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Tive a ideia de postar alguns prédios antigos, pertencentes a antigas industrias de origem nacional, e a situação deles atualmente. A maioria sobrevive devido a tombamentos, com algum outro serviço sendo oferecido nas antigas instalações.

Companhia Taubaté Industrial, localizada em Taubaté.







http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=14002


http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=14002


http://www.seuplaneta.com.br/Taubate/2013/06/memoria-a-velha-taubate-em-fotos-e-historias.html


http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=3695


http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=3695

A Companhia Taubaté Industrial (conhecida simplesmente como CTI) foi uma fábrica de tecidos fundada em 1891 pelo empresário Félix Guisard. Sua fundação está inserida num contexto histórico: desde pelo menos a década de 1880, o café encontrava-se em plena decadência no Vale do Paraíba, fazendo que fosse necessário a sua substituição por outros produtos. Taubaté foi uma das poucas cidades da região que conseguiu sair da crise cafeeira e substituir, com êxito, sua economia, talvez porque a cidade nunca dependeu exclusivamente do cultivo do café (Taubaté era um importante centro comercial havia bastante tempo). A CTI se beneficiou do excesso de mão-de-obra que a cidade tinha (mesmo com a crise do café, Taubaté recebia muita gente das cidades vizinhas em busca de emprego).

Ao contrário das fábricas da cidade de São Paulo e do ABC, a maior parte do operariado taubateano era local, com imigrantes formando apenas uma pequena parte do todo. O famoso humorista Amácio Mazzaropi trabalhou na CTI em 1929. Alguns parentes de parentes meus trabalharam na CTI, também. É comum, entre os moradores de Taubaté, ter algum familiar ou conhecido que trabalhou na fábrica, uma das mais importantes da cidade durante um bom tempo.

A CTI funcionou até 1983, quando parou definitivamente suas atividades. Hoje em dia, seu complexo é usado para diversos fins: em alguns dos prédios, funciona a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Taubaté; no edifício Félix Guisard, onde funcionava o escritório da fábrica, há diversos serviços voltado ao trabalhador local (o Balcão de Empregos funcionou lá um tempo, hoje funcionando algumas coisas do tipo). O complexo é tombado pela prefeitura municipal.


http://jogosperdidos2.blogspot.com.br/2007/02/uma-volta-ao-passado-volume-18-ca.html


http://www.ovale.com.br/mobile/noss...segundo-parque-tecnologico-da-regi-o-1.255530


Foto minha


Foto minha


http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=26197


http://www.sindmetau.org.br/site/index.php/regional/7957-cti-festeja-120-anos-no-vale.html


http://wikimapia.org/9724682/Quadra-D-Companhia-Textil-Industrial-CTI





https://arqtau.wordpress.com/page/2/


https://arqtau.wordpress.com/page/2/


https://arqtau.wordpress.com/page/2/


https://arqtau.wordpress.com/page/2/


https://arqtau.wordpress.com/page/2/


http://www.unitauvest.com.br/blog/2...a-mostram-projetos-para-um-mundo-sustentavel/


http://www.unitauvest.com.br/blog/2...a-mostram-projetos-para-um-mundo-sustentavel/


http://www.unitauvest.com.br/blog/2...a-mostram-projetos-para-um-mundo-sustentavel/

Engenho Central de Piracicaba, localizado em Piracicaba




http://piracicabaeraassim.blogspot.com.br/2010/04/engenho-central.html


http://www.ihgp.org.br/acervodigital/?pag=galeria&lista=&lista2=&filtro=&pg=20#


http://guiaturisticopiracicabasp.blogspot.com.br/p/rioengenho-central.html


http://guiaturisticopiracicabasp.blogspot.com.br/p/rioengenho-central.html

O Engenho Central de Piracicaba, como o nome sugere, dedicou-se à produção de açúcar e álcool a partir da cana. Fundado em 1881, às margens do famoso Rio Piracicaba, pelo Barão de Rezende, o engenho foi vendido em 1899 para uma empresa francesa. Foi durante um bom tempo o engenho mais importante do país.

Sua criação visava a substituição da mão-de-obra escrava pela assalariada. Muitos imigrantes trabalharam no Engenho Central, mas boa parte dos operários também eram brancos pobres, caboclos e ex-escravos da região.

Piracicaba, mesmo sendo um importante centro produtor de café a partir de + ou - 1850, nunca deixou de lado sua produção de cana, intrinsecamente ligada à história da cidade. Nos séculos XVIII e XIX, o município pertenceu ao chamado Quadrilátero do Açúcar, a principal região produtora deste produto em São Paulo.

Foi desativado em 1974, sendo tombado em 1989. Hoje em dia, funcionam atividades culturais e recreativas dentro de suas instalações.










http://guiaturisticopiracicabasp.blogspot.com.br/p/rioengenho-central.html


















http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenho_Central_de_Piracicaba

Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, localizada em Iperó




http://revistapesquisa.fapesp.br/2010/07/18/os-primeiros-anos-da-siderurgia/


http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundição_Ipanema


http://www.cidadedeipero.com.br/ipanema.html


http://www.cidadedeipero.com.br/ipanema.html


http://www.cidadedeipero.com.br/ipanema.html

A Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema foi fundada por decreto real em 1810, à época na cidade de Sorocaba, porém localizada, atualmente, no município de Iperó. Porém, há relatos de fundições menores sendo usadas na região desde o primeiro século da colonização brasileira, pois o bandeirante Afonso Sardinha, desbravando a região em busca de metais preciosos em 1589, não os encontrando, fundou uma fundição de ferro no local. O pai do famoso historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, Friedrich Ludwig Wilhelm Varnhagen, foi contratado pela empresa para construir seus altos fornos, inaugurados em 1818.

Quando de sua fundação, engenheiros e operários europeus foram importados, a maioria dos quais alemães e suecos. Conforme o passar dos anos, a mão-de-obra local foi sendo adaptada para manusear os equipamentos. A fábrica está essencialmente ligada à história da atual cidade de Iperó, considerada o berço da metalurgia em solo americano.

A fábrica era tão importante que muitos dos viajantes europeus que visitavam o Brasil decidiam visitá-la. A primeira imagem que postei sobre a fábrica é uma obra de Debret sobre a fundição, feita em 1821.

Durante muitos conflitos armados travados seja pelo Brasil ou em território nacional, armamentos feitos na fábrica foram utilizados, como na Guerra do Paraguai, onde canhões fundidos nela foram muito usados.

Em 1992 foi criada a Floresta Nacional de Ipanema, no local onde funcionava a Fazenda Ipanema, abrigando o que restou da antiga fundição. O local pode ser visitado, havendo várias placas na Rodovia Presidente Castelo Branco, por exemplo, indicando sua entrada.


http://viajarcomerefotografar.blogspot.com.br/2011/04/floresta-nacional-de-ipanema.html


http://viajarcomerefotografar.blogspot.com.br/2011/04/floresta-nacional-de-ipanema.html


http://viajarcomerefotografar.blogspot.com.br/2011/04/floresta-nacional-de-ipanema.html


http://viajarcomerefotografar.blogspot.com.br/2011/04/floresta-nacional-de-ipanema.html


http://viajarcomerefotografar.blogspot.com.br/2011/04/floresta-nacional-de-ipanema.html


http://www.ferralumi.com.br/estrutura/?p=158


http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.136/4034


http://www.mochileiros.com/floresta-nacional-de-ipanema-ipero-sao-paulo-t54629.html
 

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Discussion Starter · #5 ·
Ótimo thread,pra mim é um deleite essas imagens,e você sabe a respeito da Casa das caldeiras da Barra Funda?
Nunca nem ouvi falar nela. Era uma fábrica? Em São Paulo, muitas fábricas foram demolidas, infelizmente.

Em São Caetano do Sul, a antiga fábrica das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo na cidade estava sendo demolida por volta de 2011/2012. Não sei se já foi completamente removida.
 

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Discussion Starter · #6 ·
Cerâmica Matarazzo, em São Caetano do Sul


http://jornalismodagente.wordpress.com/2010/11/19/historias-que-a-demolicao-nao-apaga/


http://jornalismodagente.wordpress.com/2010/11/19/historias-que-a-demolicao-nao-apaga/


http://miagalvez.blogspot.com.br/2010/11/historias-que-demolicao-nao-apaga.html

A Cerâmica Matarazzo era mais um das fábricas do "império industrial" do Conde Matarazzo. Chegado ao Brasil havia cerca de 30 anos, quando fundou a fábrica em São Caetano do Sul, à época um bairro de São Bernardo, o imigrante italiano já era dono de um parque industrial invejado. A fábrica foi instalada em SCS em 1912, quase 20 anos da General Motors se instalar no futuro município do ABC.

Não sei se terminaram de demolir (provavelmente, sim), mas na época que eu frequentava SCS, o processo já estava bem avançado. De qualquer modo, as imagens são tristes. O prédio já estava largado havia um bom tempo. Pelo que me contaram, uma galera costumava jogar paintball lá. Uma pena o descaso com o patrimônio histórico que a administração da cidade, considerada como a mais desenvolvida do país, teve com um dos prédios mais importantes de sua história.


http://www.abcdoabc.com.br/sao-caet...memoria-abre-exposicao-fe-honra-trabalho-7286


http://www.saopauloantiga.com.br/irfm-sao-caetano-do-sul/


http://www.saopauloantiga.com.br/irfm-sao-caetano-do-sul/


http://www.panoramio.com/photo/33177815 - Foto de Eduardo GJF
 

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Muito legal, o thread das postadas conheço pessoalmente a Matarazzo e São Caetano, tinha um amigo que morava no bairro da Fundação e sempre ficava admirado com o tamanho da fábrica que agora está se tornando um novo bairro na cidade, uma dúvida podemos colaborar com o thread? Parabéns pelas imagens!
 

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Eu não sei a quanto anda a lendária fábrica dos Chapéus Cury, se ainda opera lá, mas o prédio está de pé até hoje. Talvez não esteja mais em alguns anos (não me lembro de esse prédio ter sido tombado):

O lugar no qual está o prédio: https://www.google.com/maps/place/C...2!3m1!1s0x94c8c8aedf14e7b3:0x8d31c7de5d6e3903


http://3.bp.blogspot.com/-U20vbt1RA0A/ULywYsjCu6I/AAAAAAAAAHg/4sx33EjF660/s1600/Cury9.jpg


http://pbrnow.com.br/home/wp-content/uploads/2010/02/Foto-Fabrica-Cury.jpg

Mais informações em: http://brasilescrito.blogspot.com.br/2012/12/campinas-perde-historica-fabrica-de.html
 

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Sábado fui a Rib. Pires guiado pelo Waze, tendo atravessado grande parte da Moóca e da Av. Pres. Wilson até voltar à Av. do (s) Estado (s), com as enormes fábricas que ficam na região - algumas vazias, muitas ainda em atividade. Fiquei feliz de ver que poucas estão em condições de ruína, mas há edifícios enormes e com arquitetura muito interessante, que podem ser futuramente requalificados para se tornar espaços residenciais ou corporativos, quando houver procura, mas acho que o futuro é mesmo a demolição para 90% desses edifícios.
 

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Discussion Starter · #12 ·
Aqui no interior, ainda conseguem arrumar outros serviços para serem usados no local.

Praticamente, quem conservou a CTI foi a UNITAU, pois o único prédio tombado da antiga fábrica é o Edifício Félix Guisard (o prédio com o relógio). É possível que, caso a UNITAU não tivesse se instalado no complexo, ele estaria igual ou pior que Estação Ferroviária de Taubaté, completamente abandonada.

Aqui esses prédios farão muita falta, pois ao contrário da capital que tinha zilhões de fábricas, são poucos prédios que remontam à época da industrialização dessas cidades.
 

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Outra lendária:
A fábrica da Companhia Antarctica Paulista, na Avenida Presidente wilson, na Mooca em SP:


http://www.saopauloantiga.com.br/wp-content/uploads/2009/07/propaganda_antarctica.jpg
Observem a estreja de Davi no logo, muitas industrias de raízes judaicas ostentavam o símbolo. Acho que o fundados era alemão de origem judia.


http://www.saopauloantiga.com.br/wp-content/uploads/2009/07/antarctica.jpg


http://www.saopauloantiga.com.br/imagens/locais/antarctica/antarctica_20.JPG
Fábrica em tombamento e foi adquirida por investidores, não é mais da Ambev que não manteve visão de manter tradição.


http://farm2.static.flickr.com/1174/678429989_22257353c8.jpg
Belo angulo.


http://static.panoramio.com/photos/large/100700175.jpg


http://www.emporiodogordinho.com.br/wp-content/uploads/2014/04/17811-300x194.jpg

:)
 

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Discussion Starter · #16 ·
Fábrica de Botões Corozita S/A, em Taubaté


http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=22172


http://www.taubate.com.br/memoriaviva/galeria.html

A Fábrica de Botões Corozita S/A, como o nome já diz, se encarregava da produção de botões para serem usados em roupas. Foi fundada em 1935 por Gino Lanfranchi, um imigrante italiano que vivia na cidade. A fábrica fica localizada entre o Centro e a Vila São Geraldo. Este último bairro esteve essencialmente ligado à história desta fábrica (e também da CTI), pois se formou como um bairro operário. Atualmente, o antigo bairro operário da Vila São Geraldo é um bairro de classe-média/classe-média alta.

A fábrica ainda funciona no mesmo prédio. A estrutura da mesma sofreu pouca alteração, sendo bem conservada pela própria fábrica que estará, ano que vem, completando 80 anos.



 

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Discussion Starter · #17 ·
Tecelagem Parahyba, em São José dos Campos




http://www.panoramio.com/photo/9137775


http://www.memoriasdocomerciosp.museudapessoa.net/index.php/pessoa/historia/3903#.U9-0nuNdV1Y


http://www.ovale.com.br/viver/de-volta-a-tecelagem-parahyba-1.526537

A Tecelagem Parahyba foi uma das primeiras fábricas da cidade. Fundada em 1925, foi a maior produtora de cobertores do país nas décadas de 50 e 60.

Assim como em Taubaté, a maioria da mão-de-obra era local. Pessoas das cidades vizinhas vinham nessa fábrica de São José dos Campos uma forma de se sustentar. Foi uma das indústrias mais importantes da região.

Decretou falência em 1993, sendo adquirida por empresários no ano seguinte. em 1999, a Coopertêxtil passou a funcionar nos mesmos galpões (ainda funciona até os dias atuais, mantendo os mesmos prédios).

Quando meu pai veio morar em Taubaté da primeira vez, no começo dos anos 80, ele visitava muito a região de São José onde estava a fábrica, em busca de peças para maquinário. Disse que ainda era uma fábrica importante, àquela época.


https://www.flickr.com/photos/consuelolima/6038189932/


http://g1.globo.com/sp/vale-do-para...rio-sobre-historia-da-tecelagem-parahyba.html

http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/bens-da-tecelagem-v-o-a-leil-o-1.241994


https://www.flickr.com/photos/guiasjc/6264001604/
 

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Fábrica de Cimento Perus - São Paulo - SP

Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus S.A. foi a primeira fábrica de cimento do Brasil. Cedeu cimento para construir a metade da metrópole de São Paulo e também serviu para construir a cidade de Brasília. A fábrica era um referencial, até porque foi a pioneira em todo território nacional. Foi fundada em 1924 e controlada pela Light até o fim da década de 1940, quando foi adquirida pelo Grupo JJ Abdalla. Encerrou suas atividades em 1986 e atualmente alguns grupos culturais de Perus querem construir um centro cultural na região. Várias empresas multinacionais mostraram interesse. A Fábrica de Cimento Portland Perus é um marco na região.

História completa aqui: http://www.espiral.fau.usp.br/SP-Perus/academicos/elcio-cimentoperus.pdf

Movimento de recuperação da fábrica: http://movimentofabricaperus.wordpress.com/historico/historico-da-fabrica/

Fotos de antigamente:


http://comerciodeperus.com/1fc.jpg


http://comerciodeperus.com/2fc.jpg


http://comerciodeperus.com/4fc.jpg


http://comerciodeperus.com/7fc.jpg


http://comerciodeperus.com/10fc.jpg
 
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