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Goiás planeja estender a hidrovia Tietê-Paraná-Paranaíba da Barragem de São Simão até Catalão. O trecho de 450 quilômetros tem potencial de transporte de cerca de 1 milhão de toneladas de grãos, pelo custo de até 75% mais barato que a via rodoviária. A área de influência do novo modal atingiria um raio de 94,5 mil quilômetros quadrados, atendendo à demanda das regiões de Cachoeira Dourada, Quirinópolis, Goiatuba, Itumbiara e Pires do Rio. Se aprovadas, as obras serão concluídas em 2012.

O estudo de viabilidade da hidrovia está sendo elaborado com base no novo Plano Nacional de Logística de Transporte. O custo mínimo estimado das obras é de R$ 1.544 milhões, a partir da implantação de eclusas em São Simão, Cachoeira Dourada e Itumbiara. As eclusas são obras de contenção de desníveis das águas fluviais, permitindo a navegação do trecho. Funcionam como elevadores para navios. A expectativa é de que o projeto seja iniciado em 2010, com recursos do governo federal.

A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), comandada por Sérgio Caiado, está à frente do projeto em Goiás. Na última quinta-feira, estiveram reunidos para discutir as obras representantes da Secretaria de Agricultura (Seagro), Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Secretaria de Planejamento, e presidentes dos conselhos da Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg), além dos executivos da Caramuru Alimentos, um dos principais usuários da hidrovia.

As alterações da hidrovia Tietê-Paraná-Paranaíba estão sendo discutidas desde o ano passado por um grupo formado por Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, Estados beneficiados pelo modal. No dia 7 de agosto, está marcada a apresentação do estudo final no Estado, provavelmente na sede da Fieg. O superintendente do Desenvolvimento da Infraestrutura, Eduardo Humberto Costa Godoy, explica que ainda serão avaliadas alterações de pontes para tornar o novo trecho navegável e a construção de mais três terminais, localizados em Itumbiara, Cachoeira Dourada e Catalão.

“O novo trecho vai permitir o aumento da competitividade da produção goiana. É um transporte mais barato que o rodoviário e o ferroviário. Além de ter forte apelo ecológico, por reduzir o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes”, explica o superintendente. O custo médio para transportar a carga de uma tonelada é de R$ 30 por hidrovia. Por meio da ferrovia, R$ 100, e rodovia, R$ 130.

Uma embarcação de 150 metros de comprimento é capaz de transportar 6 mil toneladas. Para a mesma quantidade, é preciso 86 vagões de 70 toneladas cada, o que ocuparia 1,7 quilômetro na ferrovia. Já no caso do transporte rodoviário, a carga teria de ser distribuída em 172 carretas de 35 toneladas cada, tomando conta de 26 quilômetros da rodovia.

Atualmente, são transportadas, a partir do Porto de São Simão, cerca de 2 milhões de toneladas de grãos. A hidrovia Tietê-Paraná-Paranaíba possui 1.750 quilômetros de extensão navegável, de São Simão até o encontro com o Rio Paraná. Em média, 70% das cargas são de origem goiana, provenientes da produção do Sudoeste do Estado, que vão até Perdeneiras, onde seguem até Santos por ferrovia.

http://www.dm.com.br/materias/show/t/goias_quer_estender_hidrovia_ate_catalao
 

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Discussion Starter · #2 ·
Ultimamente estou vendo uma movimentação maior para trazerem novos projetos para Goiás, buscando extensões, evitando perdas.....

Muito bom isto.

Tomara que dê certo, Catalão é uma cidade que tem tudo para dispontar entre as mais importantes do estado, quem sabe entre as 3 mais num futuro proximo.
 

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^^ Sem duvida. mais esse caso da hidrovia é um sonho bem antigo, o problema que existe um orgão federal que é contra a qualquer tipo de hidrovia, então se tiver dinheiro tudo bem, agora depois tem que tentar convencer o ICMbio e Ibama.
 

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Hidrovias são sempre bem vindas desde que não matem o rio e degradem a natureza.
A extensão dessa ajudara muito o produtor rural e trara mais desenvolvimento para a região.
E quanto a hidrovia do Araguaia, no que deu aquilo?
 

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^^ Como eu falei, tem grana para hidrovia, mas encontra um forte lobby do IBAMA contra. E claro que deve ter outros interesses contrários. Como de grandes empresários que sequer tem negócios na região.

É interessante, poderiam exportar a soja de Tocantins via São Luiz, mas o que acontece é o contrário, vai tudo para Santos.
 

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Marcelo Alves
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^^

Este é, infelismente, o contexto ambientalista em nosso país.

Eu sinto um ranso danado toda vez que ouço dizer que um obra foi embargada por problemas ambientais, já sabendo claro, que o foco quase sempre é outro!
 

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^^
Acho que existem problemas sim, mas muitas vezes o Ibama esta correto, nem sempre o governo esta certo em relação a construção de uma obra, muitas obras são muito nocivas ao meio ambiente.
 
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