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❝O Norte é meu norte!❞
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Por décadas a imensidão do rio Amazonas foi o principal desafio para que o país pudesse levar energia elétrica para esta região, assim como também para produzir aqui e leva-la para as demais regiões do país, vide projetos não continuados de hidrelétricas na Calha Norte do rio Amazonas.

Tive o privilégio de, ao navegar pelo rio Amazonas, me deparar com duas enormes estruturas que tem a função de transpor os cabos de energia elétrica da Linha de Transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus sobre o rio Amazonas.
O “Linhão” atravessa o rio Amazonas em duas etapas na ilha de Jurupari, próximo à cidade de Almeirim-PA. A primeira em um vão de 1,6 km da margem direita do Amazonas até a torre 238 na Ilha e o outro, dela até a torre 241, construída na margem esquerda do Rio Amazonas, com 2,2 km de largura, permitindo, enfim, a integração dessa região do país ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Mais do que isso, em minha opinião, um projeto estratégico visando a exploração futura do potencial hídrico de certos afluentes da margem esquerda do Rio Amazonas, como o Trombetas, Erepecuru, Jari, Paru, possibilitando a retomada de antigos projetos.

Cada torre possui 320 m, segundo o que me relatou um dos engenheiros envolvidos na obra, praticamente da mesma altura da torre Eiffel em Paris, e pesa 2.400 toneladas.
As torres foram erguidas com tecnologia chinesa pela empresa Isolux Córsan e impressiona pela grandiosidade, impreessão que tentarei repassar à vocês através de fotos.



1. Início da montagem da torre 238, sobre uma base cuja fundação possui 390 pilares construídos com tubulação em metal, concreto e ferro, a 30 m de profundidade

Foto: Isolux Córsan

2. idem

Foto: Isolux Córsan

3. De muito longe, já se vê as torres

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12. Os cabos sobre o Amazonas

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13. Início da montagem da torre 241, na Serra da Velha Pobre

Foto: Cimento Itambé

14.

Foto: Isolux Córsan
 

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Muito bom.

Continue sempre atualizando Renato. :eek:kay:
 
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Quando eu fiz a viagem Macapá-Santarém de navio em dezembro do ano passado, vi de perto essas torres e passei debaixo desses cabos. Hihihi...
Elas são muito altas mesmo. Nessa travessia elas foram projetadas para que grandes navios de carga, petroleiros, etc passem com tranquilidade por baixo de toda essa "fiação". Encontraram até uma cobra de mais de 20 metros enquanto faziam as fundações da torre que fica na Serra da Velha Pobre (mas os trabalhadores ficaram com medo e meteram o trator em cima da coitada :eek:hno: ).
Valeu por mostrar essa grande obra de engenharia aqui no SSC, Renato! E bem-vindo à Macapá!
 

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Terra de ricas florestas
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Égua, um dia desses estavamos comentando sobre essa importantissíma obra aqui no trabalho!!
 

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Na foto 12 percebe-se que essas duas torres estão muito inclinadas.Algum probleminha de engenharia ou foram projetadas para estarem inclinadas assim mesmo?! Imaginei que elas ficariam totalmente em pé.
 

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Na foto 12 percebe-se que essas duas torres estão muito inclinadas.Algum probleminha de engenharia ou foram projetadas para estarem inclinadas assim mesmo?! Imaginei que elas ficariam totalmente em pé.
É efeito da foto, com lente olho-de-peixe. Note que a superfície da água também está levemente curva, como se acompanhasse a superfície terrestre - o que seria impossível de se perceber do solo.

Já tinha visto esse thread, mas não tinha reparado que cada torre tem 320 metros de altura... Impressionante!
 
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