Skyscraper City Forum banner
1 - 20 of 69 Posts

·
is this it
Joined
·
609 Posts
Discussion Starter · #1 ·
O governo estadual montou um plano para ocupação policial de longo prazo da região da cracolândia, tomando suas ruas para tentar evitar o consumo e venda do crack --a operação ocorrerá nos moldes das intervenções realizadas em bairros como Paraisópolis e Elisa Maria, batizada de "Operação Saturação".

Além da ação policial, se envolveriam diversas secretarias dos governos estadual e municipal, como saúde, educação, assistência social, cultural, esporte, atuando de formada coordenada.

O ponto mais importante, porém, seria a disponibilização em emergência de tratamento psiquiátrico para os dependentes de drogas, já que apenas expulsá-los do bairro apenas os levaria para outras regiões de São Paulo.

Avaliação dentro do governo é que a persistência das imagens do crack estariam afetando os esforços de recuperação da Luz, uma das vitrines das gestões Serra e Kassab na prefeitura.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u597466.shtml
 

·
Banned
Joined
·
824 Posts
Ótimo

Menos politicamente correto e mais solução para bandidos e vagabundos.

Quem não quiser se tratar que tome borrachada da polícia.
 

·
Registered
Joined
·
24,542 Posts
até que enfim... e que aqueles que queiram ser tratados tenham possibilidade para tal.. agora pra grande maioria que não quer nem se curar, nao sei muito o que resta. Talvez a internação forçada fosse uma solução.
 

·
Registered
Joined
·
2,848 Posts
Claro, os caras drogados são um perigo não só para eles mesmos para todo o resto da população, bota eles na cadeia uns 4 meses pra ver se eles não começam a pensar se realmente vale a pena o que estão fazendo.
Pois o modelo adotado hoje o do prende em um dia solta no outro só insentiva o consumo.
 

·
Banned
Joined
·
11,098 Posts
Menos politicamente correto e mais solução para bandidos e vagabundos.

Quem não quiser se tratar que tome borrachada da polícia.

Como parente de um dependente químico em recuperação, voluntário em terapias de grupo, como NA (narcóticos anônimos), Amor Exigente e Ala-non e frequentador há anos de congressos voltados para a área de psiquiatria gostaria de esclarecer algo para você.


Você sabia que a dependência química é uma doença incurável e progressiva reconhecida pela OMS com o CID- 10?:eek:hno:

Você sabia que por ser uma DOENÇA, o indivíduo não tem controle sobre ela?

Você sabia que existe uma enorme diferença entre um usuário de drogas e um dependente químico?

Você sabia que a maioria das pessoas que estão perambulando como zumbis no centro de São Paulo são dependentes químicos e que já estão em estágio avançado de dependência, onde seus atos são ocasionados por compulsão incrontolável?

Você sabia que a maioria destes dependentes passam por um sofrimento absurdo por não conseguirem parar de usar drogas e que comparações ignorantes entre força de vontade dos não-dependentes e a deles só atrapalha qualquer tentativa de recuperação?


Gente, em pleno século 21 as pessoas precisam ser esclarecidas sobre a doença dependência química urgentemente!!!

Existe uma parcela da população que tem geneticamente uma predisposição a dependência química, que é como um "start" neurológico que quando ligado, não desliga nunca mais, daí ser considerada uma doença crônica, incurável e não ter nada a ver com o o usuário de drogas comum.

Estas pessoas são os chamados dependentes químicos, indivíduos que ao experimentarem drogas lícitas ou ilícitas, ou qualquer substância que no cérebro cause alguma sensação de relaxamento ou prazer, seja álcool, cocaína, calmantes, machonha, cigarros, antidepressivos etc não conseguem mais desligar o mecanismo que as fazem sentir vontade de usar estas substâncias.

Isso é absolutamente diferente dos não-dependentes (a maioria da população), que fazem uso de drogas ao longo da vida, tomando seus porres de álcool esporadicamente , inclusive achando graça em ficar bêbado e ainda por cima de forma bem ignorante acreditam piamente que pelo fato do uso de álcool não atrapalhar suas vidas (lógico, não são dependentes químicos), as demais pessoas que perdem o controle são fracas, vagabundas e sem força de vontade. :eek:hno:

Por isso mesmo, independente de ser um morador de rua sujo do centro de São Paulo ou um adolescente de classe média ou rico qualquer, e extremamente difícil lidar com esta DOENÇA CRÔNICA pois demandará uma série tratamentos conjuntos e paralelos ao longo da vida para poder manterem-se abstinentes.

Apenas 8% dos dependentes químicos clássicos atualmente no mundo, conseguem permanecer abstinentes para o resto da vida após um tratamento conjunto dada a dificuldade e complexidade desta DOENÇA. A maioria consegue viver o resto da vida alternando momentos de abstinência e recaída e uma boa parcela morre em decorrência do uso.


A maior porcentagem de sucessos com recuperação (nunca cura) de dependentes químicos no mundo todo está baseada em amplas estratégias de conhecimento da medicina, neorobiologia, psiquiatria e afins.

O grande entrave no combate a esta doença é que além da ignorância das pessoas (principal obstáculo) e do estímulo ao consumo de drogas incluindo o álcool, o tratamento demanda estratégias conjuntas de algumas áreas da medicina, o que necessita uma boa dose de vontade e disposição pública para encarar a gravidade do problema.

Aqui vão o conhecimento das mais diversas áreas da medicina sobre esta doença para que vocês esclareçam-se e passem a informação para que conhecem e quem sabe desfaçam um pouco estas idéias equivocadas e sem fundamentos sobre o tema.


- O dependente químico precisa ser conscientizado de que ele possui uma DOENÇA incurável e que torna-se progressiva com o consumo.

- A partir da conscientização ele precisa desintoxicar-se, o que pode ser feito com uma internação, com tratamento ambularorial ou medicamentoso de substituição.

- O "start" dado no cérebro do dependente químico é uma compensação de encaixe perfeito da droga no lugar de algo psicoemotivo que lhe falta.

- Somente a abstinência não resolve, pois ao se retirar a droga, fica o vazio deixado por ela e a falta daquilo que ela preenchia, levando-o a recaídas, o que é muuuuuito frequente.

- O dependente químico, por possuir uma parte da estrutura neurobiológica diferente do não-dependente, acaba sendo muito mais sensível a doenças como bipolaridade, depressão, esquizofrenia, algo amplamente divulgado por qualquer publicação médica mundial e etc.

- Aliás, Todo dependente químico possui alguma outra patologia psiquiátrica!

- Portanto, é preciso criar mecanismos psiquícos no dependente que lhe tragam mais satisfação do que o uso de drogas e além, que se encaixe tão perfeitamente quanto o uso de drogas, senão do contrário, só levá-lo para a igreja, ou arrumar um emprego e coisas deste tipo também não resolvem.

- O tratamento medicamentoso com antidepressivos e ansiolíticos em consenso só é recomendo na primeira fase da recuperação e abstinência e por um curto período, pois devido ao cérebro do adicto ter justamente esta deficiência, medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos podem tornar-se drogas de consumo para eles.

- O tratamento mais eficaz atualmente, junta a conscientização do dependente, da família; desintoxicação, tratamento ambulatorial, evitar pessoas, hábitos e lugares que o levem ao consumo e principalmente um tratamento psicoterápico sério que resolva as questões psicoemotivas do indivíduo anteriores ao início do uso de drogas, para que ele mesmo saiba lidar com os infindáveis impulsos de uso que o acompanharão pelo resto de suas vidas.

Enfim, a dependência química é uma doença muito séria, muito triste e cada vez mais presente na vida de todas as nossas famílias e que infelizmente é alvo de pérolas como as citadas por este forista, que acredita que um indivíduo comprovadamente doente, deva receber borrachadas da polícia por estar num estágio avançado de destruição neurológica perambulando como zumbi na rua, criando mecanismos de defesa para o consumo que associam a perda do controle emocional com tentativas desesperadas para conseguir a substância de uso, incluindo recusa de ajuda, numa primeira abordagem, não por falta de vergonha ou interesse, mas porque geralmente estão sob efeito, fissurados e a maioria sequer percebem que a doença está dentro deles e não na droga.
 

·
Registered
Joined
·
8,876 Posts
Como parente de um dependente químico em recuperação, voluntário em terapias de grupo, como NA (narcóticos anônimos), Amor Exigente e Ala-non e frequentador há anos de congressos voltados para a área de psiquiatria gostaria de esclarecer algo para você.


Você sabia que a dependência química é uma doença incurável e progressiva reconhecida pela OMS com o CID- 10?:eek:hno:

Você sabia que por ser uma DOENÇA, o indivíduo não tem controle sobre ela?

Você sabia que existe uma enorme diferença entre um usuário de drogas e um dependente químico?

Você sabia que a maioria das pessoas que estão perambulando como zumbis no centro de São Paulo são dependentes químicos e que já estão em estágio avançado de dependência, onde seus atos são ocasionados por compulsão incrontolável?

Você sabia que a maioria destes dependentes passam por um sofrimento absurdo por não conseguirem parar de usar drogas e que comparações ignorantes entre força de vontade dos não-dependentes e a deles só atrapalha qualquer tentativa de recuperação?


Gente, em pleno século 21 as pessoas precisam ser esclarecidas sobre a doença dependência química urgentemente!!!

Existe uma parcela da população que tem geneticamente uma predisposição a dependência química, que é como um "start" neurológico que quando ligado, não desliga nunca mais, daí ser considerada uma doença crônica, incurável e não ter nada a ver com o o usuário de drogas comum.

Estas pessoas são os chamados dependentes químicos, indivíduos que ao experimentarem drogas lícitas ou ilícitas, ou qualquer substância que no cérebro cause alguma sensação de relaxamento ou prazer, seja álcool, cocaína, calmantes, machonha, cigarros, antidepressivos etc não conseguem mais desligar o mecanismo que as fazem sentir vontade de usar estas substâncias.

Isso é absolutamente diferente dos não-dependentes (a maioria da população), que fazem uso de drogas ao longo da vida, tomando seus porres de álcool esporadicamente , inclusive achando graça em ficar bêbado e ainda por cima de forma bem ignorante acreditam piamente que pelo fato do uso de álcool não atrapalhar suas vidas (lógico, não são dependentes químicos), as demais pessoas que perdem o controle são fracas, vagabundas e sem força de vontade. :eek:hno:

Por isso mesmo, independente de ser um morador de rua sujo do centro de São Paulo ou um adolescente de classe média ou rico qualquer, a dificuldade em lidar com esta DOENÇA CRÔNICA é muito difícil e demanda uma série de esforços que terão que passar a vida toda, assim como os diabéticos e hipertensos.

O dependente químico clássico passará a vida toda lutando contra um desejo de usar drogas e somente um conjunto complexo de ações preventivas em suas vidas os fará ficarem "abstinentes", mas nunca curados!

A maior porcentagem de sucessos com recuperação (nunca cura) de dependentes químicos no mundo todo está baseada em amplas estratégias de conhecimento da medicina, neorobiologia, psiquiatria e afins.

O grande entrave no combate a esta doença é que além da ignorância das pessoas (principal obstáculo) e do estímulo ao consumo de drogas incluindo o álcool, o tratamento demanda estratégias conjuntas de algumas áreas da medicina, o que necessita uma boa dose de vontade e disposição pública para encarar a gravidade do problema.

Aqui vão o conhecimento das mais diversas áreas da medicina sobre esta doença para que vocês esclareçam-se e passem a informação para que conhecem e quem sabe desfaçam um pouco estas idéias equivocadas e sem fundamentos sobre o tema.


- O dependente químico precisa ser conscientizado de que ele possui uma DOENÇA incurável e que torna-se progressiva com o consumo.

- A partir da conscientização ele precisa desintoxicar-se, o que pode ser feito com uma internação, com tratamento ambularorial ou medicamentoso de substituição.

- O "start" dado no cérebro do dependente químico é uma compensação de encaixe perfeito da droga no lugar de algo psicoemotivo que lhe falta.

- Somente a abstinência não resolve, pois ao se retirar a droga, fica o vazio deixado por ela e a falta daquilo que ela preenchia, levando-o a recaídas, o que é muuuuuito frequente.

- O dependente químico, por possuir uma parte da estrutura neurobiológica diferente do não-dependente, acaba sendo muito mais sensível a doenças como bipolaridade, depressão, esquizofrenia, algo amplamente divulgado por qualquer publicação médica mundial e etc.

- Aliás, Todo dependente químico possui alguma outra patologia psiquiátrica!

- Portanto, é preciso criar mecanismos psiquícos no dependente que lhe tragam mais satisfação do que o uso de drogas e além, que se encaixe tão perfeitamente quanto o uso de drogas, senão do contrário, só levá-lo para a igreja, ou arrumar um emprego e coisas deste tipo também não resolvem.

- O tratamento medicamentoso com antidepressivos e ansiolíticos em consenso só é recomendo na primeira fase da recuperação e abstinência e por um curto período, pois devido ao cérebro do adicto ter justamente esta deficiência, medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos podem tornar-se drogas de consumo para eles.

- O tratamento mais eficaz atualmente, junta a conscientização tanto do depnedente quanto da família, desintoxicação, tratamento ambulatorial, evitar pessoas, hábitos e lugares que o levem ao consumo e principalmente um tratamento psicoterápico sério de resolva as questões psicoemotivas do indivíduo antes do início do uso de drogas, para que ele mesmo saiba lidar com os infindáveis impulsos de uso que o acompanharão pelo resto de suas vidas.
Tudo isso eh verdade e mostra que o assunto eh bastante complexo, mas, INDEPENDENTEMENTE da causa ou do fato de que esta "fora do controle da vontade" do individuo, NAO PODEMOS deixar que O RESTO DA POPULACAO sofra com o achaque, os roubos, a degradacao economica e social das areas invadidas, o comercio de drogas, a violencia e outros problemas que essas pessoas sofrem SO PORQUE ELAS NAO TEM "CONTROLE" da sua doenca....

Aplaudo a decisao do governo... se nao tem controle sobre o vicio, entao nao tem poder de se negar ao tratamento. Se nao ha condicoes psicologicas de parar, entao nao ha condicoes psicologicas de rejeitar a internacao...
O resto da populacao de Sao Paulo (ou de qualquer outro municipio) nao tem que sacrificar areas inteiras da cidade, que estao recebendo investimentos do governo e dos orgaos publicos para sua revitalizacao, SO PARA QUE ELES POSSAM CIRCULAR LIVREMENTE ou se arrastar livremente em grupos pelas ruas da cidade, causando notavel sensacao de inseguranca e abandono ao local e gerando linhas de comercio de drogas ilegais em espaco publico em pleno centro da cidade!

Portanto, embora verdade, nada do que voce explicou justifica a permanencia dessas pessoas la.
Tratamento e internacao neles... e se nao for possivel, POLICIA neles!

Em NY, tolerancia zero eh chique. Em SP, tolerancia zero eh "higienizacao social e politicas de pessoas insensiveis as necessidades da populacao carente (ou outro tipo de vitima) e as nossas autoridades nao tem consciencia e sao crueis e vis".
Tolerancia zero salvou NY.... SP fez algo similar com a lei cidade limpa e os resultados sao visiveis.
Em megacidades, medidas frouxas nao dao resultado: medidas pifias, resultados pifios.
Parabens a SP!!!!!
 

·
Sampa!
Joined
·
5,809 Posts
Estado quer recuperar viciados da Cracolândia (mais detalhes)

O governo estadual concluiu que depende menos da polícia do que dos psiquiatras para enfrentar o crack na região da Luz. Essa é a principal novidade do plano desenhado para tentar diminuir a incidência do uso de drogas na cracolândia, no centro de São Paulo, informa a reportagem do colunista Gilberto Dimenstein publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O sucesso vai depender, segundo técnicos do governo, do encaminhamento dos viciados para centros de tratamento psiquiátrico, com a oferta de leitos nos hospitais, enquanto se aumenta a fiscalização policial. Além disso deverá ser garantido o acesso dessas pessoas a cursos profissionalizantes, o primeiro emprego, sessões de psicoterapia, escola em tempo integral e oficinas culturais e esportivas.

Segundo a reportagem, a ofensiva baseia-se, em parte, nas operações realizadas em bairros de São Paulo (Elisa Maria, na zona norte, e Paraisópolis, na zona sul, por exemplo) onde com o nome de Virada Social, juntaram-se as mais diversas secretarias estaduais e municipais, oferecendo desde luz, novas praças, escolas e centros de saúde até cursos técnicos ou horário escolar em tempo integral. No caso do bairro Elisa Maria, a taxa de homicídio caiu rapidamente.

A parte mais vulnerável do projeto, porém, é o tratamento psiquiátrico, sem o qual é praticamente impossível deixar a dependência de drogas


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u598491.shtml
 

·
Banned
Joined
·
11,098 Posts
Em NY, tolerancia zero eh chique. Em SP, tolerancia zero eh "higienizacao social e politicas de pessoas insensiveis as necessidades da populacao carente (ou outro tipo de vitima) e as nossas autoridades nao tem consciencia e sao crueis e vis".
Tolerancia zero salvou NY.... SP fez algo similar com a lei cidade limpa e os resultados sao visiveis.
Em megacidades, medidas frouxas nao dao resultado: medidas pifias, resultados pifios.
Parabens a SP!!!!!

Pois é, o mais curioso é que o país da tal tolerância zero continua sendo o país de maior consumo de drogas do mundo, prova da eficiência deste tipo de política repressiva isolada:lol:



Gente, não estou aqui afirmando que um dependente químico que transgrida as leis, roube ou mate em decorrência do as mentes, é óbvio que ele não será julgado da mesma forma que uma pessoa conscientes dos seus atos.

Não misture alhos com bugalhos...O que estou dizendo é ouuuuutra coisa.

Estou afirmando com todas a letras que a maioria da população NÃO sabe diferenciar um usuário de drogas de um dependente químico, NÃO sabe que dependência química é uma doença e NÃO consegue compreender, mesmo sendo escolarizada, o que é de admirar mais ainda, que borrachadas, repressão e retirada de dependentes químicos do centro de São Paulo sem o devido tratamento, não resolve nada o problema.
 

·
Banned
Joined
·
11,098 Posts
Estado quer recuperar viciados da Cracolândia (mais detalhes)

O governo estadual concluiu que depende menos da polícia do que dos psiquiatras para enfrentar o crack na região da Luz. Essa é a principal novidade do plano desenhado para tentar diminuir a incidência do uso de drogas na cracolândia, no centro de São Paulo, informa a reportagem do colunista Gilberto Dimenstein publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O sucesso vai depender, segundo técnicos do governo, do encaminhamento dos viciados para centros de tratamento psiquiátrico, com a oferta de leitos nos hospitais, enquanto se aumenta a fiscalização policial. Além disso deverá ser garantido o acesso dessas pessoas a cursos profissionalizantes, o primeiro emprego, sessões de psicoterapia, escola em tempo integral e oficinas culturais e esportivas.

Segundo a reportagem, a ofensiva baseia-se, em parte, nas operações realizadas em bairros de São Paulo (Elisa Maria, na zona norte, e Paraisópolis, na zona sul, por exemplo) onde com o nome de Virada Social, juntaram-se as mais diversas secretarias estaduais e municipais, oferecendo desde luz, novas praças, escolas e centros de saúde até cursos técnicos ou horário escolar em tempo integral. No caso do bairro Elisa Maria, a taxa de homicídio caiu rapidamente.

A parte mais vulnerável do projeto, porém, é o tratamento psiquiátrico, sem o qual é praticamente impossível deixar a dependência de drogas


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u598491.shtml

Aí sim! Estão vendo como a prefeitura demorou anos para compreender o óbvio que áreas da medicina já diziam há tempos?:|

Aliás este assunto já é e será um dos principais desafios do Brasil nos próximos anos, dado que o Brasil , do jeito ignorante que encara o assuntos drogas, tem se tornado um dos países onde o problema tem mais avançado.

Simplesmente será necessário ao estado brasileiro, compreender que a dependência química é uma doença, um problema de saúde pública gravíssimo e CRIAR, algo que absurdamente ainda NÃO existe, programas de saúde gigantescos para combater o desenvolvimento desta moléstia, pois 99,99999% das clínicas de recuperação por exemplo, são particulares, limitando aos ricos e a classe média a utilização deste que é um dos recursos básicos para a desintoxicação e reabilitação das pessoas dependentes.
 

·
Registered
Joined
·
8,876 Posts
Pois é, o mais curioso é que o país da tal tolerância zero continua sendo o país de maior consumo de drogas do mundo, prova da eficiência deste tipo isolado de política repressiva isolada:lol:



Gente, não estou aqui afirmando que um dependente químico que transgrida as leis, roube ou mate em decorrência do as mentes, é óbvio que ele não será julgado da mesma forma que uma pessoa conscientes dos seus atos.

Não misture alhos com bugalhos...O que estou dizendo é ouuuuutra coisa.

Estou afirmando com todas a letras que a maioria da população NÃO sabe diferenciar um usuário de drogas de um dependente químico, NÃO sabe que dependência química é uma doença e NÃO consegue compreender, mesmo sendo escolarizada, o que é de admirar mais ainda, que borrachadas, repressão e retirada de dependentes químicos do centro de São Paulo sem o devido tratamento, não resolve nada o problema.
A politica de tolerancia zero em NY NADA tem a ver com a politica NACIONAL de consumo de drogas!
Foi uma politica, exitosa, de recuperar areas degradadas de NY (e a cidade em geral) com acoes firmes e sem lenga lenga, contra qualquer um que viole, suje, ocupe irregularmente o espaço publico.
Nesse contexto, foi MUITO BEM-SUCEDIDA! Eh so andar nas ruas de NY hoje e ver como estao limpas e organizadas, com pouquissimos mendigos para uma cidade daquele tamanho... isso gerou um movimento privado, aliado ao publico, de recuperacao de fachadas, praças e outros espacos privados e publicos.
Isso NADA tem a ver com o fato de o pais continuar sendo o maior consumidor de drogas do mundo.
 

·
Banned
Joined
·
824 Posts
NAO PODEMOS deixar que O RESTO DA POPULACAO sofra com o achaque, os roubos, a degradacao economica e social das areas invadidas, o comercio de drogas, a violencia e outros problemas que essas pessoas sofrem SO PORQUE ELAS NAO TEM "CONTROLE" da sua doenca....[2]

Nâo fui eu que coloquei 10 filhos no mundo que não posso criar. Não posso ficar pagando pelo erro de outras pessoas.
 

·
Registered
Joined
·
24,542 Posts
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u598491.shtml

22/07/2009 - 08h38
Estado quer recuperar viciados da cracolândia
Publicidade
Colaboração para a Folha Online

O governo estadual concluiu que depende menos da polícia do que dos psiquiatras para enfrentar o crack na região da Luz. Essa é a principal novidade do plano desenhado para tentar diminuir a incidência do uso de drogas na cracolândia, no centro de São Paulo, informa a reportagem do colunista Gilberto Dimenstein publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O sucesso vai depender, segundo técnicos do governo, do encaminhamento dos viciados para centros de tratamento psiquiátrico, com a oferta de leitos nos hospitais, enquanto se aumenta a fiscalização policial. Além disso deverá ser garantido o acesso dessas pessoas a cursos profissionalizantes, o primeiro emprego, sessões de psicoterapia, escola em tempo integral e oficinas culturais e esportivas.

Segundo a reportagem, a ofensiva baseia-se, em parte, nas operações realizadas em bairros de São Paulo (Elisa Maria, na zona norte, e Paraisópolis, na zona sul, por exemplo) onde com o nome de Virada Social, juntaram-se as mais diversas secretarias estaduais e municipais, oferecendo desde luz, novas praças, escolas e centros de saúde até cursos técnicos ou horário escolar em tempo integral. No caso do bairro Elisa Maria, a taxa de homicídio caiu rapidamente.

A parte mais vulnerável do projeto, porém, é o tratamento psiquiátrico, sem o qual é praticamente impossível deixar a dependência de drogas
 

·
Registered User
Joined
·
2,726 Posts
Felizmente a prefeitura e o governo Estadual tomarão definitivamente a atitude correta ante a estes aspectos.

A questão da cracolândia, é o tráfico e o consumo de drogas. A polícia até poderia chegar lá e literalmente expulsar os dependentes químicos, mas eles não iriam sumir. Eles iriam para algum lugar.

Muitos denominam tal como "revitalização da cracolândia" (Nova Luz), mas ocorre que esta não é uma revitalização da cracolândia, mas sim da população viciada, e doente, que fazem o uso daquele local.

Ou seja, a revitalização, é dos moradores, dos jovens. Isto ocorrendo, com o pacote de obras, com a lei concessão urbanística, tudo será definitivamente superado, mas a questão maior mesmo são os dependentes químicos. Se conseguiram curar uma boa parte deles, em conjunto com o restante, a nova Luz estará revitalizada.

Mas, eu quero ver como a prefeitura vai conseguir fazer isto, pois será algo muito complexo. E os jovens que não estiverem convencidos a deixar de fazer o uso das drogas? Que não estiverem convencidos de que aquilo é uma doença? Como fazer?
 

·
Registered
Joined
·
8,876 Posts
Felizmente a prefeitura e o governo Estadual tomarão definitivamente a atitude correta ante a estes aspectos.

A questão da cracolândia, é o tráfico e o consumo de drogas. A polícia até poderia chegar lá e literalmente expulsar os dependentes químicos, mas eles não iriam sumir. Eles iriam para algum lugar.

Muitos denominam tal como "revitalização da cracolândia" (Nova Luz), mas ocorre que esta não é uma revitalização da cracolândia, mas sim da população viciada, e doente, que fazem o uso daquele local.

Ou seja, a revitalização, é dos moradores, dos jovens. Isto ocorrendo, com o pacote de obras, com a lei concessão urbanística, tudo será definitivamente superado, mas a questão maior mesmo são os dependentes químicos. Se conseguiram curar uma boa parte deles, em conjunto com o restante, a nova Luz estará revitalizada.

Mas, eu quero ver como a prefeitura vai conseguir fazer isto, pois será algo muito complexo. E os jovens que não estiverem convencidos a deixar de fazer o uso das drogas? Que não estiverem convencidos de que aquilo é uma doença? Como fazer?[/QUOTE]

Como fazer eu nao sei, mas seja o que for, que o façam BEM LONGE do centro de Sao Paulo!!
 

·
Banned
Joined
·
11,098 Posts
NAO PODEMOS deixar que O RESTO DA POPULACAO sofra com o achaque, os roubos, a degradacao economica e social das areas invadidas, o comercio de drogas, a violencia e outros problemas que essas pessoas sofrem SO PORQUE ELAS NAO TEM "CONTROLE" da sua doenca....[2]

Nâo fui eu que coloquei 10 filhos no mundo que não posso criar. Não posso ficar pagando pelo erro de outras pessoas.

Já viu a quantidade de jovens de classe média que vão parar na região da cracolândia e tornam-se irreconhecíveis? Aliás, pergunta básica: Já andou pela cracolândia e conversou com algum deles?

Espero que entenda minha crítica, mas da forma como vc se expressa, parece que você não tem muita noção de que ter muitos ou poucos filhos e ser ou não pobre, não é exatamente a origem da dependência química, mas apenas UM dos fatores que podem gerar a necessidade de fuga da realidade!

Se a probreza e número de filhos fosse algo tão relevante no contexto da dependência química, então teríamos toda uma população de alcóolatras e viciados na periferia das cidades, afinal em cada rua da periferia há sempre 2, 3 ou mais bares lotados de gente bebendo e muita gente usando droga durante anos a fio e apenas uma parcela delas tornam-se o que se chama de "nóias" e " Bêbados", ou seja, dependentes químicos.
 

·
Registered
Joined
·
5,072 Posts
Em NY, tolerancia zero eh chique. Em SP, tolerancia zero eh "higienizacao social e politicas de pessoas insensiveis as necessidades da populacao carente (ou outro tipo de vitima) e as nossas autoridades nao tem consciencia e sao crueis e vis".
Tolerancia zero salvou NY.... SP fez algo similar com a lei cidade limpa e os resultados sao visiveis.
Em megacidades, medidas frouxas nao dao resultado: medidas pifias, resultados pifios.
Parabens a SP!!!!!
Exatamente, sempre pensei nisso, e por isso que eu não tenho muita esperança com São Paulo, se NY tivesse uma parcela da população como tem aqui em São Paulo, com essa mentalidade, e com uma elite política e da mídia com esta mesma mentalidade, NY continuaria sendo o caos da década de 80, um Giuliani seria fascista, higienista, reacionário, e o resultado seria que ele não conseguiria implantar este programa que logrou tanto êxito, e NY continuaria um lixão com os humanistas denunciando o higienismo social. As vezes eu acho que essa gente quer mesmo uma cidade no estado de convulsão social, porque se não existisse mendigos, cracolandia, viciados, como eles fariam proselitismo social denunciando as mazelas de responsabilidade da elite, do capitalismo, do governo higienista e etc...???
 

·
Registered
Joined
·
5,072 Posts
A politica de tolerancia zero em NY NADA tem a ver com a politica NACIONAL de consumo de drogas!
Foi uma politica, exitosa, de recuperar areas degradadas de NY (e a cidade em geral) com acoes firmes e sem lenga lenga, contra qualquer um que viole, suje, ocupe irregularmente o espaço publico.
Nesse contexto, foi MUITO BEM-SUCEDIDA! Eh so andar nas ruas de NY hoje e ver como estao limpas e organizadas, com pouquissimos mendigos para uma cidade daquele tamanho... isso gerou um movimento privado, aliado ao publico, de recuperacao de fachadas, praças e outros espacos privados e publicos.
Isso NADA tem a ver com o fato de o pais continuar sendo o maior consumidor de drogas do mundo.
Ai que horror, quanto higienismo social.:lol:
 
1 - 20 of 69 Posts
Top