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Eudaimonia
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"Miolo" do centro histórico de Gaia em obras durante três anos
Câmara de Gaia tenciona requalificar 20 ruas, numa área de 20 mil metros quadrados. Projecto vai custar três milhões de euros
2010-12-08
Hermana Cruz


"Miolo" do centro histórico de Gaia em obras durante três anos
Requalificação vai ser feita em quatro fases


Vinte ruas a requalificar, numa área de 20 mil quilómetros quadrados, é a dimensão da intervenção que a Câmara de Gaia vai fazer no "miolo" do Centro Histórico. A obra, que terá quatro fases e custará três milhões de euros, estará concluída no máximo em três anos.

A primeira fase da intervenção municipal arranca no início do ano. Com um custo de 506 mil euros, abrange uma área de 3.480 metro quadrados, correspondente a quatro ruas: Travessa Cândido dos Reis, Escadas do Monte, Rua do Pinhal e Rua da Barroca.

Já as restantes três fases (ler caixa) não têm datas previstas para arrancarem. "Dependem do andamento das obras", referiu, ao JN, o vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, revelando que já foi aprovada, na reunião de Executivo de anteontem, segunda-feira, a abertura dos concursos públicos para as empreitadas que visam resolver "um dos principais problemas da cidade actual" que é "a difícil acessibilidade à zona ribeirinha/núcleo histórico".

Marco António Costa prevê, assim, que um total de 20 arruamentos sejam requalificados num prazo máximo de três anos. "São 20 mil metros quadrados que vão ser alvo de intervenção", destacou, de seguida. O objectivo, segundo o autarca, é "ter o Centro Histórico todo uniformizado em termos de área urbanística".

A requalificação urbanística do "miolo" do Centro Histórico de Gaia" já teve prevista para avançar precisamente há um ano. Na altura, a Câmara anunciou uma intervenção que visava uma dúzia de arruamentos e um investimento de dois milhões de euros.
As obras arrancariam em Dezembro passado, em sete ruas: travessas Cândido dos Reis e do Ribeirinho; ruas do França, de Santa Marinha, do Pinhal, D. Afonso III e Escadas do Monte. E tinham um prazo de execução de 60 dias.

Em Janeiro, começaria a intervenção nos largos de Joaquim Magalhães e Santa Marinha, que iria durar três meses, bem como nas ruas de Guilherme Braga, da Barroca e de Guilherme Gomes Fernandes, neste caso por 120 dias. Nesta última rua, estava anunciada a colocação de uma cobertura e a criação de uma espécie de centro comercial ao ar livre.

"Gostaria que estivesse tudo concluído antes do Verão", disse, na altura, o vice-presidente da Câmara de Gaia. Contudo, a empreitada nem chegou a arrancar. "Estivemos a reformular alguns projectos", justificou, ao JN, Marco António Costa. O resultado foi o alargamento da intervenção e do investimento para 20 ruas, com um custo total de três milhões de euros, metade suportados por fundos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional ).

O projecto agora anunciado também será realizado por fases, neste caso quatro. A mais dispendiosa é a segunda, na zona de Guilherme Gomes Fernandes. Abrange 9.800 metros quadrados e vai custar 1,2 milhões de euros. "Pretende-se impedir que haja simultaneidade de obras e intransitabilidade no Centro Histórico", explicou o autarca social-democrata.

São três os tipos de intervenções previstas: zonas exclusivamente pedonais (terão lajeado em pedra antiga, com linha de escoamento de águas ao centro); zonas com circulação pedonal fortemente condicionada por cargas e descargas (lajeado novo central com linha de escoamento de águas pluviais); e zonas de circulação pedonal e automóvel (faixa lateral em lajeado de granito, linha de escoamento de águas pluviais e tapete em cubo de granito).

Nos três tipos de intervenções, serão remodeladas ou construídas infra-estruturas de águas pluviais e residuais domésticas, de abastecimento de água, além de redes eléctricas e telefónicas.
 

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É o preço de fazer obras na rua. São obras municipais. Os 1700 milhões é uma estimativa do guito necessário para reabilitar toda a zona histórica. Não, n está garantido, nem em perspectiva, nem é investimento do estado.
De qq das formas, e bem, a cÂmara reabilita o espaço público para tornar mais atractivo o investimento privado. Quase q parece o Rui Rio, mas ao contrário. Espaço público reabilitado na ZHP... Já nem me lembro bem!
 

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I Love You... Soraia
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Eu acho "bonito" o Estado "dar" dinheiro ao Porto.

Mas o que quero é dinheiro a ser investido no Porto. Aliás, dá-me um certo gozo o Estado "não dar", e vir uma entidade privada e dar. Porquê?:

Porque:
- A obra é na mesma feita
- Temos razão de queixa e um bom trunfo pró-regionalização
- Por angariarmos investimentos de outrem sem ajuda, mostramos, por vias de A+B, que somos efectivamente "bons de verdade", e não "bons de fachada".

O Porto é habitado por muita gente patriota e dinâmica, e nunca deixarão a cidade decair. Faltava uma coisa, promoção. Com esta, as coisas começam a dar ares de querer crescer bem, e isso já se nota bem em alguns sectores.

Quanto aos 3milhões, podem servir de muito se forem bem empregues. Até porque estamos a falar de uma coisa... e como sabemos, Gaia tem muitas coisas em andamento.
 
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