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A volta do malandro
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Firjan diz que 70% das empresas vão ampliar produção

Publicada em 17/12/2010 às 00h03m
Fabiana Ribeiro, Gustavo Paul, com Valor Online e Reuters

BRASÍLIA E RIO - As indústrias do Rio projetam, em 2011, aumento na produção, mais contratações e investimentos maiores. É o que aponta a pesquisa "Nível de atividade e expectativas das indústrias fluminenses", divulgada nesta quinta-feira pela Firjan. Pelo estudo feito com 297 companhias, 70,7% das empresas esperam ampliar a produção no ano que vem. Mais da metade das indústrias (52,9%) pretende abrir novos postos de trabalho. E os investimentos serão maiores para 61,3% dos empresários do Rio.

O estudo da Firjan apontou que a expansão da economia fluminense nos próximos anos está atrelada a Copa do Mundo, Olimpíadas, descobertas no pré-sal e investimentos como, por exemplo, no Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) e no Porto do Açu.

Carga tributária, o maior entrave aos investimentos

Apesar das perspectivas otimistas para 2011, a carga tributária (57,4%) é o maior entrave aos aumento dos investimentos das empresas. Mas há outras queixas - como o custo do financiamento (4,1%), a concorrência desleal (4,1%) e a baixa qualidade do pessoal (3,3%).

- O inibidor principal do crescimento é a questão tributária. E a questão fica aguda quando se fala na possibilidade de se voltar com a CPMF. Seria um desastre para a economia - disse Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, acrescentando que o retorno da CPMF pode gerar inflação a curto prazo e impactar negativamente o mercado no trabalho no longo prazo.

Para a Firjan, uma em cada quatro empresas produz acima do esperado no quarto trimestre de 2010. Apesar de a maioria (62,6%) não ter sido surpreendida pela demanda, 27,6% apontam alguma dificuldade em atendê-la.

Rio bateu São Paulo na criação de vagas

O Rio de Janeiro foi o estado que mais gerou postos de trabalho entre as unidades da federação no mês de novembro. Foram 31.965 mil vagas, o melhor desempenho do estado todos os meses da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 21.729 novos postos.

O bom resultado do Rio deve-se ao comércio e setor de serviços, o qual se destaca a hotelaria que já contrata para as festas de fim de ano. Já São Paulo, criou apenas 4,999 vagas, reflexo da desaceleração da indústria.

Em termos absolutos o comércio é o que mais gerou postos de trabalho no país: 131.336. O setor de serviços gerou 79.173 postos. Também foram recordes os resultados na indústria extrativa mineral (1.253) e serviços industriais de utilidade pública (1.155). Por outro lado, o Caged mostrou perda líquida na agricultura (-57.781), indústria de transformação (-9.193) e construção civil (-7.851).

Houve um aumento de procura de produtos importados, o que desacelerou a produção nacional. O câmbio gerou menor contratação de trabalhadores
No balanço geral, a economia brasileira criou 138.247 postos de trabalho com carteira assinada em novembro, a segunda melhor marca para o mês da série iniciada em 1992. Foram 1.576.872 admissões e 1.438.625 desligamentos. Mesmo assim trata-se do pior resultado do ano.

De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tradicionalmente o mês de novembro registra uma geração mais modesta de emprego devido, particularmente, a fatores sazonais como entressafra e período de chuvas. Lupi admite que a valorização cambial contribui para a desaceleração do ritmo do crescimento do emprego.

- Neste período há muitas compras para o final de ano e com a queda do dólar houve um aumento de procura de produtos importados, o que desacelerou a produção nacional. O câmbio gerou menor contratação de trabalhadores - disse o ministro, que alerta não ser uma tendência para os próximos anos porque, segundo ele, o governo tem instrumentos para conter a queda do dólar.

No acumulado do ano, o país registrou a geração de 2,544 milhões de empregos formais. Segundo o ministro, com o resultado de novembro várias metas estão cumpridas. Nos oito anos do governo Lula foram gerados 15,06 milhões de empregos com carteira assinada. A meta para 2010, de 2,5 milhões vagas foi superada. Segundo o ministro, neste ano foram gerados 2,544 milhões de empregos formais.

Entretanto, é bom lembrar, que dezembro é sempre um mês que costuma apresentar resultado negativo no mercado de trabalho formal. Em dezembro, tradicionalmente há fechamento líquido de vagas por conta das contratações temporárias de final de ano.

Apesar da queda prevista tradicionalmente de vagas em dezembro, Lupi acredita que a meta será mantida, pois em maio do ano que vem, quando sair os números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), eles serão incorporados os números finais.

http://oglobo.globo.com/economia/ma...s-empresas-vao-ampliar-producao-923304543.asp
 
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