trechos da ferrovia.




Vice-governador apresenta projeto de expansão da Ferroeste a prefeitos e vereadores

O vice-governador Orlando Pessuti e o presidente da Ferrroeste, Samuel Gomes, apresentaram neste sábado (8), em São Jorge d’Oeste, os projetos de expansão da ferrovia em encontro com vereadores e prefeitos da região Sudoeste do Paraná. O projeto prevê a ligação por ferrovia do Porto de Paranaguá a Foz do Iguaçu, Guairá e Cascavel, com ramais chegando a Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile. Segundo Samuel, serão 1,2 mil quilômetros de novas linhas, que devem transportar cerca de 30 milhões de toneladas de grãos e outros produtos por ano. Apenas na área de influência do ramal do Sudoeste do Paraná ao Oeste de Santa Catarina são tranportados hoje, por rodovias 6,6 milhões de toneladas. O novo ramal captará um percentual significativo dessas cargas, o que assegura sua viabilidade.

“Temos que discutir as hidrovias e, principalmente, as ferrovias, que tem muitas vantagens sobre o transporte rodoviário, reduzindo custos”, disse Pessuti. Ele explicou que a Ferroeste planeja junto ao governo federal a implantação do trecho ligando Guarapuava, Irati, Araucária e Paranaguá. “Assim, teremos mais de uma opção de transporte, sem risco de interrupção, já que hoje há apenas uma linha férrea de Curitiba a Paranaguá”, afirmou o vice-governador.

A proposta é que, até 2010, os projetos de engenharia, o licenciamento ambiental e as licitações para as obras estejam prontas. “Não estamos sozinhos, mas com o Paraná inteiro do nosso lado, com ambientalistas, vereadores, órgãos, prefeituras e todos os paranaenses que tem uma visão de futuro”, disse.

Segundo Samuel, os estudos de pré-viabilidade estão em fase de finalização. Ele adiantou que, para concluir todo o projeto de construção da linha férrea, serão realizadas audiências públicas no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com a participação de empresas, que poderão repassar mais informações.

Em relação à engenharia, Samuel disse que os projetos dos ramais que ligam Cascavel a Guaíra e Cascavel a Foz do Iguaçu já estão prontos. “Na próxima semana, vamos receber técnicos do Ibama para percorrer toda a extensão da linha férrea, permitindo a eles avaliar os projetos de estrutura e os impactos ambientais e sociais e conceder o licenciamento ambiental”, contou.

Para o presidente da Ferroeste, o projeto vai contribuir muito para o desenvolvimento do interior do Brasil. ¨Mais de 70% da população brasileira vive numa faixa de 200 quilômetros do Litoral, onde há cadeia produtiva, comércio e muitas atividades. No interior ser concentra a produção primária, que tem pouca industrialização. O Brasil precisa se industrializar e, para isso, governos federal, estaduais e municipal desenvolvem diversos programas. Porém, o alto custo do transporte anula estes esforços e a ferrovia vem resolver o problema¨, avaliou. .
Samuel disse ainda que a região formada por Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina constitui-se na maior fronteira agrícola do mundo, mas está distante do oceano e não tem ferrovias. “Por isso o projeto é estratégico e vai permitir a região alcançar níveis mais altos de desenvolvimento”, comentou.

Fonte: www.ferroeste.pr.gov.br/
 

·
Registered User
Joined
·
1,854 Posts
O início da construção da continuação da Ferroeste está previsto para o segundo semestre do ano que vem. Por enquanto, o presidente da empresa, juntamente com representantes do Ibama e engenheiros do Exército Brasileiro estão fazendo vistorias nas áreas por onde a ferrovia irá passar.

Segundo Samuel Gomes, as ferrovias existentes serão a base para as novas linhas. “Esta plataforma inicial que permitiu com que possamos agora dar os passos seguintes, que é construir os 1.300 quilômetros de novas ferrovias, ligando o Mato Grosso do Sul, Maracaju a Cascavel com 450 quilômetros, Paraguai a Cascavel, 170 quilômetros e Laranjeiras do Sul a Chapecó, unindo a Cantuquiriguaçu, Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina. Para que isto se complete é preciso ligar toda a região ao Porto de Paranaguá. Por isso o novo ramal é o de Guarapuava à Paranaguá, de 365 quilômetros”, comenta o presidente da Ferroeste.

A ferrovia será construída com apoio do Exército. “Nós vamos fazer esta ferrovia com o Exército Brasileiro. Nós acreditamos na engenharia militar, temos a experiência bem sucedida da nossa ferrovia. Esta ferrovia que o Exército construirá conosco será a ferrovia mais moderna do Brasil e da América Latina”, completa.

O Ibama participa da vistoria auxiliando no traçado da construção. “O Ibama determina como é que a obra deve ser realizada em respeito a lei ambiental”, comenta.
O engenheiro do Exército, capitão Fábio Borges faz parte da equipe de vistoria e fala sobre o trabalho do Exército. “É importante dentro desse modelo que foi ajustado, nós participarmos desde o início, estamos aproveitando para ver a questão técnica. Quando tiver algum obstáculo natural como iremos vencer, qual será a solução de engenharia que vai ser adotada”, finaliza o capitão.

Amanhã (13) a equipe irá voar para Maracaju (MS) e fará o caminho de volta sobrevoando o traçado da ferrovia até Cascavel. Na sexta-feira (14) o trajeto será Cascavel – Foz do Iguaçu onde se encerram os trabalhos.
 

·
Pé Vermelho
Joined
·
10,906 Posts
Puts, tomara que saia mesmo essa expansão, e não fique só nos planos...
Essa de fazer com que a estrada de ferro chegue até Foz e aí através de uma ponte ferroviária chegue até o território paraguaio seria D+!!
Eu fico imaginando se a ponte férrea fosse da altura da ponte da amizade sobre o rio paraná, e o medo?? :lol:
 

·
Banned
Joined
·
36 Posts
Provavelmente métrica.

Quantos às últimas notícias, parece que o projeto tá andando.
Tomara que se concretize, o estado precisa.
E ainda vem o tal de Samuel Gomes dizer que vai ser a ferrovia mais moderna do Brasil.
A verdade é a seguinte: a união não tem dinheiro para fazer essa obra. O estado do Paraná muito menos.
Aliás, as prioridades de investimento da união são estranhas. O PR é o maior produtor de grãos do Brasil, o porto de Paranaguá é o maior graneleiro do Brasil. O transporte até Paranaguá tem gargalos seríssimos em dois trechos de ferrovias centenárias: de Guarapuava a Ponta Grossa, e de Curitiba a Paranaguá. Um trem demora 8 dias para fazer a viagem Maringá/Pguá ou Cascavel/Pguá.
Enquanto isso, o governo Lula investe em ferrovia Norte-Sul, ferrovia Transnordestina. Não que essas ferrovias não sejam importantes, mas o corredor de exportação de Paranaguá é urgência urgentíssima, assim como a Ferronorte, que liga o MT ao porto de Santos. Essas duas últimas obras estão paradas há 20 anos.
Sinceramente, eu acho que se sair alguma coisa da Ferroeste, vai ser o trecho Cascavel/Guaíra, e a passos de tartaruga. O governo não tem dinheiro pra tocar obra. O Lula fica culpando a burocracia, mas o que falta mesmo é dinheiro. Tem centenas de licitações concluídas, só faltando assinar a ordem de serviço pra começar, e que estão paradas. Há quantos anos estão duplicando a BR-101 Sul?
 

·
Registered
Joined
·
15,769 Posts
E ainda vem o tal de Samuel Gomes dizer que vai ser a ferrovia mais moderna do Brasil.
A verdade é a seguinte: a união não tem dinheiro para fazer essa obra. O estado do Paraná muito menos.
Aliás, as prioridades de investimento da união são estranhas. O PR é o maior produtor de grãos do Brasil, o porto de Paranaguá é o maior graneleiro do Brasil. O transporte até Paranaguá tem gargalos seríssimos em dois trechos de ferrovias centenárias: de Guarapuava a Ponta Grossa, e de Curitiba a Paranaguá. Um trem demora 8 dias para fazer a viagem Maringá/Pguá ou Cascavel/Pguá.
Enquanto isso, o governo Lula investe em ferrovia Norte-Sul, ferrovia Transnordestina. Não que essas ferrovias não sejam importantes, mas o corredor de exportação de Paranaguá é urgência urgentíssima, assim como a Ferronorte, que liga o MT ao porto de Santos. Essas duas últimas obras estão paradas há 20 anos.
Sinceramente, eu acho que se sair alguma coisa da Ferroeste, vai ser o trecho Cascavel/Guaíra, e a passos de tartaruga. O governo não tem dinheiro pra tocar obra. O Lula fica culpando a burocracia, mas o que falta mesmo é dinheiro. Tem centenas de licitações concluídas, só faltando assinar a ordem de serviço pra começar, e que estão paradas. Há quantos anos estão duplicando a BR-101 Sul?
101 Sul em Santa Catarina?

4 anos...
 

·
Banned
Joined
·
36 Posts
101 Sul em Santa Catarina?

4 anos...
Começou em dezembro de 2004, vai fazer 5 anos. A previsão atual é acabar em dezembro de 2012.
Olha a notícia de maio de 2005 que achei no site do DNIT:

O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT iniciou os serviços de pavimentação asfáltica da duplicação da BR-101 em Santa Catarina. O trecho em pavimentação vai do km 282,3 ao km 273,2, no município de Imbituba.

O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT iniciou os serviços de pavimentação asfáltica da duplicação da BR-101 em Santa Catarina. O trecho em pavimentação vai do km 282,3 ao km 273,2, no município de Imbituba.

Nessa primeira fase, serão aplicados 400 metros de massa asfáltica com o acompanhamento de “simulador de pavimentação”. O equipamento executa uma série de avaliações para determinar a qualidade da capa asfáltica de 15 centímetros que será utilizada na rodovia.

A partir dessa fase de testes, que será realizada até o fim do mês, todo material asfáltico poderá ser liberado para os 250 quilômetros de asfaltamento.

Com os exames de contagem de veículos e compactação aprovados, a estimativa é de que até julho serão concluídos os primeiros 10 quilômetros da via, até o trevo de Garopaba. A pista será totalmente liberada após a conclusão total das obras, em 2008.

Os oito lotes restantes da duplicação continuam em fase de terraplanagem, além da construção dos 10 primeiros viadutos ao longo do trecho e de três pontes iniciais, em Palhoça,Paulo Lopes e Tubarão. A estimativa é que em 2008 a rodovia, que teve os trabalhos de duplicação iniciados no ano passado.
A previsão era concluir a totalidade das obras em 2008. No Brasil é assim, nada anda. Não se tem dinheiro para investimento. Vai tudo para bolsa família, pagamento de funcionários públicos e aposentados. O único lugar onde alguma coisa (pouca) anda é SP.
 

·
Christopher
Joined
·
17,520 Posts
Discussion Starter · #18 ·
Kr'st_fer só mencionar a fonte não basta, tem que colocar o link direto da notícia no site onde ela foi retirada. Corrija isso senão o thread vai ser deletado, ok!
acho que algumas noticias coloquei antes da exigencia do link da noticia...
Se eu nao achar... pelo tempo decorrido... o que acontece?
Obrigado!
 
1 - 20 of 519 Posts
Status
Not open for further replies.
Top