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Federação das Indústrias de Brasília comemora, ainda, empreendimentos como o Setor Noroeste, a Cidade Aeroportuária em Planaltina e o Parque Tecnológico Capital Digital

O presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, reconhece que as exportações em Brasília sofreram um impacto imediato da crise financeira mundial. Os números divulgados pelo governo no último trimestre do ano passado mostraram um declínio nas vendas externas. No primeiro semestre deste ano alcançou-se US$ 50,9 milhões, um recuo de 32% em comparação ao mesmo período de 2008. Porém, Antônio Rocha acredita que se iniciou um processo de recuperação das vendas externas. “Temos indicadores que nos deixam mais otimistas, como as taxas de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e de escolaridade. A cidade tem enorme potencial de crescimento. Temos o setor habitacional Noroeste, a Cidade Aeroportuária em Planaltina e o Parque Tecnológico Capital Digital, empreendimentos que começam a ganhar forma”, avalia.


Essa expectativa de crescimento toma ainda maior forma ao se pensar nos investimentos atraídos pela realização da Copa do Mundo de 2014. Ainda eleva o potencial de crescimento a perspectiva dos lançamentos residenciais e da venda de carros. “Destaco também o modelo de governança do GDF. Ele mostra o lado empreendedor dos governantes. Em breve, seremos reconhecidos, além da capital política e administrativa do país, como a cidade que tem um setor produtivo em pleno crescimento. Aqui se produz riquezas. E, desse modo, toda a sociedade sai ganhando”, enfatiza.


Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada na quinta-feira (23) apontou que os efeitos da crise estão perdendo força e trazendo de volta otimismo à indústria. Segundo a sondagem industrial do segundo trimestre de 2009, o indicador de evolução da produção ficou em 48,1 pontos, o que denota queda da produção em relação ao trimestre anterior (segundo a metodologia da pesquisa, valores abaixo de 50 pontos indicam retração). No entanto, o número foi 12 pontos maior do que na pesquisa anterior, do primeiro trimestre, o que mostra que o ritmo de queda da produção perdeu intensidade e está próximo da estabilidade.


O mesmo aconteceu com o emprego industrial que teve indicador de 49,7 pontos, ainda demonstrando demissões em relação ao período anterior, mas quase cinco pontos acima do indicador do primeiro trimestre (44,8 pontos) e próximo da linha de estabilidade, de 50 pontos.



Volta do crescimento

O Brasil está numa recuperação que envolve o final do ciclo de estoques e o atendimento de uma demanda de consumo que vem de manutenção da renda pelos gastos públicos e pela melhora nas contas externas com o atendimento da produção. É o que explica o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg. Ele avalia que a economia brasileira nunca esteve tão bem posicionada para reagir a um choque externo da magnitude que se apresentou a crise internacional iniciada em 2008. “A gente nunca esteve tão bem posicionado e isto devido a uma mudança que pouca gente enfatiza. É que pela primeira vez na história da economia brasileira nós não temos o balanço de pagamento como uma restrição para poder crescer. Nós temos, pela primeira vez, um balanço de pagamento forte, robustecido”, comenta.


O pesquisador diz que as crises econômicas brasileiras sempre foram provocadas por carência de divisas externas, então havia uma fuga de capital, até porque as exportações não tinham dinamismo suficiente para fornecer divisas necessárias. A taxa de investimentos inclui bens de capital importados. Essa geração de divisas para comprar os bens de capital seria uma função natural do saldo comercial, que é a diferença de exportações sobre importações.

Messenberg explica que a falta de crescimento da economia do país, segundo um diagnóstico estruturalista da inflação, é a balança comercial cronicamente deficitária. “Isso acontece quando seus bens de exportação são bens primários, que têm uma demanda inelástica externa e portanto o preço deles cai continuamente muito mais do que os preços dos bens de capitais que você precisa importar para fazer investimentos. Então, você nunca vai ter divisas para fazer com que a taxa de investimentos de uma economia cresça. Isso é uma restrição do balanço de pagamento”.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.co...TACAO-ENTRA-EM-PROCESSO-DE-RECUPERACAO.pnhtml
 
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