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Desempregados vão trabalhar para as obras


Governo avançará com megaprograma de recuperação urbana que chamará milhares de pessoas desempregadas ao longo dos próximos anos. Haverá incentivos para as empresas.

Os desempregados vão ser altamente incentivados nos próximos anos a aceitarem trabalho nas obras de reabilitação urbana.
As mais de 600 mil pessoas que estão sem trabalho em Portugal - um contigente de dimensão histórica, que cresceu de forma descontrolada com a crise económica e financeira - terão de ser parcialmente absorvidas pelo sector das obras de reabilitação urbana ao longo dos próximos anos com a ajuda de medidas concretas do Governo, em articulação com várias plataformas empresariais ligadas à área da construção, como a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ou a Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (Aecops).

O ministro da Economia, Vieira da Silva, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, a secretária de Estado do Ordenamento do Território, Fernanda Carmo, e um alto representante da Justiça tiveram já um primeiro encontro com a CIP e a Aecops para lançarem as bases deste novo programa. Mais tarde devem entrar em cena o Ministério do Trabalho e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para definir as medidas de apoio às empresas de construção e aos desempregados, envolvendo os sindicatos, apurou o DN.

Oficialmente, o Ministério do Trabalho diz que, para já, prefere não entrar em mais detalhes sobre este assunto. Mas, por exemplo, a Iniciativa Emprego 2009 chegou a ter exemplos locais (em Lisboa) daquele tipo de programas, ainda que abrangendo poucas centenas de desempregados.

Ontem, CIP, UGT e José Sócrates, o primeiro-ministro, estiveram juntos numa reunião, revelando uma base de entendimento em torno da agenda para o crescimento, ainda que genérica.

Segundo apurou o DN, a política para a regeneração urbana - que envolve obras em prédios degradados de habitação, edifícios não habitacionais públicos ou privados e obras para melhorar a eficiência energética - é vista, dentro do Executivo, como crucial para reduzir a taxa de desemprego recorde (que já está em quase 11% da população activa e aí deverá continuar, dada a recessão e a estagnação esperadas para os próximos anos) e pôr a economia a crescer, rompendo assim a corrente de previsões muito pessimistas da maioria das instituições e dos economistas face ao andamento económico até 2013.

Daí que o Executivo esteja a preparar um megaplano para a recuperação de prédios vazios e degradados a articular com um programa especial de emprego e qualificação que apoiará as empresas de construção, mesmo as mais pequenas, na contratação de desempregados. A maior parte destas pessoas tem qualificações relativamente baixas e está a ter grandes dificuldades (ou poucos incentivos) em regressar ao mercado de trabalho.

Este sector foi o que mais alimentou a subida do desemprego desde o início da crise. A ideia agora é reverter, em parte, este fenómeno, aproveitando muita dessa força de trabalho desocupada. A medida tem alcance já que a construção é uma actividade muito intensiva em mão-de-obra. Apesar do esvaziamento dos últimos anos, o sector emprega 490 mil pessoas ou 10% do emprego total.

A ideia é também absorver os menos qualificados (a maioria dentro da construção), mas também quem tem maiores perícias, como electricistas, canalizadores, pintores, marceneiros, explicou ao DN, António Saraiva, presidente da CIP. O empresário diz que foi criado um grupo de trabalho com vários ministérios e associações empresariais e que "o propósito é criar valor com pouco investimento e baixar o desemprego, sobretudo o menos qualificado". Ricardo Gomes, presidente da Aecops, diz que "o emprego foi uma questão altamente debatida".

Ontem, o Conselho de Ministros levantou um pouco o véu da Iniciativa para a Competitividade e o Emprego, o plano para crescer e criar empregos. A iniciativa que Sócrates irá mostrar hoje e amanhã em Bruxelas, assume o compromisso de promover "acordos sectoriais entre o IEFP e as associações empresariais para o recrutamento de desempregados". De forma complementar, a proposta visa ainda facilitar os despejos de inquilinos, canalizar verbas de fundos comunitários para o sector da reabilitação, reduzir a burocracia neste tipo de obras e criar vários fundos para o efeito.

LUÍS REIS RIBEIRO
publicado a 2010-12-16 às 08:45
Já que algumas câmaras não fazem o que devem.
 

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Mais uma megafantochada com o patrocinio do PS. :hilarious

Se os desempregados não querem ir para as lojas, vão para as obras..:nuts:
Não sei se sabes, mas existem mais de 100 mil desempregados do sector da construção, não estamos a falar de quaisquer desempregados, a iniciativa parece-me óptima e oportuna.

Agora, criticar só por ser o partido X ou Y:bash:
 

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Não sei se sabes, mas existem mais de 100 mil desempregados do sector da construção, não estamos a falar de quaisquer desempregados, a iniciativa parece-me óptima e oportuna.

Agora, criticar só por ser o partido X ou Y:bash:
Mais uma vez o governo a lançar politicas sociais sem viabilidade económica. Nós até somos ricos e tudo e dinheiro é coisa que não nos falta!!!:bash:
 

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Mais uma vez o governo a lançar politicas sociais sem viabilidade económica. Nós até somos ricos e tudo e dinheiro é coisa que não nos falta!!!:bash:
Para já, nada está muito definido, mas só ouvi falar em medidas de apoio a projectos de reabilitação e não de investimento directo do estado.
 

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Isso é considerada uma medida fascista. :bash:
Eles são finos de mais para isso.
Em Portugal o termo "fascista" é infinitamente deturpado. Tudo o que não é PCP ou BE é fascista, basicamente... :bash:
Mas, creio que pôr os reclusos todos nas obras era uma excelente ideia. Em vez de estarem a varrer ruas ou plantar flores em canteiros, esta opção seria bem mais produtiva para o país.
 

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Por acaso acho que a mão-de-obra dos reclusos é muito pouco aproveitada. Acho que agricultura e construção seriam duas óptimas opções.
Mas ao usarem reclusos então as pessoas "normais" deixam de ter acesso a essas ocupações.
E como seria a remuneração? Se fosse trabalho grátis seria escravatura, portanto nunca iria para a frente. Se fosse remunerado então volto ao meu 1º ponto. Não me parece justo que alguém que cometeu um crime ganhe um salário ao cumprir a sua pena, e vá tirar a oportunidade de outra pessoa ter esse emprego.
 

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A prisão é uma pena em si. As pessoas estão a pagar o crime que fizeram e após isso as pessoas terão direito a um emprego... todos fazem porcaria, todos são punidos por isso. Life goes on.
 

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Mas ao usarem reclusos então as pessoas "normais" deixam de ter acesso a essas ocupações.
E como seria a remuneração? Se fosse trabalho grátis seria escravatura, portanto nunca iria para a frente. Se fosse remunerado então volto ao meu 1º ponto. Não me parece justo que alguém que cometeu um crime ganhe um salário ao cumprir a sua pena, e vá tirar a oportunidade de outra pessoa ter esse emprego.
Esse é um problema com a mão-de-obra reclusa. E se lhes dás um trabalho que "cá fora" ninguém quer fazer, ou no qual as cadeias têm um monopólio, quando saírem da cadeia... vão para o desemprego. O que os pode levar a voltar à outra forma de ganhar dinheiro que conhecem...

Por exemplo, se os reclusos fossem empregados na apanha de fruta, que é uma coisa que os agricultores portugueses têm dificuldade em arranjar mão-de-obra (chegam a importar tailandeses), o que é que os reclusos vão fazer quando saírem da prisão? Vão para trabalhadores sazonais na agricultura?!

É preciso arranjar-lhes empregos que "ninguém quer", mas que preparem as pessoas para fazer outras coisas em que possam empregar-se ao sair.
 
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