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Olá, amigos!
Depois de muito tempo, estou fazendo um thread!:banana:
Agradeço a gentileza do meu amigo Manilov que
cedou a maioria das fotos deste thread.:)
Grande Manilov! Muito obrigado!:)
A maior parte das fotos é do livro Ah, Fortaleza;
Terra da Luz Editorial, sendo boa parte do
Arquivo do memorialista
Nirez de Azevedo.:)
Outras fotos são Bônus de postais
antigos que encontrei.

AÉREAS

1- Vista rara de Fortaleza de um CARTÃO-POSTAL
que encontrei. Data do começo do
séc. XX. Não há data específica.
Mas é bem antiga. Vemos a Beira-mar ao
fundo, à esquerda, só mato.



1B: Outra Vista raríssima da cidade! Aérea, talvez anos 40. Muito antiga.
Beira-mar, sem nada ao fundo, à esquerda.

[/QUOTE]

1C: Aba Film. 1954. Arquivo Nirez


2- Praça do Ferreira, em 1935.



3- Outra da Praça. 1930.



4- Mais um outro ângulo, Pr. Ferreira



5- Barricadas contra Accioly. 1912. Arquivo Nirez



6- Praça Capistrano de Abreu, a praça da Lagoinha



7- Av. Leste-Oeste, década de 70



8- Catedral, anos 80



9- Hotel Savanah, e Sul América, centro, anos 60



10- Beira-mar, final dos anos 70



11- Centro, anos 70



12. Fica ao lado da atual praça da bandeira. Hoje abriga o DCE da UFC (está totalmente descaracterizado:eek:hno:)


13- Faculdade de direito. Fica em frente da praça da bandeira. (Praticamente não mudou nada, Arquivo Gerard Boris



14- Mais uma da Praça do Ferreira
e a imponência da Coluna do Hora, estilo Rococó
4. Aba Film, 1955. Arquivo Nirez


15. 1934. Foto Sales. Arquivo Nirez


16. 1934. Foto Sales. Arquivo Nirez


17. 1934. Arquivo Nirez. Vemos o Cine Theatro Majestic Palace
que foi incendiado nos anos 50.


18. Cine Teatro Majestic Palace. Arquivo Nirez


19. Cine Teatro Majestic Palace. Arquivo Nirez


20. Rua Senador Pompeu, pavimentação de concreto, ficus benjamim, 1958. Arquivo Nirez


21. Praça General Tibúrcio (atual praça dos Leões). Foto Sales. Década de 30, Arquivo José Augusto de Araújo


22. Atual Praça José de Alencar. 1908, Arquivo Nirez


23. Postal colorizado a mão. 1911, Arquivo Nirez


24. Café Fênix, na antiga praça José de Alencar, hoje largo do correio. 1908, Arquivo Nirez


25. Praça Fernandes Távora (do Liceu). Hoje, Gustavo Barroso. 1940, Arquivo Nirez


PRAIAS

26. Mucuripe. Década de 30. Foto Sales. Arquivo Nirez (só metade da foto)


27. (continuação da anterior)


28. Porto. 1946. Arquivo Nirez


29.Cartão Postal. Praia de Iracema. Loja Chrysantemo 1931. Arquivo Nirez


CLUBES

30.Cartão-postal colorido. Aba Film. 1950. Arquivo Nirez


31. Piscina do Náutico. Aba Film. 1958. Arquivo particular


32. Clube Líbano Brasileiro na rua Tibúrcio Cavalcante, Meireles. 1956 Arquivo particular


33.Trincheiras contra os Jagunços que vinham de Juazeiro para depor o presidente Franco Rabelo. 1914. Arquivo Nirez


Obrigado:)
 

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:applause::applause::applause::applause::applause:

Excelente thread,uma verdadeira viagem no tempo.

É uma delícia ver fotos antigas de Fortaleza,mas também é triste porque a gente percebe o quanto que a cidade sofreu com esse crescimento absurdo.

A rua Senador Pompeu (foto 20) está totalmente diferente hoje,é um monte de funerárias de um lado e do outro,e sem nenhuma árvore,nem umazinha ficou pra contar história.

Lamentável o modo como Fortaleza "enterrou" sua história.Se existisse uma máquina do tempo,eu mesmo iria impedir que essas e muitas outras árvores fossem cortadas,e também a destruição sem dó do patrimônio histórico(tá,essas casas da foto 20 não são muito antigas,mas hoje estão totalmente descaracterizadas por letreiros horrorosos e uma fiação aérea que deixa o Centro com aspecto de Índia.

E os clubes,falidos,estão sendo comprados pelas construtoras para fazer residenciais de luxo_O clube Líbano Brasileiro,que ocupava um quarteirão inteiro encravado na melhor região do Meireles,foi vendido 3/4 para a Diagonal e o resto para outra construtora,que fez o prédio onde uma colega minha mora.Hoje o quarteirão é assim:



O Náutico,último clube da Beira Mar que ainda não foi vendido,está quase falido,e daqui a pouco tempo também será vendido para outra construtora.Lamentável,só espero que a construtora conserve o prédio principal do clube,um casarão belíssimo e muito imponente.
 

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Direito Urbanístico
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O Nirez certa vez falou assim: Fortaleza não tem memória e nem terá ainda por um tempo pois seu habitantes não têm amor pela cidade. E não têm pois a maior parte de seus habitantes há muito tempo não é composta por fortalezenses. Se você for sair na rua hoje e ir perguntando ao povo de onde ele é eles irão responder que são de Quixaramobim, Pernambuco, Piauí, Sobral, Juazeiro, Cascavel, etc etc.

Isso que o Nirez disse foi realmente comprovado com uma pesquisa de 2004 (salvo engano) em que foi revelado que mais 80% dos habitantes da cidade não nasceu aqui. E é assim desde a década de 50.

Uma conseqüencia disso, dada nessa mesma ocasião pelo Nirez como exemplo, foi quando a nossa Cathedral foi condenada a demolição pelo Arcebismo da cidade, que era um religioso baiano, do qual não lembro o nome neste momento. Ele mandou demolir nossa igreja matriz e pouquíssimos foram os que levantaram a voz contra, mas quando o mesmo religioso soube que uma das mais de 350 igrejas de Salvador (sua terra natal) estava para ser demolida, abandonou tudo aqui e correu para a capital baiana iniciando um grande ato de protesto para salvá-la, pois não admitia de jeito algum que na sua terra uma única igreja entre tantas que fosse fosse ao chão.

O que houve aqui foi que a cidade não aguentou o fluxo de imigração formado principalmente de sertanejos do interior do NE, e, ao invés de absorver esse pessoal, a Fortaleza de antes foi absorvida por eles. A falta de uma elite de tradição cultural (letrada, estudada) aqui também fez falta nesse momento, pois em maior parte nossa elite aqui era formada por "novos ricos" que também não eram daqui e que só enriqueceram através do comércio depois de se estabelecerem aqui . Em sua maior parte não tinham estudo e nem eram de famílias que tinham tradição em valorizar a cultura, o saber. Para ser bem franco, eram em sua maioria "brutos recém endinheirados", e não vindo de famílias que, a exemplo das outras capitais das provincias ricas, tinham tradição em mandar seus filhos estudarem na europa, eua, etc. E a outra parte era formada de sírios-libaneses e europeus (em sua maior parte portugueses) comerciantes ex-pobres tb recem endinheirados com o comércio e recem chegados no fim do sec. XIX e nas primeiras décadas do sex. XX.

Enfim, se tivessemos naqueles tempos uma elite de tradição cultural da cidade, como em Recife e Salvador por exemplo, muito provavelmente a cidade não teria sido engolida e descarecterizada pela grande massa que a engoliu, pois haveria quem tivesse cultura a apego a cidade suficientes para gritar e denunciar contra a destruição de nosso patrimônio histórico exigindo a criação de políticas de preservação da identidade cultural e histórica da cidade à exemplo de outras capitais. O problema foi o fato de termos sido a capital de uma provincia pobre.

E a descaracterização não se deu apenas em sua estrutura, arquitetura, como também houve uma descaracterização cultural, uma grande perda de tradições culturais fortalezenses.
 

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Como são lindas as construções antigas!! Pena que no Brasil não se dá valor ao patrimônio arquitetônico. Diferente de muitos países e cidades da Europa, onde se vêem muitos prédios antigos, de séculos, verdadeiras obras de arte. Na praça do Ferreira, aquela coluna da hora dos anos 30 - não sei bem - é muito mais bonita do que a de hoje. E várias outras construções que poderiam estar de pé ainda hoje... Infelizmente o brasileiro não quer ter memória...

Parabéns pelo thread... tá muito bonito
 

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Agradeço ao Fortal por ter ajeitado as fotos. Valeu, brother:)

Amthiago: vc resumiu acertadamente a situação da nossa cidade quanto à preservação do patrimônio. Este último período foi perfeito:

"E a descaracterização não se deu apenas em sua estrutura, arquitetura, como também houve uma descaracterização cultural, uma grande perda de tradições culturais fortalezenses."

Pra ilustrar um pouco a situação façamos uma comparação do passado com o presente.

Praça Fernandes Távora (do Liceu). Hoje, Gustavo Barroso


Vejam agora o estado atual:eek:hno:
 

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