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UFPR deve aumentar seu patrimônio
Administração visa adquirir terrenos para atender às metas do Reuni e regularizar a situação de dois campi
Reportagem Juliane Massaoka
Edição Chico Marés


Para abrigar mais vagas e novos cursos, previstos pelo Reuni, a UFPR precisa expandir sua estrutura física. A aquisição do edifício Teixeira Soares, ex-sede paranaense da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), foi o primeiro passo de um caminho que promete levar à solução de problemas relacionados aos campi. Agora, a prioridade é regularizar os imóveis ocupados pelos cursos de Artes, no Batel, e Comunicação Social, no Juvevê, que oficialmente pertencem ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Edifício Teixeira Soares, na esquina da rua João Negrão com a avenida Sete de Setembro, foi solicitado pela UFPR assim que a União o colocou à disposição de um órgão público. Segundo Flávio Zanette, pró-reitor de administração, o prédio já foi garantido à universidade pelo Ministério do Planejamento. No dia 14 de abril iniciou-se a tramitação para sua transferência. A universidade também tem interesse em um imóvel na esquina das Marechais Floriano e Deodoro, pertencente ao SUS. Mas em primeiro plano está a regularização dos campi de Artes e de Comunicação Social.

Segundo Fabrício Kleinibing, gerente-executivo do INSS em Curitiba, há grande interesse em transferir oficialmente a posse desses imóveis para a universidade, uma vez que o instituto não os ocupa e não tem essa pretensão. “Estamos buscando uma alternativa legal que viabilize nossas intenções, pois não há motivos para expulsar a UFPR de prédios que não serão utilizados pelo INSS”, diz ele. Porém os processos jurídicos necessários para que a transferência ocorra não são simples.

Jordão Violin, assessor jurídico do Tribunal de Justiça, explica que os bens do INSS são, em última análise, patrimônio público. Sendo assim, cabe ao instituto administra-los com impessoalidade, de maneira que atendam ao interesse da coletividade. Para evitar que esses bens sejam utilizados de forma indevida, a lei restringe bastante as possibilidades de doação e venda. “Há que se seguir um procedimento mediante o qual se possa controlar os atos de disposição do patrimônio público, para evitar desvio de finalidade ou abuso de poder” diz ele. Por isso, o processo de transferência de edifícios que estão no nome do INSS torna-se tão complexo na esfera jurídica.

A alternativa encontrada para regularizar a posse da UFPR sobre os edifícios do Batel e do Juvevê foi negociar a troca desses imóveis por um terreno pertencente ao Patrimônio Geral da União, próximo ao aeroporto de Maringá. “O INSS não pode doar terrenos para a UFPR, mas a União pode. Dessa forma, é provável que a União passe o terreno de Maringá para o nome da universidade. Depois disso, esta o ‘trocaria’ pelos edifícios nos quais está interessada” explica Kleinibing. Assim, os campi seriam regularizados e o INSS utilizaria a área adquirida para construir um prédio próprio para sua administração no interior.

Essa transação pode esbarrar em alguns empecilhos jurídicos. Um deles é o valor dos patrimônios a serem permutados. Já foram avaliados pelos critérios da Caixa Econômica Federal os edifícios do Batel – em aproximadamente três milhões e meio de reais– e do Juvevê – em aproximadamente oito milhões de reais–, somando juntos quase 11,5 milhões de reais. O prédio que o INSS pretende construir em Maringá ocuparia cerca de quatro mil metros quadrados, área que, provavelmente, possui um valor bem menor, o que dificulta a troca.

O gerente ressalta que as negociações estão sendo feitas na esfera administrativa e existem boas intenções de todos os lados, porém é preciso encontrar respaldo jurídico e não se sabe quanto tempo isso pode levar. “Provavelmente será feita uma reunião com Zanette no dia 12, para discutir melhor o assunto. Por enquanto, não há nada de concreto, mas tudo indica que a universidade não terá que abandonar nenhum campus” finaliza Kleinibing.

Reestruturação espacial

Segundo o pró-reitor, a principal proposta de remanejamento é agrupar toda a administração da UFPR no edifício Teixeira Soares. Com isso, pretende-se criar espaços em outros prédios, como a reitoria, e poderá haver movimentação de cursos dentro dos campi existentes. “É muito provável que o curso de Psicologia, que está no Prédio Histórico, vá para áreas liberadas na reitoria, por exemplo”, diz ele.

Zanette acredita na possibilidade de os cursos de Artes e Comunicação Social ficarem onde estão. “Não iremos ceder nenhum campus para outro órgão federal, essa fase está vencida” afirma. No edifício Teixeira Soares foi instalado um escritório para que engenheiros da universidade façam a avaliação do local e dêem a ele o destino mais apropriado. Já o prédio situado na esquina das Marechais deverá ser utilizado para o setor de saúde- com atendimento social e convênios com a prefeitura.

Para que as obras fiquem prontas, o pró-reitor estima um tempo de aproximadamente um ano. Portanto, dificilmente os cursos existentes sairão de onde estão até o segundo semestre de 2009. O que existe é a possibilidade de serem implantados, já em seu local definitivo, as turmas e cursos novos, que fazem parte de um compromisso com o Reuni. Para isso já estão sendo realizadas obras nos campi existentes e há projetos em processo de licitação para mais reformas e construções.

O responsável por definir a localização de cada curso dentro da nova estrutura física da universidade é o novo Plano Diretor. Sua nova comissão, já aprovada pelo Conselho Universitário, está elaborando propostas de remanejamento de cursos existentes e instalação de novos, visando atender às expectativas do Reuni.Zanette garante, no entanto, que sempre existe uma consulta aos diretores das unidades, representantes dos docentes, discentes e técnicos para a sua implantação. O pró-reitor faz questão de salientar que ainda não existe nada de definitivo. “Até então temos apenas perspectivas, manifestações e estudos para a melhor adequação e localização das diferentes unidades da UFPR”, conclui.

http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3527

Interessante...
:banana:
 

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Mas, com o perdão da ignorância, a sede continuará naquele prédio bonitão, com aquelas colunas romanas?
 

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Discussion Starter · #4 ·
^^ Se refere em que sentido? A UFPR é um pouco espalhada.
 

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Já em obras e inaugura ano que vem pelo jeito.

Algumas imagens:









Já vai dar uma GRANDE revitalizada na região entre o Shopping e a Rodoviária. Se sair o comercial da Thá/Hugo Peretti do outro lado da rua e somando aos empreendimentos da Invespark e na região e os outros prédios que estão saindo no Rebouças, será um passo importantíssimo no processo de "não degradação" da região central.
 

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M.Salim
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Júlio: O prédio bonitão :) é a sede histórica e também será reformando nos próximos anos. A UFPR tem varios campi, esse acima é um novo que utilizará um prédio da RFFSA que será reformado para tal.

O maior campus disparado da UFPR é o Centro Politécnico que fica bem distante do centro e abriga os cursos de exatas, engenharias, biologia, ciências médicas (esqueci de algum?), e, mais ou menos próximo a ele, no mesmo complexo, tem os prédios das sociais aplicadas. Já no centro de Curitiba, fora o prédio histórico, tem o campus da Reitoria (que também está sendo reformado) que abriga humanas e sociais, mas que está ficando pequeno, e por conta disso esso esse prédio novo descrito neste thread está sendo construído. Ele ficará ao Lado do Shopping Estação e bem próximo do campus central da UTFPR (nossa segunda universidade federal em Curitiba). Para completar, a UFPR tem mais um campus em um outro bairro, que é o campus das Ciências Agrárias.

Com relação a região deste novo campus, ela realmente vai ter um "up". Tem esse novo campus, o empreendimento comercial citado acima, novos prédios, etc. Tem também o possível terceiro campus da UTFPR que não ficará tão longe (ocupará o antigo prédio do Batalhão perto da Rodoviária). Vale lembrar também que a Eufrásio Correia será um grande "Terminal Central" que interligará o Linha do Metrô com as demais linhas do BRT: Leste-Oeste, Linha Verde e Boqueirão (estes últimos não tenho certeza, mas acho que sim...). Nos próximos 5 ou 10 anos a região ficará impressionante!

Legal ver todos esses campi das duas universidades muito próximos aos eixos centrais de transporte. Além disso vale lembrar que até mesmo o segundo (e distante) campus da UTFPR (Ecoville) também fica no entorno do eixo oeste do BRT e o Centro Politécnico da UFPR terá o BRT do eixo da Linha Verde para serví-lo.
 

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é... acho que nada, né?
?? Você questiona sobre o andamento da obra? que possa estar parada?
Se for esse o caso, fique tranquilo.. a obra está a toda.. esse prédio da entrada já está no terceiro andar, e tem uma movimentação grande terra no terreno, tubulaçoes etc..
 

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?? Você questiona sobre o andamento da obra? que possa estar parada?
Se for esse o caso, fique tranquilo.. a obra está a toda.. esse prédio da entrada já está no terceiro andar, e tem uma movimentação grande terra no terreno, tubulaçoes etc..
Ótimo, ótimo! É que eu já passei algumas vezes por aí e nunca vi movimentação nenhuma! Apesar de eu estar "fugindo" (a ufpr não me aceitou pela segunda vez, hehe) para a federal no rio grande do sul, eu adoro a ufpr!! hahaha
 

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Nossa.. esse thread é das antigas!
Pra te responder vou quotar a mim mesmo...

?? Você questiona sobre o andamento da obra? que possa estar parada?
Se for esse o caso, fique tranquilo.. a obra está a toda.. esse prédio da entrada já está no terceiro andar, e tem uma movimentação grande terra no terreno, tubulaçoes etc..
hahaha... Como eu era otimista!!
A obra continua, mas agora já faz uns 8 meses que entrou em ritmo extremamente lento... Se vejo uns 2 ou 3 funcionários é muito. Se bobear devem só fazer alguma manutenção preventiva.

Nesse ritmo nem em 5 anos acabam essa obra...
 

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o melhor está por vir
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Obra da UFPR rápida? Isso não existe. O RU do Botânico demorou 2 anos para ficar pronto, sendo que o prazo inicial era 6 meses. Isso que foi inaugurado com um acesso provisório.
 

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Discussion Starter · #14 ·
O prédio de Exatas no Politécnico já está pronto faz um tempo.
Mas aí faltam as partes internas, que é outra licitação e todos aqueles mimimis de sempre...
 

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Curitiba/Porto Alegre
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Júlio: O prédio bonitão :) é a sede histórica e também será reformando nos próximos anos. A UFPR tem varios campi, esse acima é um novo que utilizará um prédio da RFFSA que será reformado para tal.

O maior campus disparado da UFPR é o Centro Politécnico que fica bem distante do centro e abriga os cursos de exatas, engenharias, biologia, ciências médicas (esqueci de algum?), e, mais ou menos próximo a ele, no mesmo complexo, tem os prédios das sociais aplicadas. Já no centro de Curitiba, fora o prédio histórico, tem o campus da Reitoria (que também está sendo reformado) que abriga humanas e sociais, mas que está ficando pequeno, e por conta disso esso esse prédio novo descrito neste thread está sendo construído. Ele ficará ao Lado do Shopping Estação e bem próximo do campus central da UTFPR (nossa segunda universidade federal em Curitiba). Para completar, a UFPR tem mais um campus em um outro bairro, que é o campus das Ciências Agrárias.

Com relação a região deste novo campus, ela realmente vai ter um "up". Tem esse novo campus, o empreendimento comercial citado acima, novos prédios, etc. Tem também o possível terceiro campus da UTFPR que não ficará tão longe (ocupará o antigo prédio do Batalhão perto da Rodoviária). Vale lembrar também que a Eufrásio Correia será um grande "Terminal Central" que interligará o Linha do Metrô com as demais linhas do BRT: Leste-Oeste, Linha Verde e Boqueirão (estes últimos não tenho certeza, mas acho que sim...). Nos próximos 5 ou 10 anos a região ficará impressionante!

Legal ver todos esses campi das duas universidades muito próximos aos eixos centrais de transporte. Além disso vale lembrar que até mesmo o segundo (e distante) campus da UTFPR (Ecoville) também fica no entorno do eixo oeste do BRT e o Centro Politécnico da UFPR terá o BRT do eixo da Linha Verde para serví-lo.
Eu também acho. É louvável tudo o que a universidade faz e representa. Só um comentário, até para não perder a chance de reclamar, quando se pensou no Centro Politécnico (pelo manos é um estória que me contaram, e é coincidentemente parecida com a UFRGS e o Campus do Vale) o objetivo seria reunir todos os cursos dentro de um único campus. Eu acho esta ideia original muito sensata, muito interessante, possibilitando aos estudantes intercambiar mais dentro de uma universidade e fomentando que cada curso ofereça conteúdos gerais. Mas, tá bão assim.
 

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Notícia de 2008, obras em 2011 "para serem entregues em 2012" e cá estamos em 2014 com nada ainda…bizarro!
 

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o melhor está por vir
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Só um adendo esse novo campus no prédio da RFFSA só irá abrigar o curso de psicologia o resto será ocupado senão me engano por pró-reitorias da faculdade.
 

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Já é uma ótima notícia!
Se levarem só mais um ano pra acabar estamos no lucro ahaha

Mas chama a atenção essa questão da construtora não realizar o serviço e daí se perder todo o processo e começar tudo de novo.
Não tem algum tipo de filtro? que faça uma análise das condições da empresa que vencer a licitação de dar conta do serviço?
 

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Discussion Starter · #20 ·
Esse esquema usado nas licitações no país é bastante falho.
Vira e mexe tem obra/compra parada por culpa da empresa que ganhou não ser bem administrada (ou até mesmo ser malandra).
 
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