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Vista da Serra

O surgimento de uma cidade, de uma região e de uma cultura ímpar.

Este Thread não se propõe a dissecar toda a Baía de Guanabara, ao contrário gostaria que despertasse curiosidade sobre o berço de diversas cidades e pudesse ser um catalisador de vários tópicos que já foram feitos relacionados à RMRJ, por isto necessito da colaboração de todos para acrescentarem endereços de seus próprios tópicos, correções e contribuições, são todos bem vindos a este que gostaria de ser apenas mais um portal de entrada da nossa região. Procurei postar imagens diferentes do trivial.
Rio de Janeiro, 01 de janeiro de 2010.
508 anos depois, especialmente para o SSC.
Pablo ITT


Parte I: História e Arte, Parte II: Evolução Urbana, Geopolítica e Meio Ambiente, Parte III: Turismo e Fotos.

Introdução sonora

O Estrangeiro – Caetano Veloso
O pintor Paul Gauguin amou a luz da Baía de Guanabara
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Levy-Strauss detestou a Baía de Guanabara:
Pareceu-lhe uma boca banguela.
E eu menos a conhecera mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela? . . . . . .

Um Pouco de História e Arte​


A Baía de Guanabara é uma das mais importantes referências naturais e culturais do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e de todos os municípios que a margeiam. A beleza da sua paisagem e a natureza exuberante foram repetidamente e entusiasticamente ressaltada por viajantes, pintores, poetas, estudiosos e, por tantos, anônimos admiradores.
A baía é a resultante de uma depressão tectônica formada no Cenozóico, entre dois blocos de falha geológica: a chamada Serra dos Órgãos, uma verdadeira muralha de gnaisse, e diversos maciços costeiros, menores. Constitui a segunda maior baía, em extensão, do litoral brasileiro, com uma área de aproximadamente 380 km².


Serra ao Fundo

Considerando-se a sua barra como uma linha imaginária que se estende da ponta de Copacabana até à ponta de Itaipu, esta sofre um estreitamento entre a ponta da Fortaleza de São João, na cidade do Rio de Janeiro, e a ponta da Fortaleza de Santa Cruz, na de Niterói, com uma largura aproximada de 1.600m. Relativamente a meio dessa passagem, ergue-se uma laje rochosa (ilha da Laje), utilizada desde os colonizadores como ponto de apoio à defesa da barra, o atual Forte Tamandaré (antigo Forte da Laje).
As profundidades médias na baía são de 3 metros na área do fundo, 8,3 metros na altura da Ponte Presidente Costa e Silva e de 17 metros no canal de entrada da barra.

Entrada da Baía de Guanabara



Entrada da Barra
Esta é uma pequena descrição de caráter morfológico da Baía de Guanabara, que ao analisarmos entenderemos porque foi palco de inúmeros combates entre índios, franceses e portugueses.

Aspectos Históricos



Nau de René Duguay-Troin em frente do Morro Cara de Cão

Tanta riqueza e alumbramento fizeram da Baía e seu entorno, objeto de intensa cobiça e disputa. O reconhecimento da sua importância começou muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Os primeiros habitantes se beneficiaram da farta quantidade de alimentos proporcionadas nas ótimas condições oferecidas pelos rios, mangues e terras cultiváveis. A planície, recheada de pequenas colinas, dava o cunho estratégico na defesa da aldeia. Esta confortável situação já perdurava há mais de quatrocentos anos, muito antes da chegada do homem europeu à região.
Por muitos séculos, desde os primeiros povos - os construtores dos sambaquis - os tupinambás, tupiniquins e outras populações indígenas encontradas pelos primeiros navegantes europeus, eram sustentados pelo ecossistema da Baía de Guanabara e seu entorno, eram permanentemente alvos de disputas por numerosos grupos rivais. Os indígenas denominavam-na em tupi-guarani como Guanabara, com o significado de seio do mar.


Carta ao Rei

Em 1502, precisamente no primeiro dia do ano, o português Gonçalo Coelho entra pela “foz” do Rio de Janeiro, de excepcional localização para a implantação de um porto (abrigado do alto mar) e conseqüentemente para o surgimento de uma cidade. Também assim pensaram os franceses ao querer implantar a sua França Antártica. Começa o conflito luso – francês culminando com a expulsão oficial destes últimos em 1565, sendo que no século XVIII retornariam sob a forma de corsários a invadir a cidade.
O colonizador também veio atraído pelas riquezas locais, mas logo percebeu que, o porto calmo e seguro também possuía grande valor estratégico, como suporte à navegação de suas embarcações ao longo do litoral, como para o acesso às terras e às riquezas do interior do país.
Era de se esperar que ao longo da história, um local tão atraente assim, só poderia mesmo acabar por atrair um grande contingente de população. A cidade do Rio de Janeiro foi crescendo em importância nacional e internacional e, em pouco tempo já era a capital da Colônia, com a chegada da família real portuguesa tornou-se a capital do Reino, com a independência do Brasil a capital do Império e, posteriormente, foi a capital da República.
As aldeias ao seu redor cresceram e se transformaram em cidades e “prosperaram”, fazendo surgir uma região metropolitana em torno de si. A baía, ao contrário, diminuiu, de tamanho devido aos vários aterros efetuados ao longo do tempo, diminuiu de importância, pois o transporte hidroviário e a pesca foram deixando de ser feitos e acabou empobrecendo por causa da imensa quantidade de elementos poluentes lançados muitas vezes in natura nas suas águas.
Tudo isso ocorreu muito rápido e sem controle, hoje temos uma baía sufocada de poluição e quase sem vida a espera pela boa (ou má) vontade política dos governantes que não “entendem” que deixá-la morrer é como matar a própria cidade que governam.


Caça da Baleia

http://www.mar.mil.br/dhn/dhn/hist_pontarmacao.html

http://fotolog.terra.com.br/antigamente1:967

1. Localização do Casario Histórico da Ponta da Armação, Niterói (baía de Guanabara - século XVII). Na época, o local era utilizado para processamento dos subprodutos das baleias.

2. Painel elíptico "Pesca da Baleia", de Leandro Joaquim. Óleo sobre tela (112cm x 131cm). Cerca de 1875, apresentando ao fundo e à esquerda o Complexo da Ponta da Armação na época. Museu Histórico nacional. Fotografia Luiz Carlos Miguel. Acervo da DHN.

3. Detalhe da obra "Pesca à Baleia" de Leandro Joaquim, em obra anteriormente citada. Hoje os edifícios integram o complexo da Ponta da Armação. Final do século XVIII. Banco de Imagens DHN.

4. Cena Marítima "Visita da Esquadra Inglesa". Painel elíptico de Leandro Joaquim. Óleo sobre tela, medindo 110 cm x 149 cm, cerca de 1785. Frota mercante inglesa com destino à colonização da Austrália. Ao fundo, no canto esquerdo, podemos observar o casario em estilo maneirista da Ponta da Armação. Museu Histórico Nacional. Fotografia Luiz Carlos Miguel. Acervo da DHN.

5. Série "Pesca à baleia" - Ilustração do século XVIII. In FERNANDES, Maria Augusta Evangelista (2002). Acervo da DHN.
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1. O Transatlântico Alcântara.

http://www.mirantemultimodal.com.br/cgi-bin/interno.cgi?tipo=memoria&lugar=801
O transatlântico britânico Alcantara, da Mala Real inglesa, entrando na Baía de Guanabara: ao fundo, o majestoso Pão-de-Açúcar. Cartão-postal ilustrado com pintura de Kenneth Shoesmith (1890-1939), oficial de marinha mercante que retratava os navios da famosa armadora e dos locais por onde passaram. Repare que a imagem mostra o navio ainda com duas chaminés. (Reprodução do livro 'Navios e Portos do Brasil', de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo)

2. Dirigível na entrada da Baía de Guanabara – foto.
http://www.novomilenio.inf.br/rossini/sts1930.htm

3. Dia de sol na Baía da Guanabara - óleo sobre painel 16x22cm - Sandra Nunes
Terça Feira, Janeiro 13, 2009.
Finalmente o sol retornou por dois dias seguidos e com ele o clima de verão que tanto combina com esta cidade. A partir das primeiras horas da manhã já se percebe que a temperatura vai subir muito, o que também representa um problema sério para trabalhar ao ar livre.
Dirigi-me ao mesmo lugar onde fiz a primeira pintura ao ar livre deste ano (veja o post anterior) em busca daquela árvore frondosa que me protegera tão bem da chuva. Desta vez ela me proporcionou toda a sombra que eu precisava para pintar. Decidi-me por fazer a mesma composição da pintura anterior, e os acinzentados deram lugar à luz quente do tão esperado verão carioca.

http://pinturaaoarlivre.blogspot.com/2009/01/dia-de-sol-na-baa-da-guanabara.html

4. Regata na Baía de Guanabara
Acrílico sobre tela.

http://www.pageon.net/jmarques/

Outros Sites


http://www.joaodorio.com/site/index.php?option=content&task=view&id=119




1. Ilha do Gato
http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/04/17/
Terra dos Temiminós - Mapa da baía da Guanabara
João Teixeira Albernaz, 1624

2. Reformulação do Plano de Melhoramentos de 1875 Tomando como base o Plano de Melhoramentos, são complementas as reformas efetuadas pelo Presidente Rodrigues Alves (Porto do Cais do Rio de Janeiro), concluídas as obras do Canal do Mangue, demolição do Morro do Senado e abertura de grandes avenidas como a Av. Central (atual Rio Branco).

3. Questões estéticas, sanitárias, viárias e habitacionais. O primeiro plano data de 1875 com a criação da Comissão de Melhoramentos da Cidade do Rio de Janeiro e perdurai até 1902. Este Plano não foi totalmente executado.

4. Prefeito Carlos Sampaio – 1920 a 1922. Demolição do MORRO DO CASTELO. Foram eliminadas do Centro as áreas residenciais de baixa renda. Abertura da Avenida Rui Barbosa, dando continuidade à Avenida Beira-Mar; ligação do Centro à Copacabana; execução de obras de saneamento e embelezamento na Lagoa Rodrigo de Freitas; contratação do engenheiro Saturnino de Brito para execução das obras; intensificação do processo de OCUPAÇÃO DOS SUBÚRBIOS.

http://bhpbrasil.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&_c=BlogPart&partqs=cat%3Dhist%25c3%25b3ria%2520da%2520arquitetura%2520e%2520do%2520urbanismo

5. Mapa Masset.

6. Mapa próprio
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Mapa Faperj


http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=2585 mapa aéreo estilizado

http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=3345

Apesar de sua irretocável natureza, a Baía de Guanabara foi insistentemente recriada por poesias, pinturas, fotografias e pelas artes em geral. Esse famoso cartão postal acaba de ganhar mais uma especial releitura na quinta edição do projeto Rio de Janeiro em Mapas, que será lançada pela Faperj dia 18 de dezembro, às 15h, no Museu Naval, na Rua D. Manuel, Praça XV, centro do Rio de Janeiro.
Para retratar a Baía de Guanabara com seu entorno, constituído de fortalezas, monumentos históricos e edificações, a Faperj reuniu o trabalho da historiadora Maria Fernanda Baptista Bicalho, professora da Universidade Federal Fluminense, e do jornalista e cartunista Claudius Ceccon.
O humor de Claudius está presente nas 40 ilustrações em nanquim e aquarela. A do Pão de Açúcar é uma espécie de ponto de partida para uma viagem que segue rumo a ilhas, fortificações militares, igrejas e antigos portos. O trabalho também remete ao passado, quando as águas da baía eram bem menos castigadas pela ação do homem e recebiam a visita de baleias e até mesmo de piratas.
Baía estratégica - O diretor-presidente da Faperj Pedricto Rocha Filho, considera a região estratégica para o desenvolvimento do Estado. “Sendo a segunda maior baía do país e englobando quase a totalidade da região metropolitana fluminense, se constitui, além dos aspectos históricos e culturais, em peça estratégica do desenvolvimento social e econômico do nosso estado”, lembrou.
O mapa ilustrado é acompanhado de um livreto com informações históricas e culturais. Uma equipe de historiadores coordenada por Maria Fernanda Bicalho foi responsável pela pesquisa e pelos verbetes que acompanham as ilustrações. A coordenadora do programa de Editoração da Faperj, Ismênia de Lima Martins, destacou a importância da Baía de Guanabara para o projeto Rio de Janeiro em Mapas. “É um lócus privilegiado, uma vez que atinge diversos municípios fluminenses e tem a sua paisagem ligada de forma indissociável à história do Estado do Rio de Janeiro”, disse.
O projeto Rio de Janeiro em Mapas tem o objetivo de divulgar as principais construções, logradouros e instituições localizados em municípios fluminenses ou em bairros cariocas, sempre sob o ponto de vista histórico, cultural e arquitetônico. “O projeto trabalha com a idéia de que a história de um bairro, de uma cidade ou de um acidente geográfico é a história de um espaço socialmente construído”, explicou Ismênia. Com tiragem de mil exemplares, o livreto e o mapa da Baía de Guanabara serão distribuídos gratuitamente para escolas públicas, bibliotecas e instituições de ensino.
Na estréia, o projeto retratou a região central da cidade do Rio de Janeiro pela paleta de Jorge de Salles; o mapa seguinte focalizou os bairros de São Cristóvão, Benfica e Mangueira e teve a assinatura do pintor naif J. Araújo. A terceira edição contemplou pela primeira vez uma região situada fora dos limites da capital fluminense: Campos dos Goytacazes, que foi recriada pela ilustradora Mariana Massarani. O tradicional bairro de Santa Teresa foi o objeto da quarta edição que teve ilustrações de Ana Maria Moura.
| Por: Mario Nicoll e Ilustrações: Claudius/Faperj



1. Enseada de Botafogo à noite
http://www.pictus.com.br/produto_detalhes.php?codproduto=323

2. Forte São João
3. Fortaleza da Conceição
4. Fortaleza de Santa Cruz

http://anofrancabrasil.blogspot.com/2009_02_01_archive.html
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Mairs e Pêros em 1555 / 1710 a 1711


1. Reedição do famoso quadro de Benedito Calixto.

2. Rio de Janeiro da Época, em que a cidade começa a crescer em outras direções, tendo as embarcações protegidas pela enseada do Morro Cara de Cão.

3. Detalhe do quadro original, ambos mostram o embarque de Estácio de Sá se preparando para mais um embate, dos perós ou pêros, como os Tamoios chamavam os portugueses, com os mairs, denominação dos índios Tamoios para os franceses.

http://anofrancabrasil.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

Continua.......
 

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Geopolítica, Formação Urbana e Meio Ambiente​



http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/oquee.asp



A Região Hidrográfica

http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/exibe_sub.asp?id_sub=12

A Baía de Guanabara pode ser considerada um estuário que engloba inúmeros rios que levam a ela, em média, mais de 200 mil litros de água por segundo. Essa água é captada pelas bacias hidrográficas desses rios que, somados, formam a Região Hidrográfica da Baía de Guanabara. Com o crescimento urbano desenvolveu-se junto um dos maiores parques industriais do Brasil e do continente, fatos esses que ocorreram de forma concomitante e em um processo de mútua retroalimentação.
As maiores bacias são as do rio Guapi / Macacu, Caceribu, Iguaçu /Sarapuí, Estrela /Inhomirim / Saracuruna, Guaxindiba /Alcântara, Meriti /Acari, Canal da Cunha, Canal do Mangue, Bomba, Imbuaçu, Suruí, Roncador, Magé e Iriri. Nas áreas densamente urbanizadas, os rios são quase todos canalizados e em muitos trechos são cobertos, conduzindo águas de péssima qualidade.
A Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, que ocupa uma área de 4.198 km², foi habitada pelos índios, durante mais de 8.000 anos, antes do início da colonização.
Em 1500, viviam na Guanabara os tupinambás ou tamoios, da nação Tupi-Guarani, em cerca de 30 a 40 aldeias localizadas nas áreas mais elevadas da orla da baía e nas margens dos rios. Os índios tinham uma relação harmoniosa com a natureza, coletando frutas, pimentas e ervas, caçando, pescando, plantando milho, mandioca, cará, batata-doce, abóbora e outros alimentos. Deles herdamos os nomes da baía, de muitos rios e localidades.
Esta região abriga cerca de dez milhões de habitantes, o equivalente a 80% da população do estado do Rio de Janeiro e apresentou, no período 1980-1991, a maior taxa de crescimento do País. Mais de 2/3 dessa população, 7,6 milhões de habitantes, habitam na bacia da Baía de Guanabara.

Os Rios / Bacias Hidrográficas

http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/exibe_sub.asp?id_sub=13


Caceribu
Estrela / Inhomirim
Guapi / Macacu
Guaxindiba / Alcântara
Iguaçu / Sarapuí
Iriri
Roncador
Suruí

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As Ilhas.


Ilha Das Cobras
Ilha Das Flores
Ilha De Santa Cruz
Ilha Do Engenho
Ilha Do Governador
Ilha Do Morro Grande
Ilha Do Pinheiro
Ilha Do Ribeira
Ilha Braço Forte
Ilha Brocoió
Ilha Canhanhas
Ilha da Conceição
Ilha D’água
Ilha de Viraponga
Ilha do Boqueirão
Ilha do Cambembe
Ilha do Carvalho
Ilha do Funil
Ilha do Rijo
Ilha Do Sol
Ilha Do Viana
Ilha Dos Tavares
Ilha Enxadas
Ilha Fiscal
Ilha Fundão
Ilha Itaóca
Ilha Itaóquinha
Ilha Jurubaíba
Ilha Laje
Ilha Menina
Ilha Nhanquetá
Ilha Pancaraíba
Ilha Paquetá
Ilha Pindaís
Ilha Seca
Ilha Sete Semanas
Ilha Tapuamas

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Os Manguezais


Manguezal da Ilha Cambebe
Manguezal da Enseada do Catalão
Manguezal da foz do Canal do Cunha
Manguezal da Linha Vermelha
Manguezal da Praia das Pedrinhas
Manguezal da Praia dos Gaegos
Manguezal da Vila dos Funcionários
Manguezal de Guapi-Mirim
Manguezal de Tubiacanga
Manguezal do alojamento da UFRJ
Manguezal do Dendê-Saco
Manguezal do Itacolomi
Manguezal do Jequiá
Manguezal do Rosa

As Praias
Existentes
Rio de Janeiro:
Praia do Forte de São João e Praia Vermelha, Urca, Botafogo, Flamengo, Ramos.
Ilha do Governador: Galeão, São Bento, Engenho Velho, Bica, Ribeira, Engenhoca, Pitangueiras, Bandeira, Barão de Capanema, Guanabara, e Pelônias.
Ilha de Paquetá:
Imbuca, Grossa, Tamoios, Catimbau, Pintor Castagneto, Moema e Iracema, Moreninha, do Lameirão, de São Roque, da Guarda, dos Frades e das Gaivotas.

Niterói:
Gragoatá, Boa Viagem, Flechas, Icaraí, São Francisco, Charitas, Jurujuba, Adão e Eva.

São Gonçalo:
Luz e São João, Beira, Boioia e das Pedrinhas.

Magé:
Ipiranga, Mauá, Anil e Piedade.

Inexistentes e/ou aterradas
Apicu, Inhaúma e Praia Pequena de Benfica



1.Praia da Piaçaba, que incluía a Praia de D. Manoel, a Ponta do Calabouço, o Boqueirão e do Passeio.

2. Praia de Santa Luzia.
http://www.almacarioca.net/rio-antigo-praia-de-santa-luzia/

3. Praia do Russel e da Glória –
http://fotolog.terra.com.br/luizd:863

4. Praia de Maria Angu –
http://fotolog.terra.com.br/luizd:73

Municípios Correlacionados

Mapas oficiais do IBGE – municípios do Estado em PDF

ftp://geoftp.ibge.gov.br/MME2007/RJ/

Banhados pelas águas da baía

1. Município de Guapimirim
http://www.guapimirim.rj.gov.br/historico.htm

2. Município de Itaboraí
http://www.itaborai.rj.gov.br/cidade/cidade.php

3. Município de Magé
http://www.governo.rj.gov.br/municipal.asp?M=77

4. Município de Niterói
http://www.niteroivirtual.com.br/modules/mastop_publish/?tac=53

5. Município de São Gonçalo
http://www.saogoncalo.rj.gov.br/historia.php

6. Município do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/rio_memoria/
http://www.almacarioca.com.br/historia.htm

Influenciados pela baía

7. Município de Belford Roxo
http://201.45.247.5:8080/sobelfordroxo/historiadacidade.html

8. Município de Cachoeiras de Macacu
http://www.cachoeirasdemacacu.rj.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=24&Itemid=68

9. Município de Duque de Caxias
http://www.duquedecaxias.rj.gov.br/web/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm

10. Município de Mesquita
http://www.mesquita.rj.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=108&Itemid=22

11. Município de Nilópolis
http://www.nilopolis.rj.gov.br/site/historia/

12. Município de Nova Iguaçu
http://www.novaiguacu.rj.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23

13. Município de Petrópolis
http://www.petropolis.rj.gov.br/index.ph?url=http%3A//www.petropolis.rj.gov.br/pp/modules/xt_conteudo/%3Fid%3D156

14. Município de Rio Bonito
http://www.guiarb.com.br/rio-bonito.asp

15. Município de São João de Meriti
http://www.baixadafacil.com.br/historia/meriti.htm

16. Município de Tanguá.
http://www.ferias.tur.br/informacoes/7099/tangua-rj.html
_______________________________________________________________________
Meio-ambiente

O principal acesso à cidade do Rio de Janeiro durante séculos, acabou sendo tragado pelo crescimento urbano a partir da segunda metade do século XX.
Atualmente conta com um tráfego intenso de navios, sendo significativa também a circulação das barcas que ligam o centro do Rio de Janeiro ao bairro de Paquetá e ao centro de Niterói. Esse último trajeto pode ser feito, desde 1974, pela Ponte Presidente Costa e Silva.
Diante da perda secular de áreas de manguezal, explorada sob os mais variados aspectos, a baía atualmente agoniza, vítima da poluição dos esgotos domiciliares e industriais, além dos derrames de óleo e da crescente presença de metais pesados em suas águas.
Embora as suas águas se renovem em contato com as do mar, a baía é a receptora final de todos os efluentes líquidos gerados nas suas margens e nas bacias dos 55 rios e riachos que a alimentam. Entre as fontes potenciais de poluição contam-se 14.000 estabelecimentos industriais, 14 terminais marítimos de carga e descarga de produtos oleosos, dois portos comerciais, diversos estaleiros, duas refinarias de petróleo, mais de mil postos de combustíveis e uma intrincada rede de transporte de matérias-primas, combustíveis e produtos industrializados permeando zonas urbanas altamente congestionadas.
A partir da década de 1990 vem sendo objeto de um dos maiores projetos de recuperação ambiental, com verbas do BIRD e do Governo do Japão, cujas obras, atualmente, encontram-se paralisadas.

Causas da Degradação Ambiental

Aterros e assoreamento
Alguns trechos de suas margens foram aterrados para a construção de cais e de vias públicas, como o Aterro do Flamengo e a Linha Vermelha.

Destruição de Manguezais
Dos 260km² originalmente cobertos por manguezais no entorno da baía, restam hoje apenas 82km². A destruição desta formação vegetal causa a redução da capacidade de reprodução de diversas espécies de vida aquática e intensifica o processo de assoreamento que, ao longo do tempo, resulta na progressiva redução de profundidade da Baía.

Poluição Industrial
Cerca de 400 indústrias, do total de 14.000, são responsáveis pelo lançamento de quantidades expressivas de poluentes na Baía de Guanabara e nos rios da sua bacia. A maior dessas indústrias, a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), da Petrobrás, contribui com elevada carga de derivados de petróleo e metais pesados.
Acidentes Ambientais
Somam-se, ainda, os acidentes ambientais como vazamentos de óleo, que ocorrem com certa freqüência nas refinarias, portos comerciais, estaleiros e postos de combustíveis. Como exemplo, ocorreu em janeiro de 2000 um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, causando grandes danos aos manguezais, praias e à população de pescadores, ou em março de 2006, diante de uma mortandade de peixes e óleo invadindo a praia de Ramos, os moradores da região acusando o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro por lavar os aviões e deixar óleo escoar para as águas da baía.


Revista de Domingo JB









A Recuperação

Objetivos e Metas Específicas - 13/09/2001
http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=287&codman=22

Desenvolvido no âmbito da SEMADS – Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e sob supervisão da FEEMA – Fundação Estadual de Engenharia Ambiental, o Plano de Gestão Costeira para a Baía de Guanabara tem como principal objetivo estabelecer um modelo de gestão participativa para o espelho d´água e seu entorno imediato, integrando em sua estrutura os diversos segmentos sociais que direta ou indiretamente se relacionam com a Baía de Guanabara.
Embora objeto de diversas ações que buscam a melhoria da qualidade ambiental de seus ambientes, a Baía de Guanabara não dispunha, até então, de um modelo de gestão que integrasse, sob uma mesma perspectiva, projetos, instituições, poderes federal e estadual, municipalidades, instrumentos legais, empresas e comunidades locais. O Plano de Gestão vem suprir essa lacuna, viabilizando o diálogo e procurando solucionar os conflitos de interesse com o estabelecimento de metas e ações que possibilitem o uso sustentável do espelho d´água e de seu entorno imediato, a recuperação, a preservação e a conservação de seus ecossistemas.
O modelo de gestão fundamenta-se no fortalecimento dos instrumentos já existentes através da integração de políticas públicas, com a articulação de municipalidades, estado e federação; a compilação e sistematização de todas as informações já existentes sobre a Baía da Guanabara (ambientais, sócio/econômicas, administrativas e legais), e o aprimoramento do Plano de Emergência (relacionado a derrames de óleo e derivados) para adequá-lo ao Plano Nacional de Contingência.
Como novidade, estão sendo elaborados: o levantamento das embarcações abandonadas e respectivas avaliações de risco ambiental; o zoneamento ambiental com uma proposta de compartimentação em unidades funcionais de gestão, dentro do critério de unidades homogêneas de uso e ocupação dos solos com estratégias específicas de gestão; uma base de dados iconográficos, retratando as transformações do quadro ambiental através do registro do presente e pesquisa imagens do passado; e um documentário de registro, mostrando toda a estruturação e o processo de produção do Plano de Gestão.
Também faz parte da proposta a delimitação da área de abrangência de gestão traçada em conjunto com o Conselho Gestor da Baía de Guanabara, um conselho interinstitucional que congrega representantes de todos os segmentos da sociedade, e que foi criado pelo decreto estadual 26.174/2000, com a finalidade de promover a gestão e o uso múltiplo sustentado dos recursos naturais e a recuperação do ecossistema Baía de Guanabara. De fato, o Plano de Gestão será o instrumento básico de atuação do Conselho Gestor, norteando suas ações e decisões.
A área geográfica de atuação do Conselho Gestor da Baía de Guanabara foi delimitada a partir de critérios de ordem física, ambiental, sócio-econômica, legal e político-institucional. Dentro dessa área situam-se. o espelho d´água e a porção continental imediata, caracterizada pelas feições geomorfológicas (ambientes) de baixadas, costões e vertentes dos maciços costeiros, onde situam-se microbacias, canais de drenagem urbana, foz de rios e interceptores oceânicos.
Na delimitação da área procurou-se evitar ao máximo a segmentação de unidades com características homogêneas e sujeitas a regimes administrativos específicos, adotando-se os seguintes critérios norteadores:
• De ordem física: limites de pequenas bacias, eixos viários e ferroviários, antiga orla da Baía;
• Ambientais: unidades de conservação, ecossistemas e áreas de risco;
• De caráter sócio-econômico: bairros e noção de territorialidade;
• De cunho legal: zoneamentos municipais, terrenos de marinha e áreas institucionais;
• De ordem político-administrativa: conflitos de competência e efetividade das ações de gestão.
Além de suas metas específicas de atuação, o Plano também se integra e articula com outros projetos e programas que ora se desenvolvem na região de influência da Baía, como o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, o Plano Estadual de Recursos Hídricos, o Plano de Emergência, Plano Diretor da APA de Guapimirim e o Censo Pesqueiro, dentre outros.
O Plano de Gestão Costeira para a Baía de Guanabara é o primeiro a ser elaborado dentro do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro, que é uma demanda do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, instituído pela Lei 7.661/88, parte integrante da Política Nacional para os Recursos do Mar e da Política Nacional do Meio Ambiente, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente.
Dentro do Programa Estadual inserem-se os planos municipais, o Sistema de Gerenciamento de Informações (SIGERCO), os Relatórios de Qualidade Ambiental, o Zoneamento Ecológico Econômico, o Plano Estadual e os Planos de Gestão. Para efeito de gerenciamento, o litoral fluminense foi dividido em quatro setores: litoral sul, litoral da Baía de Guanabara, litoral da região dos lagos e litoral norte-fluminense, envolvendo um total de 34 municípios e compreendendo mais de 800 km de faixa litorânea onde são encontrados mais de uma centena de ambientes marinhos diversos, como lagunas, restingas, brejos, mangues, baías, costões etc.
Sendo pioneiro, o Plano de Gestão para a Baía de Guanabara reveste-se de especial importância, pois sua estruturação e desenvolvimento servirão de base para a implementação do programa em todo o Estado, cuja faixa costeira, situada na interface continente-mar, é considerada uma área crítica, submetida à intensa pressão urbano-industrial. A preservação e recuperação dos ambientes costeiros são fundamentais para a manutenção da produtividade pesqueira e da qualidade ambiental, que dão sustentação a uma série de outras atividades, dando uma idéia da importância sócio-econômica do litoral e a urgência na implementação de um modelo de gestão.


Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG

O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara foi criado na década de 90 com a finalidade de planejar e coordenar um conjunto de ações visando à despoluição das águas da Baía de Guanabara. Dentre estas ações, destacamos como principal; a Coleta, Transporte e Tratamento de Esgotos das Bacias contribuintes localizadas no entorno da Baía. Vale salientar ainda que, do início de 2007 ao início de 2009, foram concluídas algumas obras que se encontravam a muito paralisadas.

CEDAE

http://www.cedae.rj.gov.br/



E.T.E. Alegria. Nível de Tratamento Secundário
http://www.flickr.com/photos/rbpdesigner/3258134257/
http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2009/01/216-milhes-de-litros-de-esgotodia-menos.html
Vazão projetada: 5000 l/s
Vazão em operação: 2500 l/s
População beneficiada: 1.500.000 Hab.
Bairros Beneficiados: Caju, Cidade Universitária, São Cristóvão, Benfica, Grajaú, Vila Isabel, Andaraí, Tijuca, Maracanã, Praça da Bandeira, Rio Comprido, Estácio, Cidade Nova, Santo Cristo, Saúde, Gambôa, Centro, Mangueira e São Francisco Xavier.
A ETE Alegria, com a inauguração da primeira fase de Tratamento Secundário, e com os trechos dos troncos coletores que faltavam para a atual vazão instalada, também concluídos, chegamos ao patamar de 216 milhões de litros de esgotos tratados por dia, o que se equivale ao volume de um Maracanãzinho.
Como resultado deste grande trabalho, já obtivemos uma melhora significativa na qualidade das águas da Baia de Guanabara, na Região do Caju, na saída do Canal do Fundão, segundo o monitoramento realizado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA), que demonstrou que o número médio de coliformes fecais nas águas do Canal do Cunha,que entre 2000 e 2007 era da ordem de 160.000 coliformes por 100 ml. Para atuais 5.000 coliformes por 100 ml após a inauguração da ETE.

ETE Pavuna. Nível de Tratamento Secundário
http://www.cibg.rj.gov.br/galeria_design.asp?img=19
Vazão projetada: 1500 l/s
Tronco Coletor à executar: 96.909,75 metros
População beneficiada: 623.500 Hab.
Municípios beneficiados: Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São João de Meriti.

ETE Sarapuí. Nível de Tratamento Secundário
Vazão projetada: 1500 l/s
Trecho Interceptor à executar: 2.735,34 metros
Tronco Coletor à executar: 709,3 metros
População beneficiada: 580.000 Hab.
Municípios beneficiados: Belford Roxo, Nova Iguaçú, Mesquita, e áreas de São João de Meriti.
As ETEs Pavuna e Sarapuí já se encontram concluídas com capacidade instalada de 1500 L/s cada à nível de tratamento secundário. A conclusão das obras de assentamento dos troncos coletores para estas 2(duas) ETEs estão aguardando financiamento.

ETE São Gonçalo. Nível de Tratamento Primário
Vazão projetada: 765 l/s
População beneficiada: 235.000 Hab.
Municípios beneficiados: São Gonçalo

As Estações de Tratamento de Esgoto da Penha, na Avenida Brasil, e da Ilha do Governador, no Tauá, foram ampliadas mediante novos equipamentos, capacitando a primeira a tratar 1.600 l/s, de modo a beneficiar 576.000 habitantes e a segunda, com capacidade para 525 l/s, atende outros 240.000 habitantes.

Águas de Niterói
http://www.aguasdeniteroi.com.br/



Mocanguê

Inaugurada em abril de 2002, a ETE Mocanguê trata os efluentes da maior base naval da América Latina. Localizada na Baía de Guanabara, a unidade tem vazão de 30 litros de esgoto por segundo. Para suportar a demanda da base naval, a ETE Mocanguê passou por obras de ampliação e reforma, consideradas prioritárias para o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). Para sua construção, a concessionária Águas de Niterói aplicou R$ 3 milhões.

Centro de Niterói

Primeira Estação de Tratamento de Esgoto vertical do Brasil, a estação de Toque-Toque tem vazão de 220 litros de esgoto por segundo, atendendo o Centro de Niterói e parte da Zona Norte, coletando e tratando o esgoto de 80 mil habitantes. A ETE Toque-toque realiza tratamento em nível secundário, com redução de 90% da carga orgânica dos dejetos. O modelo vertical da estação contribui para a despoluição da Baía de Guanabara, além de permitir a ampliação de sua capacidade de tratamento, que pode dobrar de volume. Inaugurada em maio de 2004, a ETE Toque-Toque fez com que Niterói chegasse a marca de 75% do esgoto coletado e tratado, índice muito superior a média nacional que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de apenas 20%. A estação foi construída pela Águas de Niterói com um investimento de R$ 10 milhões.

Icaraí
http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

Mesmo fora do contrato e de suas responsabilidades, a concessionária Águas de Niterói concluiu as obras da ETE Icaraí, que foi inaugurada em agosto de 2003. A estação atende a 170 mil habitantes dos bairros de Boa Viagem, Charitas, Cubango, Icaraí, Ingá, Santa Rosa, São Francisco e Vital Brazil. A ETE Icaraí trata 975 litros de esgoto por segundo, sendo dimensionada para atender até 240 mil pessoas, com vazão de 1.350 litros por segundo. Com sistema de tratamento primário quimicamente assistido, a estação lança os dejetos no emissário submarino de Icaraí, com 3.450 metros de extensão. Aliada ao emissário, a ETE Icaraí forma um sistema de tratamento a nível secundário, reduzindo em mais de 90% a carga orgânica despejada no mar. A conclusão da ETE Icaraí, somado à extinção das línguas negras, foi um importante marco para a volta da balneabilidade nas praias de Icaraí, Flechas e Boa Viagem. A Estação de Icaraí recebe ainda cerca de 15 mil litros de chorume por dia pela Rede Coletora de Chorume do aterro sanitário do Morro do Céu. Ao todo, a rede tem 5.500 metros de tubulação e três elevatórias. Outra ação que contribui para os índices positivos nas praias da Zona Sul de Niterói foi a implantação da Rede Coletora de Chorume do aterro sanitário do Morro do Céu. Ao todo, a rede coletora tem 5.500 metros de tubulação e três elevatórias, transportando cerca de 15 mil litros de chorume por dia à ETE Icaraí.

Jurujuba

A ETE Jurujuba foi inaugurada em setembro de 2005 e possui capacidade para tratar 30 litros por segundo. Com um investimento de R$ 3 milhões, a concessionária Águas de Niterói concluiu a implantação da infra-estrutura de esgotamento sanitário em Jurujuba, última praia da Zona Sul de Niterói a ser atendida. A rede coletora conta com 5,5 km de extensão, além de três elevatórias. A unidade, que atende a 6 mil pessoas, é de fundamental importância para a balneabilidade da praia de Jurujuba.

Camboinhas

Primeira Estação de Tratamento de Esgoto na região Sudeste a fazer o tratamento terciário do esgoto, ETE Camboinhas foi inaugurada em janeiro de 2002, dando início ao processo de implantação do sistema de esgotamento sanitário da Região Oceânica e de toda a Niterói. Até sua entrada em funcionamento, os dejetos da Região Oceânica eram jogados in natura nas lagoas de Piratininga e Itaipu, provocando danos ambientais, com impacto direto nos setores de turismo e pesca. A ETE Camboinhas possui vazão de 110 litros de esgoto por segundo e é uma das mais modernas do Brasil. Com o tratamento em nível terciário, a unidade reduz em até 95% o despejo de carga orgânica no meio ambiente, além da retirada de nitrogênio e fósforo. Sua construção foi orçada em R$ 35 milhões, custo que incluiu a implantação de 160 quilômetros de rede coletora de esgoto, 12 elevatórias e seis mil ligações domiciliares na Região Oceânica. Primeira das seis ETEs construídas pela concessionária Águas de Niterói no município, a estação de Camboinhas trata 7 milhões de litros de esgoto por dia e atende a uma população de 35 mil pessoas nos bairros de Piratininga, Camboinhas, Jacaré, Cafubá e Jardim Imbui. Além disso, a água tratada é reutilizada para a lavagem de vias públicas e irrigação de canteiros da Região Oceânica e Pendotiba.

Itaipu

Segunda Estação de Tratamento de Esgoto a nível terciário do município de Niterói, a ETE Itaipu reduz em 95% a carga orgânica lançada nas lagoas e praias da região, principalmente na Lagoa de Itaipu. Assim como a ETE Camboinhas, a estação de Itaipu tem capacidade para tratar 110 litros por segundo e, atualmente, possui uma demanda de 6 milhões litros de esgoto por dia. Inaugurada em janeiro de 2004, a ETE Itaipu foi construída com um investimento de R$ 28 milhões, que também possibilitou a implantação de 125 km de rede coletora além de 12 elevatórias. A unidade é responsável pelo tratamento do esgoto produzido nos bairros de Itaipu, Itacoatiara e Engenho do Mato, atendendo a 35 mil pessoas.

Uma Nova Esperança

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/265/totalmente-biodegradavel/view

Ciência Hoje/ RJ. Publicado em 03/12/2009 - Tatiane Leal

Totalmente biodegradável
Detergente criado na UFRJ ajudará a limpar áreas poluídas por petróleo. A primeira unidade-piloto do país para produção em larga escala do produto, que utiliza microrganismos do ambiente para degradar o óleo derramado, foi inaugurada em julho.

Produzido naturalmente pela fermentação aeróbia das bactérias 'Pseudomonas sp.', originárias de poços de petróleo, o detergente é eficaz contra derramamentos de petróleo no solo e no mar (fotos: F. A. Kronemberger).

Os graves problemas ambientais causados pelos derramamentos de óleo no mar e em terra estão mais próximos de uma solução. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um tipo de detergente totalmente biodegradável. Foi inaugurada em julho último, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), a primeira unidade-piloto do país para a produção em larga escala do detergente, que utiliza microrganismos do ambiente para degradar o petróleo derramado.
A criação do produto é fruto de uma pesquisa iniciada há 10 anos, parceria da Coppe com o Instituto de Química da UFRJ, que teve financiamento da Petrobras. O detergente chamado tecnicamente de biossurfactante (composto que reduz a tensão superficial de uma solução), é produzido naturalmente pela fermentação aeróbia de bactérias do gênero Pseudomonas, originárias de poços de petróleo. “O detergente que essas bactérias produzem facilita seu acesso às longas cadeias de carbono do petróleo, sua única fonte de energia dentro dos poços”, explica o engenheiro químico Frederico Kronemberger, da Coppe.
Por ser biodegradável, o próprio detergente será consumido após sua aplicação na área
É da mesma maneira que o biossurfactante agirá no solo ou no mar, onde houver derramamento de óleo: microrganismos que não o produzem naturalmente vão utilizá-lo para ter acesso às longas cadeias de carbono do petróleo e consumir esse poluente. Depois, o próprio detergente será consumido, já que é biodegradável, e a área volta a ficar limpa.
Para produzir o biossurfactante, os pesquisadores usam uma fonte de carbono alternativa ao petróleo: a glicerina. Por ser o principal subproduto do biodiesel, ela é encontrada em abundância e com preço baixo no mercado. Ao serem imersas na glicerina, as bactérias produzem o detergente. Testes em laboratório com terra e água contaminadas com petróleo mostraram a eficácia do novo produto.
Antes da inauguração da planta-piloto, o detergente era produzido em frascos agitados com pequeno volume.
Os pesquisadores tiveram, porém, de vencer uma barreira no processo de produção: na fermentação aeróbia, o ar é disperso no meio de cultivo para que o oxigênio se dissolva na solução aquosa. O resultado é uma enorme produção de espuma, o que inviabilizava a produção em larga escala. A solução, encontrada durante o doutorado de Kronemberger na Coppe, foi utilizar membranas capazes de controlar a difusão e a concentração de oxigênio dissolvido na solução, evitando assim a formação de espuma. Com isso, os pesquisadores conseguiram passar de uma produção de 300 ml para 3 litros de biossurfactante com o mesmo volume de solução, nos testes iniciais.
Testes em campo
Com a inauguração da Unidade Piloto para Produção de Biossurfactantes, serão fabricados 200 litros do detergente por semana. Agora, os pesquisadores poderão realizar testes em campo para determinar qual a concentração de produto necessária para aplicações na terra e no mar. Segundo Kronemberger, eles serão feitos até o início de 2010.
Com a inauguração da primeira unidade-piloto do país, a produção do detergente passou a 200 litros por semana
O engenheiro químico explica que os procedimentos adotados hoje para limpar um derramamento de óleo são insuficientes. Quando há um acidente no mar, a região contaminada é isolada por boias e drenada e o petróleo que sobra é deixado na água. No solo, a área atingida é levada para um aterro ou tratada em estações químicas. “O problema é somente transferido de local, e não solucionado”, afirma Kronemberger. “Além disso, o uso de um detergente químico cria outro problema, já que, não sendo biodegradável, permanece no ambiente”, completa.
O resultado dos derramamentos de óleo é nefasto para a natureza. Como consequência, ocorre o bloqueio da luz e da passagem de oxigênio para os seres vivos, a morte massiva da fauna microbiana e a acumulação de petróleo na cadeia alimentar, já que um animal se alimenta de um microrganismo contaminado, e assim sucessivamente. Por isso, a busca de uma solução efetiva para esse problema é primordial. “O uso do detergente biodegradável é a maneira mais correta e eficaz para controlar um acidente ambiental, com a vantagem do baixo custo”, ressalta Kronemberger, acrescentando que o biossurfactante pode ser usado da mesma maneira que o detergente convencional, com a vantagem de ser biodegradável.

Continua......
 

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Turismo e Fotos​

Para Defender a Beleza
As Fortalezas e a Baía de Guanabara

São em torno de dez, as edificações destinadas à defesa da baía, todas posicionadas estrategicamente para impedir que invasores atacassem a cidade. Surgidas a partir de 1555 na entrada da baía (Santa Cruz e S. João) foram se aprimorando em número e em técnica até o início do século XX (Forte de Copacabana) tornando-se inadequadas para combate após a II Guerra Mundial.

Principais Fortalezas ligadas ao turismo.


Reportagens
Esportes e Lazer





O Contorno do “Litoral” de Carro.





















De Barca
A caminho de Paquetá


Em torno de Paquetá



Curiosidades, destaques, tópicos correlacionados e links.

Ilha do Governador
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=13233440

Poluição
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/04/e041011201.asp

Ilha de Paquetá
Um bairro da cidade que é uma ilha. Uma Ilha da Baía da Guanabara que é um bairro.
Único.
http://www.ilhadepaqueta.com.br/paqueta.htm

A Ilha do Sol – Luz Del Fuego.
http://www.memoriaviva.com.br/luzdelfuego/

Fundão
http://www.ufrj.br/planodiretor/?page_id=29

A História do Brasil numa Ilha
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2009/08/16/a-historia-do-brasil-numa-ilha-do-fundao-214276.asp

No país com a fama de não ter memória, um sítio histórico, que abrigou remanescentes de algumas das principais guerras de que participou o Exército brasileiro, permanece quase incógnito. O Asilo dos Inválidos da Pátria, construído em 1868 por Dom Pedro II na Ilha de Bom Jesus (que mais tarde seria ligada, por aterro, à Ilha do Fundão), funcionou até 1976, e recebeu militares, doentes e mutilados, que combateram na Guerra do Paraguai e na repressão de duas insurreições internas, a Guerra de Canudos e a Guerra do Contestado.
Hoje, o sítio histórico com os dois prédios onde ficavam os asilados e a Igreja de Bom Jesus da Coluna está praticamente igual ao que era há 140 anos, e está aberto para visitas guiadas, de terça a domingo, das 9h às 16h. A igreja foi restaurada em 2008. A Ilha de Bom Jesus fica dentro da Vila Militar do Fundão. No passeio pelo local, é possível ver, ainda, placas homenageando os heróis de guerra, e conhecer um pouco mais a história do lugar.
Inaugurado no dia do aniversário de Princesa Isabel, o Asilo dos Inválidos da Pátria foi construído por determinação pessoal do imperador Dom Pedro II. Guardadas as proporções, foi inspirado no Hotel des Invalides, de Paris, onde até hoje está a tumba de Napoleão.
O passeio ao Asilo vale também pela beleza do lugar. Do cais logo em frente aos prédios onde ficavam os asilados, tem-se uma das mais belas vistas da Ponte Rio - Niterói (abaixo). Pela proximidade, aliás, o local foi utilizado como ponto de apoio durante as obras de construção da ponte.
O historiador paulista Marcelo Moraes Gomes, que defendeu uma tese de doutorado sobre o Asilo dos Inválidos da Pátria, conta que Dom Pedro II chegava a acompanhar pessoalmente as obras.
- Foi ele que escolheu a Ilha de Bom Jesus para receber os inválidos de guerra. Fiscalizava as obras, há registros de que ele intervinha em pequenos detalhes, como, por exemplo, o de determinar que as mesas fossem de mármore, e não de madeira, pois estas acumulavam poeira e poderiam ajudar na disseminação de doenças - conta.

Baía de Guanabara e Galeão.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=13233440

Dando a volta na Baía de Guanabara.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=953940

Edificações em destaques
___________________________________________________________________________________________________________
Aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=842910&highlight=

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=778168&highlight=

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=842888

Fio Cruz
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=940662&highlight=

Ponte Rio Niterói

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=870660
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=446026

Nova Ponte Esraiada da UFRJ (atualizada em 23/07/2011)

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1147589

Porto do Rio de janeiro

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=751306=
_________________________________________________________________

Niterói.
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=350304
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=928628

Rio do alto da Tijuca.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=460687

Pão de Açúcar
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=833296

Saneamento
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=896460

Márcio Machado
http://www.1000imagens.com/autor.asp?idautor=335

Nilo Lima
http://dasalturas.com.br/index%20nl.htm

 

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Essa música do Caetano é fantástica!:)
Parabéns a bela baía de Guanabara. Bem interessante as fotos, os mapas, e as explicações!:)
 

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Poxa, Paulo, tô sem palavras. Incrível o seu trabalho de fotografar, publicar tantas informações. Li tudo, e no que puder contribuir, farei.

A questão do tratamento de esgoto está felizmente melhorando com a gestão da Nova Cedae, e as perspectivas são bem promissoras. Depois posto algumas declarações.

Ainda falta muito o que fazer. A Ilha das Cobras, por exemplo, ainda despeja in natura todo seu esgoto, o que é um absurdo.
 

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Parabéns pelo trabalho mais que completo.

Ficou excelente!
 

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Paulo,

Que trabalho de fôlego! Que trabalho hercúleo!

Suas fotos estão extremamente especiais. Pergunto-lhe: foram todas tiradas em Paquetá?

Com relação às telas expostas no Museu Histórico Nacional retratando caça às baleias, será que algum dia seus tataranetos verão baleias nadando na Guanabara? Eu quando menino, lembro-me de admirar botos (ou seriam golfinhos?) acompanhando as barcas na travessia Niteroi - Rio. Mas, com esta poluição toda, acho incrível que ainda haja algum peixe vivo em suas águas.
 

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Discussion Starter #14
Paulo,

Que trabalho de fôlego! Que trabalho hercúleo!

Suas fotos estão extremamente especiais. Pergunto-lhe: foram todas tiradas em Paquetá?

Com relação às telas expostas no Museu Histórico Nacional retratando caça às baleias, será que algum dia seus tataranetos verão baleias nadando na Guanabara? Eu quando menino, lembro-me de admirar botos (ou seriam golfinhos?) acompanhando as barcas na travessia Niteroi - Rio. Mas, com esta poluição toda, acho incrível que ainda haja algum peixe vivo em suas águas.
Sim, foram tiradas em Paquetá, na barca, na ponte e ao longo das rodovias.

Estou montando um outro thread sobre a estações de tratamento de esgoto da Alegria - Caju. Tive acesso ao seu interior e ao programa de despoluição da BG que junto com este novo projeto da UFRJ fará com que meus filhos, ainda que em idade avançada, consigam ver a BG despoluída.
Em Paquetá eu não acreditei ao ver que as águas estavam bem claras conforme andaram anunciando pela imprensa, pensei que fosse mentira mas, no dia que lá estive pude constatar a realidade.
:)
 

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Rafael Soares
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Cheguei a me emocionar com este thread!!!
Riquíssimo em fotos e informações excelentes!
Um lugar poluído como este guarda ainda muita beleza (muita mesmo!) e história!

Gostei da lista de ilhas da Baía, nem sempre é uma informação que se acha com facilidade.
As praias extintas, muita gente não tem a menor ideia delas!!!

Eu achei muito legal as informações sobre os fortes e a fauna também.
Agora comece a se preparar para este thread começar a ser copiado em blogs, a ser copiado em trabalhos escolares... etc

Favoritado, está na minha lista de "Subscribed Threads" :)

Tô vendo até que teu estilo de thread é parecido com o meu! Foto de capa do thread com título, e muita informação com os links!
 

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Niteroiense da gema!!
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Sem dúvidas o thread mais completo da história do SSC :lol:

Não tenho nem o que falar Paulo, simplesmente FANTÁSTICO o seu trabalho, eu sou fascinado pela Baía, e fico realmente feliz em ver que os trabalhos para a despoluição da mesma finalmente está acontecendo...

:applause: :applause:
 

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A volta do malandro
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Imaginem aos ganhos que as cidades teriam com a baía depoluida? Praias limpas, incremento no turismo, atividades náuticas, no mergulho, na pesca...
 

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Ao lado da Ciência, dos Fatos e da Empatia
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Fantástico!

Imagino a Guanabara voltando a ser um santuário de águas limpas ainda nesta década.
 

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Banned
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Simplesmente esse thread tá de parabéns, fantástico, mais completo impossível, o trabalho q vc deve ter tido então nem se fala, mt bacana, não só em relação as imagens atuais e históricas, como a história e as informações atuais, assim como a das estações de tratamento, depois dessa, não sobra mt coisa para os outros postarem em relação a Baía de Guanabara, modéstia a parte, a mais charmosa do país e a q + presenciou eventos históricos tb.
 
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