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Dois festivais de música goianos estão entre os cinco mais influentes do Brasil. A afirmação é de reportagem da revista Bravo!, publicada pela Editora Abril. Com o título ‘A Nova Era dos Festivais’, a matéria assinada pelo jornalista José Flávio Júnior coloca o Festival Bananada e o Goiânia Noise, ambos realizados em Goiânia (GO), no topo do ranking nacional. De quebra, outro festival, o Vaca Amarela, também figura na terceira posição entre os mais promissores do País. A matéria está na edição de maio da revista.

Vinculados à Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), os festivais de música integram uma lista de 38 eventos do gênero promovidos no Brasil, atualmente, por meio da associação, criada em 2005. Com programação fora do eixo Rio-São Paulo, segundo o presidente da Abrafin, Fabrício Nobre, os festivais reuniram cerca de 900 bandas ano passado, com público aproximado de 250 mil pessoas em cidades como Cuiabá, Recife, Brasília, Palmas, Macapá, Belém e Goiânia.

Coincidência ou não, o destaque dos festivais goianos junto ao circuito nacional de música independente mostra o próprio Fabrício como precursor do sucesso do Bananada, Goiânia Noise e Vaca Amarela. O presidente da Abrafin é rockeiro-empresário na Capital de Goiás, vocalista da banda MQN (Melhor Que Nada) e um dos diretores da Monstro Discos, gravadora pioneira na realização de festivais de música independente ou de rock, ou de música urbana, como são conhecidos esses eventos.

Aliás, para Fabrício Goiânia deixou de ser apenas a capital da música sertaneja no Brasil, tornando-se cidade-pólo dos festivais de rock ou da música independente nos últimos quinze anos. “O rock ‘n roll ganhou espaço e deflagrou um arrojado movimento de músicos, bandas, estúdios e produtores ‘inconformados’, gerando a nova vocação cultural de Goiânia. Atualmente, a capital dita modelo de negócio e gestão para outros festivais de música independente do País”, explica o presidente da Abrafin.

Canto com parceiro
E os louros do trabalho de Fabrício e seus parceiros conquistam reconhecimento. Segundo o site G1 (globo.com), a Abrafin foi escolhida a entidade musical do ano passado, onde um texto do repórter Amauri Stamboroski Jr expressa o valor da associação: “A Abrafin é uma das maiores forças da nova cena da música independente brasileira, ajudando o país a criar uma rede de contatos que pode se transformar num verdadeiro circuito de cidades para as bandas de rock brasileiras.”

Falando em parcerias, o presidente da Abrafin ressalta a participação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás) no desenvolvimento do Projeto Economia Criativa da Música – Brasil Central Music (BCM). “O projeto deflagrou um movimento aglutinador de forças e sonhos para o sucesso da música independente no Estado”, observa Fabrício. Gestor de projetos de cultura do Sebrae goiano, Décio Tavares comemora a parceria.

O gestor lembra que músicos, bandas e empresas participantes da cadeia produtiva em Goiás estão conquistando reconhecimento nacional e internacional por oferecer opções culturais alternativas. “O Sebrae envolve sua expertise em função do progresso de cada projeto desenvolvido por meio da entidade, e o BCM nos abriu oportunidades de levar à comunidade musical goiana ações fundamentais para a consolidação do mercado alternativo”, analisa Décio.

Os cinco festivais mais importantes

1 - Bananada (Goiânia/GO): O festival aposta em destaques da MPB, como Rubinho Jacobina e Romulo Fróes. O rock é bem representado pelo local Black Drawing Chalks e pelo rondoniense Hey Hey Hey!.

2 - Se Rasgum (Belém/PA): Em 2008, o Se Rasgum achou sua fórmula definitiva, mesclando destaques independentes de todo o país com atrações de tecnobrega.

3 - Calango (Cuiabá/MT): Atualmente, é o festival que mais dá espaço para o hip-hop de vanguarda. Em edições anteriores, revelou as bandas Macaco Bong e Vanguart.

4 - Rec-Beat (Recife/PE): O festival rola durante o carnaval. Numa mesma edição, pode juntar uma orquestra de tango, uma nova voz da MPB e a sensação alternativa.

5 - Goiânia Noise (Goiânia/GO): Em novembro, o Noise realizará sua 15ª edição. Foi um dos primeiros a apostar em bandas como Kassin + 2 e Guizado, que estão entre as mais ousadas do cenário nacional.

Os 5 mais promissores

1 - El Mapa de Todos (Brasília/DF): A proposta é reunir artistas de toda a América do Sul, Espanha e Portugal. A segunda edição deve rolar no segundo semestre.

2 - No Ar Coquetel Molotov (Recife/PE): Com a decadência do Abril pro Rock, o No Ar virou uma das melhores fontes de música nova no Nordeste. Foi palco do primeiro encontro entre Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

3 - Vaca Amarela (Goiânia/GO): Em 2008, o Vaca Amarela escalou Lanny Gordin, o guitarrista-símbolo da Tropicália, para ser uma das atrações principais. A grande cria do evento é o alegre trovador Diego de Moraes.

4 - PMW (Palmas/TO): Este ano, o PMW reunirá Pato Fu, Mundo Livre e a revelação Nevilton, de Umuarama (PR).

5 - Quebramar (Macapá/AP): Mais afastado do eixo, tem na banda local Mini Box Lunar seu principal chamariz.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=14&id_noticia=292589
 

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Marcelo Alves
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Goiânia é uma cidade com um potencial imenso a ser explorado.

Basta vontade e visão empresarial.

Este final de semana aconteceu em Cabo Frio-RJ o 14º encontro Tubarões de motociclismo, com 16 bandas de Rock, apresentações de manobras com motos, lançamentos, entre outros destaques.

Mas o que tem haver com GYN?

Pois é, então pensei o seguinte:
Como pode Goiânia, a capital nacional das motocicletas, só perdendo em quantidade global para São Paulo, mas 1º disparada em número de motocilcetas por habitante, não ter nenhum evento destinado ao setor???

Temos muito ainda a evoluir...

Go GO.
 

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Aff...
Na boa, não tem como dizer que um festival é melhor que outro, isso é muito relativo e vai muito além do número de pagantes. Por exemplo, não gostaria de figurar num ranking cujo 2º colocado é um festival de "tecnobrega".
 

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Discussion Starter · #4 ·
^^

Mas é muito importante, deve ser o único festival do estilo, enquanto de Rock, por exemplo, devem ter centenas, acho justo ter ficado na 2ª colocação, principalmente na região onde ele está inserido, fui ao Pará e pude ver o quanto a cultura do estilo é forte lá.

Creio que eles usaram o critério importancia para a música em geral, destacando a importancia do festival dentro de seu estilo.
 

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CGr / MS / C-O / BR
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^^ Dizer que é o "melhor" é errado. Pode ser um dos mais importantes, mas vá perguntar à maioria dos brasileiros se tecnobrega é bom...
 

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Também acho muito subjetivo essa questão de qual festival é melhor, principalmente pelo estilo musical de cada um.

Mas o Bananada e principalmente o Goiânia Noise Festival são festivais respeitados no cenário do rock alternativo brasileiro, feitos por um dos maiores selos alternativos do Brasil, fugindo desse estigma de capital de dupla sertaneja.

Talvez por conta da metade da cidade (ou maioria) não aguentar essas duplas (mas respeitando, ou não) que temos dois festivais anuais de rock pesado de sucesso há mais de 10 anos. :poke:

Detalhe, o Bananada sempre acontece na mesma semana que ocorre a pecuária em Goiânia (que tem diversos shows sertanejos e populares), o festival até surgiu por conta disso, marketing pesado para os adoradores do rock.
 

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Discussion Starter · #8 ·
^^

Interessante, que bom, e olha que eu nem postei pensando em mudar sua vida, mas já que o fiz, fico feliz, espero que pra melhor. :)
 

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Discussion Starter · #10 ·
^^

Como sempre você só vem ao fórum do CO para... enfim.

Caso não tenha lido, este ranking é de Festivais de Música Independente, mas tenho certeza que não leu, preferiu ir nos comentários para achar algo crítico e cassar algum tipo de confusão, como sempre.
 

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^^

Como sempre você só vem ao fórum do CO para... enfim.

Caso não tenha lido, este ranking é de Festivais de Música Independente, mas tenho certeza que não leu, preferiu ir nos comentários para achar algo crítico e cassar algum tipo de confusão, como sempre.

 

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R.I.P. Niki
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Os cinco festivais mais importantes

1 - Bananada (Goiânia/GO): O festival aposta em destaques da MPB, como Rubinho Jacobina e Romulo Fróes. O rock é bem representado pelo local Black Drawing Chalks e pelo rondoniense Hey Hey Hey!
Tá aí o motivo do sucesso! :D

Brincadeiras à parte, o Madeira Festival tinha tudo pra figurar entre esses festivais. Uma pena que ele não é realizado desde 2007 (salvo engano meu).

Pra vcs terem um idéia do porte do festival, aqui vai um spot de 30 segundos do Madeira Festival 2005, veiculado na MTV.

Madeira Festival 2005
 

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3 - Calango (Cuiabá/MT): Atualmente, é o festival que mais dá espaço para o hip-hop de vanguarda. Em edições anteriores, revelou as bandas Macaco Bong e Vanguart.

Correção: O Calango é um festival voltado p/ o Rock alternativo independente, e não para hip hop.
 

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^^^^

Pois é, também estranhei, apesar de não conhecer por profundo o Calango, o mesmo sempre tem propaganda nos shows de rock alternativo por aqui, principalmente porque o maior selo cuiabano do genero, que também é de Londrina, Uberlândia e se não me engano Rio Branco) é muito ligado com o selo goiano que faz esses festivais de Goiânia.

A banda cuiabana Macaco Bong por exemplo gravou seu cd com esses dois selos, ela toca muito em todo o Estado de Goiás, eu mesmo tive o prazer de ver um show da mesma em Goiás Velho (Cidade de Goiás) a algum tempo atrás em um fim de semana comum que estava passando na cidade, som de primeira! :rock:
 
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