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Procuradoria Geral do Estado (PGE-PE) lança livro sobre a Lei Orgânica da Revolução de 1817
Publicação será lançada durante o Seminário Autonomia do Direito e Decisão Jurídica, nesta quarta-feira (7)


Por: Folha de Pernambuco em 07/03/18 às 10H13, atualizado em 05/03/18 às 20H34


Detalhe da capa do livro, retratando Bárbara de Alencar/Foto: Divulgação

O auditório do Empresarial RioMar Trade Center, no Pina, abriga nesta quarta-feira (7), às 19h, o lançamento do livro "Bicentenário da Lei Orgânica da Revolução de 1817: um marco na história constitucional brasileira" (Editora Fórum). O evento da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE), em parceria com a Escola Superior de Advocacia da OAB-PE, ocorre durante o Seminário Autonomia do Direito e Decisão Jurídica, com o jurista Lenio Streck, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS). Na publicação, que tem 382 páginas, estão reunidos 18 artigos de 24 especialistas, que tratam sobre as variadas formações e origens sobre as dimensões e perspectivas do movimento que marcou a história constitucional nacional.

A edição da obra foi coordenada pelo procurador-geral do Estado de Pernambuco, César Caúla; pelo coordenador do Centro de Estudos Jurídicos da PGE-PE, procurador do Estado Paulo Rosenblatt; e pelos procuradores do Estado Marcelo Continentino e Walber Agra, professores da FDR/UFPE. O prefácio do livro foi escrito pelo ex-procurador-geral do Estado de Pernambuco Tadeu Alencar, deputado federal pelo PSB, e a apresentação, pelo procurador-geral César Caúla. Com influências francesas e norte-americanas, a Lei Orgânica continha ideias de soberania popular, liberdade de expressão, de imprensa, tolerância religiosa e transparência nos gastos públicos. A capa do livro é ilustrada com a reprodução do quadro Homenagem a dona Bárbara de Alencar, de Tereza Costa Rêgo, retratando a revolucionária cearense Bárbara Pereira de Alencar, que aderiu à Revolução de 1817 e é considerada a primeira presa política do Brasil.

http://www.folhape.com.br/diversao/diversao/diversao/2018/03/07/NWS,60979,71,552,DIVERSAO,2330-PROCURADORIA-GERAL-ESTADO-PGE-LANCA-LIVRO-SOBRE-LEI-ORGANICA-REVOLUCAO-1817.aspx
 

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Pernambucano pode ser eleito hoje para a Academia Brasileira de Letras
Posted By João Alberto on 19/04/2018, 06:06


Joaquim de Arruda Falcão/Divulgação

O jurista pernambucano Joaquim de Arruda Falcão, que divide residência entre Olinda e Rio de Janeiro, é candidato à Cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada pelo jornalista e escritor Carlos Heitor Cony. Eleição será amanhã e ele terá como concorrente Vilma Guimarães Rosa. Quem comanda o pleito é o acadêmico, poeta e tradutor Marco Lucchesi, presidente da mais importante instituição cultural do país.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=2067869&page=81
 

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Jaboatão dos Guararapes

Há 370 anos começavam as Batalhas dos Montes Guararapes...
Nascia a pátria brasileira!



A Batalha dos Guararapes, óleo sobre tela por Victor Meirelles de Lima​

Batalha dos Guararapes - resumo, história
O que foi, história, resumo, local onde ocorreu, história, envolvidos, vitoriosos e derrotados, informações importantes

O que foi (história)

A Batalha dos Guararapes foi um dos principais momentos no processo de expulsão dos holandeses do Brasil. Durante a batalha, ocorrida entre 1648 e 1649, houve muitos combates entre as tropas holandesas e as brasileiras (com apoio de muitos portugueses).

A batalha ocorreu na região dos Montes Guararapes, localizado próximo à cidade de Recife. Derrotados pelos militares luso-brasileiros, os holandeses fugiram para a cidade de Recife, local em que resistiram até janeiro de 1654.

Outras informações sobre esta batalha:

- Muitos índios e negros lutaram ao lado das forças luso-brasileiras para expulsar os holandeses.

- Entre os principais líderes das tropas luso-brasileiras, podemos citar: general Francisco Barreto de Meneses, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão.

- Na verdade, ocorreram duas batalhas: a primeira ocorreu nas elevações dos Guararapes, em 19 de abril de 1648. A segunda batalha ocorreu em 19 de fevereiro de 1649, no mesmo local da primeira. As duas batalhas foram vencidas pelas tropas luso-brasileiras.

Curiosidade:

- No local onde ocorreram as batalhas, o general Francisco Barreto de Meneses ordenou a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres.

fonte:
https://www.historiadobrasil.net/resumos/batalha_guararapes.htm
 

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João Cabral: Recife e Sevilha
Posted By João Alberto on 18/04/2018, 18:00


João Cabral de Melo Neto/ Divulgação

Dentro do projeto As Cidades dos Poetas, coordenado por Antônio Carlos Secchin, na Academia Brasileira de Letras, teve palestra do escritor Felipe Fortuna sobre o pernambucano João Cabral de Melo Neto: Recife e Sevilha.

http://www.joaoalberto.com/2018/04/18/joao-cabral-recife-e-sevilha/
 

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Ministro da Cultura lança maior edital de cultura popular no Recife
Divulgação do Edital Culturas Populares 2018 ocorreu na manhã desta sexta-feira (27), no Centro Cultural Cais do Sertão, com presença do ministro Sérgio Sá Leitão. O edital irá premiar 500 iniciativas com R$ 10 milhões, em todas as regiões do País

Augusto Saboia 27/04/2018 Brasil



Ministro Sérgio Sá Leitão/ Foto: Julya Caminha-Folha de Pernambuco

O lançamento do Edital Culturas Populares 2018 ocorreu na manhã desta sexta-feira (27), com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, no Centro Cultural Cais do Sertão. Com o projeto, o Ministério da Cultura (MinC) vai premiar, com R$ 10 milhões, 500 iniciativas que fortaleçam as expressões culturais populares e contribuam para dar visibilidade às atividades culturais protagonizadas por mestres, grupos e pessoas jurídicas sem fins lucrativo. As inscrições estarão abertas a partir da próxima segunda-feira (30), por meio do site do MinC ou de formulários enviados pelo correio, e se encerram no dia 13 de junho. “Assim que terminar o prazo, começa o trabalho da comissão. Nosso compromisso é receber os projetos, avaliar, anunciar o resultado e pagar neste ano”, prometeu Sérgio.

Esse é o maior prêmio de cultura popular feito pelo MinC. Ano passado, quando o edital retornou (depois de ter sido parado em 2012), o número de premiados subiu para 500 e o valor total distribuído aumento para R$ 6.8 milhões. Nesta edição, o número permanece o mesmo, mas o valor subiu: agora são R$ 10 milhões, o que significa R$ 20 mil para cada um dos vencedores. “É um valor recorde na história de prêmios de cultura populares do MinC”, comentou Sérgio. “Decidimos manter o número de premiados e assim vai ser possível aumentar o valor do prêmio, que agora se torna mais adequado e justo. A ideia é que possamos fazer um reconhecimento do trabalho que já vem sendo feito. Óbvio que esperamos que os premiados usem esse recurso para dar continuidade aquilo que já fazem, mas o prêmio é um reconhecimento. É diferente de outras iniciativas de fomento em que você está colocando recursos para que um projeto novo seja realizado. Nesse caso, é o reconhecimento com a premiação por aquilo que já foi feito. É um estímulo para que o trabalho prossiga”, ressaltou.

http://www.blogdasppps.com/2018/04/ministro-da-cultura-lanca-maior-edital-de-cultura-popular-no-recife.html
 

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Projeto

O projeto foi dividido de forma que os 500 vencedores venham de todas as regiões: serão 100 vencedores para cada região do Brasil. “É um processo mais democrático. Assim, todos concorrem dentro de suas regiões. Assim, vamos criar um acesso mais igualitário e democrático, para que mais pessoas do território nacional sejam contemplados”, disse Jorge Freire, coordenador geral de mobilização no MinC.

A homenageada desta edição é Selma do Coco. “Foi uma escolha absolutamente fácil, não levou nem dois minutos para a gente tomar essa decisão, assim como a decisão de fazer esse evento de lançamento aqui em Pernambuco”, disse Sérgio. “Poucos estados brasileiros espelham tão bem a diversidade e a potência da cultura popular brasileira quanto Pernambuco. Nada mais justo e natural essa homenagem e fazer o evento aqui”, ressaltou.

http://www.blogdasppps.com/2018/04/ministro-da-cultura-lanca-maior-edital-de-cultura-popular-no-recife.html
 

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Caruaru

Caruaru pioneira na exibição de filmes em Pernambuco

Pesquisador aponta que as primeiras exibições se deram em setembro de 1896, na capital do agreste



Eles eram artistas, empreendedores e quase todos se perderam nas areias do tempo. Quem aí já ouviu falar de Francisco Pereira de Lira? Ator, empresário e depois funcionário do cemitério de Santo Amaro, onde foi enterrado em seis de setembro de 1941, esse recifense é o visionário que promoveu as primeiras exibições cinematográficas em Pernambuco, em 1896. Quem achava que as exibições inaugurais haviam sido no Recife, como se pensava até hoje, irá se surpreender com a história de Lira. O responsável pela descoberta dessa figura ímpar é o historiador Felipe Davson, 29 anos, da Cinemateca Pernambucana, recém-criada numa pareceria entre o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e o Cinema da UFPE.

“A especificidade dessa descoberta é que a primeira exibição cinematográfica aconteceu no interior do Estado. Foi em Caruaru, no dia 13 de setembro de 1896, como encontrei em pesquisas de jornais da época, na antiga Fábrica de Roupas, que ficava ao lado da Estação Ferroviária de Caruaru. Lira enfeitou o lugar, colocou cadeiras e contratou uma banda sinfônica para tocar nos intervalos das sessões, que duravam em torno de meia-hora. A sessão teve ingressos pagos”, conta Felipe, durante entrevista na Cinemateca Pernambucana, instalada no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte.

Formado em história pela UFPE, Felipe é mestrando da UFRPE, onde pesquisa os primórdios das sessões cinematográficas em Pernambucano no período entre 1896 e 1909. “São anos muito ricos e com detalhes muito interessantes, encontrados nas matérias dos jornais, a principal fonte da minha pesquisa. De parágrafos simples, as matérias passam para meia página”, explica. As fontes são as edições dos jornais A Província, Jornal do Recife e Diário de Pernambuco, que podem ser acessadas no acervo da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.

A trajetória de Francisco Pereira de Lira foi acompanhada pelos leitores do Recife desde o dia 18 de agosto de 1896, quando uma notinha do Jornal do Recife anunciava a presença dele em Paris, “onde fora adquirir um importante apparelho ilusionista e outras novidades do gênero das companhias americanas de variedades.”

De acordo com o Diario de Pernambuco, Lira voltou de Paris com o aparelho no dia 25, mas não conseguiu fazer a primeira sessão do Kinetógrapho no Recife, como pretendia. No dia 4 de setembro, o jornal publicou outra nota: “Não tendo o sympathico Lyra conseguido estréar o seu Kinetographo no Theatro Santa Isabel, fará a estréa no edifício em que funcionou a Fabrica de Roupas, no largo da estação da Estrada de Ferro Central de Pernambuco, onde continuará a funccionar durante uma semana, devendo começar no próximo domingo. O público que não deixe de ir apreciar esse apparelho”.

A VIAGEM À LUA

De acordo com Felipe, Lira já adquirira um Kinetoscópio de Edison em 1895. A diferença entre os dois aparelhos é o que o Edison só podia ser visto por uma pessoa, que olhava um orifício para assistir a uma cena animada. Até hoje, as pesquisas indicavam que a primeira sessão de cinema no Recife havia sido com o Kinetoscópio. “Não haveria lógica ele querer fazer a sessão no Teatro Isabel com um aparelho para projeção individual, já que o teatro tinha muitos lugares para o público”, reforça o pesquisador, lembrando que vários aparelhos foram adaptados do Cinematógrapho Lumière, na tentativa de ludibriar a patente do invento do irmãos Auguste e Louis. Depois de abandonar a exploração do Kinetógrapho, Lira foi outra vez à Paris, atendendo um pedido de Delmiro Gouveia, para trazer o primeiro carrossel montado no Recife.

Outra constatação feita por Felipe durante a pesquisa é a rapidez com que os filmes chegavam ao Recife. Na virada do século, os aparelhos se espalharam pelo Recife, através de companhias nacionais e estrangeiras. Em 1903, a Imperial Companhia Japoneza Kahdara de Variedades do Theatro Kabuki exibiu no Teatro Santa Isabel o filme A Viagem à Lua, de George Méliès, que causara sensação em Paris poucos meses antes. “Por ser mais próximo da Europa, muitas coisas chegavam aqui e só depois seguiam para o Rio e São Paulo. Quando revejo A Viagem à Lua, imagino como as pessoas se vestiam em 1903, como eles frequentavam o cinema e como receberam o filme. Essa experiência deve ter sido única”, devaneia Felipe.

As exibições só começara a ter lugar fixo quando as salas começaram a se concentrar na Rua Barão da Vitória, atual Rua Nova, com a inauguração do Cine Pathé, em 27 de julho de 1909, a primeira sala de cinema do Recife.

fonte:
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/cinema/noticia/2018/04/29/caruaru-pioneira-na-exibicao-de-filmes-em-pernambuco-337353.php
 

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1º observatório astronômico do Hemisfério Sul foi no Recife. Você sabia?
Augusto Saboia 06/05/2018 Recife


Esquina da Rua do Imperador com 1º de Março abrigou o 1º Observatório Astronômico do Hemisfério Sul (Foto: Leonardo Vila Nova/PorAqui)

Em uma das esquinas da Rua do Imperador com a 1º de Março, no bairro de Santo Antônio, um prédio cinza abriga uma representante financeira para empréstimos consignados . Pouca gente sabe, mas foi ali que se ergueu o 1º Observatório Astronômico do Hemisfério Sul e das Américas.

Um dos frutos da passagem de Maurício de Nassau, governador do Brasil Holandês, pela cidade, o observatório foi inaugurado em 1639 e coordenado pelo alemão George Marcgrave, cientista natural do século XVII. Sob encomenda de Nassau, Marcgrave veio ao Recife para realizar estudos nas áreas de Astronomia, Meteorologia, Botânica, Geografia, Zoologia, entre outras ciências. O observatório era uma das estruturas disponibilizadas para Marcgrave fazer seu trabalho.


Pintura de Zacharias Wagener mostra o antigo imóvel onde funcionou o observatório (Foto: Reprodução)

http://www.blogdasppps.com/2018/05/1o-observatorio-astronomico-do-hemisferio-sul-foi-no-recife-voce-sabia.html
 

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Marcgrave


Placa indicativa do observatório se encontra no imóvel de número 61 da Rua do Imperador (Foto: Leonardo Vila Nova/PorAqui)

O prédio cinza, de número 61, que hoje se encontra na esquina, não é o mesmo da época. O imóvel original – que era a antiga residência de Maurício de Nassau – ocupava boa parte do quarteirão, com a frente voltada para a Rua do Imperador, que não existia na época (ali já despontava o Rio Capibaribe) e os fundos davam para a Pracinha do Diário (que se chamava Terreiro dos Coqueiros). Foi nesse observatório que Macrgrave pode avistar as estrelas do Hemisfério Sul e fenômenos celestes como eclipses da Lua e do Sol, estudos, até então, inéditos no Brasil, e que vieram se dar apenas 30 anos depois de Galileu Galileu fazer sua primeira observação telescópica. “Tudo isso representou um avanço extraordinário na História da Ciência, era o primeiro momento em que esse tipo de abordagem estava sendo feita no nosso País”, fala o historiador Daniel Breda sobre a importância do Observatório Astronômico no Recife.

No entanto, ele pondera sobre algum impacto local significativo. “Porém, se tratava mais de um avanço para o conhecimento holandês do que para o Recife ou o país em si”, diz. “O conhecimento que foi gerado aqui foi levado embora com os holandeses. O próprio Nassau já tinha levado todas as pesquisas de volta para a Holanda”. “Tratava-se de uma estratégia de dominação, mandando cientistas virem pra cá para escreverem sobre plantas, questões astronômicas e meteorológicas, mas, tudo isso, para poder produzir melhor, entender melhor as possibilidades de exploração econômica na região”, explica ele. Os registros e estudos astronômicos realizados por Marcgrave no observatório no Recife se encontram, atualmente, na Universidade de Leiden, na Holanda. “É uma herança que ficou na documentação e nos escritos que MarcGrave deixou. E nada mais”, diz Breda.

http://www.blogdasppps.com/2018/05/1o-observatorio-astronomico-do-hemisferio-sul-foi-no-recife-voce-sabia.html
 

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Destino


Em pintura de Franz Post, ao fundo, o Palácio de Friburgo (Foto: Reprodução)

Não é sabido, ao certo, o destino da estrutura do observatório. Não há registros disso. Então, ficam as suposições. A mais aceita é a de que em 1642, ao se mudar para o Palácio de Friburgo, que ficava na Praça da República, Nassau teria levado parte da estrutura do observatório para lá.

Em pintura de Franz Post, ao fundo, o Palácio de Friburgo (Foto: Reprodução)
Mas também acredita-se nas seguintes possibilidades: o próprio MarcGrave teria levado a estrutura consigo, ao partir para a África, para outros trabalhos; ou, ainda, que a estrutura havia ficado na antiga edificação e teria sido destruída pelos portugueses, quando da retomada de Pernambuco do domínio holandês.

http://www.blogdasppps.com/2018/05/1o-observatorio-astronomico-do-hemisferio-sul-foi-no-recife-voce-sabia.html
 

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Limoeiro debate criação do Instituto Histórico da cidade
Publicado em 15/05/2018 , às 09 h51


Casa do Coronel Chico Heráclio, em Limoeiro / Foto: divulgação

O município de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, realiza uma reunião na noite desta terça-feira (15) para debater a fundação do Instituto Histórico da cidade. O encontro está marcado para 19h30 no auditório do Ginásio Artur Correia de Oliveira e vai contar com a participação de professores, pesquisadores, estudantes e a população em geral. Conhecida como Princesa do Capibaribe, a cidade tem relevância no campo histórico, religioso e econômico. De acordo com o comunicador social e pesquisador Sivaldo Venerando, o objetivo do instituto será pesquisar e preservar a história da cidade.

"Limoeiro desde o século XVII tem destaque em Pernambuco pela importância de que naquele período o Estado não tinha várias regiões como tem hoje. Limoeiro ficava numa área que compreendia as duas regiões de Pernambuco", explica o pesquisador.

http://noticias.ne10.uol.com.br/interior/agreste/noticia/2018/05/15/limoeiro-debate-criacao-do-instituto-historico-da-cidade-724855.php
 

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Convento de São Francisco de Olinda: patrimônio do Brasil há 80 anos
A partir deste domingo (20/05), até o próximo dia 28, o JC e JCOnline publicam série de reportagens sobre os primeiros prédios de Olinda tombados individualmente como patrimônio do Brasil. Das dez edificações selecionadas pelo Iphan, 80 anos atrás, sete são igrejas, uma abrigou o Palácio Episcopal e duas eram moradia. Protegidos por lei federal, os imóveis não podem ser destruídos nem descaracterizados. Conheça hoje o primeiro convento franciscano do País, que remonta ao século 16


Publicado em 20/05/2018, às 08h08


Os azulejos são os principais atrativos no convento franciscano, diz frei Rogério Lopes / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

A história do Convento de São Francisco, na Cidade Alta de Olinda, começa em 1577 quando a pedido de Dona Maria da Rosa, uma benfeitora, é construído um pequeno prédio para receber os frades portugueses que viriam morar no Brasil. Eles só chegam em 1585, a edificação foi incendiada pelos holandeses em 1631 e os religiosos levaram 42 anos para refazer a nova casa. É esse prédio, erguido aos poucos de 1712 a 1754 com a típica arquitetura franciscana barroca, que recebe o título de patrimônio brasileiro em 1938. “Tudo o que sobrou do antigo imóvel depois do incêndio foi a Capela do Capítulo, onde os frades rezavam e faziam as reuniões de planejamento”, informa frei Rogério Lopes, guardião do convento. Com um altar de talha dedicado a Nossa Senhora Sant’Ana e decorada com azulejos coloridos, a capela faz parte do roteiro de visitas do Convento de São Francisco. “Todas as pedras desse prédio falam, elas guardam a nossa história e quando contamos essa história aos visitantes estamos preservando a nossa memória”, diz frei Rogério Lopes.

O grande atrativo da edificação secular são os azulejos portugueses, espalhados em vários ambientes, afirma o frade. No claustro, os painéis do século 18 contam passagens da vida de São Francisco. Os azulejos que forram a nave da Capela de Sant’Ana retratam o casamento dos avós de Cristo (São Joaquim e Santana, pais de Maria), entre outras imagens do casal, baseadas nos evangelhos apócrifos. Um dos painéis de azulejo da Igreja de Nossa Senhora das Neves mostra a circuncisão de Jesus. “É uma cena rara e emociona o público”, destaca frei Rogério. Pela nave da igreja o visitante tem acesso à Capela de São Roque, da Ordem Terceira de São Francisco (associação de leigos católicos), separadas por um arco em talha. A sacristia decorada com móveis de jacarandá, mesa de mármore, azulejos e pinturas a óleo sobre madeira no forro do teto retratando a devoção franciscana a Nossa Senhora é outra relíquia no Convento de São Francisco. “É um lugar de muito bom gosto e a vista para o mar é belíssima”, destaca frei José Milton de Azevedo Coelho. Segundo ele, Dona Maria da Rosa servia de intérprete na confissão de índios.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2018/05/20/convento-de-sao-francisco-de-olinda-patrimonio-do-brasil-ha-80-anos-339804.php
 

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Visita

Os religiosos cobram R$ 2 pela visita e o dinheiro arrecadado ajuda na manutenção do Convento de São Francisco, onde moram seis frades. Como a taxa de acesso não sustenta a edificação, desde 2015 eles abriram as portas do convento para retiros de espiritualidade franciscana. “Afora isso, alugamos o auditório para palestras e cursos de capacitação e temos os recursos dos casamentos”, afirma frei Rogério. Populares também colaboram com doações espontâneas. “Pintamos a área externa do prédio com verba doada pela comunidade. Nós promovemos momentos de encontro com a população, para as pessoas sentirem que esse monumento também é delas. É um patrimônio com mais de 400 anos de história que pertence a todos, não só aos franciscanos”, ressalta o guardião. A parceria com o Iphan permite obras de restauração, acrescenta.

No momento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está recuperando a torre, a pintura e a cantaria (pedra) que contorna portas e janelas da fachada do Convento de São Francisco, com recursos do PAC Cidades Históricas do governo federal. A obra também contempla intervenção no pátio defronte da igreja para reintegrá-lo ao cruzeiro, como antigamente. “Em 1934, três anos antes da criação do Iphan, cortaram o adro para a circulação de veículos pela Ladeira de São Francisco e a igreja ficou separada do cruzeiro. Agora vamos recuperar essa paisagem, mas os carros continuarão passando na rua”, informa Frederico Almeida, engenheiro do Iphan-PE.

Serviço
Convento de São Francisco
Ladeira de São Francisco, 280, Carmo
Fone: (81) 3429-0517 e 3439-3320
Visitas: segunda a sexta das 8h às 11h30 e das 14h às 16h30; sábado das 8h às 12h

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2018/05/20/convento-de-sao-francisco-de-olinda-patrimonio-do-brasil-ha-80-anos-339804.php
 

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Zé Gonzaga, o esquecido irmão do Rei do Baião
Luiz Gonzaga quis impedir que ele usasse o mesmo sobrenome


Publicado em 20/06/2018, às 17h32


Zé Gonzaga, forró ostentação
Foto: reprodução revista Radiolândia


José Januário Gonzaga do Nascimento era um obstinado. Saiu de Exu, no sertão do Araripe pernambucano, a pé. Levou vinte dias para chegar em Petrolina, onde pegou um pau-de-arara com destino ao Rio de Janeiro. Não se deu bem no Rio, então decidiu ir para São Paulo, igualmente a pé, Levou 28 dias para chegar à capital paulista. Lá tampouco encontrou emprego. Viajou pelo interior do estado trabalhando como agricultor, ofício que conhecia muito bem. A mãe, o pai, irmãs e irmãos não conheciam outro meio de ganhar a vida. Em 1941, estava de volta ao Rio. Soube que um irmão dele morava na cidade. A mãe enviara-lhe o endereço da pensão onde Lula, o irmão, hospedava-se. Foi bem recebido. Lula perguntou se José viera para ficar. Ele respondeu que sim. Perguntou se tinha documentos. Ele respondeu que não. Disse que isto seria providencias, mas alertou a José para que não saísse da pensão. A polícia prendia quem fosse pego sem documentos. Lula era músico da noite. Tocava nos bares do mangue, o baixo meretrício da então capital do país. Além de dinheiro, ganhava muitos maços de cigarros, que dava ao irmão para vender. Era a fonte de renda de José. Oito meses mais tarde, com documentos na mão, José entrou para o exército. O mundo estava em guerra. Por pouco ele não foi para a Itália, como pracinha da FEB (Força Expedicionária Brasileira). O irmão tocava sanfona. José também tocava. Ambos aprenderam com o pai, exímio tocador de pé-de-bode, o fole de oito baixos. Quando José deu baixa do Exército, Luiz já era relativamente bem-sucedido, tocava no rádio. Ganhava o suficiente para comprar uma sanfona de 120 baixos, a fim de que o irmão tirasse dela o sustento. José era safo, falador, e tinha talento. Dirigiu-se a uma casa noturna conhecida, a Novo México, na Lapa, e ofereceu-se para trabalhar lá. Foi aceito. Logo estaria tocando em várias cabarés.

Em 1949, o teatrólogo Geysa Bôscoli (tio de Ronaldo Bôscoli e de Jardel Filho), o convidou a tomar parte na companhia que levaria a Buenos Aires. Foi a primeira viagem internacional de José. Dois anos mais tarde ele , estaria na caravana babilônica que Francisco de Assis Chateaubriand levaria para Paris, numa espalhafatosa e tropicalissima fez no palácio do estilista Jacques Faith, então um dos mais badalados do mundo, cujo objetivo foi divulgar a cultura e o café brasileiros.
Ao voltar da viagem, foi contratado pela TV Tupi, e pela gravadora Star. Passou a ser conhecido como Zé Gonzaga. Lula, o irmão, já com fama nacional como Luiz Gonzaga (seu nome de batismo), não gostou do nome artístico de José. “Teve belíssima repercussão nos meios musicais e radiofônicos, a deselegante atitude de Luiz Gonzaga de proibir seu mano, o Zé Gonzaga, de usar o seu sobrenome. Será que o lua está com medo da concorrência, da voz e da sanfona do seu querido irmãozinho? O Paulo Gracindo tomou a defesa do Zé Gonzaga”, nota da coluna que Abelardo “Chacrinha” Barbosa assina na Revista do Radio, publicação especializada mais popular do país. Um dos artistas mais populares do país na época, Luiz Gonzaga explicou à Revista do Rádio que quando encaminhou o irmão para o rádio combinaram que ele adotaria o nome de José Januário, uma reverência ao pai: “O que aconteceu foi que meu irmão se esqueceu daquilo que havíamos tratado e, levado por outros, gravou seu primeiro disco com o nome de Zé Gonzaga”. Lua atribuiu a atitude de Zé a influencia de terceiros. Garantia que não havia problemas entre os dois, apesar desta divergência. Não foi o que disse Priscila, colega de infância dos filhos de Januário e Santana, no Araripe, no Exu. Em entrevista para matéria especial sobre os cem anos de Luiz Gonzaga, em 2012, nonagenária, mas extremamente lúcida, Priscila se lembrou de uma briga entre Lula e Zé, na calçada da Rádio Mayrink Veiga que juntou gente, e foi tão demorada que deu tempo de ir buscar “mãe Santana” para apartar os dois irmãos.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2018/06/20/ze-gonzaga-o-esquecido-irmao-do-rei-do-baiao-344092.php
 

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DIFERENÇAS

Zé Gonzaga era nove anos mais jovem que Luiz Gonzaga, e as diferenças entre os dois ia muito além da idade. Lua era fechado, ranzinza, regrado, de muitos amigos, mas de raramente ir à animada noite carioca dos anos 50. Sempre preferiu a Zona Norte à chique Zona Sul. Zé Gonzaga era o oposto do irmão. Alto, magro, o riso sempre aberto, os grandes olhos verdes vivos e brilhantes (alguns dos filhos de Santana herdaram dela a íris clara, verdes ou azuis, que veio dos Alencar, cujo sangue corria nas suas veias). Era da galhofa, de beber sem moderação, e de contar vantagem. Quando comprou o primeiro carrão posou no capô, elegantemente vestido, poderia ter sido rotulado de “forró ostentação. O automóvel chamava atenção porque o cantor colou pelo carro vários adesivos com seu nome. Estava, no entanto, longe de equiparar-se em talento ao irmão mais velho e mais famoso. Porém tinha luz própria, e foi à sua maneira um inovador, por não seguir a ortodoxia dos ritmos estilizados por Luiz Gonzaga, tampouco a temática. Zé Gonzaga gravou muito samba, fez sucesso com um boogie woogie (O baile da tartaruga), e em 1950 já cantava sobre Óvnis (em Disco Voador, de Abelardo “Chacrinha” Barbosa e José Gonçalves). Cantou canções totalmente fora do universo regional, feito Pra você gostar de mim (Taí), de Joubert de Carvalho, marchinha lançada por Carmem Miranda, em 1930, embora quase um arrasta-pé, ele se acompanhando com a sanfona.

Luiz Gonzaga tinha seus motivos para se irritar com o irmão. Como se não bastasse ter se recusado a trocar de nome artístico,ele deu o título de Zé Gonzaga, sua sanfona e sua simpatia ao seu primeiro LP pela Copacabana (de 1957. Sua sanfona e sua simpatia era epíteto de Gonzagão, que lhe foi dado por Paulo Gracindo. Ele ia tanto na cola de Lua que, numa coluna de fofocas da revista Radiolândia fizeram uma gozação com ele: “Zé Gonzaga, mesma simpatia, mesma sanfona, mesmo sorriso ... do irmão”. Além de sanfoneiro, Zé Gonzaga foi um compositor competente, se bem que naquele tempo era difícil se saber se houve mesmo participação ou se a parceria foi cedida. Assim como Luiz Gonzaga, ele adaptava temas que aprendeu com no Araripe, um destes foi O cheiro da Carolina que Chiquinha Gonzaga, sua irmã, contava que ela já escutava quando criança. Cezário Pinto, gravada por Zé Gonzaga, um tema de domínio público foi adaptado e editado como de autoria de Severino Januário, o outro irmão de Gonzagão. A carreira de Zé Gonzaga declinou nos anos 60, quando o iê-iê-iê dominou o mercado e escanteou o forró das grandes cidades. O último disco dele na década de foi Alma de sertanejo (1963). Só voltaria a lançar outro LP em 1971. Lançaria mais seis álbuns durante a década de 70, mas sem fazer sucesso, vendendo pouco. José Januário Gonzaga do Nascimento faleceu em 12 de abril de 2002.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2018/06/20/ze-gonzaga-o-esquecido-irmao-do-rei-do-baiao-344092.php
 

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Casa-Grande & Senzala – A comida como método social em Gilberto Freyre
por Claudia Santos

Augusto Saboia 06/07/2018 Cultura


Casa-Grande & Senzala

Gilberto se propõe a revelar “o seu” Nordeste ao leitor. Um Nordeste orientalizado a partir das matrizes lusas com os seus encontros com a China, Índia, Japão; e nas tradições moçárabes e judaicas. Um Nordeste da Zona da Mata de Pernambuco. Sim, Pernambuco como um foco possível e preferencial de Gilberto. O livro Casa-Grande & Senzala é também um depoimento vivencial de Gilberto, que mistura endoetnografias nos cenários do Recife. Assim, ele traz leituras e experiências familiares; também dá interpretações sentimentais; e ainda busca os sinais de uma região orientada pelo patriarcado que nasce na cana sacarina. É uma obra para muitas interpretações, para ser revisitada apontando-se para as cozinhas como experiências formais da identidade do brasileiro. Por ser um livro de vocação sensorial, sugiro ler algumas páginas ao sabor de um bolo de massa de mandioca, ou bebendo um boa cachaça, para que se possa assim ter um encontro hedonista ao gosto de Gilberto. Ele se revela hedonista quando traz de Ruth Benedict os seus conceitos de “apolíneo” e de “dionisíaco”. São encontros desejáveis e necessários ao tema açúcar, um tema nem sempre tão “doce”. Entender ainda que Gilberto tem suas preocupações literárias e estéticas com Casa-Grande & Senzala. Ele relata ambientes, festas, indumentárias, comidas, processos culinários, rituais de comensalidade. Gilberto tem um olhar iconográfico dominante, e recorre ao desenho e a pintura como processo de criação e de representação cultural. Estes imaginários estão nos textos, e se pode dizer que Casa-Grande & Senzala é um livro “cinematográfico”. E com este desejo visual, Gilberto mostra o melhor deste livro. Tudo acontece em contexto ecológico, na Mata Atlântica e nos canaviais, temas que mais tarde são aprofundados no livro Nordeste de Gilberto. Esta sociedade do século 19, exemplar em Casa-Grande & Senzala, é ampliada também em Sobrados e Mocambos, com um olhar mais urbano sobre a civilização que nasce do açúcar.

Casa-Grande & Senzala mostra as histórias das “casas” e das pessoas que vivem nestas casas. Relata religiosidade, maneiras de fazer a comida, escolher os ingredientes; as muitas receitas de um Portugal já globalizado com as “grandes navegações” que aproximaram o Oriente do Ocidente. Esta obra de Gilberto mostra as festas, os rituais do plantio e da colheita da cana sacarina; os encontros de portugueses africanizados pelo Magreb, de povos nativos, de milhares de africanos da Costa, que revelam novos gostos e interpretações de sabores que se espalham pelas cozinhas, pelas mesas, num Brasil à boca. Gilberto quer apresentar um lugar possível do “trópico”. Mostrar uma civilização onde o poder formal está no mando masculino. Contudo, este poder está também nas cozinhas, territórios consagrados ao mando feminino. Cozinhas na “Casa-Grande”, lugar onde as relações sociais são formalizadas na intimidade de espaços geradores de comidas, de um poder que se projeta no ato da alimentação. Gilberto revela os rituais das alimentações, inclusive dos “santos”, que são íntimos nestas relações sociais já à brasileira. O Menino Deus, para adoração e para o convívio com as crianças da “casa”, torna-se tão próximo que parece estar também se lambuzando de geleia de araçá. Gilberto mostra o doce como um preparo feminino, que vai muito além do açúcar. É um preparo de memórias ancestrais da história colonial lusa. Outros doces são marcantes e, em especial, os “bolos”, tema que fundamenta o seu livro Açúcar, também dos anos 1930. Gilberto mostra o doce como um preparo feminino, marcado pela mulher lusa como uma atividade especial, pois o doce tem um preparo que vai muito além do açúcar. É um preparo de memórias ancestrais da história colonial lusa. O termo “doce” valoriza e qualifica aspectos sociais como, por exemplo, “você é um doce”; “te dou um doce”; tudo mostra o açúcar como formador de laços sociais, e isso também é retratado em Casa-Grande & Senzala. As referências dos sabores, a nova forma para se construir o paladar, o reconhecimento do que é o gosto gostoso, daquilo que chega de Portugal com os “gostos do mundo”, e se misturam com este Brasil de mandioca, de peixes, de milho, de pimentas frescas, e de muitos outros produtos da “terra”, produtos nativos. Gilberto, em Casa-Grande & Senzala, expõe uma sociedade que se revela à mesa. É assim que ele quer interpretar o brasileiro: “a partir da comida”. Casa-Grande & Senzala é uma construção formal de análise que está na tese Social life an Brazil in the middlle of the 19th Century para o título de Master Artium ou Master of Arts, Columbia University, 1922. Com certeza, em Gilberto, estão todos os sentimentos do gourmet, do antropólogo e do artista, todos reunidos na sua maneira pessoal de gostar do Recife.

* Raul Lody é antropólogo.

http://www.blogdasppps.com/2018/07/casa-grande-senzala-a-comida-como-metodo-social-em-gilberto-freyre.html
 
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