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Discussion Starter · #2 · (Edited)
Porto do Pecém busca a liderança no Nordeste

Diário do Nordeste (CE)
07/01/2004
Negócios

O Terminal Portuário do Pecém fechou o ano de 2003 com US$ 302,9 milhões de divisas, será auto-suficiente em 2004 e buscará a liderança no ranking de Portos exportadores da região. A previsão é do presidente da Companhia de Integração Portuária (Cearáportos), engenheiro José Roberto Correia Serra, para quem "o Porto do Pecém é absolutamente imprescindível para a economia cearense, gerando empregos, impostos e contribuindo para tornar superavitária a balança comercial do Estado".

O Porto do Pecém, no entanto, já lidera em volume de exportação de frutas e derivados, gerando US$ 87,9 milhões dos US$ 274,2 milhões exportados pelas instalações portuárias brasileiras.

AUTO-SUFICIÊNCIA - Para este ano, a meta de Roberto Serra é ambiciosa: "Tornar o porto auto-suficiente, financeiramente, sem precisar do aporte de recursos do Estado para as despesas de custeio, e ir ao encontro dos empresários exportadores e importadores, ou seja, buscar o dono da carga, oferecendo preços de tarifas mais competitivas, inferiores entre 30% e até 50%, no preço do frete, e oferecer um serviço ágil e mais eficiente, com completa infra-estrutura portuária".

Serra faz uma ressalva: "Nossa projeção de crescimento ainda não inclui a instalação do terminal de Tancagem de Petróleo da Pebrobras, e da instalação da Companhia Siderúrgica Cearense, cujo investimento é superior a US$ 700 milhões". Com a Tancagem, o terminal terá capacidade para movimentar gasolina e querosene de aviação, além do óleo diesel.

O Porto tem, hoje, mais de 380 mil metros quadrados de área e já sinaliza a necessidade de expansão, para atender à demanda crescente de movimentação de carga, destaca o presidente da Cearáportos. A empresa vai investir, em 2004, mais de R$ 4,4 milhões, com destaque para a instalação de mais 600 tomadas frigoríficas, com investimento no valor de R$ 2,1 milhões, além das atuais 264 já instaladas. O Porto tem um Pier de 350 metros de cumprimento, 45 de largura e outro Pier de 450 metros de cumprimento, com dois berços de atracação e calado de 15,5 metros.

Fonte: Diário do Nordeste (CE) - Negócios - Luciberto Forte

Porto do Pecém-CE tem o menor tempo de trânsito entre o Brasil e a Europa

A condição geográfica de Pecém, com o menor tempo de trânsito entre o Brasil e a Europa, média de 7 dias para chegar ao destino, funciona como um dos atrativos para conquistar os armadores. "Além disso, a produtividade na movimentação das cargas, calculada em 35 contêineres por hora, reduz o tempo do navio atracado para, no máximo, 12 horas", esclarece. O porto, com profundidade de 15,5 metros, semana passada atingiu a movimentação recorde de 59 contêineres por hora.

Na prática, a expansão projetada atende a futura Usina Siderúrgica do Ceará (USC), obra estimada em torno de US$ 700 milhões, que deverá contar com recursos do governo do estado, via Banco do Nordeste do Brasil (BNB), da ordem de US$ 50 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), US$ 150 milhões, do italiano Mediocredito Centrale, US$ 300 milhões, e o restante dividido entre a Companhia Vale do Rio Doce, italiana Danielli e a coreana Dongkook, na proporção de 20%, 30% e 50%, respectivamente.
Fonte: Portos e Navios

Terminal do Pecém lidera embarques de pescados

O terminal marítimo do Pecém, no Ceará, conquistou a primeira colocação, entre os portos brasileiros, no embarque de frutas e pescados destinados ao mercado externo. O valor desses produtos movimentados pelo porto somou US$ 225,7 milhões.

O diretor comercial do Cearáportos, Jurandir Picanço Júnior, diz que a movimentação registrada, até agora, permite estimar crescimento de 30% no volume global de cargas deste ano, comparado a 2003. Para o executivo, o terminal agrega vantagens competitivas, combinando fatores como preço do frete, localização e infra-estrutura.

O Pecém, terminal de uso privativo misto, administrado pela Cearáportos, e controlado pelo governo do estado, tem hoje 528 tomadas frigoríficas, para exportação de produtos perecíveis - número que duplicou este ano e um dos fatores importantes no aumento da movimentação do setor de fruticultura, com exportações não apenas produtores do Ceará, mas do Vale do São Francisco.

A localização estratégica também facilita o escoamento da produção nacional aos mercados da Europa e dos Estados Unidos, segundo o diretor. "Na rota dos navios de grande curso, o Pecém é o ultimo porto brasileiro antes do destino internacional, o que garante o menor tempo de trânsito, importante para mercadorias, especialmente às refrigeradas", alega.
Fonte: Gazeta Mercantil

O Ceará é atualmente:

o maior exportador nacional de castanha de caju, com 76,5% das vendas externas de todo o País

o maior produtor e exportador de camarão do Brasil

o maior exportador de lagosta do Brasil, com 47% do total exportado no País

o segundo maior produtor brasileiro de melão e responsável por 31% da exportação nacional

Fonte: Secretaria da Agricultura e Pecuária
 

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Discussion Starter · #4 ·
Obrigado, Brooklin Boy! Eu também torço a cada dia pelo Ceará, muito em breve, daqui a poucos anos, o Estado será a 2º força do Nordeste, pelas projeções...
O PIB do Estado já é maior do que o Uruguai e Paraguai e de outros 65 países. É um Tigre Asiático localizado no Brasil, com uma população que trabalha muito, com políticos sérios e competentes, tenho muito orgulho de ter morado lá e ser neto de cearense.
abs
 

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Discussion Starter · #6 ·
O Natalense said:
Putz....o Ceará tá virando uma potência...
Obrigado, amigo Natalense!
Gosto muito do RN,
também é um exemplo
de economia: gás natural,
petróleo, turismo, sal...

O Ceará é hoje o 2º maior pólo
têxtil do país, bem como diz a matéria,
o 3º pólo calçadista e o 1º pólo no NE metal-mecânico e o mais moderno nesse segmento no país.
Abaixo, O Natalense, um mapa ilustrativo: "Chaminé do Sertão"
que mostra uma geografia econômica do Estado

 

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Fortal said:
Obrigado, Brooklin Boy! Eu também torço a cada dia pelo Ceará, muito em breve, daqui a poucos anos, o Estado será a 2º força do Nordeste, pelas projeções...
O PIB do Estado já é maior do que o Uruguai e Paraguai e de outros 65 países. É um Tigre Asiático localizado no Brasil, com uma população que trabalha muito, com políticos sérios e competentes, tenho muito orgulho de ter morado lá e ser neto de cearense.
abs
Meu deus, é a Hong Kong do nordeste , vai ser ufanista assim la na China.
:) Pega leve....ninguem aguenta mais tanto ufanismo....que o estado vai bem ninguem nega, mas tu fala como se o Ceara fosse uma mistura de Finlandia com Cingapura , com pitadas de Canada.
 

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Carpe Noctem
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^ Ufanista, que eu saiba, é o ..., que por sinal é de Recife...
O Fortal é paulista, então ele não pode estar sendo bairrista nem ufanista, porque não está falando do estado dele, ele está apenas fazendo propaganda de um estado que ele gosta... pode? Não tá impondo opinião, tá apenas expondo a dele, e tu, pelo visto, está MUITO incomodado com isso...

E depois vem dizer que tão querendo criar confusão pro teu lado...
Vai entender, né...
 

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ReggaeMan said:
^ Ufanista, que eu saiba, é o ..., que por sinal é de Recife...
O Fortal é paulista, então ele não pode estar sendo bairrista nem ufanista, porque não está falando do estado dele, ele está apenas fazendo propaganda de um estado que ele gosta... pode? Não tá impondo opinião, tá apenas expondo a dele, e tu, pelo visto, está MUITO incomodado com isso...

E depois vem dizer que tão querendo criar confusão pro teu lado...
Vai entender, né...
Nao sabia que o forum tinha advogado particular. Nunca disse que queriam criar confusao pro meu lado...de onde tirou essa ideia maluca ??
Vc ta delirando cara.
 

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Carpe Noctem
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Nao sabia que o forum tinha advogado particular.
Pois agora tá sabendo...

Nunca disse que queriam criar confusao pro meu lado...de onde tirou essa ideia maluca ??
Você disse que eu tava fazendo ofensas pessoas contra você... E falou que não ia entrar nessa de briguinhas, e tal... não lembra?
 

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ReggaeMan said:
Pois agora tá sabendo...


Você disse que eu tava fazendo ofensas pessoas contra você... E falou que não ia entrar nessa de briguinhas, e tal... não lembra?
É de não acreditar... em que mundo vc vive??
Ahhh , ja sei a resposta, pelo menos o estado em que vc vive eu sei.
 

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Discussion Starter · #12 · (Edited)
Nunca falei que o Ceará fosse uma mistura de Finlandia com Cingapura , com pitadas de Canada. Não sou ufanista, sou um eterno apaixonado pelo Ceará. Sei muito bem que o Estado como o Nordeste, em geral, precisa melhorar. Eu coloquei uma informação anterior sobre o maior navio do mundo que saiu lá do Pecém e depois vc colocou um thread que Suape recebeu primeiro. Não quero competir isso. Aliás, vc sabe que em Pecém sempre vai receber os navios por último? é uma decisão estratégicaa, pois o porto é o ultimo a receber navios pela menor distância da Europa e EUA. Parabéns Pecém!
Qual o problema de mostrar revistas escaneadas, fotos e informações e notícias? Adoro mesmo o Ceará, como disse o Reggae, numa mesa-redonda seja de família ou de amigos, sempre vou defender e apoiar o Estado. Sei que muita coisa precisa ser feita lá, pois tanto o Ceará como Pernambuco são estados Pobres Socialmente. Mas, quero vê-lo como a segunda potência do Nordeste, já que o PIB baiano é muito grande e engole o Ceará e Pernambuco juntos. E tem projeções de ser, segundo estudos econômicos, basta atrair grandes projetos. Quero ver o Estado entre as 8 maiores potências do Brasil. Torço para isto. Torço também para que muitos investimentos aportem lá, pois o Estado está preparado logisticamente para receber grandes projetos industriais.
Carecife, vamos ser amigos, e levar os artigos e opiniões numa coisa legal, vamos respeitar as opiniões, se vc quiser não ser, tudo bem, eu tenho um amigo de Pernambuco que é o Ap_Recife que desde o começo que entrei aqui tem sido amigo e educado. Qual o problema de eu achar que o Ceará é um Tigre Asiático? O Nordeste todo precisa crescer, vamos pensar nisso, e eu torço muito pra isso e, é claro, pro Ceará também. Um dos primeiros threads que postei aqui, em novembro de 2004, vc veio dizendo Salvador e Recife tem mais prédios...Poxa, quanta disputa, vamos esquecer isso, veja quantos fotos de Recife que postei aqui...
Bom, sei lá, era isso que eu tinha a dizer...
Abraços
 

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Discussion Starter · #13 ·
Veja um artigo de um pernambucano, do Jornal do Comércio, de Recife.
Ele fala sobre o Ceará...Bom, não é só eu que falo...hehe

Ceará: um caso muito especial na Região
por JODEVAL DUARTE

Dois episódios aparentemente acidentais e incomunicáveis dão uma idéia muito rica do que é o Ceará hoje. O primeiro vem de uma entrevista com um governante de outro Estado nordestino que, referindo-se ao sucesso de seu vizinho, dizia com um sorriso irônico que "tudo é uma questão de marketing"; num segundo momento, um técnico da Sudene comentava as dificuldades que os Estados nordestinos vão enfrentar com o ajuste fiscal e fazia uma ressalva: "Exceto o Ceará, que fez o ajuste há 10 anos, no primeiro governo Jereissati".

Quando o governo federal começou a planejar o ajuste fiscal, o secretário da Fazenda, Ednilton Soárez, declarou que o Ceará não precisava se submeter porque havia fechado o primeiro semestre de 98 com um superávit de R$ 1,12 bilhões. Para uma receita de R$ 2,44 bilhões, a despesa ficou em R$ 1,32 bilhões. Graças ao ajuste iniciado oito anos atrás, reforçado com a venda da empresa estadual de energia, a Coelce.

O Ceará explica sua credibilidade como "resultante de um esforço de transformação da estrutura de administração estadual e de seu equilíbrio fiscal". Um trabalho que possibilitou, no governo Ciro Gomes e no retorno de Jereissati a captação de mais recursos nacionais e internacionais, para complementar financiamentos de programas de expansão da infra-estrutura social e econômica.

Mas as diferenças são marcantes. A começar pelo estilo de governar. Todo mundo está cansado de saber que o empresário Tasso Jereissati instalou no Ceará um modelo de administração pública que pode ser aplicado a qualquer grande empreendimento privado. E vice-versa. Foi criticado e enaltecido nos primeiros momentos. Hoje, se impõem dados que lhe são favoráveis. Tanto que, apesar do estrago que fez na estrutura estatal tradicional, fez seu sucessor, Ciro Gomes, voltou ao poder e se reelegeu com folga no primeiro turno.

Para fazer o sucesso que faz, o Ceará conta, certamente, com um bom sistema de comunicação, mas não é tudo. O sistema está ligado ao ritmo da administração e a alguns programas que são capazes de notabilizar qualquer governante. É o caso de Pecém, um complexo industrial portuário com seis anos de história bem sucedida e avanços mais expressivos que Suape, em Pernambuco, que se arrasta há 20 anos.

Pecém é fruto da segunda administração de Tasso Jereissati e consta do programa de governo que está se iniciando como uma das prioridades voltadas para a geração de emprego e renda. Para o complexo industrial e portuário, a 50 quilômetros de Fortaleza, estão destinados os dois maiores empreendimentos para a estrutura produtiva do Estado: uma siderúrgica e uma refinaria de petróleo. Para funcionarem essas duas alavancas na economia cearense, Jereissati oferece em Pecém um gasoduto, usina termelétrica, rodovias, ferrovia, açudes e obras de infra-estrutura. Um trabalho que ocupa hoje 6.050 pessoas.

A siderúrgica vai representar um investimento de US$ 800 milhões e estará pronta até o final deste ano, fruto de parceria entre a Companhia Siderúrgica Nacional e uma empresa norte-americana. Com ela, o Ceará vai produzir aços planos, abrindo caminho para o crescimento de um pólo metal-mecânico . O gasoduto que permite o empreendimento está sendo construído pelo governo federal, através da Petrobrás. Vai transportar 2,8 milhões de metros cúbicos de gás natural do Rio Grande do Norte para abastecer a Usina Termelétrica de Pecém.

A voracidade cearense não parou aí. Outras grandes obras foram realizadas ou estão em curso. Uma delas, o Aeroporto Internacional Pinto Martins, moderníssimo, botou o Ceará na rota dos vôos internacionais e dos grandes aviões de carga. Outras são visíveis a quem chega a Fortaleza: todos acessos rodoviários estão sendo duplicados. As estradas turísticas estão pavimentadas e o saneamento chega a locais até pouco tempo inimagináveis.

DAS ÁGUAS - Muito além dos efeitos que provocam no perfil do Ceará hoje o ajuste fiscal, a modernização da máquina administrativa e a realização de grandes obras, há sinais de que Tasso Jereissati pretende ficar na história pelo trabalho que vai deixar concluído em seu segundo governo na área de recursos hídricos. Para isso, ele desenvolve o Projeto Caminho das Águas, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O projeto está dando resultados práticos, como a falta de racionamento d'água em Fortaleza apesar da seca no Estado. O Caminho das Águas prevê investimentos de US$ 301 milhões, um valor pequeno para o objetivo: perenização de 3.100 quilômetros de cursos d'água, construção de 1.915 quilômetros de adutoras, 521 quilômetros de canais, 60 açudes, 32 mini-usinas hidrelétricas. Concluído o trabalho, Jereissati terá deixado um Estado livre dos rigores do semi-árido. Mesmo com a seca, haverá água para matar a sede dos cearenses.
 

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Discussion Starter · #14 · (Edited)
Outro artigo, tinha um outro do Chico Anysio, só que não consigo mais achar

Este daqui é outro

por JOMAR MORAIS
O Nordeste ficou pequeno demais para cearenses e pernambucanos? Claro que não. A região, responsável por 15,5 % do PIB brasileiro, está longe de alcançar o ponto de equilíbrio em seu processo de industrialização e os dois estados exibem muitos atrativos ao capital privado. A questão é que nestes tempos de competição acirrada o Ceará parece ter se preparado melhor do que Pernambuco para atuar numa conjuntura em que não bastam subsídios fiscais para atrair investimentos. O problema é que os rivais cearenses estão na sua cola - e com muita vontade de ultrapassá-lo.
Conta a seu favor dos a criação de outras vantagens competitivas para as empresas e, sobretudo, uma política de desenvolvimento industrial traçada há 12 anos por empreendedores locais, com focos bem definidos e sem burocracia.
Mas isso não explica o que os números vêm mostrando há quase 20 anos: o fôlego do Ceará na corrida do PIB, prestes a arrebatar de Pernambuco o segundo lugar regional. Em 1980, o produto cearense foi de 8,73 bilhões de reais contra 12,79 bilhões de Pernambuco. A vantagem pernambucana era de 46,5% sobre o rival. No ano passado, com o PIB do Ceará atingindo 19,47 bilhões de reais, contra 20,68 bilhões de Pernambuco, essa vantagem caiu para pouco mais de 6%. A persistirem nesse rítmo, os cearenses passarão à frente e aí será estabelecida uma meta mais audaciosa, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Raimundo Viana: encostar na Bahia, cujo PIB de 39 bilhões de reais garante a liderança folgada no Nordeste.
A marcha lenta de Pernambuco é visível também na estatística dos novos empreendimentos industriais. Nos últimos três anos, apenas 52 empresas instalaram unidades produtivas no Estado. Outras 82 tocam projetos de ampliação e modernização de plantas já existentes. No mesmo período, entraram em funcionamento no Ceará 140 novas indústrias e outras 174 iniciaram a construção de suas unidades. No semestre passado, levantamento feito pela economista Denise Rodrigues, do BNDES, indicava que as intenções de investimentos privados, entre 1997 e 2002, eram de 4,3 bilhões de reais no Ceará, quase o dobro dos 2,4 bilhões em Pernambuco.
A diferença é que o Ceará vem sendo beneficiado por iniciativas consensuais e técnicas de gestão que dificilmente se viabilizariam na atmosfera de radicalismos ideológicos que pulverizam a ação das elites pernambucanas. "Não há dúvida de que estamos perdendo dinamismo", admite o empresário da construção civil Jorge Corte Real, presidente da Fiepe.
Um dos segredos do sucesso cearense é a capacidade de não desperdiçar energias. O esforço de atração de investimentos está concentrado em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De cada um desses estados foi atraído um nome de peso, capaz de implantar no Ceará indústrias âncoras que servissem de referenciais para outros investidores. Por exemplo: em São Paulo elegeu-se a Vicunha; no Rio Grande do Sul, a Grendene. Seguindo as pegadas desses grandes grupos vieram outras indústrias têxteis e calçadistas, que consolidaram pólos de mão-de-obra intensiva em Fortaleza e no interior do Estado.
Recentemente a Antártica e a Kaiser decidiram produzir no Ceará. O governo local aproveitou para levar a Metalic, que produz latas para cerveja e refrigerantes, e já está negociando com um fabricante de grades. Com os investimentos na área têxtil, como a moderna unidade do Grupo Vicunha, foi fácil também atrair a japonesa YKK, maior fabricante de zíper do mundo. A Avon foi cercada - e aceitou instalar um centro de distribuição em Fortaleza - porque esse foi o jeito que os cearenses encontraram para arrastar cinco fabricantes de moda íntima cujos produtos são comercializados pela empresa. O hotel Caesar Park de Fortaleza, uma das empresas do Marquise, foi o primeiro do Brasil a conquistar o certificado ISO 9001, operando exclusivamente com mão-de-obra local. Outro exemplo é o da metalúrgica Durametal, do engenheiro Fernando Cirino. A empresa, cearense da gema, é fornecedora dos tambores de freio usados em veículos pesados da Mercedes e exporta para 20 países, sob a garantia do certificado ISO 900.
 

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Discussion Starter · #15 · (Edited)
ReggaeMan said:
^ Ufanista, que eu saiba, é o ..., que por sinal é de Recife...
O Fortal é paulista, então ele não pode estar sendo bairrista nem ufanista, porque não está falando do estado dele, ele está apenas fazendo propaganda de um estado que ele gosta... pode? Não tá impondo opinião, tá apenas expondo a dele, e tu, pelo visto, está MUITO incomodado com isso...

E depois vem dizer que tão querendo criar confusão pro teu lado...
Vai entender, né...
Reggae, vc tem toda razão! Eu admiro um Estado chamado Ceará, berço do meu avô e terra que pouco vivi. :) Tenho uma pilha de reportagens, revistas, anuários, meu Deus, se vc visse que os articulistas falam. Quem sou EU pra falar sobre o Ceará, agora que disse pela primeira vez que o Estado é um Tigre Asiático. Muitos articulistas que tenho em revistas, dizem até mais," Um sopro de prosperidade, uma ilha de desenvolvimento no Brasil, a receita do sucesso chamado Ceará, o campeão de crescimento no Brasil", são essas frases que tenho, dentre outras, tal. Eu sei que muita coisa precisa ser feita lá, tenho a noção disso. É apenas uma gota do oceano, seria bom se o Estado fosse rico igual SP; Mas, também fico contente de ver o Estado crescendo.
Como eu sei, Reggae, que vc gosta de PIB, aí vai uma tabela abaixo que escaniei da minha revista do CEARA BALANÇO ANUALdos anos 2000/2002. Dizia que o Ceará ficou praticamente empatado com PE, com uma distância super pequena de diferença, o que é muito salutar. Motivo, diz a revista: investimentos que chegam a quase 10 bilhões até 2005.
valeu!

 

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Carpe Noctem
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^ Não sei, tinham feito uma tabela num thread com o IDH de todos os estados do Brasil, eu acho... mas o thread já foi apagado... =T

É de não acreditar... em que mundo vc vive??
Ahhh , ja sei a resposta, pelo menos o estado em que vc vive eu sei.
O QUÊ QUE TEM A VER, isso que tu disse...?

Fortal, obrigado pela tabela, não sabia que o CE tava tão perto assim de PE!
E nem que a Bahia tava tão isolada... =P Mesmo assim o PIB do Nordeste não é dos maiores, né... =T
E pois é, acho muito legal que tu gosta tanto assim do Ceará, e realmente coisas como investimentos, PIB, IDH, não é uma questão de opinião, é fato! Se as informações estão erradas, a culpa é da fonte... =)
 

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Discussion Starter · #18 ·
Valeu, Reggae! Esses artigos acima que coloquei, um do Jornal do Comércio e o outro que fala sobre a rivalidade econômica de PE e CE, tenho eles já arquivados numa pasta Word...hehe Todas os artigos e notas sobre economia do Ceará estou começando a guardar no computador, fora as revistas da Gazeta Mercantil que tenho. Devido acho a crise desse jornal, não sei se fizeram mais "Balanço Anual" dos Estados. Do Ceará tenho 4 revistas: 95 / 96 / 98/ 2000/2002

@Mopc: O IDH dos estados do Nordeste, infelizmente, ainda deixa a muito desejar. Por isso, que os estados tem até uma economia relativamente boa, veja os PIB acima na tabela, porém ainda os Estados do Nordeste são Pobres do ponto de vista SOCIAL.

Segue abaixo, o IDH, Considerações do último, de 2003
o Ceará está em 19º, foi o que mais subiu no ranking brasileiro
Isso mostra que o governo do Estado há anos se preocupa em melhorar

Em todos os estados brasileiros, a educação foi o componente que mais influiu no aumento do IDH-M, sendo que em 21 deles, sua participação foi maior que 50% do acréscimo. O aumento do componente longevidade contribuiu positivamente para o crescimento do IDH-M em todos os estados, variando entre 15,15% (Santa Catarina) e 39,02% (Roraima) do acréscimo total do índice. Já o componente renda, apesar de sua contribuição para o acréscimo geral do IDH-M do Brasil, apresenta grandes variações quando são analisados os estados individualmente. A participação da renda varia entre –37,64 % (Roraima) até 35,15% (Santa Catarina).

Os cinco estados com maiores IDH-M no Brasil são, respectivamente, Distrito Federal (0,844), São Paulo (0,814), Rio Grande do Sul (0,809), Santa Catarina (0,806) e Rio de Janeiro (0,802), situando-se na faixa de alto desenvolvimento humano. Todos os demais encontram-se na categoria de médio desenvolvimento humano. Os cinco IDH-M mais baixos são: Alagoas (0,633), Maranhão (0,647), Piauí (0,673), Paraíba (0,678) e Sergipe (0,687). Em 2000, como em 1991, nenhum estado situou-se na faixa de baixo desenvolvimento humano.

Os estados que mais aumentaram o índice, entre 1991 e 2000, foram, respectivamente, o Ceará (passou de 0,597 para 0,699), Alagoas (de 0,535 para 0,633), Maranhão (de 0,551 para 0,647). Em contrapartida, os que menos cresceram foram: Distrito Federal (de 0,798 para 0,844), São Paulo (0,773 para 0,814) e Roraima (0,710 para 0,749). Isso reflete, parcialmente, o fato de que é mais difícil crescer a partir de um patamar mais alto do que de um mais baixo.

Os estados que mais subiram no ranking foram o Ceará (subiu da 23ª para a 19ª posição) e o Mato Grosso (da 12ª para a 9ª posição). Rondônia, Tocantins, Bahia e Goiás ganharam duas posições cada um. Os que mais caíram no ranking foram Roraima (da 8ª para 13ª posição), Amazonas (da 14ª para 17ª) e Acre (18ª para 21ª). Sergipe e Pernambuco perderam duas posições cada. Os demais estados ou permaneceram na mesma colocação ou tiveram variação de uma posição para mais ou para menos.

TABELA essa que achei vai até o ano 2000

Redação - RankBrasil
Estados IDH em 1991 IDH em 2000
1° Distrito Federal 0,799 0,844
2° Santa Catarina 0,748 0,822
3° São Paulo 0,778 0,820
4° Rio Grande do Sul 0,753 0,814
5° Rio de Janeiro 0,753 0,807
6° Paraná 0,711 0,787
7° Mato Grosso do Sul 0,716 0,778
8° Goiás 0,700 0,776
9° Moto Grosso 0,685 0,773
10° Minas Gerais 0,697 0,773
11° Espírito Santo 0,690 0,765
12° Amapá 0,691 0,753
13° Roraima 0,692 0,746
14° Rondônia 0,660 0,735
15° Pará 0,650 0,723
16° Amazonas 0,664 0,713
17° Tocantins 0,611 0,710
18° Pernambuco 0,620 0,705
19° Rio Grande do Norte 0,604 0,705
20° Ceará 0,593 0,700
21° Acre 0,624 0,697
22° Bahia 0,590 0,688
23° Sergipe 0,597 0,682
24° Paraíba 0,561 0,661
25° Piauí 0,566 0,656
26° Alagoas 0,548 0,649
27° Maranhão 0, 543 0,636

Cidades IDH em 1991 IDH em 2000
1° São Caetano do Sul (SP) 0,842 0,919
2° Águas de São Pedro (SP) 0,848 0,908
3° Niterói (RJ) 0,817 0,886
4° Florianópolis (SC) 0,824 0,875
5° Santos (SP) 0,838 0,871
6° Bento Gonçalves (RS) 0,799 0,87
7° Balneário Camburiú (SC) 0,797 0,867
8° Joaçaba (SC) 0,816 0,866
9° Porto Alegre (RS) 0,824 0,865
10° Fernando de Noronha(DE) 0,759 0862
11° Carlos Barbosa (RS) 0768 0,858
12° Caxias do Sul (RS) 0,793 0,857
13° Joinville (SC) 0,779 0,857
14° Jundiaí (SP) 0,807 0,857
15° Vinhedo (SP) 0,789 0,857
16° Curitiba (PR) 0,799 0,856
17° Selbach (RS) 0,796 0,856
18° Vitória (ES) 0,797 0,856
19° Blumenau (SC) 0,813 0,855
20° Luzerna (SC) 0,764 0,855
21° Ribeirão Preto (SP) 0,822 0,855
22° Lacerdópolis (SC) 0,734 0,854
23° Santana de Paraíba (SP) 0,790 0,853
24° Campinas (SP) 0,811 0,852
25° Ivoti (RS) 0,794 0,851
26° Quatro Pontes (PR) 0,742 0,851
27° Saltinho (SP) 0,781 0,851
28° Videira (SC) 0,774 0,851
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Bom, pelo menos mostra que todos os estados do Brasil melhoraram, ou seja, nenhum piorou. Bom saber tbm que nenhum estado do Brasil está situado na faixa de baixo IDH. ;)
Fortal said:
Os estados que mais aumentaram o índice, entre 1991 e 2000, foram, respectivamente, o Ceará (passou de 0,597 para 0,699), Alagoas (de 0,535 para 0,633), Maranhão (de 0,551 para 0,647). Em contrapartida, os que menos cresceram foram: Distrito Federal (de 0,798 para 0,844), São Paulo (0,773 para 0,814) e Roraima (0,710 para 0,749). Isso reflete, parcialmente, o fato de que é mais difícil crescer a partir de um patamar mais alto do que de um mais baixo.
Mas isso é óbvio, né Fortal. :lol: Por exemplo: algo que sobe de 1 para 2 teve um aumento de 100%, mas se vc subir de 2 para 3, cai para 50%, apesar do aumento ter sido da mesma 1 unidade nos dois casos. Normalmente, em qualquer ranking, as posições mais baixas estão muito mais próximas entre si do que as posições que disputam o topo. Portanto, qualquer pequeno aumento numa posição mais baixa é suficiente para subir vários postos, enquanto que numa posição mais alta serviria apenas para se distanciar um pouco daquele que está exatamente abaixo ou se aproximar um pouco daquele que está exatamente acima, sem haver nenhuma mudança de posição efetiva. É só uma pequena explicação de porque o Ceará avançou 4 posições, mas é claro que não devemos deixar de parabenizar o avanço cearense, principalmente porque significa que o crescimento foi maior do que o dos outros estados que ele conseguiu ultrapassar. :)
 
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