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Inconsciente Coletivo
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Item básico da construção civil, o cimento pode ser usado na odontologia em substituição a materiais até 7.000% mais caros. A pesquisa, inédita no mundo, foi realizada pelo Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) e será apresentada à imprensa com detalhes hoje. A descoberta poderá revolucionar o sistema de tratamento de canal.

O estudo, desenvolvido pela pesquisadora Ana Paula Camolese Fornetti sob a orientação do professor-doutor Ruy Cesar Camargo Abdo, comprova que o cimento Portland, largamente utilizado na construção civil, pode ser usado no tratamento de canal com vantagens que vão do financeiro ao terapêutico.

O cimento mostrou-se eficaz no tratamento da polpa dentária (nervo) em crianças com dentes de leite. De acordo com os resultados obtidos, este velho conhecido dos pedreiros está habilitado a substituir os dois principais produtos existentes no mercado para esta finalidade: o formocresol e o MTA (agregado trióxido mineral).

A vantagem com relação ao primeiro é que o cimento é biologicamente compatível com os tecidos dentários e, com o segundo, é o preço: o MTA custa 7.000% a mais. Outros estudos sugerem que o cimento também pode ser utilizado em dentes permanentes.

Recentemente, a professora e chefe do Departamento de Ciências Biológicas da FOB/USP Marília Afonso Rabelo Buzalaf foi eleita a melhor pesquisadora do mundo no estudo de cáries. Ela foi escolhida pela Associação Internacional de Pesquisa Odontológica (IADR) em uma disputa anual que analisa os trabalhos elaborados por conceituados profissionais de todos os países. Foi a primeira vez que uma pesquisadora vinculada a uma instituição brasileira recebe esse prêmio.

Em 20 anos, Bauru conseguiu reduzir o índice de Dentes Perdidos, Cariados e Obturados (CPOD) em adolescentes com 12 anos de quase 10 para menos de 1, segundo pesquisa realizada pela USP. A queda significativa pode ser reflexo da adição de flúor na água distribuída na cidade, adotada há cerca de 20 anos.
 
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