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Começou a requalificação da escarpa


Os trabalhos de requalificação da escarpa da serra do Pilar, em Gaia, começaram ontem, numa iniciativa promovida pelo Governo Civil do Porto depois de ter declarado uma situação de alerta para aquela zona, sobranceira ao rio Douro. A empreitada, que se iniciou pela demolição de anexos que se encontravam em ruínas, envolveu também a limpeza da vegetação na escarpa. Nos próximos dias, segundo o Governo Civil, terá início a construção da rede de águas pluviais, a cargo da Câmara de Gaia.

O plano de trabalhos previsto inclui ainda a preparação do terreno tendo em vista a realização de um estudo que permita uma posterior consolidação da escarpa. Estes trabalhos surgem na sequência da declaração de situação de alerta, feita pela governadora civil do Porto, Isabel Oneto, no passado dia 17. A governadora, na sua qualidade de presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil, tomou a decisão com o objectivo de salvaguardar a segurança das pessoas que ali residem. Nessa altura, os moradores já tinham sido notificados pela Câmara, que lhes deu 15 dias para saírem das habitações e mais 15 para a demolição. A Câmara tinha anunciado a intenção de realojar as 58 famílias da escarpa, uma zona de alto risco propriedade do Estado, dois dias depois de notificar o Ministério das Finanças para a necessidade de desocupar o terreno. O levantamento registou, então, 68 habitações na zona em perigo, das quais 10 devolutas e 58 ocupadas.

As primeiras construções surgiram na escarpa no início dos anos 80 e, apesar de serem ilegais, a Câmara foi dotando a zona de infra-estruturas. A situação terminou em 1990, quando a legislação tornou impossíveis mais intervenções municipais por se tratar de uma área protegida.

Em 1997, o Executivo de Gaia decidiu impedir novas construções e, desde essa altura, já foram realojadas 15 famílias. A situação agravou-se em meados de Setembro de 2006, quando ocorreu um acidente na escarpa, que provocou vários feridos e danos materiais avultados em algumas habitações. Os estudos realizados no local pelos serviços municipais de protecção civil concluíram que a encosta era instável e que existia perigo de derrocada. Posteriormente, um relatório do LNEC alertou a Autarquia para os perigos existentes, defendendo o realojamento imediato das pessoas que residem na escarpa.
 

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Whatever
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relvar a escarpa?:lol: não sabes o que dizes!:D quem é que depois ia lá cortar a relva?:D para já fico contente que deitem abaixo os casebres, pode ser que se inspirem para fazer o mesmo do lado do porto...
 

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este comentário e como aos jardins das nossas cidades são, especialmente no outono com as folhas, e consequentes problemas, têm uma causa, os arquitectos paisagistas. Penso que as camaras deveriam despedir todos os arquitectos paisagistas portugueses e ir buscá-los a Espanha, onde são mais competentes no tratamento paisagistico urbano.

P.S. a relva é apenas para daar cor e não para aparar, a relva não nasceu para ser aparada, a questão é que a relva com o sol adormece e fica escura, é preciso apenas água.

De qualquer forma poderiam ser usadas outras plantas, mas isso temos que perguntar a arquitectos paisagistas estranjeiros para saber a melhor opção. :lol:
 

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Feliz 2020 ;)!
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relvar a escarpa?:lol: não sabes o que dizes!:D quem é que depois ia lá cortar a relva?:D para já fico contente que deitem abaixo os casebres, pode ser que se inspirem para fazer o mesmo do lado do porto...
Realmente não seria fácil :D!
 

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Discussion Starter #10
Casas ilegais da escarpa da Serra do Pilar vão mesmo abaixo


Câmara de Gaia e Ministério da Administração Interna vão cooperar na renaturalização da escarpa da Serra do Pilar, zona de Reserva Ecológica Nacional. O plano prevê a desocupação e demolição de 55 casas clandestinas. Mas os moradores dizem que não desistem.

Após incontáveis avanços e recuos numa situação referenciada desde, pelo menos, o final dos anos 60, as construções clandestinas da escarpa da Serra do Pilar, Gaia, vão mesmo ser demolidas.

A garantia está no protocolo ontem assinado entre o Ministério da Administração Interna, a Câmara de Gaia e a freguesia de Santa Marinha (a que pertence aquele bairro abissal, incrustado entre a ponte do Infante D. Henrique e a férrea ponte de Luís I).

O ponto 13 do protocolo diz: "A viabilização do processo (...) implica a desocupação e subsequente demolição das construções clandestinas, porquanto as mesmas, implantadas em terreno propriedade do Estado e localizadas em área de Reserva Ecológica Nacional, são, por definição, insusceptíveis de legalização em face da lei e do Plano Director Municipal (PDM)". Não foram avançados prazos para a obra.

Taxativo, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, garantiu ao JN que "os moradores daquela área de risco não serão indemnizados" pela expulsão. Explica porquê: "A zona é Reserva Ecológica Nacional, as construções estão em terreno de domínio público e, mais, não cumprem o PDM. Indemnizá-los porquê?". E dá um exemplo: "Se o senhor construir, sem licença, uma casa num terreno que é meu, eu devo indemnizá-lo perante a obrigação de sair?"

Menezes, que lida com o processo desde que é autarca de Gaia (1997), garante que a prioridade é a segurança das pessoas: "Naquela escarpa, conforme já identificou por diversas vezes o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil], a tolerância para construção é zero! O nosso primeiro, e último, objectivo é garantir a segurança de pessoas e bens".

O protocolo de cooperação entre a Autarquia de Gaia e o Governo nacional garante soluções habitacionais para os moradores daquela zona de risco, que contém, pelo menos, 55 edificações consideradas clandestinas, e que surgiram, maioritariamente, entre 1981 e 1987.

"O processo tem que ser gradualmente acompanhado de medidas de desocupação e demolição de construções, sem prejuízo da satisfação das preocupações sociais que, caso a caso, se revelem necessárias".

Menezes, que sublinha o método de "diálogo positivo" a empreender, garante soluções para quem necessitar de habitação: "Temos disponíveis casas de arrendamento social. Em 2008, já havia 30 famílias que haviam acordado essa mudança. E, depois, haverá outros mecanismos de auxílio da parte da Segurança Social".

O processo deverá custar ao Estado cinco milhões de euros, mas existem verbas QREN susceptíveis de financiar a operação.

Entre os moradores, todos com vista sobre o Douro, o sentimento é de alguma resignação, mas também de indignação. "Vamos meter advogados para travar tudo isto. Vamos lutar pelo que é nosso", diz António Barreto, 64 anos, proprietário da casa do nº 79, na Rua 2, onde habitam cinco pessoas.

"Todos nós andamos há anos a pagar o IMI. Agora querem dar-nos um chuto?", insurge-se Custódio Pereira, 57 anos, proprietário de uma casa T3 com terraço ali construída há 32 anos. "Vamos dar luta, pode acreditar".
 

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Do lado do Porto nao esta melhor pelo contrario, a antiga linha ferrea para a Alfandega, esta transformada numa lixeira a ceu aberto, imensas habitaçoes degradadas, ali sim era deitar aquilo tudo abaixo.
 

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I Love You... Soraia
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Eu considero que a zona mais feia do Porto são as escarpas do Douro, a Este da Dom Luiz I, quer do lado do Porto, quer do lado de Gaia. (Mas ainda mais no lado de Gaia).

Acho que algo deveria ser feito em relação a isso. Não apenas demolir as casas. Acho que deviam urbanizar o topo das escarpas de modo a que a "matéria urbana" ficasse visível de quem está cá em baixo. O ar ruralesco de quem anda cá em baixo não me agrada nada.

E depois deviam impedir a construção nas próprias escarpas, mas deviam muni-las de elevadores e funiculares, para que a cota alta e baixa da cidade se mantivesse até Campanhã.
 

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junto a Ponte Arrabida andam a limpar os terrenos das escarpas, entre a Ponte S.Joao e a do Freixo a vista quem vem de comboio tambem nao e a melhor, talvez com o projecto Quinta da China o mal seja atenuado.
 

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Tudo abaixo e parque verde! Aquilo é uma pouca vergonha, só vista em países do 3º mundo! Do lado do Porto tb é triste q esteja tudo abandonado e sem ideias! São as diferenças entre a CMG e a CMP...
 

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Gaia - Reabilitação dos Edifícios da escarpa da Serra do Pilar

Boa tarde,

Hoje atravessei a ponte Dom Luiz I para o lado de Gaia e reparei em andaimes, taipais e anúncios de obras nos edifícos imediatamente á esquerda da Ponte do lado de Gaia. Alguem sabe o que vai ser feito ali? Demolição? Recuperação? Se sim, para quê?

E já agora, alguém sabe o que eram aqueles edifícios antes?
Encontrei uma foto antiga na internet onde está publicitado na fachada do edifício: "Societé des Portos d'origine Moreira d'Almeida". Mas não faço ideia de que ano é a foto. Mais: cheguei a explorar o interior do edifício há uns 3 meses atrás e encontrei milhares de, imaginem, pequenos bracinhos e perninhas de porcelana. Deduzo que tenha sido uma fábrica de brinquedos em tempos.

Alguém sabe alguma coisa?


 

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Sempre julguei q era de alguma empresa de Porto...
Mas é boa notícia se os recuperarem!
 

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Sim, é optimo! Aqueles edifícios tem estado ao abandono durante anos. Só é pena não haver nenhuma informação na net acerca deste projecto.
 
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