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Quem produzir resíduo hospitalar terá que arcar com todos os custos da coleta, transporte e tratamento do material, que atualmente é pago pelo governo. Hospitais, clínicas médicas, laboratórios, farmácias de manipulação, clínicas veterinárias e até tatuadores têm até setembro para se adequarem à norma, pois o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) não será mais o responsável por essa coleta.

Desde 1 de julho, está em vigor a lei que obriga todos os estabelecimentos privados de saúde a recolher e tratar seus resíduos, a partir de setembro. Para os hospitais públicos, o prazo é até abril de 2010. Hoje, o serviço é feito por uma empresa terceirizada, que coleta e transporta o material e opera o incinerador. O gasto do governo com o serviço chega a quase R$ 1 milhão.
O Distrito Federal conta com cerca de 1.500 estabelecimentos, entre hospitais, clínicas, postos de saúde e farmácias. Mensalmente, 510 toneladas de lixo hospitalar chegam ao incinerador público. Para a diretora geral do SLU, Fátima Co, poderá haver uma redução de 30% dessa quantidade. “Como agora terão que pagar pelo serviço, terão o cuidado de separar o lixo que realmente precisa ser incinerado. Porque observamos que há coisas que não precisam ser incineradas”, enfatiza.

Segundo Fátima Co, a usina, hoje, é obsoleta. “Ela estava bem à frente de qualquer cidade, mas atualmente já não é mais tão moderna. Para darmos manutenção, por exemplo, temos que esperar três dias para esfriar. Também tem os filtros, que são bem antigos”, disse. Segundo o SLU, já existem três empresas em condições de fazer a coleta e tratamento do lixo hospitalar no Distrito Federal: uma em Ceilândia, uma na Cidade Ocidental (GO) e outra em Anápolis (GO). Elas terão que usar incineradores próprios e o governo terá que construir um aterro sanitário, o que ainda não existe no DF.

De acordo com a diretora administrativa do Hospital Anchieta, Lorena Porto Pereira, em todo o complexo, o hospital produz, mensalmente, 3 toneladas de resíduo hospitalar. “Nossa maior dificuldade é que não existe no Distrito Federal uma empresa que suporte a demanda e que esteja adequada”, disse. Segundo ela, a instituição já fez um orçamento com uma empresa de Anápolis, que cobraria R$ 2 por quilo. “Um gasto de R$ 6 mil por mês.”

Fonte: http://www.tribunadobrasil.com.br/?ned=2686&ntc=87899&sc=1
 
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