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Equilíbrio, viagens e paz
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Thread histórico do SSC!! A baía de guanabara sofreu as consequências ambientais típicas de uma cidade que cresceu de forma despreperada, com lançamentos in natura de dejetos industriais e residenciais. Porém não se pode achar que tudo está perdido. A APA de Guapimirim é extremamente importante na preservação da área de mangue da porção oriental da Baía, e se torna um berço de preservação em meio a degradação. Nessa questão da demora do PDBG, há de se destacar negativamente a intransigência por parte da Prefeitura Municipal de São Gonçalo em fazer a ligação de parte da sua rede de esgoto na ETE de São Gonçalo. Outro fator importante é a questão do COMPERJ, que para muitos ambientalistas seria um desastre no tocante à emissão de poluentes, inclusive podendo afetar parte da APA de Guapi...vide alguns casos de vazamento de petróleo no ano de 2000.

Paulo, no mais, só tenho a lhe parabenizar pelo fantástico trabalho!! Como estudante de geografia, posso dizer que o material presente nesse thread é de primeiríssima qualidade e de suma importância para estudos mais abrangentes da Baía de Guanabara e o seu entorno. Espero que com o ganho dos Jogos Olímpicos pela cidade do Rio de Janeiro, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara seja seguido com eficácia, para que esse nosso patrimônio natural se torne cada vez mais atrativo.

Forte abraço!!
 

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Discussion Starter #22
O Globo de hoje

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/01/30/responsaveis-por-megavazamento-de-oleo-na-baia-de-guanabara-sao-absolvidos-915748246.asp
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Sem punição

Responsáveis por megavazamento de óleo na Baía de Guanabara são absolvidos
Publicada em 30/01/2010 às 18h19m

RIO - Dez anos depois do vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, na Baía de Guanabara, a tragédia só permaneceu viva nas redes de pescadores, sujas pelas borras do produto viscoso e quase sem peixe. A reportagem de Tulio Brandão, publicada neste domingo no jornal O Globo, mostra que nos autos da ação penal que julgava os responsáveis pela tragédia, os manguezais dizimados, as toneladas de peixes mortos e a unidade de conservação afetada foram condenados ao esquecimento. O juízo da 5ª Vara Federal Criminal de São João de Meriti absolveu os acusados pelo vazamento, alegando, entre outras coisas, falhas na denúncia feita pelos procuradores do Ministério Público federal (MPF), considerada genérica.

A procuradoria, que contestou as acusações, não entrou com recurso contra a decisão por avaliar que os crimes, com penas máximas baixas, estariam prescritos no momento do julgamento em segunda instância. Assim, o processo criminal de uma das maiores tragédias ambientais da história do estado foi definitivamente arquivado sem punidos. O único a pagar alguma coisa foi o operador do duto da Petrobras, José Hermes do Valle Lima, que, no meio da ação, optou pela extinção da sua punibilidade, tirando do próprio bolso seis salários mínimos (a R$ 240 à época), através da suspensão condicional oferecida pela Justiça.

De acordo com a reportagem, a Petrobras não quis comentar a decisão. Em nota, a empresa informou que, desde o acidente, em 18 de janeiro de 2000, iniciou um abrangente programa de gestão ambiental. "Foram destinados cerca de R$ 4,2 bilhões - mais de 40% de suas aplicações - às instalações da Petrobras no estado, principalmente na melhoria da gestão ambiental." A assessoria informou que a companhia mantém um centro de defesa ambiental na Baía, que funciona 24 horas por dia.

Para o procurador da República Renato Machado, que assumiu o processo na parte final, os responsáveis ficaram impunes devido a uma combinação de fatores que inclui ainda o excesso de procuradores e juízes cuidando do processo ao longo dos dez anos, penas máximas muito baixas para crimes ambientais e a exclusão da Petrobras da lista dos réus.

No meio de tantos argumentos, estão os pescadores da Baía. O problema, segundo eles, está no fundo da Baía, para onde teriam ido as borras de óleo depois de endurecidas por um produto químico, lançado na água à época do desastre. Com isso, espécies que viviam no fundo, como o camarão, praticamente desapareceram. Diante da maré ruim para peixes, os pescadores se viram como podem. Uma das saídas é trabalhar no Projeto Baía Limpa, apoiado pela própria Petrobras, que estimula a população local a recolher o lixo flutuante, de fundo, e de redes posicionadas em outras áreas da baía.

Enquanto catam lixo, os pescadores esperam ansiosamente pelo julgamento da ação de indenização em que 18 mil pescadores podem ganhar ajuda de custa por dez anos da Petrobras. O processo está no Superior Tribunal de Justiça. A empresa não questiona a reparação dos pescadores, mas sustenta que havia, à época do acidente, apenas 3.339 profissionais na região e que o período indenizatório deve ser de apenas 32 dias (tempo em que a pesca ficou oficialmente suspensa na Baía de Guanabara).
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E assim se passaram 10 anos.
:eek:hno:
 

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E a quantas anda a depoluição da baía, hein? Esse projeto deveria estar andando a mil para que essa ficasse limpa até as olimpíadas. Isso tá me cheirando a mico, infelizmente...
 

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Discussion Starter #24
E a quantas anda a depoluição da baía, hein? Esse projeto deveria estar andando a mil para que essa ficasse limpa até as olimpíadas. Isso tá me cheirando a mico, infelizmente...
A Petrobrás morde e assopra. Se não houver mais nenhum derramamento de óleo a coisa anda mais depressa.
:)
 

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Discussion Starter #25
ECONOMIA​

ESTALEIROS



http://www.portalnaval.com.br/estaleiros-no-brasil

http://www.portalnaval.com.br/estaleiros-no-rio-de-janeiro

STX Brazil Offshore S.A.
Praça Alcides Pereira, 1, Ilha da Conceição - Niterói – RJ
http://www.stxeurope.com

O Estaleiro STX Europe, líder na construção de embarcações de apoio marítimo, está também alcançando resultados expressivos na jumborização, modernização e reparação de embarcações offshore. Essa parceria resultou na liderança no mercado de construção de embarcações de apoio offshore no Brasil e na América latina, consolidando seu posicionamento estratégico, imprimindo dinâmica ao processo de transferência de tecnologia e abrindo portas para a comercialização de embarcações em âmbito mundial.

Facilidades industriais
Área total: 120.000 m²;
Carreira: capacidade de carga até 3.000 ton, para embarcações de comprimento até 100 m
Cais de acabamento: 300 m de comprimento
Guindastes: instalados na carreira, ao longo do cais e móvel, com capacidade de até 250 ton.
Oficinas de montagem: providas de facilidades e equipamentos de carga
Dique flutuante: Comprimento: 150,80 m; boca: 24,70 m; pontal: 11,58 m; para embarcações com arqueação bruta até 4.920 ton.

Aliança S/A – Ind. Naval e Empresa de Navegação.
Travessa Braga, 2 (Avenida do Contorno) – Barreto - Niterói – RJ
http://www.estaleiroalianca.com.br

Aliança, antigo “Ebin S.A. – Indústria Naval”, fundado em 1966, encontra-se estrategicamente localizado às margens da Baia de Guanabara e da rodovia BR-101 (Av. do Contorno), em Niterói, Estado do Rio de Janeiro. Atualmente o estaleiro está construindo para a “CBO – Companhia Brasileira de Offshore” quatro navios tipo PSV-3000.

Facilidades industriais
Área total: 61.000 m²;
Área coberta: 11.000 m²;
Carreira: para 3.000t /10.000 TPB;
Guindastes: 60t;
Cais: dois, com 100m cada um.

Empresa Brasileira de Reparos Navais S.A - Renave e Enavi Reparos Navais Ltda.
Av. do Contorno, 169, Barreto – Niterói – RJ
Estaleiro: Ilha do Viana – Niterói – RJ
http://www.enavi.com.br

Fundada em 1974 e situada na Ilha do Viana, na Baía de Guanabara, a RENAVE é o maior estaleiro de reparos navais da América Latina. A empresa executa obras gerais de reparos, jumborização, remotorização, conversão e extensão de vida útil de navios, além de reparos de embarcações flutuando, em qualquer parte do Brasil, estando física e tecnologicamente capacitada a atender navios de até 80.000 TPB. O estaleiro estabeleceu convênios com empresas de pintura industrial, produtores de tintas, fabricantes de motores diesel e fornecedores de serviços elétricos e de refrigeração, garantindo, assim, a mais atualizada tecnologia para qualquer tipo de reparo. A especialização da mão-de-obra é, também, um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento de novos métodos de trabalho e pela elevação dos níveis de produtividade, com redução de custos e prazos e diversificação das linhas de serviços, utilizando recursos computacionais. A empresa, sob o controle do “Grupo REICON”, agregou as facilidades da ENAVI, transferindo para a Ilha do Viana o dique flutuante “Almirante Guilhem”, bem como todos os equipamentos, o ferramental e os profissionais daquele estaleiro. Operando em associação com a RENAVE, a ENAVI está apta a prestar todos os tipos de reparos e serviços aos armadores, como a revisão de motores principais e auxiliares, de trocadores de calor, caldeiras, sistemas de refrigeração, bombas, etc., além dos serviços rotineiros de docagem. A ENAVI executa serviços especializados de pintura interna total ou parcial de tanques de carga de navios petroleiros e de transporte de produtos químicos, obedecendo às mais rigorosas especificações dos fabricantes de tintas.

Facilidades industriais
RENAVE
Área total: cerca de 200.000 m²;

Dique flutuante “Almirante Alexandrino”: 215 m de comprimento total; 35 m de largura interna livre; pontal de 9,50m sobre os picadeiros; capacidade de elevação de 20.000 ton, para navios de até 80.000 TPB

Dique seco “Henrique Lage”: 184 m de comprimento total; 27 m de largura na entrada; calado máximo de 8,50 m; capacidade para navios de até 30.000 TPB

Dique seco “Orlando Barbosa”: 136 m de comprimento total; 17,43 m de largura na entrada; calado máximo de 4,33 m; capacidade para navios de até 8.000 TPB

Dique flutuante “José Rebelo”: 70 m de comprimento total; 17 m de largura interna livre; calado máximo de 4m; capacidade de elevação de 1.800 ton

Oficinas: aparelhadas com máquinas para processamento de aço, fabricação e montagem de tubulações e usinagem de eixos, madres e buchas; ferramental para manutenção de motores diesel, bombas, turbinas, caldeiras e trocadores de calor, vulcanização de eixos simplex no local, fundição com centrifugação de buchas e enrolamento de motores elétricos. Completos serviços de docagem e capacidade de execução de tratamento de superfícies e aplicação de revestimentos externos e internos à base de epóxi, borracha clorada, silicato inorgânico de zinco, SPC e outros.

ENAVI
Dique flutuante “Almirante Guilhem”: 200 m de comprimento total; comprimento do flutuante na linha de centro de 180 m; largura interna entre as laterais de 34 m; largura interna livre entre defensas de 32,80 m; pontal moldado de 15,6 0m; altura dos picadeiros na quilha de 1,75 m; calado máximo sobre os picadeiros da quilha de 7,75 m; capacidade de elevação de 18.000 ton; tempo máximo de elevação de 2:30 h; servido por 2 guindastes de 10 ton.

Estaleiro Mauá S.A. (Caximbau - Ilha da Conceição)
Rua Dr. Paulo Frumêncio, 28 - Lote 1A (Parte) - Ponta d’Areia - Niterói - RJ
http://www.estaleiromaua.ind.br

Fundado em 11 de agosto de 1846 por Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá. O Estaleiro Mauá é, hoje, um dos maiores estaleiros do Brasil, e a mais tradicional empresa da área naval ainda em operação. Localizado na Ponta d’ Areia, Niterói – RJ, é o único estaleiro de grande porte na Baía de Guanabara, situado antes da Ponte Rio - Niterói, facilitando a atracação de embarcações que possuem restrição significativa de altura e / ou manobra. Aos clientes externos, o Mauá oferece uma ampla linha de serviços, incluindo docagem, reparos flutuando, engenharia especializada, conversões, novas construções, e muitas outras atividades correlatas. O Mauá dispõe de três unidades industriais, adequadamente equipadas e localizadas na Baía de Guanabara. Na Ilha do Caju, Baía de Guanabara a unidade é capaz de atender a quaisquer requisitos de fabricação e reparação naval, offshore ou industrial. Ali está sendo construída a jaqueta de Mexilhão. O Canteiro do Caximbau, na Ilha da Conceição, foi reaberto após 10 anos, em 19/02/02, e ali se constroem os módulos de plataformas. O Estaleiro Mauá está habilitado a construir todos os tipos de embarcações como: cargueiros, full–containers, navios – tanque, graneleiros, roll-on / roll-off, químicos, equipamentos de offshore, plataformas petrolíferas; continuando a conquistar clientes importantes com seu desempenho e preços competitivos.

Facilidades industriais
Área total: 78.000 m²
Carreira: horizontal, para construção de módulos com duas linhas, cada uma com capacidade de 280 t/m até 167m de extensão
Cais: capacidade de 20 t/m² (em construção).

Estaleiro Mauá S.A. (Ponta D'Areia)
Rua Dr. Paulo Frumêncio, 28 - Lote 1A (Parte) - Ponta d’Areia - Niterói - RJ

Facilidades industriais
Área total: 180.377 m²;
Área coberta: 69.140 m²;
Carreira longitudinal: 1 de 223 m x 41 m, atendida por 2 guindastes de 100 ton
Dique seco: 167 m x 22,50 m
Cábrea: capacidade de içamento de 2.050 ton e altura de lança de 100 m
Cais: 2 (Cais I, 350m; Cais II, de 306m), atendidos por 4 guindastes de 15, 20 e 30 ton
Porte máximo: 70.000 TPB;
Capacidade de processamento de aço/ano: 36.000 ton

Estaleiro Mauá S.A. (Ilha do Caju)
Rua Dr. Paulo Frumêncio, 28 - Lote 1A (Parte) - Ponta d’Areia - Niterói - RJ

Facilidades industriais
Área total: 76.000 m²
Carreira: horizontal, para construção de jaquetas com duas linhas, cada uma com capacidade de 300 ton/m até 180 m de extensão
Cais: capacidade de 20 ton/m².

Estaleiro Cassinú Ltda.
Rua Cruzeiro do Sul, 454 – Gradim - São Gonçalo - RJ
http://www.estaleirocassinu.com.br

Fundado em 1995, o Estaleiro Cassinú tem se tornado referência em reparo naval, construção e operações onshore e offshore. Assim, desde o primeiro momento aprende-se que, se uma empresa quer seriamente crescer, deve modernizar suas atividades e, principalmente, concentrar recursos sólidos na capacitação profissional de seu pessoal, na segurança do trabalho, na conscientização da responsabilidade social e, finalmente, no bem-estar geral. É o que a empresa tem feito desde então e os resultados são um produto final limpo, bem acabado e plenamente satisfatório, uma razoável relação custo benefício e um ambiente livre de acidentes.

Facilidades industriais
Cais: 200 m;
Dique seco: 69m de comprimento; 12,60m de largura; calado máximo de 3,50m; servido por um pórtico para 25t;
Dique flutuante: 30m de comprimento; 14,40m de largura; 4,20m de calado;
Guindastes: 1 x 30 ton; 1 x 40 ton; 1 x 75 ton; 1 x 125 ton.

UTC Engenharia S.A.
Estaleiro: Rua Monsenhor Raeder, 273/275 – Barreto – Niterói – RJ
http://www.utc.com.br

Fundada em 1974, a UTC é uma das principais empresas brasileiras na área de serviços, ocupando uma relevante posição nos setores de produção, petróleo e gás, petroquímica, geração de energia, siderurgia, metalurgia, papel e celulose e outros setores. Ao longo de sua existência, a UTC vem concentrando suas atividades em contratos de gerenciamento, construção, montagem e manutenção para os vários setores industriais de um modo geral, fornecendo serviços nas mais diversas formas de contratos, especialmente EPC. Dentre suas principais atividades destacam-se: elaboração de projetos, suprimento, construção e montagem, comissionamento, condicionamento, assistência à partida, pré-operação, operação assistida e partida, além de manutenção especializada, preventiva e corretiva. A UTC possui duas Bases de Operações Offshore, uma em Niterói e outra em Macaé, ambas no Estado do Rio de Janeiro. Dispõe de uma infra-estrutura adequada ao desempenho eficaz e imediato de todas as atividades administrativas, técnicas e operacionais necessárias ao cumprimento dos seus contratos. Pioneira na implantação de sistemas de qualidade na área de engenharia, a UTC está certificada nas normas ISO 9001:2000, ISO 14001, OHSAS 18000 e a SA 8000, estando preparada para atuar no mercado de engenharia no Brasil e no Exterior.

Facilidades industriais
Área total: 112.000 m²
Instalação e área de montagem: 9.472 m²
Píer nº 1: comprimento de 30 m; profundidade de 6 m
Pier nº 2: comprimento de 50 m; profundidade de 7 m

Mac Laren Oil
Rua Miguel Lemos, s/nº, Lote 616– Niterói – RJ
http://www.maclaren.com.br

Com mais de 69 anos de tradição, a Mac Laren possui duas unidades industriais localizadas no município de Niterói, estado do Rio de Janeiro: a Unidade Ponta d´Areia e a Unidade Ilha da Conceição (temporariamente ocupada). A Mac Laren Oil é uma empresa certificada ISO 9001:2000, pela BVQI, para Gestão de Contratos de Obras Navais e Offshore. Dentre as obras mais recentes realizadas na Unidade Ponta d´Areia, pode-se citar a construção dos módulos de geração e compressão das plataformas P-51, P-52, P-53 e PRA-1. Recentemente, a Mac Laren iniciou um processo de expansão visando tornar-se um dos mais modernos complexos integrados do País, capaz de realizar ao mesmo tempo a construção e o reparo de unidades marítimas e offshore.

Facilidades industriais
Área total: 30.000 m², na Unidade Ponta d´Areia (com a expansão passará para 75.000m²), e 60.000m² na Unidade Ilha da Conceição;
Área coberta: a Mac Laren Oil trabalha com estruturas modulares, cujo layout dos galpões, das oficinas e das áreas cobertas varia de acordo com os modelos e a quantidade de unidades em construção ou reparação no momento, assim como seus equipamentos de movimentação de cargas e outros

Transnave Estaleiro de Reparos e Construção Naval S.A.
Praia da Ribeira, 160 - Ilha do Governador - Rio de Janeiro - RJ
http://www.transnave.com.br

O estaleiro Transnave, fundado em 1985, está localizado na Praia da Ribeira, Ilha do Governador, Rio de Janeiro. É uma empresa do “Grupo Transtur”. Realiza obras de complexidade incluindo navios de apoio marítimo.

Facilidades industriais

Área total: 15.000 m²
Área coberta: 1.035 m²
Pátio de montagem de blocos: 8.982 m²
Carreira: capacidade para embarcações de até 500 TPB
Cais de acabamento: para embarcações de até 60 m de comprimento, calado máximo de 4 m.

EISA - Estaleiro Ilha S.A.
Praia da Rosa, 2 – Bancários - Ilha do Governador – Rio de Janeiro – RJ
http://wwww.eisa.com.br

Localizado na Ilha do Governador, Cidade do Rio de Janeiro, estabeleceu-se em 1995 nas instalações do antigo Estaleiro EMAQ, tradicional construtor naval brasileiro desde 1949. Mais de 490 embarcações dos mais variados tipos e tamanhos foram construídas nesta instalação para tradicionais clientes do Brasil e do Exterior, incluindo-se ainda o segmento offshore, portuário, militar e de apoio marítimo e portuário. Investindo em equipamentos, tecnologia e instalações, pioneiro em projetos de engenharia naval e participando ativamente do crescimento da indústria naval do País, o EISA possui toda a infra-estrutura para construção de navios de até 280m. Experiência, informatização, profissionais altamente qualificados, layout funcional, tradição e sucesso. Assim é o EISA. Um estaleiro que trabalha cada vez mais para, em conjunto com seus clientes, levar adiante projetos de sucesso, garantindo tecnologia, segurança e qualidade.

Facilidades industriais

Área total: 150.000 m²;
Área coberta: 55.000 m²;
Capacidade de processamento de aço/ano: 52.000 ton
Carreiras: 2 carreiras laterais de lançamento para navios até 280 m x 46 m e 133 m x 22 m
Guindastes: quatro, sobre trilhos, de: 1 x 60 ton; 1 x 50 ton; 2 x 20 ton
Pórticos: 2, de 48 m de largura, com capacidade de 2 x 50 ton + 1 x 20 ton
Cais de acabamento: 3 para navios de até 280 m, 250 m e 200 m de comprimento;
Galpões na área de acabamento: 3 de 125m x 25m, com 8 pontes rolantes de 5 a 10 ton

Rio Nave Serviços Navais Ltda.
Rua Carlos Seidl, 714 (Parte) – Caju - Rio de Janeiro - RJ
http://www.estaleirorionave.com.br

O Estaleiro Rio Nave arrendou, em 2000, as instalações do antigo estaleiro “Caneco”. Dedica-se à construção de navios do tipo Panamax, porta-contêineres, ro-ro/lo-lo e químicos, embarcações offshore, dragas, rebocadores, chatas e embarcações de qualquer natureza até 100.000 TPB. Presta serviços, ainda, na execução de reparos navais em geral, construção de blocos estruturais, módulos de plataformas de petróleo e componentes estruturais para terceiros, conversões, jumborização e modernização de embarcações. Conta atualmente com uma força de trabalho de 650 colaboradores, com projeção de aumento em curto prazo para 2.500 profissionais.

Facilidades industriais
Área total: 94.766 m²
Área coberta: 43.052 m²
Carreira nº 1: comprimento de 230 m; largura de 36 m; capacidade para navios até 100.000 TPB, servida por 3 guindastes de 40 ton e 1 guindaste de 20 ton
Carreira nº 2: comprimento de 159 m; largura de 34 m; capacidade para navios até 30.000 TPB, servida por 2 guindastes de 40 ton e 1 guindaste de 20 ton
Cais de acabamento nº 1: comprimento de 182 m; profundidade de 5 m; servido por 1 guindaste de 40 ton e 1 guindaste de 20 ton
Cais de acabamento nº 2: mesmas dimensões do Cais nº 1, servido por 2 guindastes de 20 ton
Cais de acabamento nº 3: comprimento de 76 m; profundidade de 6 m;
Cais de acabamento nº 4: comprimento de 115 m; profundidade de 7 m; servido por 1 guindaste de 20 ton
Pier nº 1: comprimento de 35 m; profundidade de 7 m, servido por 1 guindaste de 40 ton e 1 guindaste de 20 ton
Pier nº 2: comprimento de 60 m; profundidade de 7 m, servido por 2 guindastes de 20 ton


Sermetal Estaleiros Ltda.
Rua General Gurjão, 2 (Parte) – Caju - Rio de Janeiro - RJ
http://www.sermetal.net

A Sermetal, empresa de capital 100% nacional oriunda da antiga “Ishibras”, atua nas áreas de construção, reparos e conversões (naval e offshore). Opera o maior dique seco da América Latina (400.000 TPB). Em suas instalações, no Caju, Rio de Janeiro, possui capacidade de processamento de aço de 60.000 t/ano.

Facilidades industriais:

Área coberta: 16.550 m² (oficinas de caldeiraria, tubulação, estrutural e usinagem)
Dique nº 1: 160 m de comprimento; 25 m de largura; calado com maré zero de 4 m, capacidade para navios de até 25.000 TPB
Dique nº 2: 350 m de comprimento; 65 m de largura; calado máximo de 6,20 m; capacidade para navios de até 400.000 TPB;
Guindastes: 1 x 300 ton; 1 x 200 ton; 1 x 100 ton; 2 x 40 ton; 1 x 20 ton
Cais de acabamento 1 e 2: comprimento de 293 m; calado máximo de 6 m
Cais de acabamento nº 3: comprimento de 45 m; calado máximo de 8 m
Cais de acabamento nº 4: comprimento de 286 m; calado máximo de 8 m

Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
Pça Barão de Ladário - Ilha das Cobras s/nº - Edifício 11/3º pav. - Centro - Rio de Janeiro.
http://www.mar.mil.br/amrj

Criado em 29 de dezembro de 1763 pelo Vice-rei Antônio Álvares da Cunha, 1° conde da Cunha, tinha o fim de reparar os navios da Marinha de Portugal. À época, acontecia a transferência da capital da Colônia, de Salvador para o Rio de Janeiro, entre outras razões, para a melhor proteção do ouro que provinha das Minas Gerais pela Estrada Real.
O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) é uma Organização Militar (OM) da Marinha do Brasil. Localiza-se na ilha das Cobras, no interior da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro. Principal centro de manutenção da Marinha do Brasil, destaca-se pela excelência das suas atividades técnicas e industriais, envolvendo o projeto, construção e manutenção dos meios navais, não apenas da Armada Brasileira, mas também de embarcações de nações amigas. A partir de 1948, apenas o Arsenal localizado na Ilha das Cobras subsistiu, assumindo a designação de Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Facilidades industriais:
Dique Almirante Régis: tem capacidade para docar navios da Marinha do Brasil ou navios mercantes de até 80.000 DWT.
Comprimento: 254,58 m; Largura: 35,96 m; Altura:15,51 m

Dique Almirante Jardim: tem capacidade para docar navios da Marinha do Brasil ou navios mercantes de até 16.000 DWT.
Comprimento: 165,15 m; Largura: 19,00 m; Altura: 11,21 m

Dique Santa Cruz: tem capacidade para docar navios da Marinha do Brasil ou navios mercantes de até 2.500 DWT.
Comprimento: 88,45 m; Largura: 9,15 m; Altura: 8,50m

Dique Flutuante Almirante Schieck: tem capacidade para docar navios da Marinha do Brasil ou navios mercantes de até 5.000 DWT.
Comprimento: 100,00 m; Largura: 14,00 m

Carreira
Comprimento: 116,00 m; Declividade: 6%; Boca: 25,00 m
Guindastes: 3 x 30 ton; 5 x 10 ton; 1 x 5 ton; 1 x 6 ton; 1 x 11 ton; 1 x 13 ton; 1 x 20 ton; 1 x 70 ton.

Setal Óleo e Gás S.A.
Rua da Assembléia, 10 - Sala 4104 – Centro - Rio de Janeiro - RJ
http://www.setal.com.br

A Setal é uma empresa que possui grande experiência no mercado de engenharia, suprimentos, construção e montagem industrial em diversos segmentos dinâmicos da economia nacional. Está orientada para executar empreendimentos integrados e completos que incluem engenharia básica, detalhamentos de engenharia, compras, inspeção e diligenciamento de equipamentos e materiais, gerenciamento dos projetos, construção civil, montagem eletromecânica e start-up. Especializou-se na instalação de plantas sob a forma de contratos “Lump Sum Turn Key” (empreitada global com preço fechado), de que são exemplos as atividades de exploração, produção e refino de petróleo e gás, petroquímica, pipeline, fertilizantes, química e geração de energia para plataformas de petróleo e gás
 

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Thread magnifico,parabéns!
 

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Impressionante o número de estaleiros concentrados no Rio... e olha que o Eike ainda quer fazer o seu no Porto do Açu...
 

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Impressionante o número de estaleiros concentrados no Rio... e olha que o Eike ainda quer fazer o seu no Porto do Açu...
^^ E estão para reativar aquele enorme que tinha no Rio, no Porto.
O estaleiro base pra construção do submarino de propulsão nuclear será totalmente novo ou vão aproveitar alguma estrutura já existente?
Nunca mais tive notícias desse assunto.
 

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Discussion Starter #30
O estaleiro base pra construção do submarino de propulsão nuclear será totalmente novo ou vão aproveitar alguma estrutura já existente?
Nunca mais tive notícias desse assunto.
A última notícia que tive é que ele seria implantado na Baía de Sepetiba/Itaguaí/Mangaratiba perto da Nuclen.

:)
 

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A Ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara, será aberta ao público

Local, que pertenceu ao empresário Octávio Guinle e foi comprado pelo governo em 1944, será reformado

Felipe Werneck

Comprada em 1944 pelo então prefeito Henrique Dodsworth, nomeado interventor no Distrito Federal durante o Estado Novo, a Ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara, será aberta à visitação pública após uma reforma. A grande atração do lugar, além da paisagem natural, é o palacete de estilo normando construído na década de 1930 pelo empresário Octávio Guinle, proprietário anterior. O projeto é do francês Joseph Gire, o mesmo arquiteto do Hotel Copacabana Palace, na zona sul, inaugurado em 1923. Trata-se, oficialmente, da residência de veraneio do governador do Estado, mas Sérgio Cabral Filho (PMDB), eleito em 2006, nunca dormiu lá.

O mato está alto em trechos da ilha, de 200 mil metros quadrados, e os jardins planejados por Gire, descaracterizados. O casarão estava sem manutenção havia muito tempo. Instalações elétricas, telhado e pintura foram recuperados numa primeira fase de obras, iniciada há um ano, que custou R$ 755 mil. A previsão do governo é concluir a segunda etapa, estimada em R$ 2,6 milhões, até julho.

De acordo com o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, a visitação será gratuita. "Não tem sentido que um lugar tão importante fique entregue à ação do tempo e, muito menos, fechado, sem uso", disse. "Além da beleza arquitetônica, trata-se de uma joia de grande valor histórico. Por isso, tomamos a decisão de fazer essa reforma e, em seguida, abrir a ilha ao público."

Além do paisagismo dos jardins e da garagem de barcos, o mobiliário e o imenso órgão alemão do palacete serão restaurados, segundo o projeto. A ilha também deverá ganhar um heliponto. Dentro da casa, de quatro pavimentos e cinco quartos, mais dois de serviço, chamam a atenção os pisos de mármore português, os lustres art déco, os mosaicos árabes e o banheiro da suíte principal, com banheira e pias esculpidas em pedras únicas de mármore de Lioz amarelado. O estilo da casa é europeu, com telhas francesas e mansardas (janelas que saem do telhado), um contraste em meio à vegetação tropical - no térreo, há até uma lareira.

"É um Rio que o carioca não conhece. Um lugar bucólico, para lazer e descanso", disse o arquiteto Eduardo Valdetaro, que fiscaliza as obras, no caminho do casarão até a sede da administração e a estação de barcos, de onde se vê a Ilha de Paquetá (a 300 metros) e, ao fundo, o Dedo de Deus, na Serra dos Órgãos. Do outro lado da ilha, a vista é das montanhas do Rio, bem de longe, com a ponte Rio-Niterói na frente.

Brocoió tem quatro funcionários. Roberto Pires Ferreira, de 69 anos, começou a trabalhar lá em 1958. Conviveu com muitos governadores. "O tempo do Carlos Lacerda (1960-65) foi muito bom. O Brizola (Leonel Brizola, março de 1983-março de 1987 e março de 1991-abril de 1994) era espetacular. Já o Moreira Franco (março de 1987-março de 1991) nem dava bom dia", contou.

A família de Anthony Garotinho foi a última a frequentar o local, nas administrações dele e da mulher, Rosinha Matheus, antecessora de Cabral. Em dezembro de 2002, uma empresa de telefonia alugou a ilha e levou 3 mil convidados para uma festa que terminou com show de Gilberto Gil. Dois anos depois, ladrões invadiram o palacete e roubaram quadros antigos. "Dá pena ver isso aqui fechado. A gente abre as janelas todos os dias para sair o cheiro de mofo", disse Rubem Antônio Rosa, de 64 anos, 40 de Brocoió.

LENDAS

Em 1944, a prefeitura do antigo Distrito Federal pagou seis milhões de cruzeiros pela ilha. Dezesseis anos depois, com a mudança da capital para Brasília, ela passou a ser propriedade do então Estado da Guanabara. Foi tombada em 1965.

Uma das lendas sobre a ilha é a de que teria funcionado como uma espécie de presídio de índios que se rebelavam contra chefes de tribos no litoral. Outra é a de que teria servido de quarentena para escravos.

O almirante Max Justo Guedes, de 82 anos, começou a frequentar o lugar aos 13 anos, quando o proprietário ainda era Octávio Guinle, que lá recebeu gente como o ator Errol Flynn e o presidente Getúlio Vargas. "Fizemos amizade com os guardas que tomavam conta e acampamos diversas vezes. Era fantástico, um sossego", disse. "A baía era limpíssima." Bem diferente de hoje. Procurado, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que não faz coletas na região para medir a qualidade da água.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodeh...mp503920,0.php
 

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ECONOMIA - Continuação

http://www.portosrio.gov.br/node/4

Histórico do Porto​

O Porto do Rio no Princípio do Século

O Porto do Rio de Janeiro estabeleceu-se em enseada da costa ocidental da baía de Guanabara e está situado na latitude 22 54´23” Sul e na longitude 43 10’ 22” Oeste de Greenwich (coordenadas do antigo observatório Astronômico).
Em princípios do século 20 corrente os serviços de expedição de mercadorias para o exterior, e para os Estados por via marítima e do recebimento das provindas de fora, por mar, eram efetuadas geralmente por meio de saveiros que atracavam em pontes quase todas de madeiras, “piers” ou cais de pequeno calado d’água; apenas algumas dessas construções acostavam vapores de pequena cabotagem. Todas as mercadorias importadas do exterior e a bagagem dos passageiros, sujeita ao fisco aduaneiro e passivas de imposto, vinham, transportadas em saveiros, descarregar na doca da Alfândega para os armazéns que a guarneciam pelo lado de terra; exceto os gêneros despachados sobre água, que seguiam para os trapiches ou outros destinos, o carvão de pedra era descarregado na estação marítima da Estrada de Ferro Central do Brasil, ou para depósitos de importadores, como o da ilha dos Ferreiros, pertencentes à “Brasilian Coal” e dotado de ponte de descarga alcançando fundos de 6m em águas médias. Os serviços de inflamáveis e de corrosivos faziam-se em trapiches sitos na ilha dos Melões, ao Sul da enseada de S. Cristóvão; e mais além da margem da enseada, bordadas pelas praias das Palmeiras e de S. Cristóvão, estavam instaladas a “Cia. Luz Stearica” e estâncias de madeira. Entre esses estabelecimentos comerciais e também industriais, com servidão sobre as águas da baía, que em número considerável achavam-se disseminados pelo litoral, compreendido entre o trapiche Mauá, separado do Arsenal de Marinha por estreita rua, e a ilha dos Melões e medindo cerca de 4.800m segundo os contornos revestidos de pedra, havia apenas alguns estabelecimentos dotados de obras marítimas construídas com maior solidez e eficiência, admitindo a acostagem de embarcações de calado superior a 5 metros.

Os Primeiros Estabelecimentos Dotados de Obras Marítimas

As Docas Nacionais, antigamente denominadas “Dom Pedro II” com 160 m de cais para águas e duas pontes de madeira de110 m por 12,5 m, atingindo a profundidade de 6m em águas médias, encimadas de galpões e dispondo em terreno, conquistado à água de um vasto armazém de 3 pavimentos, designado por Armazém V ocupando área de 4.560 m². Fora d’antes o empório do café e estava sendo o grande estabelecimento utilizado em parte em armazenar alfafa e outros produtos da lavoura de proveniência nacional ou estrangeira.
No fundo da enseada da Saúde ou “Moinho Fluminense”, dispondo de um pequeno cais construído sobre fundações tubulares, e munido de aparelho elevador para cereais importados a granel; o sistema de construção empregado nesse cais permitia a dragagem junto dela, de maneira a poder dar atracação aos navios de grande calado.
O “Dique Finnie”, ou da Saúde, também designado pelo nome de “Mortona”, destinado a querenagge e reparação de navios de 130m de comprimento no máximo, e calado de 6m. Esta obra pertence então ao Lloyde Brasileiro, era sita nas abas do Morro da Saúde, em parte escavada na rocha, em parte feita de alvenaria fundada sobre ela. Era ladeado de boas oficinas próprias e de um estaleiro naval e dotado de 140m de cais de atracação para 6m de água.
O “Moinho Inglês”, a grande usina para o fabrico de farinhas, da “Cia. Rio Flour Mills & Grannaries Ltda.”, situado no lado Oeste do morro da Saúde, dispondo de um cais de 145m de comprimento e de um molde de estrutura metálica, em forma de “T”, atingindo 6,5m de profundidade em águas médias, com um excelente aparelho elevador para descarga de trigo a granel, traduzido no Rio Prata em vapores cargueiros apropriados, e com um transportador por meio de esteiras móveis até os silos em que era depositado o trigo.
A estação marítima da Estrada de Ferro Central do Brasil sita no fundo do “Saco da Gamboa”, compreendendo um cais em desenvolvimento de 160m amparando um grande terrapleno, e um molhe de estrutura metálica, com 300m de comprimento por 12m de largo, construído sobre estacas de parafusos Mitchell. Comportava esse molhe 3 vias férreas de bitola de 1,60m, as quais se ligavam às que serviam a três armazéns de dois pavimentos, tendo 150m de comprimento por 20m de largura, e se comunicavam com o ramal da referida estrada, que nela se encontrava em São Diogo.

O Difícil Começo

Desde o meado do século 19 findo começaram a surgir planos de melhoramentos do porto para atender as necessidades sempre crescentes do seu comércio, sendo as obras propostas para serem realizadas ora nas enseadas da Saúde da Gamboa, ora do lado dos Arsenais de Marinha e da Guerra, compreendendo as ilhas das Cobras e dos Ratos, denominada Fiscal posteriormente sendo que somente dois desses projetos foram em parte efetivados. Lá, a “Companhia Docas D. Pedro II” iniciou em 1871 e executou somente pequena parte do plano, que consistia na construção de um cais, acompanhado de armazéns, entre a Prainha junto ao Arsenal de Marinha e Morro da Saúde, e de molhes de ferro, perpendiculares, além de um aparelho do sistema Clarke para reparação de navios.
Aqui, em 1853, o notável profissional inglês Charles Neate, organizara um plano para atender as necessidades do momento, consistindo de um cais corrido entre os Arsenais de Marinha e da Guerra com três bacias intercaladas; compreendia a 1ª seção desse projeto, o trecho entre os Arsenais e de Marinha e o trapiche Maxwell, formando a doca da alfândega; a 2ª das maiores dimensões, com rampa de descarga e a doca, ainda existente, que servia ao Mercado Velho; e a 3ª compreendia o trecho restante até o Arsenal de guerra, que se destinava ao serviço de falúas e de pequenos vapores da navegação da baía e que não chegou a ser construído conforme o plano.
Começada as obras da Doca da Alfândega sob a direção de Charles Neate, foram feitas muito morosamente, a cargo da Companhia que se formara sob essa denominação; dirigidas em seguida pelo Engenheiro André Rebouças as passaram sob a administração do Engenheiro Borjas Castro, de 1870 a 1877, sendo que pelo Decreto nº 5.321, de 30 de junho de 1873, foi dada nova organização aos serviços de capatazias e das Docas da Alfândega. Em 1877, estavam concluídas as obras essenciais do plano, porém, as remodelações completas dos velhos armazéns da Alfândega, não chegaram a ser feitas.
A doca da Alfândega é constituída por uma bacia de 1,6 hectares de superfície, com armazéns de um lado e fechado do lado do mar por um molhe de 280 por 17 metros, composto de duas muralhas de cais arcadas, fundadas sobre estacaria de madeira de lei, tendo o cais de arcadas, fundadas sobre a estacaria de madeira de lei, tendo o cais do lado de fora 6 a 9 metros d’água, em meio à maré e do lado da bacia 4 a 7 metros; do lado Norte está à entrada de 30 metros de largura, limitada pelo molhe exterior e por outro menor, enraizado em terra, sendo que o vão era transporto por uma ponte corrediça, a qual, entretanto, ficou sem serventia desde o começo.
O principal armazém construído junto à doca media 90 por 52 metros e tinha 4 pavimentos. O estabelecimento dispunha de uma usina, com acumuladores acionados por máquinas a vapor, para o fornecimento de água sob pressão, aos guindastes dos cais, aos elevadores dos armazéns e à ponte corrediça.
Este estabelecimento não se prestou jamais a acostagem de navios, de calado médio, em conseqüência de faltar-lhe o abrigo necessário, que só poderia ser obtido pela construção de um quebra-mar partindo da ilha Fiscal em direção à Ponte do Calabouço; e para a utilização da própria doca pelos saveiros e outras pequenas embarcações foi preciso fechar por cortinas de alvenaria as arcadas do molhe.

Melhoramento das Acomodações Portuárias

De 1889 em diante se começou a cuidar da ampliação dessas precárias acomodações portuárias. Pelo Decreto nº 10.372, de 23 de setembro de 1889, o Governo concedeu ao Visconde de Figueiredo ou à Companhia que organizasse autorização para construir obras de melhoramento segundo o projeto planejado pelo Engenheiro J. Brunlees, o qual consistia na construção: De uma bacia abrigada ao Sul da ilha das Cobras e a Leste do litoral compreendido entra Doca da Alfândega e o Arsenal de Guerra;
- de um sistema de cais dentro dessa bacia, acostáveis por navios de todo o tamanhos e aparelhados de guindastes elétricos, vias férreas, armazéns e alpendres;
- de uma via férrea, elevada, comunicando as docas e armazéns com a Estrada de Ferro D. Pedro II;
- de uma área de terreno, contíguo às docas, suficiente para a construção de edifícios destinados ao comércio.
Essa concessão declarada caduca em 1897, foi revalidada em virtude de disposição expressa, da lei orçamentária para o exercício de 1899, sendo em seguida transferida à “ The Rio de Janeiro Harbour and Docks” pelo Decreto nº 3.295, de 23 de maio de 1899. A concessão foi baseada na Lei nº 1.746 de 1869, e no art. 7 da Lei nº 3.314, de 1886, pela qual se estabeleceu à percepção da taxa até 2% sobre a importação exterior e até 1% sobre a exportação para os países estrangeiros.
Por outro lado, o de nº 849 de 11 de outubro de 1890, concedia à “Empresa Industrial de Melhoramentos no Brasil”, que havia adquirido a posse dos bens da “Companhia Docas D. Pedro II”, o estabelecimento entre a ponta do Arsenal de Marinha e a da Chichorra, e daí à Ponta do Caju, de um sistema de cais de atracação para grandes navios, como os respectivos armazéns e mais melhoramentos.

Plano de Obras

Estava também a “Empresa de Melhoramentos” habilitada em virtude da cláusula XII, desse Decreto, a prolongar até o cais o aterro, que se ia fazendo com terras provenientes do arrasamento do morro do Senado, dos terrenos alagadiços em que desaguavam os rios que vertem da serra da Tijuca e de seus contrafortes, sendo que lhe fora transferida pelo Decreto nº 687 de 29 de agosto de 1901, a concessão desse empreendimento.
O prazo da concessão feita pelo Decreto nº 849 era de 90 anos, a contar da data da inauguração das obras, com os ônus e vantagem de Lei nº 1.746 de 1869 e para a conclusão de todas as obras foi marcada o prazo de oito anos a contar da mesma data.
A concessionária estava adstrita a apresentar o plano geral das obras dentro do ano, que se seguisse à assinatura do contrato, e conjuntamente a planta hidrográfica do ancoradouro compreendido entre o litoral a melhorar a uma linha passando pela parte exterior das ilhas das Enxadas e das Cobras; e a concluir os estudos definitivos dentro de dois anos, contados também da data da assinatura do contato. Estes estudos deviam compreender o perfil longitudinal do solo, em que seriam fundados os cais, com as sondagens geológicas necessárias ao conhecimento da natureza do terreno. As plantas, perfis e projetos detalhados das obras deviam ser apresentados por seções.
Proceceu a “Empresa de melhoramentos” presidida pelo Dr. Paulo de Frontim, aos estudos exigidos e apresentou o plano geral das obras, propondo que a seção do cais fosse construído com o projeto das “Docas de D. Pedro II”, já anteriormente aceito pelo Governo. Pelo Decreto nº 960 de 30 de julho de 1892, foi aprovado aqueles planos com modificações, que obrigam a Empresa a proceder a novos estudos e a organizar projetos, com variantes do traçado, para as cinco seções em que foi dividido o plano geral.

Um Novo Cais Acostável

Versavam aparecer às primeiras objeções feitas ao plano geral, embora não ostensivamente, no próprio projeto das Docas D. Pedro II, adotado para a 1ª Seção, pelos seus defeitos inerentes ao sistema, e as condições do local escolhido, que podem ser assim resumidos:
1) Absoluta deficiência de largura da faixa das linhas férreas e dos guindastes entre cais e os armazéns;
2) Impossibilidade de se ligarem estas linhas férreas ou dos molhes à Estrada de Ferro Central do Brasil;
3) Devido a substituição dos molhes de ferro pelos de madeira, serem considerados como provisórias as obras desta 1ª seção e daí a provável contingência de, no futuro, serem construídos em frente ao cais aí projetados, novos cais com maior profundidade de água; assim sendo, porque não construir logo um cais acostável pelos maiores navios a maior distância do litoral de então e de maneira a facilitar o acesso da E.F.C.B. ao cais, como realmente sucedeu posteriormente?
E quanto ao traçado do cais entre o morro da Saúde e a Ponta do Caju em linha contínua, apresenta ele o grave inconveniente econômico de ser a linha de atracação desproporcionalmente exígua com relação à enorme superfície do novo solo adquirido sobre águas, e conseqüente elevadíssimo custo do aterro sem correspondente vantagem para a ampliação das acomodações portuárias. De fato, às 3ª, 4ª e 5ª seções do plano geral continham 2.833 metros de cais construídos segundo diversos tipos, sendo um dos sistemas construção muralhas sobrearcadas, apoiando-se em pilares, e outros do sistema comum de ensacadeira de madeira para 9,6 e 4,5m de profundidade em águas médias; e abrangiam elas uma superfície de terrenos novos de 323 hectares exigindo 24.600.000 metros cúbicos de aterro; no orçamento das obras dessas cinco seções no montante de 89.843 contos estava contemplado o aterro em 46.961 contos, ou seja, 52,3% da despesa total.
Variantes do traçado e da disposição dos cais foram estudadas, ela “Empresa Melhoramentos” para corrigir tais defeitos, quer avançando para o mar os cais da 1ª e 2ª seções, quer dispondo bacias ou docas de comércio, nas 3ª e 4ª seções, para dentro da linha contínua do cais, e nas estradas dessas docas, pontes móveis para a travessia das vias férreas e para a viação ordinária; por este modo aumentando a linha de acostagem e diminuindo a superfície do terrapleno.
Finalmente pelo Decreto nº 3.323 de 27 de junho de 1899, ficou definitivamente aprovado o plano geral das obras nas seguintes principais condições: A linha do cais parte em reta desde o seu início no Arsenal de Marinha até unir-se à curva, que precede o dique Finne, passando em frente às Docas Nacionais, a distancia de 120 metros aproximadamente, por fora do primitivo traçado; e contornando a Ponta da Saúde à distância de 60 a 70 metros segue daí em reta até à frente e a cerca de 300 metros da antiga Ilha dos Melões, junto À nova embocadura do Canal do Mangue prolongado. Para a continuação da serventia do dique Finnie se tinha de construir um canal de entrada, adequado o qual seria transposto por pontes movediças, destinadas ao trânsito do material rodante ferroviário e da viatura comum. Entre os referidos extremos seria de 2.975 metros a extensão de cais a construir segundo os dois tipos e sistemas de construção, já aprovados, para grandes profundidades d’água. Da foz do Canal do Mangue até à Ponta do Caju a linha de cais passaria à distância de 300 a 350 metros da praia de São Cristóvão, e seguiria aproximando-se à distância do litoral até tocar o pontal extremo da Ponta do Caju; teria o cais, aí construído segundo um tipo apropriado à profundidade de 2,5m em águas médias cerca de 2.800 metros de extensão.
Ao longo dos cais mais profundos seria dragado um canal de navegação à profundidade mínima de 9m em águas médias, e o canal, que separa a ilha dos ferreiros da ponta do Caju deveria ser aprofundado a 3m, em maré baixa, com o fim de chamar a corrente de vazante para o ancoradouro de São Bento.
A faixa de terreno ao lado do cais que devia reverter para a União, findo o prazo da concessão, teria até o Canal do Mangue, a largura de 70 metros, dividida em três zonas, sendo as das vias férreas e dos guindastes de 20 metros, a dos armazéns de 35 e a da avenida marginal de 25; do Canal do Mangue à Ponta do Caju a largura da faixa seria de 60 metros. Em frente à Estação Marítima da E.F.C.B., se faria a ligação desta às vias férreas de cais, da mesma bitola de 1,60 metros.

Concessões dão Novos Impulsos às Melhorias

A concessionária ficava obrigada a dar preferência a essa estrada para os seus serviços, garantindo-lhes ao longo do cais espaço suficiente para a atracação de três transatlânticos; além disto, foi mantida a cláusula do Decreto nº 960, pela qual se obrigava a encetar, no prazo de três meses da aprovação do projeto seccional um trecho de 300 metros de cais a Oeste da Estação Marítima, e a concluí-lo dentro de três anos.
A ilha de Santa Bárbara seria cedida à concessionária para aí instalar o serviço de inflamáveis, mas ficava por estudar a aplicação a esse fim da ilha das Pombebas, ampliada até os Torrões. Eleva-se o orçamento de todas as obras desse plano geral a 126.670,284$400.
A coexistência de duas concessões para o melhoramento do porto; a da “Empresa de Melhoramentos” e a da “Rio de Janeiro and Docas”, gozando ambas do ônus e favores da lei de 1869, e achando-se essa última, ainda favorecida pela percepção das taxas de 2% sobre a importação e de 1% sobre a exportação, vindo dificultar o levantamento de capitais por qualquer das duas Cias., resolveram elas em fins de 1901 fundir-se com a denominação de “Companhia Docas do Rio de Janeiro” o que lhes foi facultado pelo Decreto nº 4.228 de 6 de novembro desse ano, que consolidou as cláusulas dos contratos anteriores. Esta fusão, no entanto, não foi levada a efeito.
Em 1903, os poderes legislativos e executivos vieram pelas eficazes medidas então decretadas, dar um impulso decisivo à realização dos vultosos melhoramentos de que carecia o Porto do Rio de Janeiro.

Regime Especial Para Execução das Obras

O orçamento de despesa para esse ano o Congresso Nacional autorizou o Governo a entrar em acordo com os concessionários, cujos contratos estivessem em vigor, podendo efetuar as despesas indispensáveis; a mesma lei também dispôs sobre os melhoramentos dos portos da República realizados mediante as necessárias operações de crédito.
E pela Lei 1.021 de 26 de agosto do mesmo ano, modificavam-se as disposições da Lei de 1855 que então vigorava sobre as desapropriações por necessidade ou utilidade pública, no sentido de reduzir acentuadamente o “quantum” da indenização a pagar-se ao proprietário desapropriado, assim facilitando muito a aquisição das propriedades, que a realização de planos aprovados tornava necessária.
Dando execução a essas leis, o Governo baixou sucessivos decretos de caráter geral ou particular ao Porto do Rio, quer regulamentando a construção e a fiscalização das obras quer dispondo sobre recursos a aplicar-lhes.
O Decreto nº 4.839 prevê o levantamento de um empréstimo de 8.500.000L com os banqueiros N. M. Rothschild & Sons, de Londres; o de 4.859 estabelece em regime especial para a execução das obras de melhoramentos dos portos com a criação da “Caixa Especial dos Portos”; e o de nº 4.860 providencia sobre a encampação das antigas concessões para obras de melhoramentos da cidade e do Porto do Rio de Janeiro; o de nº 4.865, autoriza a emissão de apólices especiais, no valor de 17.300 contos para serem aplicados ao pagamento relativo às concessões de que estava em gozo a “Empresa Industrial de Melhoramentos no Brasil”; o de nº 4.799, cria a taxa de 1,5%, e posteriormente elevada a 2% sobre a importação efetuada pelo Porto do Rio; pelo nº 4.939 são declaradas sem efeito as aprovações dos antigos planos e orçamentos para o melhoramento deste porto; e o de nº 4.956 aprova o regulamento de consolidação, com modificações, do processo sobre as desapropriações por necessidade ou utilidade pública.
Logo em princípio desse memorável ano de 1903, uma comissão de notáveis engenheiros nacionais entre os quais se achava o eminente Francisco de Paula Bicalho de saudosa memória – foi incumbida de elaborar o projeto definitivo das obras a serem executadas de vez, o qual foi aprovado pelo Decreto nº 4.969.
Compreendia o projeto adotado, a construção de um cais de atracação de 3.500 metros do Arsenal de Marinha ao prolongamento da Rua de São Cristóvão, com profundidade de água suficiente para navio de qualquer calado e fácil comunicação com a parte comercial da cidade.
Correspondia este cais ao destinado aos navios de grande calado do plano geral aceito, da “Empresa Melhoramento”, modificado o traçado no sentido de ser composto dos grandes alinhamentos retos, contornados pela parte curva que envolve a Ponta da Saúde e de passar a grande reta final, quase paralelamente e a cem metros do cais e trapiche “Flora”.

Caixa Especial Recolhe Suprimentos do Tesouro Nacional e Sustenta as Desapropriações e as Obras

O cais era contínuo salvo na estrada para o dique da Saúde e na parte correspondente à boca do Canal do Mangue, prolongado até o cais. A faixa contígua ao cais, destinada ao serviço do porto é alargada para cem metros ficando a avenida marginal com 40 metros de largura. Além da construção de uma série de armazéns com 35 metros de largura, do aparelhamento do cais com guindaste e linhas férreas, etc.; do calçamento da avenida do porto, o projeto incluiu as obras do Canal do Mangue, prolongado desde a antiga ponte dos Marinheiros até o cais, e a abertura de uma larga rua através do bairro comercial da cidade: A Avenida Central atualmente denominada Avenida Rio Branco. O orçamento de todas essas obras, inclusive as desapropriações, eleva-se a réis 168.216;270$000.
O Decreto nº 4.969, de 18 de setembro de 1903 pelo qual foram aprovados os planos, plantas e orçamentos das obras projetadas ao mesmo tempo determinava aplicação às obras do produto do empréstimo contraído em Londres para tal fim; criava a Comissão Fiscal e Administrativa, composta de um presidente, um diretor técnico e de um diretor gerente, auxiliado pelo pessoal que fosse necessário, e encarregado da administração, fiscalização e conservação das obras e serviços; e instituía um “Caixa Especial” a cargo desta Comissão à qual deviam ser escolhidos os suprimentos recebidos do Tesouro Nacional à conta do empréstimo e da receita especializada do porto e pela qual se fariam os pagamentos das despesas da administração, das desapropriações das obras, requisitadas para isso os fundos necessários ao Ministério da Fazenda por intermédio da Viação Obras Públicas.
Aos 24 de setembro de 1903 era lavrado o contrato entre o Governo Federal e a firma “C.H.Walker a Comp. Ltda.", com sede em Londres, para execução das obras de melhoramentos do porto segundo o plano por último aprovado. E finalmente veio o Decreto nº 5.031 de 10 de novembro do mesmo ano regulamentar a “Comissão Fiscal e Administrativa das Obras do Porto do Rio de Janeiro”, criada pelo citado Decreto nº 4.969, da qual foram nomeados, presidente, diretor-técnico e diretor-gerente, os engenheiros L.R. Vieira Souto, Francisco de Paula Bicalho, Manoel Maria de Carvalho. As funções desta Comissão foram ampliadas em 1907 por efeito do Decreto nº 6.368, que modificou o regime especial para execução de obras e melhoramentos de portos instituídos pelo nº 4.859, de 1903, operando a fusão das Caixas Especiais, particulares a cada porto em uma única “Caixa Especial dos Portos” estabelecendo que a direção e fiscalização das obras a realizar-se nos diversos portos seriam cometidas a uma repartição diretamente subordinada ao Ministério da Viação e Obras Públicas; sendo que por atos subseqüentes foram delas destacadas subcomissões de estudo para os portos do Recife, do Ceará, Maranhão, de Amarração, de São João da Barra e de Corumbá, subordinados à Diretoria Técnica daquela Comissão e depois comissões fiscais ou administrativas de alguns dos outros portos.

Detalhamento Construtivo

Assim ficou sendo a grande Comissão Fiscal do Rio de Janeiro, de fato, a indicada repartição central, encarregada dos portos do Brasil, até que o Decreto nº 9.078 de 3 de novembro de 1911, a efetivou convertendo-a na Inspetoria Federal dos Portos, Rios e Canais. As obras contratadas com a C.H. Walter a 24 de setembro de 1903 eram: O cais compreendido entre o Arsenal de Marinha e o Prolongamento da Rua São Cristóvão, na extensão de 3.500 para 10 metros de altura de água na maré média, devendo ser fundado em terreno que ofereça garantia suficiente de resistência e firmeza, e construído de acordo com o tipo, cujo desenho rubricado pelas partes contratantes foi anexado ao contrato.
Entre as minuciosas e bem explicadas especificações relativas à construção do cais, o contrato prescreve que a muralha seja construída em seco pelo processo de ar comprimido empregado por Hersent na construção do cais da Escalda em Antuérpia. Por esse processo o embasamento, constituindo as fundações, é feita por ar comprimido em caixão de ferro, que fica perdido; o corpo da muralha é construído dentro da ensacadeira, fixada ao caixão até pouco acima do nível das águas, e retirada a ensecadeira por meio de um aparelho flutuante, a muralha é levantada até o coroamento.
Assim, o cais é composto por blocos ou trechos, de comprimento limitado de cada lado pelo caixão, com a ensecadeira, que é de 25 metros; e os intervalos entre os blocos consecutivos são cheios de concretos guardando-se a inclinação dos paramentos e casando as fiadas de pedras lavradas com as dos trechos construídos.
O preço do contrato para muralha do cais com 14,90m de altura total, incluídas as fundações, é de 450L por metro linear, compreendidos os “bollards” e as escadas.
Dando continuidade as obras de expansão do Porto do Rio de Janeiro, inicia-se em 1914, a construção de novo cais com 3.300 metros de comprimento, situado entre o Arsenal de Marinha e o prolongamento da Rua São Cristóvão, trecho conhecido como Cais da Gamboa.

Nasce o Cais da Gamboa

O cais que foi denominado Lauro Muller (Gamboa) foi oficialmente inaugurado no dia 20 de julho de 1910. Neste dia, os jornais noticiaram o grande acontecimento. Sob o título: “Cais Lauro Muller” publicava o Jornal do Brasil ampla reportagem abaixo transcrita:
“Será inaugurado, oficialmente hoje às 9 horas da manhã, o Cais Lauro Muller, mandado construir no Governo do Sr. Conselheiro Rodrigues Alves pelo Dr. Lauro Muller, então Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas.
Das várias obras mandadas executar por aquele Governo a que hoje se inaugura é uma das mais importantes e representa o desejo de uma população, só muitos anos depois transformado em realidade, pois, essa obra que naquele Governo fora planejada e iniciada de modo surpreendente, tal a sua rapidez tornou-se para muitos um problema difícil e complicado que a solução era adiada de ano para ano.
O Cais Lauro Muller conquanto ainda não esteja concluído está muito adiantado e apresenta já um belo aspecto.
Quem percorre o trecho do cais pronto, no Mangue, sente-se admirado, orgulhoso mesmo da extraordinária transformação, que ora apresenta o Porto do Rio de Janeiro. Para sua conclusão faltam apenas 700 metros.
No primeiro quilômetro a profundidade é de nove metros, daí por diante eleva-se a dez metros em relação ao nível médio das águas, permitindo assim que qualquer navio atraque sem perigo.
A parte que vai ser inaugurada tem cerca de 800 metros de extensão e fica fronteira às antigas Ilhas dos melões e das moças, hoje ligadas ao continente.
Estes 800 metros são servidos por cinco armazéns de 100 metros de comprimento por 35 de largura com 17 guindastes de portal, sendo cinco de 5 toneladas e doze de 15.
Na faixa do cais destinada ao desenvolvimento do porto existem linhas férreas, de bitolas larga e estreita. Esta faixa tem 25 metros.
Nos armazéns existem guindastes rodantes, estando também aparelhados com linhas para vagonetes de carga. Uma grade de ferro construída com os necessários portões, isolando assim a parte destinada ao movimento do porto das comunicações de terra. Ao longo dos armazéns está a grande avenida denominada do Cais, que mede 40 metros de largo. Os guindastes, bem como a iluminação é elétrica.
Estão ainda em construção seis armazéns iguais aos que hoje serão inaugurados. Construídos, e de madeira, há ainda uns vinte situados na parte fronteira à estação da Marítima. Vão ser ainda montados mais guindastes de portal para os novos armazéns. A parte do cais que ainda falta construir terá um grande guindaste fixo para 50 toneladas e um para 30, além de uma cábrea flutuante para 150 toneladas. “As pessoas convidadas para a cerimônia da inauguração têm bondes especiais, às 08h30min horas da manhã defronte ao Teatro Lírico” Jornal do Brasil.

A Cidade Proibida

Ao aproximar-se o término do contrato da firma Walker, as novas obras complementares de ampliação e melhoramentos são planejadas.
O Decreto nº 9.708, de 03 de novembro de 1911, cria a “Inspetoria Federal dos Portos, Rios e Canais” e a “Fiscalização do Porto”, órgão a ela subordinado tendo como missão presidir a realização dessas obras complementares. À sua frente, encontramos o eficaz engenheiro civil José Aguiar Toledo Lisboa que desde 1903, à época da “Comissão Provisória das Obras do Porto”, já vinha emprestando seus valiosos préstimos às obras em questão.
O vulto destas obras complementares é enorme. Entre elas destacam-se: a construção de uma avenida ao longo do cais (atual Rodrigues Alves), com 100 metros de largura, compreendendo o trecho entre o Arsenal de Marinha (Praça Mauá) e o prolongamento da Rua São Cristóvão (Canal do Mangue);
- construção de armazéns internos; - assentamento de linhas férreas; - colocação de gradil de separação entre a faixa do Cais e a avenida planejada; - montagem de guindastes; - dragagem de águas pluviais; - abastecimento de água potável; - rede elétrica e de esgotos; - abertura de ruas longitudinais e transversais, além de outras de menor monta.
A capital se transformava. O Rio de Janeiro já não era a “cidade proibida”, quando grande parte das tripulações de navios estrangeiros morria de peste ou de malária. A rota de navios em demanda a América do Sul, tornava-se quase obrigatória a escala no Porto do Rio de Janeiro.
Em ação conjunta, de Pereira Passos, Oswaldo Cruz e Lauro Muller, a Metrópole começou a se tornar uma cidade moderna.
O Porto, com seu expansionismo, modernização e obras de saneamento, em muito concorreu para embelezá-la e engrandecê-la.

Gestão Privada

Os serviços de exploração do Porto, oficialmente inaugurado em 20 de julho de 1910, são de início arrendados aos Senhores Daniel Henninger e os banqueiros Damart & Cia. Em novembro do mesmo ano, são transferidos, provisoriamente, até 1921, à “Compagnie du Port de Rio de Janeiro”.
Em 1922, nova concorrência foi feita, sendo aceita a proposta do engenheiro Manuel Buarque de Macedo, cujo prazo de arrendamento de 10 anos, tem vigência a partir do ano seguinte, sendo o contrato transferido à “Companhia Brasileira de Exploração de Portos” (Decreto nº 16.034, de 9 de maio de 1923).
O Porto não pára no seu programa de crescimento. Quaisquer que sejam os arrendatários, os Governos que sucedem procuram atender a esse programa. São os portos e eles vivem das relações entre os povos. Pelo seu movimento se aquilata o progresso dos Países. Objetivando essa prosperidade o Porto do Rio de Janeiro amplia sua faixa acostável e procura acompanhar a febre desenvolvimentista que se processa em todo o mundo.
Em 1924, no Governo de Artur Bernardes, foi contratado com as firmas “Societé du Construcion du Port da Bahia” e “ Companhia Nacional de Construções Civis” a construção do prolongamento do cais, na extensão de 1.428 metros, a partir do Canal do Mangue até a ponta do Caju, trecho que ficou conhecido como cais “São Cristóvão”.
Atendendo às cláusulas contratuais, a Companhia de Exploração de Portos constrói o Armazém de Bagagem e a Estação de Passageiros, com o respectivo Pavilhão de Ingressos.
Para as cargas explosivas, destinadas a esta praça, houve necessidade de armazená-las em local distante das instalações portuárias, a fim de evitar acidentes de funestas conseqüências. Assim, em julho de 1927, por intermédio da Cia Brasileira de Exploração de Portos, o Governo da União, adquire para tal a Ilha de Braço Forte pelo custo de 200 contos de réis.

Profundas Reformas

O Porto do Rio de Janeiro, cujas instalações sempre foram construídas pela União Federal, foi sucessivamente explorado por organizações particulares construídas pela União Federal, foi sucessivamente explorado por organizações particulares constituídas por capitais estrangeiros. Tal regime de arrendamento passa a ser objeto de exclusivo lucro para o explorador enquanto suas instalações sem a devida manutenção decrescem pelo uso contínuo e falta de renovação. Cumulando tal descalabro, não raro tinham amparo governamental. Em conseqüência destas outras causas, a situação da antiga arrendatária tornou-se deficitário, a ponto de constituir-se em pesado ônus para o Estado. Tal desequilíbrio financeiro refletia-se nos interesses do País. Por proposta do então Ministro da Viação e Obras Públicas, Dr. José Américo de Almeida, o Governo provisório, através do Decreto nº 23.595, de 8 de dezembro de 1933, rescinde o contrato de arrendamento à concessionária e ao mesmo tempo, estabeleceu uma administração autônoma e Provisória para dirigir a exploração do porto. A 3 de maio de 1934, o Decreto nº 24.188, declara rescindido o contrato celebrado entre o Governo Federal e a Cia. Brasileira de Portos.
Com a encampação, levada a efeito pelo presidente Getúlio Dornelles Vargas, o Porto do Rio de Janeiro passou a ser um órgão de natureza autárquica, com personalidade jurídica própria e sob jurisdição do então Ministério da Viação e Obras Públicas. A nova entidade sofreu profundas reformas técnico-administrativas e passou a denominar-se Administração do Porto do Rio de Janeiro (A.P.R.J.).
A A.P.R.J. tinha por finalidade realizar as obras de melhoramento e ampliação das instalações portuárias, sua reparação, conservação, renovação e a exploração industrial e comercial do Porto do Rio de Janeiro. Tais obras foram fiscalizadas diretamente pelo então Departamento Nacional de Portos Rios e Canais (D.N.P.R.C.), depois (D.N.P.V.N.), um dos Quadros do então M.V.O.P., e seu Superintendente, era de livre escolha do Presidente da República.
Em 30/04/73, era criada a Companhia Docas da Guanabara, cuja razão social foi alterada, a partir de 1975, para a Companhia Docas do Rio de Janeiro.
Em decorrência da aplicação da Lei nº 8.630, de 25/02/93, as atividades de operação portuária foram sendo gradualmente transferidas, por intermédio de contratos de arrendamento de áreas, a empresas do setor privado, constituídas para atuar sob a forma de Terminais Portuários, em moldes semelhantes aos verificados nos principais portos europeus.
Além disso, o Projeto de Revitalização Urbana da Área Portuária, que começa a se desenvolver, corresponde à primeira etapa do processo de efetiva modernização portuária do Estado do Rio de Janeiro. Este empreendimento contará com investimentos municipal, do Governo Federal e da iniciativa privada visando à construção no Porto do Rio de Janeiro, de um complexo comercial, centro empresarial e cultural, em bases análogas às que reintegraram, com notável sucesso em outros países, a cidade ao porto.
Está prevista, ainda, no universo do projeto em tela, a remodelagem de áreas portuárias destinadas à operação de maneira a dotá-las de berços de atracação mais modernos, melhores acessos terrestres e amplas retroáreas primárias, contribuindo significativamente para a melhoria dos indicadores operacionais do Porto.

 

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"Fiu-Fiu" (assobios)!! Magnífico, todo o histórico e principalmente as fotos da construção do Porto. Não encontramos em qualquer lugar esses registros, mas CLARO E EVIDENTE que estariam no material do Paulo!!

Obrigado por postar camarada, um abraço forte!!
 

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Os Portos Hoje

Rio de Janeiro



http://www.portodorio.org.br/

http://www.rio.org.br/tvporto/proj_plano_rev/index.html#

http://www.transportes.gov.br/Modal/Portuario/Estatistica/anuario2000/Rio.htm

Administração
O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

Localização
Na costa oeste da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Área de Influência
Abrange os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e as áreas do sudoeste de Goiás e do sul da Bahia.

Área do Porto Organizado
Conforme a Portaria - MT nº. 1.004, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, é constituída:
a) pelas instalações portuárias existentes na margem da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, desde a extremidade leste, no píer Mauá, inclusive, até a extremidade norte, no Cais do Caju, abrangendo todos os cais, ilhas, docas, pontes, píeres de atracação e de acostagem, armazém, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências pertencentes à União, incorporadas ou não ao patrimônio do porto do Rio de Janeiro ou sob a sua guarda e responsabilidade, incluindo-se, também, a área ocupada pelo Instituto de Pesquisas Hidroviárias (INPH);
b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" anterior, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.
Acessos
Rodoviário - Pelas BR-040, BR-101, BR-116, RJ-071 e RJ-083.
Ferroviário - Pelas MRS Logística S.A., Malha Sudeste, antigas Superintendências Regionais Belo Horizonte (SR 2), Juiz de Fora (SR 3) e Campos (SR 8), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), compreendendo a Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) e a Estrada de Ferro Leopoldina (EFL).
Marítimo - A barra, com largura de 1,5km e profundidade mínima de 12m, é delimitada pelos faróis do Morro do Pão de Açúcar e da fortaleza de Santa Cruz, na entrada da baía de Guanabara. O canal de acesso compreende 18,5km de comprimento, 150m de largura mínima e 17m de profundidade.
Instalações
Existem 6.740m de cais contínuo e um píer de 883m, compondo os seguintes trechos:
•Cais Mauá: consiste no píer, acostável nos dois lados, contendo cinco berços, com profundidades de 9,5m a 11m. Dispõe de 12.000m2 de pátios descobertos para depósito.

•Cais da Gamboa: principia junto ao píer Mauá e se prolonga até o Canal do Mangue, numa extensão de 3.150m, compreendendo 20 berços, com profundidades que variam de 8m a 11m. É atendido por 18 armazéns, sendo um frigorífico para 15.200t, totalizando 60.000m2. Uma área de 16.000m2 de pátios serve para armazenagem a céu aberto.

•Cais de São Cristóvão: com seis berços distribuídos em 1.525m, com profundidades variando de 7,5m a 9,5m. Possui dois armazéns perfazendo 12.100m2 e uma área de pátios descobertos com 23.000m2.

•Cais do Caju: consta de seis berços em 1.300m de cais, com profundidades entre 6m e 7,5m. As instalações de armazenagem são constituídas de três armazéns, com área total de 21.000m, e de 69.900m2 de pátios descobertos.

•Terminais de contêineres: 2 terminais de contêineres arrendados - o LIBRA-T1 e o MULTI-T2 compreendem um cais de 765m, com quatro berços (2 de cada terminal) e profundidades entre 11,5m e 12m. A área de estocagem, a céu aberto, é de 81.500m2.

O porto conta, também, com 10 armazéns externos, no total de 65.367m2, e com oito pátios cobertos, somando 11.027m2, com capacidade de 13.100t.
Contém, ainda, os seguintes terminais de uso privativo:
Torguá (combustíveis), da Petrobras S.A., nas ilhas D'Água e Redonda;
Esso (produtos químicos), da Exxon Química Ltda., na Ilha do Governador;
Shell (combustíveis), da Shell do Brasil S.A., na Ilha do Governador;
Manguinhos (combustíveis), da Refinaria de Manguinhos, na baía de Guanabara;
Imbetiba (combustíveis), da Petrobras S.A., em Macaé (RJ).

Fluxo de Cargas - 2000
O porto do Rio de Janeiro movimentou, no cais público, 5.563.955t de cargas e, fora do cais, 8.074.764t, que responderam, respectivamente, por 41% e 59% do total do porto, 13.638.719t.
As principais cargas movimentadas foram:
No cais público:
Granel sólido
Cargas desembarcadas: trigo 571.549t, diversos 33.776t.
Cargas embarcadas: diversos 49.678t.

Granel líquido
Cargas desembarcadas: petróleo 613.233t, derivados de petróleo 57.756t, diversos 195.191.
Cargas embarcadas: diversos 1.238t.

Carga geral
Cargas desembarcadas: produtos siderúrgicos 161.033t, papel 124.882t, carga geral em contêiner 1.094.546t, açúcar 5.298t, carga geral solta 39.676t
Carga embarcadas: produtos siderúrgicos 868.581t, papel 149t, carga geral em contêiner 1.511.443t, carga pelo sistema ro-ro 77.149t, açúcar 20.023t, carga geral solta 71.950t.
No longo curso Cargas importadas: trigo 571.549t, outros granéis sólidos 33.776t, derivados de petróleo 18.911t, petróleo 582.551t, outros granéis liquidos 5.936t, produtos siderúrgicos 161.033t, papel 124.882t, carga em ro-ro 61.457t, carga em contêiner 1.036.260t, outros 39.575t.

Cargas exportadas: diversos granéis sólidos 49.678t, diversos granéis líquidos 1.238t, produtos siderúrgicos 866.581t, papel 1.496t, açúcar 24.023t, carga em ro-ro 76.967t, carga em contêiner 1.462.704t, carga geral solta 71.950t.
Na cabotagem Cargas desembarcadas: petróleo 30.682t, derivados de petróleo 38.845t, outros granéis líquidos 189.255t, açúcar 5.298t, carga em contêiner 58.286t, outras 101t.

Cargas embarcadas: carga em contêiner 48.739t, outras 182t.

Fora do cais
Terminal de Uso Privativo
Terminal da Petrobras - GEGUA/Ilha D'água
Granel líquido
Cargas desembarcadas: petróleo 3.215.282t, derivados de petróleo 1.115.267t, outros granéis líquidos 48.493t.
Cargas embarcadas: petróleo 549.362t, derivados de petróleo 3.145.361t, outros granéis líquidos 999t.
No longo curso
Cargas importadas: petróleo cru 40.000t, derivados de petróleo 325.196t, outros granéis líquidos 21.358t.
Cargas exportadas: petróleo cru 12.014t, derivados de petróleo 456.359t, outros granéis líquidos 999t.
Na cabotagem
Cargas desembarcadas: petróleo 3.175.262t, derivados de petróleo 790.071t, outros granéis líquidos 27.135t.
Cargas embarcadas: petróleo 537.348t, derivados de petróleo 2.689.002 t .
Obs.: As cargas líquidas foram movimentadas por 80 navios de longo curso e 306 de cabotagem, totalizando 386 embarcações.

Niteroi
PORTO DE NITERÓI
COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO (CDRJ)
Av. Feliciano Sodré, s/n - Centro CEP: 24030-000 - Niterói (RJ)

http://www.transportes.gov.br/Modal/Portuario/Estatistica/anuario2000/Niteroi.htm

Origem

O governo federal, pelo Decreto nº 16.962, de 24 de junho de 1925, concedeu ao estado do Rio de Janeiro autorização para construir e explorar comercialmente o porto de Niterói. O desenvolvimento das primeiras instalações compreendeu um trecho de 100m de cais e um armazém para carga geral. Administrado a partir de 1960 pelo Departamento de Portos e Navegação do governo estadual, teve a concessão extinta pelo Decreto nº 77.534, de 30 de abril de 1976, ficando sob a gestão da Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobrás), extinta em 1990. Atualmente o porto está integrado ao complexo portuário da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

Administração
O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

Localização
Na costa leste da baía de Guanabara, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Área de Influência
Restringe-se ao município de Niterói.

Área do Porto Organizado
Conforme a Portaria-MT nº 1.036, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, é constituída:

a)pelas instalações portuárias terrestres existentes no município de Niterói, na costa leste da baía de Guanabara, desde a extremidade sul da enseada de São Lourenço até junto ao primeiro acesso da ponte Costa e Silva que se liga ao centro da cidade de Niterói, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Niterói ou sob sua guarda e responsabilidade;
b)pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

Acessos
Rodoviário - Pelas RJ-104 e BR-101.

Ferroviário - Pela Ferrovia Centro-Atlântica S/A, malha Centro-Leste, antiga Superintendência Regional Campos (SR 8), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), alcançando Niterói por uma das linhas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), porém não tocando as instalações portuárias.

Marítimo - A barra corresponde à entrada da baía de Guanabara, entre o Morro do Pão de Açúcar e a fortaleza de Santa Cruz, numa faixa com largura de 1,5km e profundidade mínima de 12m. O canal de acesso se estende por 14km, com largura de 150m e profundidade de 12m.

Instalações
O cais comercial possui extensão de 431m, dispondo de três berços com profundidades entre 3m e 6m, permitindo dragagem para 8m. Possui dois armazéns, somando a área de 3.300m2 e capacidade de 12.000t, arrendados à empresa particular Enavi. Conta, ainda, com dois pátios descobertos totalizando 3.584m2.

Fluxo de Cargas- 2000
O porto de Niterói movimentou, no cais público, 142.944t de carga.
As principais cargas movimentadas foram:
No cais público:
No longo curso
Cargas importadas - Granel sólido: trigo 142.944t.
 

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Discussion Starter #37
Indústria Petroquímica​
http://www.petrobras.com.br/pt/quem%2Dsomos/principais%2Doperacoes/

Petrobrás

Terminais
Campos Elíseos
Ilha Redonda
Ilha D’Água



Refinarias
REDUC
http://www2.petrobras.com.br/minisite/refinarias/portugues/refinarias/reduc.asp

Localização: Duque de Caxias - RJ.
Área: 13km2
Contribuição em impostos: R$ 1,2 bilhão/ano
Principais produtos: lubrificantes, gasolina, óleo diesel, querosene de aviação, GLP, bunker e nafta petroquímica.
Capacidade instalada: 242 mil barris/dia.
Resumo histórico: A mais completa refinaria do sistema Petrobras foi inaugurada, em 1961, com apenas seis unidades, além da casa de força. No início da década de 70, recebeu a primeira planta de lubrificantes. Em 1979, já estava em funcionamento o segundo conjunto de lubrificantes e parafinas, com seis novas unidades. A década de 80 marcou a chegada do gás natural. Já na última década do século passado, foram instaladas as unidades com foco na qualidade e diversificação dos produtos e de proteção ao meio-ambiente, como a unidade de hidro-tratamento de QAV e diesel e outra para a recuperação de enxofre. O processo de modernização contínua é que permitiu que a Reduc comercialize hoje uma linha de 52 produtos.

REDUC (Refinaria Duque de Caxias)
Rodovia Washington Luiz, km 113,7
Sala 2309 - Campos Eliseos
Duque de Caxias – RJ

COMPERJ
http://www.comperj.com.br/



Um dos principais empreendimentos da história da Petrobras, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) marca a retomada da Companhia no setor petroquímico e vai transformar o perfil socioeconômico de sua região de influência.
Previsto para entrar em operação em 2012, o empreendimento vai gerar uma grande economia de divisas para o País, já que haverá aumento da capacidade nacional de refino de petróleo pesado com consequente redução da importação de derivados, como a nafta, e de produtos petroquímicos.
Atualmente, a produção de petroquímicos é feita através do processamento da nafta, em três polos do país: Polo Petroquímico de Camaçari – Braskem (BA), Polo Petroquímico de São Paulo – PQU (SP) e Polo Petroquímico do Sul – Copesul (RS). Além disso, no Polo Gás Químico do Rio de Janeiro – Riopol – os petroquímicos são extraídos do processamento do gás natural.
O Comperj transformará diretamente e num único local, o petróleo em resinas plásticas e outros produtos petroquímicos de uso variado. O Comperj promoverá uma transformação ainda mais completa do petróleo, fornecendo ao mercado e à sociedade produtos de grande utilidade, que tornam a vida mais confortável e prática: os plásticos e outros produtos petroquímicos, que hoje são encontrados em qualquer residência, escritório, automóvel e no campo.
O empreendimento prevê a geração de mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por “efeito-renda”, durante os cinco anos da obra e após a entrada em operação; todos em escala nacional.
Números
• O Complexo terá capacidade para processar 150 mil barris/dia de óleo pesado nacional.
• Em uma mesma planta industrial, haverá uma Unidade de Refino e de 1ª geração (Unidade Petroquímica Básica - UPB) para produção de petroquímicos básicos, além de um conjunto de unidades de 2ª geração (Unidades Petroquímicas Associadas - UPA’s), que vai transformar estes produtos básicos em produtos petroquímicos. Haverá ainda uma Central de Utilidades (UTIL), responsável pelo fornecimento de água, vapor e energia elétrica necessários para a operação de todo o Complexo.
• Petroquímicos básicos (1ª geração): eteno (1,3 milhão de toneladas/ano), propeno (880 mil toneladas/ano), benzeno (600 mil toneladas/ano), butadieno (157 mil toneladas/ano) e paraxileno (700 mil toneladas/ano);
• Petroquímicos de 2ª geração: estireno (500 mil toneladas/ano), etileno-glicol (600 mil toneladas/ano), polietilenos (800 mil toneladas/ano), polipropileno (850 mil toneladas/ano) e PTA/PET (500 mil/600 mil toneladas/ano).
• Já empresas de 3ª geração, que poderão ser atraídas pelo Comperj e se instalar também nos municípios vizinhos e ao longo do Arco Metropolitano, que ligará Itaboraí ao Porto de Itaguaí, serão responsáveis por transformar esses produtos petroquímicos de 2ª geração em bens de consumo, tais como: componentes para as indústrias montadoras de automóveis, materiais cirúrgicos e linha branca como eletrodomésticos, dentre outros.
O Comperj será construído em uma área de 45 milhões de metros quadrados, o equivalente aproximado a mais de seis mil campos de futebol.
O Município de Itaboraí está localizado próximo aos Portos de Itaguaí (103 km) e Rio de Janeiro, dos terminais de Angra dos Reis (157 km), Ilhas d’Água e Redonda (30 km) e é atendido por rodovias e ferrovias, além das sinergias com a REDUC (50 km), com as plantas petroquímicas da Rio Polímeros e da Suzano (50 km) e com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello - Cenpes (38 km).
As obras do Comperj foram iniciadas em 31 de março de 2008 com a partida na etapa de terraplanagem (nivelamento do terreno para construção) da área onde serão construídas as instalações industriais do projeto.
Está previsto para 2010 o início da construção das estradas de acesso principal e secundário, além de uma via de acesso alternativo para a chegada dos grandes equipamentos.

GPC - Manguinhos



Petro Química

Suzano
http://www.cecth.com.br/index.php?option=content&task=view&id=163

http://docs.google.com/viewer?a=v&q...&gl=br&sig=AHIEtbRkgubAH2_fqx1MF48a27B7icZQ5A

Polibrasil - Suzano Petroquímica

http://www.polibrasil.com.br
http://www.suzanopetroquimica.com.br/suzanopetro/
Suzano Petroquímica se consolida como importante empresa no setor petroquímico
Com a aquisição do controle integral da Polibrasil, a SUZANO PETROQUÍMICA se transforma em uma empresa com gestão estratégica e operacional integrada, líder latino-americana na produção de resinas de polipropileno e 2ª maior produtora de resinas termoplásticas no Brasil.
A SUZANO PETROQUÍMICA cumpre mais uma etapa essencial na implementação de sua visão estratégica de longo prazo e sela seu compromisso de estreitar laços e aprimorar cada vez mais o relacionamento com clientes, fornecedores, colaboradores e acionistas.
A empresa foi a pioneira na fabricação de resina de polipropileno e é líder no mercado de polipropileno no Brasil e na América Latina.
Este sucesso deve-se a qualidade e confiabilidade, resultados de uma política de atuação fundamentada em práticas que regem o desenvolvimento, produção, distribuição e desempenho de seus produtos no mercado.
Junto com o melhor produto, obtido na maior escala de produção no Hemisfério Sul, a empresa oferece soluções em polipropileno.
Suzano Holding
•Um dos maiores grupos industriais do Brasil;
•Pioneira no desenvolvimento de tecnologia para obtenção da celulose;
•Participação destacada na indústria petroquímica brasileira desde 1974
PRODUTOS
De embalagens a peças automobilísticas até aplicações na indústria têxtil, móveis e brinquedos, os produtos feitos a partir de polímero de polipropileno, estão no dia-a-dia de todos nós, identificado como o plástico (termoplástico) que mais cresce no mundo.
Obtido através da polimerização do propeno (produto derivado da Nafta petroquímica) o polipropileno da Polibrasil é produzido através de processo e catalisadores específicos da qual a Basell Polyolefins é a detentora da tecnologia mais avançada da atualidade.
CERTIFICADOS OHSAS 18001
Em consonância com seu compromisso de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a SUZANO PETROQUÍMICA tem uma abordagem sistemática: a administração de saúde, segurança e meio-ambiente, para obter uma melhoria contínua de desempenho. Como conseqüência desse trabalho, a empresa obteve a certificação do seu Sistema de Gestão em Saúde e Segurança pela norma internacional OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series), em 2001, sendo uma das primeiras empresas brasileiras a receber essa certificação.
A empresa é também signatária do programa de Atuação Responsável da ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria Química - que visa o cumprimento de um amplo programa de saúde, segurança e conservação ambiental. O bem-estar de seus colaboradores é uma das bases de sua eficiência operacional.
Programas de Saúde, Segurança e Conservação Ambiental são fatores prioritários que se somam a programas de valorização pessoal e profissional. As comunidades são extensões de suas instalações e a qualidade de vida da população vizinha influi diretamente em suas atividades. Para elas a empresa oferece apoio direto no campo da saúde e desenvolve programas voltados para as áreas social, assistencial e cultural.
Atuando de forma abrangente junto a autoridades, órgãos públicos e entidades representativas, a empresa oferece apoio na implantação de projetos que têm por objetivo o bem-estar social. O meio ambiente é objeto de atenção especial na empresa. Tratamento de efluentes e resíduos, reciclagem de lixo, preservação ecológica e educação ambiental são medidas e atitudes em benefício da qualidade de vida.

CEMPES – Centro de Pesquisas da Petrobrás.

http://www2.petrobras.com.br/portal/tecnologia.htm


O objetivo do Cenpes - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello - é atender às demandas tecnológicas que impulsionam a Petrobras. Uma de suas principais áreas, a tecnologia é a base para a consolidação e a expansão da Petrobras no cenário da energia mundial. Como resultado das pesquisas realizadas, a Companhia domina, atualmente, inúmeras tecnologias, fazendo dela a maior empresa brasileira.
Com quase 2.000 empregados distribuídos em uma área de 122 mil metros quadrados, o Cenpes conta com 30 unidades-piloto e 137 laboratórios que atendem aos órgãos da Companhia. A excelência do corpo técnico do Cenpes pode ser comprovada pelo número de pós-graduados. O Centro de Pesquisas da Petrobras encerrou o ano de 2007 com 178 doutores e 478 mestres em seu quadro efetivo.
As tecnologias desenvolvidas no Cenpes fazem da Petrobras a empresa que mais gera patentes no Brasil e no Exterior. Os números de patentes depositas no ano em 2007 demonstram que o Cenpes é um dos maiores centros de pesquisa aplicada do mundo. Só nesse ano, no Brasil, foram concedidas 22 patentes e depositadas 59 novas solicitações. Fora do país foram depositados 129 pedidos e obtidas 29 patentes.
 

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Comemorando meu 1º milésimo post segue a conclusão do tópico sobre esta mui maravilhosa Baía de Guanabara.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR​

UFF - Universidade Federal Fluminense
http://www.uff.br/



HISTÓRICO

A idéia da criação de uma Universidade para o Estado do Rio de Janeiro partiu da Associação Fluminense de Professores Católicos, em 1946. A Universidade Federal Fluminense - UFF - foi criada pela Lei nº 3.848, de 18 de dezembro de 1960, com o nome de Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UFERJ. A ela incorporaram-se as cinco faculdades federais já existentes em Niterói - Faculdade de Direito de Niterói, Faculdade Fluminense de Medicina, Faculdade de Farmácia e Odontologia, Escola de Odontologia e Escola Fluminense de Medicina Veterinária - e agregaram-se estabelecimentos de ensino estaduais - Escola de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro, Escola Fluminense de Engenharia e Escola de Serviço Social do Estado do Rio de Janeiro - e particulares - Faculdade Fluminense de Filosofia e Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói.
Em 13 de dezembro de 1961, pela Lei nº 3.958, os estabelecimentos a ela agregados foram-lhe incorporados e, assim, federalizados. Em 1964, o Hospital Municipal Antônio Pedro, hoje Hospital Universitário Antônio Pedro, foi incorporado à Universidade visando ao ensino e à pesquisa nas áreas de saúde e assistencial.
Com a Lei nº 4.831, de 5 de novembro de 1965, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro passou a denominar-se Universidade Federal Fluminense. A UFF é uma entidade federal autárquica de regime especial, com autonomia didático-científica, administrativa, disciplinar, econômica e financeira, exercida na forma de seu Estatuto e da legislação pertinente.
Hoje, a universidade tem 21.682 alunos matriculados (incluindo os que entrarão no segundo semestre letivo deste ano), 2.642 professores e 4.718 funcionários - no Hospital Universitário Antônio Pedro estão lotados 1.940 servidores. Com um total de 79 departamentos de ensino, são oferecidos neste vestibular 51 cursos de graduação. Na pós-graduação, a UFF tem 131 cursos.
Localizada em Niterói, a UFF marca presença na vida dos habitantes da cidade com diversas atividades culturais, de pesquisa, ensino e extensão. Um exemplo dessa integração é o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), que foi doado à universidade pela Prefeitura Municipal de Niterói em 1964 - incentivando o ensino e a pesquisa nas áreas de saúde e mantendo seu caráter assistencial.
Na Reitoria, em Icaraí, funcionam os órgãos de assessoramento ao reitor, as quatro pró-reitorias, órgãos auxiliares, complementares e os conselhos superiores. Os conselhos Universitários e de Ensino e Pesquisa regulamentam e orientam a política educacional do ensino, da pesquisa e da extensão na universidade. Presididos pelo reitor, são integrados por representantes do corpo docente e discente e da comunidade de Niterói. O acompanhamento, a fiscalização econômico-financeira da universidade são competências do Conselho de Curadores.


EsEFEx
Escola de Educação Física do Exército
Avenida Pasteur nº 480, Urca - Rio de Janeiro – RJ

http://www.esefex.ensino.eb.br/



Resumo Histórico
Esta Escola foi o berço da Educação Física no Brasil. Suas origens datam de 1919, quando um grupo de oficiais e cadetes da Escola Militar do Rio de Janeiro se propôs a promover a sistematização de exercícios físicos nos meios militar e civil. A EsEFEx foi, então, criada em 10 de janeiro de 1922, anexa à Escola de Sargento de Infantaria, atual quartel do Regimento Escola de Infantaria, com o nome CENTRO MILITAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Foram selecionados 10 Oficiais, 28 Sargentos e 20 professores públicos do então Distrito Federal (hoje município do Rio de Janeiro) para comporem a turma que tornou-se A PRIMEIRA TURMA DE DIPLOMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO BRASIL.

As Origens da Educação Física no Brasil

Em 1919, um grupo de oficiais e cadetes da Escola Militar - RJ, fundou a “União Atlética da Escola Militar” e se propôs a promover a sistematização da Educação Física nos meios militar e civil. Era um núcleo de idealistas influenciados pela Missão Indígena, cujos esforços culminariam com a criação da Escola de Educação Física do Exército. À frente deste movimento, achava-se o Tenente Newton Cavalcanti, seu incentivador maior, que mais tarde foi diretor da Escola. Neste contexto, o primeiro marco de fundação da EsEFEx situa-se em 10 de janeiro de 1922 (Boletim do Exército no 431- 20/01/1922) quando se criou o Centro Militar de Educação Física - CMEF na Escola de Sargentos de Infantaria, Vila Militar – RJ, com parte da nova Organização do Exército. As atividades se iniciaram sob os auspícios da Liga de Sports do Exército, mas a Revolução de 1922 determinou seu fechamento não chegando portanto a formar sequer uma turma de instrutores.

1929 Sete anos após o fechamento do CMEF, ocorreu uma visita do Presidente da República Dr. Washington Luís, à Escola de Sargentos de Infantaria, acompanhado pelo Ministro da Guerra, General Nestor Sezefredo dos Passos. Entusiasmado com o trabalho produzido com os alunos da Escola de Sargentos de Infantaria, o Ministro Sezefredo determina, providências imediatas para criação do Curso Provisório de Educação Física, anexo à referida Escola. A condução dos trabalhos foi entregue aos Tenentes Ignácio de Freitas Rolim e Virgílio Alves Bastos, que selecionaram uma turma de 10 Oficiais, 28 Sargentos e 20 professores públicos do então Distrito Federal (hoje município do Rio de Janeiro). Deste grupo saiu a primeira turma de diplomados em Educação Física do Brasil, considerando-se um estabelecimento nacional e alunos militares e civis em igualdade de condições discentes.

1930 Neste ano, como as instalações da Escola de Sargentos de Infantaria eram precárias para a parte náutica, transferiu-se o núcleo formativo para a Fortaleza de São João, Urca, local que marca a fundação da cidade do Rio de Janeiro no século 16. Na sua nova sede, o CMEF iniciou suas atividades com a abertura dos cursos de Instrutor, Especialização (Medicina) e de Monitor.
1933 Na data de 19 de outubro, o Governo Vargas pelo decreto 23252, muda a denominação do CMEF para Escola de Educação Física do Exército, dando-lhe nova organização, atualizando os seus currículos e ampliando os seus objetivos. Desde então, a EsEFEx assumiu uma função de formadora com atuação em todo o território nacional, freqüentemente em condições pioneiras em diversas regiões. Esta vocação para influenciar a Educação Física em escala nacional – e mais tarde admitindo alunos do exterior – passou por estágios distintos, refletindo o próprio desenvolvimento do esporte e atividades físicas de lazer, ora em perspectiva militar (instrutores), ora civil (professores e médicos).

1933 a 1941 Nesta primeira fase, a EsEFEx compartilha tanto da eugenia à época prevalecente no país - reforçando ideais do povo brasileiro como uma raça forte - como da formação e especialização em Educação Física e Medicina Esportiva como uma contribuição prioritária da EsEFEx para o desenvolvimento institucional destas áreas de intervenção profissional. Os marcos deste período foram os seguintes: (a) Criação, em 1929, do “Curso Provisório de Educação Física”; (b) Fundação, em maio de 1932, da “Revista de Educação Física”, considerada órgão oficial da EsEFEx; (c) Suporte, em 1939, para criação e desenvolvimento da Escola Nacional de Educação Física e Desportos – RJ; (d) Contribuição, em 1939, para a efetiva institucionalização da Medicina do Esporte no Brasil; (e) Criação, em 1936, da “Colônia de Férias”, uma das atividades precursoras do esporte recreativo como inclusão social no país, sob liderança do Capitão Ignácio de Freitas Rolim e do Sargento Custódio Batista Lobo.
1942 a 1967 Nesta segunda fase, a ênfase situou-se no uso do esporte para preparação do soldado; no compartilhamento de cargos em diversas confederações e federações esportivas brasileiras; na organização de eventos esportivos e publicações diversas como livros, artigos e manuais na área de Educação Física e esporte. Os marcos deste estágio foram os seguintes: (a) Realização de estágios, cursos e simpósios, permitindo acesso e atualização profissional quanto aos principais métodos de intervenção profissional; (b) Ocupação efetiva de cargos e direção de instituições da área por pessoal legitimado pela formação profissional; (c) Intercâmbio internacional, destacando-se o XII Campeonato Mundial de Pentatlo Militar em 1960, evento esportivo de repercussão mundial, no qual os encargos do treinamento atlético e organização couberam à EsEFEx; (d) Reedição da maior parte das obras elaboradas pela EsEFEx, após um convênio assinado com a Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura, para efeito de difusão no meio civil.

1968 a 1979 A “Fase de Cientificação do Treinamento Esportivo” seguiu-se como resultado da crescente influência das ciências na preparação atlética como também do incentivo dado pelo Ministro do Exército às práticas esportivas em todas as guarnições do país, afirmando a importância da preparação física e psicológica do combatente. Os marcos desta fase foram: (a) A preparação física da seleção brasileira de futebol para a Copa do Mundo no México, em 1970, para a qual Cláudio Coutinho utilizou o programa "Aerobics”, adaptando a tabela de Cooper destinada a sedentários aos atletas; (b) O impacto da conquista da Copa de 1970 pelo Brasil, dando surgimento a um grande movimento social de engajamento a programas de atividade física sistemática.

1980 a 1989 Neste período instalou-se uma fase de valorização dos esportes militares em face à mudança da conjuntura política do país e conseqüente retração da EsEFEx, voltando-se para dentro da instituição, conseqüentemente dando prioridade aos esportes militares e ao treinamento físico militar. Esta fase teve como marcos: (a) A trajetória internacional bem sucedida da Equipe de Pentatlo Militar do Brasil que destacou a preparação física, psicológica e técnica do soldado brasileiro; (b) O processo de cientificação do manual de Treinamento Físico Militar e do Teste de Avaliação Física no âmbito interno do Exército.
1990 a 2000 A fase de reestruturação no sentido das Ciências do Esporte derivou-se da tanto da introspecção da EsEFEx que a afastou das instituições civis tanto quanto do avanço destas últimas entidades no sentido do conhecimento e da pesquisa, sobretudo em termos de pós graduação. Dessa forma para que a EsEFEx não ficasse distante da modernização do esporte e da Educação Física, ela passou a ser enquadrada no Centro de Capacitação Física do Exército - CCFEx. Este foi criado para obter interdisciplinaridade entre o esporte, a saúde, a pesquisa e a preparação dos discentes. Nesta nova abordagem, o corpo docente da EsEFEx tem buscado o auto aperfeiçoamento em universidades civis e tem sido realizados dentro da Escola cursos de pós-graduação em convênio com Estabelecimentos de Ensino Superior do mundo civil.
Situação Atual Desde sua criação até nossos dias foram formados pela EsEFEx mais de 6.000 instrutores e monitores em Educação Física, mais de 150 médicos especialistas em medicina esportiva e mais de 130 mestres d’armas. Os formandos originaram-se de todas as Unidades Federadas do país e de algumas nações amigas, sendo civis ou pertencentes ao Exército, Marinha, Aeronáutica, Policia Militar, Corpo de Bombeiro, Forças Armadas de outros países. Hoje a EsEFEx, vinculada à Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pessoal, continua cumprindo sua missão principal que é habilitar oficiais, sargentos e civis para o desempenho de funções nas áreas da Educação Física, Medicina Esportiva e Mestre D’armas.
Fonte:
Renato Souza Pinto Soeiro
A Contribuição da Escola de Educação Física para O Esporte Nacional: 1933 a 2000. Rio de Janeiro, 2003. Dissertação (Mestrado em Motricidade Humana). Universidade Castelo Branco.

ESG – Escola Superior de Guerra
http://www.esg.br/



A Escola Superior de Guerra (ESG), criada pela Lei nº 785/49, é um Instituto de Altos Estudos de Política, Estratégia e Defesa, integrante da estrutura do Ministério da Defesa, e destina-se a desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários ao exercício de funções de direção e assessoramento superior para o planejamento da Defesa Nacional, nela incluídos os aspectos fundamentais da Segurança e do Desenvolvimento.
A Escola Superior de Guerra funciona como centro de estudos e pesquisas, a ela competindo planejar, coordenar e desenvolver os cursos que forem instituídos pelo Ministro de Estado da Defesa.
A Escola, subordinada ao Ministério da Defesa, não desempenha função de formulação ou execução da Política do País. Seus trabalhos são de natureza exclusivamente acadêmica, sendo um foro democrático e aberto ao livre debate.
A ESG se localiza na área da Fortaleza de São João, no bairro da Urca, Rio de Janeiro. A Fortaleza foi mandada construir, em 1565, por Estácio de Sá, na várzea entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar e marca a fundação da cidade do Rio de Janeiro e o domínio português na Baia da Guanabara.

Histórico
A Escola Superior de Guerra (ESG) resultou de estudos desenvolvidos por um grupo de militares preocupados com as conseqüências da recém-terminada Segunda Guerra Mundial.
Em 1948, o General Salvador César Obino, então Chefe do Estado-Maior Geral (antigo Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA e hoje Ministério da Defesa), criado dois anos antes, em visita ao NATIONAL WAR COLLEGE, nos EUA, contou, de imediato, com o apoio dos norte-americanos, que se prontificaram de enviar uma missão militar para dar suporte à implantação da referida Escola.
Em dezembro daquele ano, o General-de-Divisão Oswaldo Cordeiro de Farias foi colocado à disposição do EMFA, para elaborar o anteprojeto do regulamento da Escola Superior de Guerra, juntamente com o Coronel-Aviador Ismar P. Brasil, o Tenente-Coronel Affonso Henrique de Miranda Corrêa, o Capitão-de-Fragata Celso A. de Macedo Soares Guimarães e o Tenente-Coronel Idálio Sardenberg. A Missão Militar americana já se encontrava no Brasil. Um documento elaborado, por este último oficial, com o título de Princípios Fundamentais da Escola Superior de Guerra, serviu de base para a redação do Regulamento da ESG.
Desta maneira, pela Lei n° 785, de 20 de agosto de 1949, foi “criada a Escola Superior de Guerra, um instituto de altos estudos, subordinado diretamente ao Ministro da Defesa e destinado a desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários para o exercício das funções de assessoramento e direção superior e para o planejamento da segurança nacional”. Acrescentava a Lei que a ESG deveria funcionar como centro permanente de estudos e pesquisas, ministrando cursos que fossem instituídos pelo Poder Executivo.
A Escola foi idealizada, em princípio, para ministrar o Curso de Alto Comando apenas para militares, entretanto, terminou sendo organizada para receber, também, civis, sendo criado o Curso Superior de Guerra (CSG). O curso destinado, exclusivamente, para militares, Curso de Estado-Maior e Comando das Forças Armadas (CEMCFA) começou a funcionar em 1954.
O General Cordeiro de Farias foi o primeiro Comandante da ESG, no período de 1° de setembro de 1949 a 11 de dezembro de 1952. O General Juarez Távora, depois de realizar o curso da Escola, foi o seu segundo Comandante.
No dia 15 de março de 1950, com a presença do então Presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra, iniciou-se o ano letivo da ESG, sendo a Aula Inaugural proferida pelo General César Obino, no auditório da antiga Escola Técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia (IME).

IME – Instituto Militar de Engenharia
http://www.ime.eb.br/



Apresentação
O Instituto Militar de Engenharia (IME) é o estabelecimento de ensino do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) responsável, no âmbito do Exército Brasileiro, pelo ensino superior de Engenharia e pela pesquisa básica.
O IME ministra cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária para militares e civis.
Insere-se no Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, cooperando com os demais órgãos, por meio da prestação de serviços e pela execução de atividades de natureza técnico-científicas.
O Instituto coopera, pelo ensino e pela pesquisa, também para o desenvolvimento científico-tecnológico do País.

Histórico do IME
Em 15 de Janeiro de 1699, o Rei de Portugal sancionou uma Carta Régia, criando um curso de formação de soldados técnicos no Brasil-Colônia. O objetivo era capacitar homens na arte da construção de fortificações, a fim de promover a defesa da Colônia contra as incursões de outras nações. O Capitão Engenheiro Gregório Gomes Henriques, nesse mesmo ano, ministrou a primeira Aula de Fortificação em território brasileiro.
Outros episódios ocorridos antes de 1699 são dignos de destaque. O primeiro refere-se ao holandês Miguel Timermans, "engenheiro de fogo", que esteve no Brasil de 1648 a 1650, sendo "encarregado de formar discípulos aptos para os trabalhos de fortificações". O outro foi o do Capitão Engenheiro Gregório Gomes Henriques enviado ao Brasil em 1694 para dar aulas aos condestáveis (comandante de força ou chefe de artilheiros) e artilheiros do Rio de Janeiro.

De 1710 a 1829, o Forte de São Pedro, na cidade de Salvador, sediou a Aula de Fortificação e Artilharia, sendo o Sargento-Mor Engenheiro José Antonio Caldas um dos professores. Enquanto isso, em 1718, havia, no Recife, uma Aula de Fortificação em que se ensinavam as partes essenciais de um curso de matemática. Em 1795, foi criada no Recife uma Aula de Geometria, acrescida, em 1809, do estudo de Cálculo Integral, Mecânica e Hidrodinâmica, lecionados pelo Capitão Antonio Francisco Bastos. Essa aula existiu até 1812.
Em 1738, foi criada, no Rio de Janeiro, a Aula de Artilharia, ampliação da existente em 1699. O Sargento-Mor José Fernandes Pinto Alpoim era o responsável pela mesma e, sob o seu comando, foram construídos os Palácios dos Governadores do Rio de Janeiro, na Praça XV, e de Minas Gerais, em Ouro Preto.
Em 1774, a Aula de Artilharia foi acrescida da cadeira de Arquitetura Militar, passando à denominação de Aula Militar do Regimento de Artilharia, considerada por Pirassununga (O Ensino Militar do Brasil, pg. 27) como o "marco inicial da formação de Engenheiros Militares no Brasil", com a dupla finalidade de "preparar artilheiros e de formar oficiais para o exercício de Engenharia".

A Criação da Real Academia – Antecessora do IME
A história do IME remonta ao ano de 1792, quando, por ordem de Dona Maria I, Rainha de Portugal, foi instalada, na cidade do Rio de Janeiro, a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. Essa foi a primeira escola de engenharia das Américas e terceira do mundo, sendo instalada na Casa do Trem de Artilharia, na Ponta do Calabouço, onde atualmente funciona o Museu Histórico Nacional.
Tinha por objetivo formar oficiais das Armas e Engenheiros para o Brasil-Colônia. Os cursos de Infantaria e de Cavalaria tinham a duração de três anos, o da Artilharia, cinco anos. O curso de Engenharia durava seis anos, sendo que no último ano eram lecionadas as cadeiras de Arquitetura Civil, Materiais de Construção, Caminhos e Calçadas, Hidráulica, Pontes, Canais, Diques e Comportas.
A Real Academia tornou-se a base para a implantação da Academia Real Militar, criada em 23 de abril de 1811, por ordem de D. João VI.

Única Escola de Engenharia no Brasil
A Academia Real Militar (1811) mudou de nome quatro vezes: Imperial Academia Militar, em 1822; Academia Militar da Corte, em 1832, Escola Militar, em 1840 e Escola Central, a partir de 1858. Ali se formavam não apenas Oficiais do Exército, mas, principalmente engenheiros, militares ou civis, pois a Escola Central era a nossa única escola de Engenharia existente no Brasil.
Em 1874, a Escola Central desligou-se das finalidades militares, indo para a jurisdição da antiga Secretaria do Império e passando a formar exclusivamente engenheiros civis. A formação de engenheiros militares, bem como a de oficiais em geral, passou a ser realizada na Escola Militar da Praia Vermelha (1874 a 1904). Nesse último ano, a Escola foi transferida para o Realengo, onde eram formados os oficiais de Engenharia e de Artilharia. Os oficias de Infantaria e de Cavalaria eram preparados em Porto Alegre.

Influência Estrangeira
Sob influência alemã, o Exército Brasileiro suspendeu a formação de engenheiros militares. Previa-se a realização de cursos técnicos de Artilharia e de Engenharia realizados no estrangeiro. Numa segunda etapa, seria implantada uma escola militar tendo por instrutores os oficiais brasileiros formados no exterior.
A Missão Militar Francesa, iniciada na década de 1920, inspirou a criação da Escola de Engenharia Militar. O Decreto nº 5632, de 31 de dezembro de 1928, estabeleceu sua missão no sentido de formar engenheiros, artilheiros, eletrotécnicos, químicos e de fortificação e construção. A Escola de Engenharia Militar começou a funcionar em 1930, ocupando as instalações da Rua Barão de Mesquita, no quartel posteriormente ocupado pelo Batalhão de Polícia do Exército.
Em 1933, mudou sua denominação para Escola Técnica do Exército. Em 1934, a Escola Técnica do Exército instalou-se na Rua Moncorvo Filho, no centro do Rio de Janeiro, e, em 1942, no atual prédio da Praia Vermelha.
Já sob a influência norte-americana, foi criado o Instituto Militar de Tecnologia (1949). Iniciavam-se, então, programas de estudo, pesquisa e controle de materiais para a indústria.

Centro de Excelência
Antevendo as futuras necessidades do país no setor nuclear, a Escola Técnica do Exército iniciou, em 1958, um Curso de Pós-Graduação em Engenharia Nuclear.
Da fusão da Escola Técnica do Exército com o Instituto Militar de Tecnologia, em 1959, nasceu o atual Instituto Militar de Engenharia (IME).
O Instituto destaca-se por ter formado inúmeras gerações de engenheiros, civis e militares, que muito contribuíram para o desenvolvimento nacional, não só no desempenho exclusivo da atividade profissional, mas também na qualidade de professores ou mesmo de fundadores de instituições de ensino espalhadas pelo imenso Brasil.
O domínio das mais variadas tecnologias tornou-se fator determinante no desenvolvimento e soberania das nações. Por isso, as atividades de ensino e de pesquisa desenvolvidas pelo IME são estratégicas e vitais para um país vocacionado a ser uma potência mundial. Reconhecido como um centro de excelência no ensino da engenharia, o IME possui um indelegável compromisso de formar recursos humanos altamente qualificados para atender as necessidades nacionais.
Para conduzir essa árdua tarefa, o IME conta com um Corpo Docente do mais alto nível, composto por professores, mestres e doutores de reconhecida reputação acadêmica, muitos deles pós-graduados em instituições estrangeiras.
Devido ao seu potencial, muitas vezes o Instituto é chamado a participar de estudos e de pesquisas nas esferas governamental e privada, visando o desenvolvimento dos mais variados projetos.

Admissão de civis e de mulheres
A partir de 1964, o IME passou a admitir civis que, ao final do curso, conquistavam a condição oficial da reserva. Em outubro de 1995, o Sr. Ministro do Exército baixou diretriz com a finalidade de reestruturar a carreira do oficial do Quadro de Engenheiros Militares (QEM), trazendo em seu bojo modificações importantes.
Atualmente, o IME forma oficiais engenheiros militares da ativa e da reserva, sendo que a graduação em engenharia tem a duração de 5 anos e a formação militar tem a duração de 5 anos para os optantes pela carreira e de 1 ano para os optantes pela reserva. Além disso, o Instituto também admite engenheiros (as) formados (as) em instituições civis. Após um curso de 1 ano, esses profissionais ingressam no QEM.
O ano de 1997 marcou o início da participação feminina, para concludentes do segundo grau e para engenheiras formadas. O acesso aos cursos oferecidos pelo IME é realizado em absoluta igualdade de condições com os homens.
A opção pelo serviço ativo permite que o formando siga a carreira militar até atingir o posto de General-de- Divisão. Os formandos, que optam pela reserva, podem, ao final do curso, realizar um estágio de até seis anos como Oficiais da Reserva convocados. Após esse período, os mesmos retornam ao mercado de trabalho, com uma importante bagagem profissional.
Dessa forma, o Exército contribui na criação de reais oportunidades de trabalho para um mercado cada vez mais exigente e qualificado.

Patrimônio Nacional
A síntese do pensamento moderno indica que as instituições que não se preocuparem com o domínio da tecnologia e da comunicação social estarão condenadas ao fracasso no século XXI. Nesse sentido, o IME tem buscado capacitar recursos humanos para atender as crescentes demandas nacionais no campo da Ciência e Tecnologia, visando romper o hiato tecnológico que separa o Brasil das grandes potências.
As atuais gerações de engenheiros militares buscam inspiração nos seus antecessores para dar continuidade ao passado de realizações e manter a admirável posição de importante pólo produtor e irradiador da cultura técnica, em parceria com as comunidades acadêmicas nacional e internacional.
Respaldado numa tradição secular e na busca constante da modernidade, o IME se constitui em peça fundamental para a Engenharia Militar no compromisso de vencer os limites que cerceiam a tecnologia nacional.
"Instituto Militar de Engenharia: Berço da Engenharia Brasileira, Centro de Excelência, Patrimônio Nacional".


Escola de Guerra Naval
http://www.egn.mar.mil.br/



Ambiente Físico
A Escola de Guerra Naval (EGN) está localizada na Avenida Pasteur, n.º480, próximo à Praia Vermelha, na Urca.
Ocupa uma área construída de 1700 m², edificada em três blocos. No primeiro bloco estão situadas as salas de aula e de estudo, equipadas com modernos recursos didáticos.
No segundo bloco encontra-se o auditório principal, com capacidade para quinhentos lugares.
No último bloco estão localizadas uma ampla biblioteca, que possui um bom acervo de livros e periódicos, e um moderno centro de jogos de guerra.
A Escola de Guerra Naval dispõe, ainda, para práticas desportivas, de duas quadras polivalentes e uma sala de musculação.

Missão

A EGN é uma instituição de altos estudos militares, que tem o propósito de contribuir para a capacitação dos oficiais para o desempenho de comissões operativas e de caráter administrativo; prepará-los para funções de estado-maior; e aperfeiçoá-los para o exercício de cargos de comando, chefia, direção e nos altos escalões da Marinha.
Para a consecução do seu propósito, a EGN executará as seguintes tarefas:
I - ministrar, atualizar, uniformizar e ampliar os conhecimentos dos oficiais naquilo que se relaciona com a defesa nacional, o poder marítimo, a guerra naval e a administração;
II - disseminar, por intermédio de seus cursos, a doutrina naval emanada do EMA; e
III - investigar, estudar, experimentar e opinar sobre novos métodos, teorias, planos e doutrinas ou temas de interesse da Marinha, quer por determinação específica do EMA, quer por iniciativa própria.
Em situação de mobilização, conflito, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal e em regimes especiais, cabem à EGN as tarefas que lhe forem atribuídas pelas normas e diretrizes referentes à Mobilização Marítima e as emanadas pelo EMA.

Visão
"Ser reconhecida como um Centro de Excelência em ensino e pesquisa no campo da Defesa Nacional, até o ano de 2014."

Histórico

Em 1911, pelo Decreto número 8.650, de 4 de abril, assinado pelo Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca e pelo Ministro de Estado dos Negócios da Marinha, Contra-Almirante Joaquim Marques de Leão, foi criado o “Curso Superior de Marinha”, dentro da estrutura da Escola Naval, que então funcionava na Rua Dom Manuel, nº 15, na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1914, com a transferência da Escola Naval para Angra dos Reis, foi criada, pelo Decreto número 10.787, de 25 de fevereiro, assinado pelo Presidente Hermes da Fonseca e pelo Almirante Alexandrino Faria de Alencar, uma “Escola para o Ensino Naval de Guerra”, denominada “Escola Naval de Guerra”, cuja sede permaneceu no mesmo local, na rua Dom Manoel, até 1933. A Escola foi inaugurada em 11 de junho de 1914, tendo sido o seu primeiro Diretor o Contra-Almirante Antonio Coutinho Gomes Pereira. O primeiro regulamento da Escola Naval de Guerra foi aprovado pelo Decreto número 11.517, de 10 de março de 1915.
Posteriormente, pelo Decreto número 19.536, de 27 de dezembro de 1930, assinado pelo Presidente Getúlio Vargas e pelo Almirante Conrado Heck, a Escola Naval de Guerra teve a sua denominação alterada para “Escola de Guerra Naval”. A EGN funcionou na Rua Dom Manoel, até 1933, quando suas instalações foram transferidas para o Edifício 17A do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), onde permaneceu até 11 de junho de 1935.
A partir de 11 de junho de 1935, a EGN ficou sediada no sexto andar do Edifício “Almirante Tamandaré”, no prédio onde funcionava o antigo Ministério da Marinha, próximo ao “Cais da Bandeira”. Nesse local, a EGN permaneceu por mais 35 anos, quando encerrou suas atividades em 8 de abril de 1970. Finalmente, em 30 de abril de 1970 a EGN foi transferida para o endereço atual. Suas novas instalações foram inauguradas pelo Presidente da República, General-de-Exército Emílio Garrastazu Medici, estando acompanhado pelo Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Adalberto de Barros Nunes.



UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

http://www.unirio.br/



Histórico
A UNIRIO foi criada em 05 de junho de 1979, pela Lei 6.655.
O seu corpo social é constituído por discentes, técnicos - administrativos e docentes qualificados e titulados-doutores, mestres e especialistas nas mais variadas áreas de conhecimento.
Possui sistema de bibliotecas, arquivos e está implantando a informatização em toda a área acadêmica. A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro está plenamente adequada aos dispositivos estabelecidos pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação n° 9.394/96.

MISSÃO DA UNIRIO
Produzir e disseminar o conhecimento nos diversos campos do saber, contribuindo para o exercício pleno da cidadania mediante formação humanística, crítica e reflexiva, consequentemente preparando profissionais competentes e atualizados para o mundo do trabalho presente e futuro.

Princípios Gerais da UNIRIO
1. Ética, credibilidade e transparência;
2. Visão humanística;
3. Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
4. Compromisso com o social;
5. Comprometimento com a qualidade;
6. Gestão participativa;
7. Profissionalismo e valorização de Recursos Humanos;
8. Universidade do conhecimento e fomento à interdisciplinaridade.
Endereços UNIRIO

A - Campus 296 - Prédio da Reitoria, Prédio da Nutrição e Prédio da Enfermagem
Av. Pasteur, 296 - Urca - CEP 22290-240
B - Campus 458 - CCET, CCH
Av. Pasteur, 458 - Urca - CEP 22290-240
C - Campus 456 - CLA (Centro de Letras e Artes).
Av. Pasteur, 436 - Urca - CEP 22290-240

D - CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde)
Rua Silva Ramos, 32 - Tijuca - CEP 20270-330

E - Instituto Biomédico
Rua Frei Caneca, 94 - Centro - CEP 20211-040

F - CCJP (Centro de Ciências Jurídicas e Políticas)
Rua Voluntários da Pátria, 107 - Botafogo - CEP 22270-000.

FGV - Fundação Getúlio Vargas
Praia de Botafogo, 190, Botafogo - Rio de Janeiro.
http://www.fgv.br/



A Escola
Criada em Abril de 1952, a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV) tem desempenhado importante papel na formação de quadros universitários e governamentais no Brasil e em outros países da América Latina e África.
Desde seu início, ministra cursos de administração em nível de pós-graduação e especialização, bem como mantém um amplo programa de pesquisas e consultoria técnica a empresas e entidades do governo.
Seu programa de Mestrado em Administração Pública, criado em 1967, vem formando pessoal para atuar em postos-chave na Administração direta e indireta, nas empresas estatais e nas grandes empresas brasileiras.
Na área de ensino, ao lado do curso de Mestrado em Administração Pública, do Mestrado em Gestão Empresarial, do Doutorado em Administração e dos cursos de Especialização, a EBAPE atualmente ministra cursos de extensão e especialização para funcionários e gestores de empresas estatais e mantém programas de formação e educação continuada abertos que atendem a mais de quatro mil participantes por ano.
Os projetos de pesquisa desenvolvidos pela EBAPE incluem as áreas de governo e administração, gerência do setor público e privado, políticas públicas, gestão social, educação em administração pública e conjuntura do setor público. A EBAPE também publica bimestralmente a Revista de Administração Pública (RAP), criada em 1967.
A EBAPE estimula a cooperação interinstitucional e programas de intercâmbio. Ao longo dos anos esses programas incentivam o desenvolvimento de pesquisas conjuntas e projetos de assessoria técnica com outras Escolas de Administração.
As políticas acadêmicas da EBAPE são formuladas pelo Conselho Consultivo integrado por seus professores. Cabe à Diretoria a responsabilidade pela administração da Escola, através dos Centros de Formação Acadêmica e Pesquisa, de Pós-Graduação Lato-Sensu e Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento Gerencial.
Além das atividades exercidas em sua sede no Rio de Janeiro, a EBAPE ampliou e consolidou seu trabalho em núcleos regionais por todo país e no estrangeiro. Programas especiais de treinamento e consultoria técnica são mantidos em Brasília e em outras cidades brasileiras.

Missão
Respaldada em sua crença na necessidade de disseminação do conhecimento, a EBAPE entende ser sua missão: servir aos atuais e futuros líderes, executivos e profissionais de empresas privadas, instituições governamentais e organizações sem fins lucrativos, através do oferecimento de oportunidades de ensino de excelência, nas áreas de gestão pública e empresarial. A EBAPE compreende, também, ser sua missão, estar sempre engajada em pesquisas de ponta e em outras atividades acadêmicas de extensão, de modo a colaborar para o avanço das Ciências da Administração, tanto em sua dimensão teórica, como prática.
Para atendimento a essa missão, a EBAPE entende ter como suas competências essenciais:
a busca contínua pela excelência acadêmica, o engajamento permanente com o aprendizado e pesquisa de alto nível e a criação e disseminação de novos conhecimentos em sua área de atuação;
o encorajamento, dentro de um espírito de unidade, fidalguia e ética profissional, da diversidade de idéias e posições em seu quadro acadêmico e corpo discente;
a ênfase na interação com organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos, de modo a estar atenta aos anseios do país e à prática administrativa vigente;
a propagação de espírito empreendedor a todos os seus professores, funcionários e alunos;
a parceria profícua com instituições acadêmicas reconhecidas como de alto nível de excelência, estabelecidas tanto no país, como no exterior;
o desenvolvimento, continuado, de uma visão sistêmica das Ciências da Administração, evitando o culto à fragmentação e instigando, cada vez mais, a interdisciplinaridade em todas as suas atividades acadêmicas.
Finalmente, a EBAPE acredita ser sua missão ajudar a moldar o futuro dessa nação, através do seu papel nas atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de Gestão Pública e de Empresas.
História
1950's
Implantação da formação sistematizada em administração no país: primeiro curso de graduação em administração. Ação pioneira na América Latina.

1960's
Bases iniciais para a institucionalização da pós-graduação em administração no país.
Criação do Curso de Mestrado em Administração Pública.
Pionerismo na adoção do sistema de créditos, substituindo o sistema seriado.
Surge a EBAPE com suas feições atuais: Ensino-Pesquisa-Consultoria Técnica.
Programa editorial apoiado pela Fundação Ford: número sem precedentes de livros e monografias sobre administração pública.

1970's
Ampliação do âmbito das relações externas: no país e no exterior.
Consolidação do curso de mestrado, com a inserção da área de políticas públicas.
Ampliação dos cursos de pós-graduação "lato sensu". Criação do Curso Intensivo de Pós-Graduação em Administração Pública (CIPAD) e de vários programas de desenvolvimento gerencial.
Instalação das ações da EBAPE na sede da FGV Brasília, marcando início da presença mais intensa da Fundação naquela cidade.
Participação, como membro fundador, da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração Pública.

1980's
Expansão dos programas de pós-graduação.
Expansão da atuação da EBAPE: mais de 2000 alunos em várias cidades do País.
Ampliação das fronteiras internacionais da Escola: relações institucionais com EUA, Europa e América Latina, filiações a organismos internacionais: CLADEA, INTERMAN, CLAD. Permanente presença de professores no exterior.

1990's
Ênfase na produção e sistematização de conhecimentos em administração: busca da manutenção da posição de pioneirismo.
Consolidação dos programas de pós-graduação e intensificação das atividades de consultoria e capacitação de recursos humanos na administração pública e no setor empresarial do Estado.
Forte ampliação da educação continuada em administração de empresas.
Desenvolvimento de ações de caráter regional e apoio às administrações públicas estaduais e municipais.
Ênfase na inserção internacional.
Parcerias internacionais com a ONU.
Apoio a programas de OEA e CLAD.
Conciliação entre a vocação acadêmica e a capacidade de prestação de serviços: a busca do equilíbrio financeiro.
Desenvolvimento do Programa de Doutorado em Administração.

Universidade do Brasil
Atual campus da UFRJ Praia Vermelha



Escola Naval
https://www.mar.mil.br/en/



Histórico



FIOCRUZ

http://www.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home#

A História da Fiocruz
A história da Fundação Oswaldo Cruz e um panorama do conjunto arquitetônico do Pavilhão Mourisco, única edificação neo-mourisca existente no Rio de Janeiro. A trajetória de Oswaldo Cruz e as principais contribuições da Fiocruz em prol do desenvolvimento científico.
À serviço da vida.
Promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente da cidadania. Estes são os conceitos que pautam a atuação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina.
Criada em 25 de maio de 1900 - com o nome de Instituto Soroterápico Federal -, a Fiocruz nasceu com a missão de combater os grandes problemas da saúde pública brasileira. Para isso, moldou-se ao longo de sua história como centro de conhecimento da realidade do País e de valorização da medicina experimental.
Hoje, a instituição, vinculada ao Ministério da Saúde, abriga atividades que incluem o desenvolvimento de pesquisas; a prestação de serviços hospitalares e ambulatoriais de referência em saúde; a fabricação de vacinas, medicamentos, reagentes e kits de diagnóstico; o ensino e a formação de recursos humanos; a informação e a comunicação em saúde, ciência e tecnologia; o controle da qualidade de produtos e serviços; e a implementação de programas sociais. São mais de 7.500 servidores e profissionais com vínculos variados, uma força de trabalho que tem orgulho de estar a serviço da vida.

Democracia e diversidade
A Fiocruz tem sua base fincada num campus de 800.000 m2 no bairro de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Em torno dos três históricos prédios do antigo Instituto Soroterápico Federal – o Pavilhão Mourisco, o Pavilhão do Relógio e a Cavalariça -, funcionam nove de suas 15 unidades técnico-científicas e todas as unidades de apoio técnico-administrativas. Outras seis unidades situam-se nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Manaus e Curitiba.
Afora essas unidades fixas, a Fiocruz está presente em todo o território brasileiro, seja através do suporte ao Sistema Único de Saúde (SUS), na formulação de estratégias de saúde pública, nas atividades de seus pesquisadores, nas expedições científicas ou no alcance de seus serviços e produtos em saúde.

Linha do Tempo
http://www.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=template%5Ffiocruz&sid=317

1900 – 1910.
O período caracteriza-se pelo desenvolvimento da aviação e do automóvel. É também o momento em que se inicia a chamada arte moderna.
Anos em destaque:
• 1899/1900. Em 22 de agosto de 1899, o prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro) Cesário Alvim solicitou ao Barão de Pedro Affonso, à frente do Instituto Vacínico Municipal do Rio de Janeiro (criado em 1894), a produção de soros contra a peste bubônica. Assim, em 25 de maio de 1900 nasce o Instituto Soroterápico Federal , na distante fazenda de Manguinhos, em Inhaúma, sob a direção geral do Barão de Pedro Affonso e a direção técnica de Oswaldo Cruz .
• 1902. Oswaldo Cruz assume a direção geral do Instituto Soroterápico Federal, após o pedido de exoneração do Barão de Pedro Affonso. O engenheiro Francisco Pereira Passos é nomeado prefeito do Rio de Janeiro, com a incumbência de fazer uma ampla reforma urbana, a fim de modernizar a cidade.
• 1903. Oswaldo Cruz é nomeado pelo presidente Rodrigues Alves Diretor Geral de Saúde Pública, deflagrando campanhas de saneamento no Rio de Janeiro. Sua missão era realizar a reforma sanitária da capital, combatendo principalmente a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Tal fato foi decisivo para que Manguinhos, a exemplo do Instituto Pasteur de Paris, onde o cientista fez sua especialização, se tornasse referência em saúde pública. Nesse período Oswaldo Cruz inicia a construção do conjunto arquitetônico histórico de Manguinhos – o conjunto inclui o Pavilhão Mourisco ou Castelo de Manguinhos; a Cavalariça; o Quinino; o Pavilhão do Relógio ou Pavilhão da Peste; o Aquário de Água Salgada; o Hospital Oswaldo Cruz; o Pombal ou Biotério para Pequenos Animais.
• 1904. Entra em vigor o novo Código Sanitário, reformulado por Oswaldo Cruz, que institui a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. A medida é duramente criticada pelos jornais de oposição, que a denominaram “Código de Torturas”. Oswaldo Cruz recrudesce as campanhas de saneamento, sofrendo represálias da opinião pública, que culminaram com a Revolta da Vacina. Ao final deste episódio, a obrigatoriedade é revogada.
• 1905/1906. Início da construção do Castelo Mourisco pelo arquiteto Luis Moraes Junior. Oswaldo Cruz segue em expedição pelos portos marítimos e fluviais do Brasil com o objetivo de traçar um grande plano de modernização e saneamento. É a primeira vez que um cientista faz um levantamento sobre as condições de saúde do Brasil. Nesse ano, Oswaldo Cruz inspeciona 23 portos no norte do país. A partir daí, a equipe de Manguinhos começou a desbravar o interior do Brasil com o objetivo de estudar e debelar moléstias que dificultavam a expansão do capitalismo brasileiro. • 1907. A febre amarela é erradicada no Rio de Janeiro e Oswaldo Cruz e os demais cientistas de Manguinhos recebem a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, pelo trabalho de saneamento na capital da República. O Instituto Soroterápico Federal passa a se chamar Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos.
• 1908. O Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos é rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz. Concessão da primeira patente de Manguinhos com a descoberta da vacina contra o carbúnculo sintomático – ou peste da manqueira – realizada por Alcides Godoy. Adolpho Lutz ingressa no Instituto Oswaldo Cruz. A bagagem extraordinária de conhecimentos zoológicos que Adolpho Lutz leva para Manguinhos é decisiva para a construção de suas coleções biológicas e para o ensinamento dos jovens médicos recrutados por Oswaldo Cruz.
• 1909. É implementado, no Instituto Oswaldo Cruz, um sistema de disseminação de informação entre os cientistas que se baseava na leitura e resumo, realizados semanalmente, de artigos de periódicos científicos nacionais e internacionais recém-chegados à instituição. Esse sistema é denominado “Mesa das quartas-feiras”. Carlos Chagas descreve o ciclo completo da tripanosomíase americana , um feito ímpar na área de ciências biomédicas. Primeira edição da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.
• 1910. Oswaldo Cruz e Belisário Penna vão à Amazônia a convite da empresa norte-americana que construía a Estrada de Ferro Madeira-Marmoré, a fim de erradicar a malária. Nesse período, Cruz elimina a febre amarela no Pará.
1910 – 1920

O mundo vivencia a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Revolução Russa (1917). O rádio se populariza como mídia de massa e o automóvel como meio de transporte. É a década dos movimentos artísticos modernistas, especialmente o cubismo e o dadaísmo. O período é marcado também pelo surgimento do jazz.

Anos em destaque:

• 1911. O Instituto Oswaldo Cruz ganha diploma de honra na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, na Alemanha, pela descoberta da doença de Chagas.

• 1912. Início das obras de construção do Hospital Oswaldo Cruz, atual Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), cuja missão é estudar as doenças infecciosas por meio de projetos de pesquisa e ensino interprofissionais.

• 1916. Em função do agravamento do estado de saúde de Oswaldo Cruz, que sofria de insuficiência renal, diagnosticada por Salles Guerra (seu amigo e biógrafo) em 1907, o cientista é aconselhado a se afastar do Instituto. Nomeado prefeito de Petrópolis, assume o cargo com um ambicioso plano de urbanização.

• 1917. Oswaldo Cruz morre em Petrópolis, aos 44 anos, de insuficiência renal. Nesse período, o Instituto Oswaldo Cruz gozava de expressão nacional e o trabalho de seus pesquisadores se ligava a importantes feitos da ciência brasileira e mundial, como a descrição, por Carlos Chagas, do ciclo da doença de Chagas.

• 1918. Conclusão das obras do Pavilhão Mourisco. No ano seguinte, o Instituto Vacínico do Rio é incorporado ao Instituto Oswaldo Cruz. Isso possibilita que, em 1922, a vacina contra a varíola passe a ser fabricada no IOC.

• 1920. A Diretoria Geral de Saúde Pública é substituída pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Carlos Chagas, sucessor de Oswaldo Cruz na direção do Instituto Oswaldo Cruz, é nomeado diretor do novo órgão federal, função que exerceu até 1926. Nesse período pode, finalmente, como pretendera Oswaldo Cruz, reorganizar os serviços sanitários do país, atribuindo à União a competência pela promoção e regulação desses serviços em todo território nacional.

1920 – 1930

É o período no qual os Estados Unidos se consolidam como potência mundial. No Oriente Médio, chega ao fim o Império Otomano. No Leste Europeu, cresce o comunismo e é formada a União Soviética. Avançam as ciências biológicas, principalmente após a invenção da insulina e da penicilina. É criada a televisão. No Brasil acontece a Semana de Arte Moderna, em São Paulo.

Anos em destaque:

• 1924. Criação, por iniciativa de Carlos Chagas e de Antonio Fernandes Figueira, fundador da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Abrigo Hospital Arthur Bernardes, posteriormente denominado Instituto Fernandes Figueira. O IFF, atualmente centro de referência em Genética Médica, Neonatologia de Alto Risco, Patologia Perinatal e Doenças Infecto-parasitárias, é integrado à Fiocruz em 1970.

• 1925. O físico alemão Albert Einstein visita o IOC em 9 de maio. Na data, o periódico O Jornal abriu uma de suas reportagens com manchete de primeira página intitulada "O Dia de Einstein": "Einstein, o grande mathematico que, atualmente, o Rio hospeda, passou hontem mais um dia em nossa metropole, tendo feito uma visita ao Instituto Oswaldo Cruz e realizado sua segunda conferência na Escola Polytechnica".

1930 – 1940

É uma das épocas mais sangrentas da História mundial. Hitler assume o cargo de chanceler na Alemanha. Tem início a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Movimentos totalitários eclodem em outros países europeus, com Mussolini na Itália, Salazar em Portugal, Francisco Franco na Espanha e Stálin na União Soviética. No Brasil, o golpe de Estado de Getúlio Vargas dá início ao Estado Novo.

Ano em destaque:

• 1937. Inauguração do Laboratório do Serviço Especial de Profilaxia da Febre Amarela pela Fundação Rockfeller, dentro do Instituto Oswaldo Cruz, e emprego da vacina contra a febre amarela pela primeira vez no Brasil. Desde então, ela vem sendo produzida pela Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente, a Fiocruz é responsável por 80% da produção mundial deste imunizante.

1940 – 1950

Os conflitos armados que assolaram a década anterior chegam ao apogeu, com o Holocausto e as bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que puseram fim à Segunda Guerra Mundial. Tem início a Guerra Fria. É criado o primeiro computador, o primeiro helicóptero e o primeiro transistor.

Anos em destaque:

• 1942. Início da construção do núcleo modernista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O núcleo modernista constitui-se de quatro prédios: o Pavilhão Arthur Neiva, ou Pavilhão de Cursos, construído entre 1948 e 1951, com mural de azulejos desenhado por Burle Marx; o Pavilhão do Restaurante Central, ou Pavilhão Carlos Augusto da Silva, construído entre 1947 e 1951, que garantiu ao arquiteto Jorge Ferreira menção do júri na 1ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, em 1951; o Pavilhão de Patologia (atual Carlos Chagas) e o Pavilhão da Biologia.

• 1948. Delimitação definitiva dos limites físicos do campus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) com a incorporação de dois terrenos situados entre o mar e a Avenida Brasil. Com a delimitação física do terreno, a estrada de Manguinhos, antes via pública, passa a ficar dentro do campus, atendendo somente ao fluxo interno do Instituto. O acesso externo ao campus deu-se com a construção da Avenida Brasil, em 1946.

1950 – 1960

É a fase que antecede as revoluções comportamentais e tecnológicas da segunda metade do século XX. Têm início as primeiras transmissões de televisão no Brasil. É considerada a "idade de ouro" do cinema norte-americano e o período de importantes descobertas científicas, como o DNA. A primeira vacina de poliomelite, desenvolvida por Jonas Salk, é oferecida ao público.

Ano em destaque:

• 1950. Comemoração do cinqüentenário do Instituto Oswaldo Cruz. Em função da data, o IOC organiza o V Congresso Internacional de Microbiologia, sediado no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. O cientista Alexander Fleming, descobridor da penicilina e participante do congresso, visita o IOC.

• 1954. A União cria a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), incorporada à Fiorcruz em 1970. Em 2003, ano em que falece Sergio Arouca, a Ensp passa a agregar o nome do médico sanitarista. Hoje, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca atua na capacitação e formação de recursos humanos, produção científica e tecnológica e prestação de serviços de referência no campo da saúde pública. Mantém cooperações técnicas em todos os estados e municípios brasileiros e com várias instituições nacionais e internacionais atuantes em diversos campos da saúde. Em suas salas foram desenhados os projetos que culminaram na adoção do Sistema Único de Saúde (SUS).

• 1957. Criado o Núcleo de Pesquisas da Bahia, através de convênio entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), o Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERU) e a Fundação Gonçalo Moniz, com a finalidade de estudar endemias parasitárias no estado da Bahia. Em 22 de maio de 1970, o Núcleo de Pesquisa da Bahia é incorporado à Fiocruz e passa a denominar-se Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (CPqGM).

• 1958. O Instituto Aggeu Magalhães, no Recife, criado em 1950, passa a denominar-se Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM). Torna-se unidade técnico-científica da Fiocruz em 1970. Nasce com a missão de combater as doenças endêmicas, mas hoje, além de sua atividade principal, dedica-se também à formação de recursos humanos e à produção de tecnologias.

1960 – 1970

Surgem os movimentos em favor da igualdade de direitos das mulheres, dos negros e dos homossexuais. As manifestações contrárias à Guerra Fria e à Guerra do Vietnã ganham força, principalmente nos Estados Unidos. Ocorre a Revolução Cubana e Fidel Castro chega ao poder. O astronauta Neil Armstrong pisa na Lua.
Anos em destaque:

• 1966. O Centro de Pesquisa de Belo Horizonte passa a denominar-se Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), incorporado à Fiocruz em 1970. O CPqRR é composto de 14 laboratórios, onde são estudadas enfermidades como doença de Chagas, helmintoses intestinais, esquistossomose, leishmanioses e malária, além de epidemiologia e antropologia do envelhecimento. A unidade mantém na cidade de Bambuí, a 280 quilômetros de Belo Horizonte, o Posto Avançado de Estudos Emanuel Dias, onde a Fiocruz desenvolveu pesquisas fundamentais para o controle da doença de Chagas.

• 1970. O regime militar cassa, por dez anos, os direitos políticos de dez renomados cientistas, vinculados ao Instituto Oswaldo Cruz há mais de 30 anos. Os decretos (AI-5 e AI-10) também incluíram a aposentadoria compulsória e impediam esses cientistas de trabalhar em qualquer instituição que recebesse ajuda do governo federal. O episódio ficou conhecido como “Massacre de Manguinhos”. A Fundação de Recursos Humanos para a Saúde é transformada, por decreto, em Fundação Instituto Oswaldo Cruz, cujo objetivo era realizar pesquisas científicas no campo da medicina experimental, biologia e patologia, formar e aperfeiçoar pesquisadores, além de elaborar e fabricar remédios e vacinas para atividades da própria Fundação e do Ministério da Saúde.

1970 – 1980

Fase marcada pela crise do petróleo, o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Surge o movimento em defesa do meio-ambiente. É a década do rock e das discotecas. É lançado nos Estados Unidos o primeiro videogame do mundo, o Odyssey 100. Dá-se a Revolução dos Cravos em Portugal e a independência das então colônias portuguesas na África. Fim da Guerra do Vietnã.

Anos em destaque:

• 1972. Comemoração do centenário de nascimento de Oswaldo Cruz. Dois anos depois (1974), a Fundação Instituto Oswaldo Cruz passa a denominar-se Fundação Oswaldo Cruz.

• 1976. Com a extinção do Instituto Nacional de Produção de Medicamentos (Ipromed), são criados o Laboratório de Tecnologia em Produtos Biológicos de Manguinhos, hoje Bio-Manguinhos, e o Laboratório de Tecnologia em Quimioterápicos de Manguinhos – hoje Far-Manguinhos. O primeiro é o maior centro produtor de vacinas e kits e reagentes para diagnóstico laboratorial de doenças infecto-parasitárias da América Latina; e o segundo tem, atualmente, a capacidade instalada de 1,62 bilhão de unidades farmacêuticas.

• 1979. Inauguração da Diretoria Regional de Brasília (Direb), criada pela presidência da Fiocruz para oferecer suporte operacional e logístico aos dirigentes da instituição no Distrito Federal. A Direb tem por missão representar a Fiocruz na capital da República e contribuir para a consolidação do SUS na Região Centro-Oeste, desenvolvendo, em parceria e de forma integrada, atividades de ensino, pesquisa, comunicação e assessoria em Saúde Pública.


1980 – 1990

Chega ao fim a era industrial e se inicia a idade da informação. No Brasil, termina a ditadura militar, ocorre o movimento "Diretas Já" e a transição para a democracia. Cai o Muro de Berlim. É considerada a "década perdida" da América Latina, devido à estagnação econômica. Predominam o neoliberalismo econômico e um novo conservadorismo em relação ao sexo, derivado da pandemia da aids.

Anos em destaque:

• 1981. Incorporado à Fiocruz em 1978, o Laboratório Central de Controle de Drogas, Medicamentos e Alimentos (LCCDMA) passa a denominar-se Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. O INCQS é o principal órgão nacional direcionado a questões tecnológicas e normativas relativas ao controle da qualidade de insumos, produtos, ambientes e serviços para a saúde. O conjunto arquitetônico de Manguinhos é tombado pela então Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan). Fazem parte deste conjunto os pavilhões Mourisco, da Peste, a Cavalariça, o Pombal, o Quinino e o Hospital Evandro Chagas.

• 1985. Criação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade de ensino voltada para a formação de pessoal de nível técnico em saúde pública. Visita de Albert Sabin, descobridor da vacina oral contra a poliomielite, à Fiocruz. O Instituto Fernandes Figueira (IFF), juntamente com o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (Pniam), do Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (Inan), autarquia vinculada ao Ministério da Saúde, encabeça um projeto ousado que visava a ampliação quantitativa e qualitativa dos bancos de leite em todo o país. Da iniciativa surge a Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.

• 1986. Criação da Superintendência de Informação Científica (SIC), atual Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), cujo objetivo é desenvolver estratégias e executar ações de informação e comunicação no campo da ciência e tecnologia em saúde. Criação da Casa de Oswaldo Cruz (COC), unidade dedicada à preservação da memória da instituição e às atividades de pesquisa, ensino, documentação e divulgação da história da Saúde Pública e das ciências biomédicas no Brasil. Reintegração dos cientistas de Manguinhos cassados em 1970.

• 1987. Equipes da Fiocruz isolam, pela primeira vez no Brasil, o vírus HIV, causador da Aids. Com isso, a Fiocruz foi capacitada a integrar a Rede Internacional de Laboratórios para o Isolamento e Caracterização do HIV-1, coordenada pelo Programa Mundial de Aids da Organização Mundial de Saúde (OMS).

1990 – 2000
O período caracteriza-se pelo fim da Guerra Fria, pelo advento da democracia, da globalização e do capitalismo global. Acontece a Guerra do Golfo. O computador pessoal e a internet se popularizam. Após anos de inflação galopante, o Brasil experimenta a estabilidade econômica com o Plano Real. Começa o Projeto Genoma Humano.

Anos em destaque:

• 1995. Inaugurada a iluminação monumental do conjunto histórico de Manguinhos, realização conjunta do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz (COC), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da General Eletric e do cantor Ney Matogrosso.

• 1999. Criação do Museu da Vida, vigoroso instrumento de educação da Fiocruz. Criação do Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane (CPqLMD), em Manaus, a partir da consolidação da estrutura do Escritório Técnico da Amazônia. O CPqLMD concentra sua atuação no estudo da bio e da sociodiversidade amazônica e desenvolve estudos sobre a transmissão de Aids entre índios, populações ribeirinhas e grupos populacionais específicos.

• 2000. Comemoração do 1º Centenário da Fundação Oswaldo Cruz. A Fiocruz é tema de enredos de duas escolas de samba do Rio de Janeiro.

2000 – 2007

O início do século XXI é marcado pelos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, desencadeados pelos atentados terroristas ao World Trade Center, em Nova York. A Europa passa a adotar o euro como moeda comum entre os países. A internet se consolida como veículo de comunicação de massa e armazenagem de informações, e a globalização da informação atinge um nível sem precedentes históricos. Dá-se a expansão da telefonia fixa e do uso de celulares. Surgem as tevês de plasma, de LCD, a tevê digital e a internet banda larga.

Anos em destaque:

• 2006. A Fiocruz recebe o Prêmio Mundial de Excelência em Saúde Pública 2006, concedido pela maior e mais importante instituição de Saúde Pública do mundo, a Federação Mundial de Associações de Saúde Pública, e a Ordem do Mérito Científico Institucional 2006, a mais importante honraria concedida anualmente pelo governo federal. É realizado o seqüenciamento do genoma da vacina BCG, em conjunto com a Fundação Ataulpho de Paiva. Em dezembro, foi encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro a ópera “O Cientista”, baseada na vida e obra de Oswaldo Cruz.

• 2007. Os programas de pós-graduação da Fiocruz ultrapassam a marca histórica de 3,3 mil teses de mestrado e doutorado e a Ensp inaugura seu primeiro mestrado no exterior - em saúde pública - na capital de Angola, Luanda. O prof. José Gomes Temporão torna-se o primeiro servidor da Fiocruz a assumir o Ministério da Saúde desde sua criação em 1954. A vacina contra meningite meningocócica A e C, produzida em Bio-Manguinhos, é préqualificada pela OMS para fornecimento às agências das Nações Unidas. Arquivo Oswaldo Cruz é reconhecido como acervo de relevância nacional pelo Programa Memória do Mundo, da Unesco.

SSC
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1065195

http://www.skyscrapercity.com/showth...662&highlight=

CIAGA - Centro de Instrução Almirante Graça Aranha
Escola de Marinha Mercante

https://www.mar.mil.br/ciaga/

Centro de Instrução Almirante Graça Aranha
O CIAGA é a versão contemporânea da Vila do Infante. É, a um só tempo, fruto e semente, criatura e criador, porque não podemos apagar de nossos rastros os sonhos e as realizações dos cientistas de Sagres.
O CIAGA está preparado para ministrar cerca de 115 cursos entre formação, aperfeiçoamento, atualização e cursos especiais para o pessoal das categorias profissionais da Marinha Mercante Brasileira e de países amigos.
A beleza arquitetônica de suas formas, uma conjugação harmoniosa do verde com o concreto, dos jardins com o mar, a sofisticação de seus laboratórios, o alto nível do corpo docente, a funcionalidade de seus serviços, tudo compõe um quadro modelar, que encanta os visitantes e estimula os que vivem e trabalham no CIAGA pela grandeza da Instituição. Constituímos um traço de união com a velha Escola e somos, hoje, a nova Sagres do Atlântico Sul, de um Brasil ainda jovem, em busca do seu destino e vocação.


UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

http://www.ufrj.br/

As fotos da UFRJ deixo para que os caros foristas, e doublê de estudante da mesma, contribuam com seus serviços :lol:( quem quiser acrescentar fotos dos outros locais sinta se à vontade).

A UFRJ - História
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi criada no dia sete de setembro de 1920, com o nome de Universidade do Rio de Janeiro. Reorganizada em 1937, quando passou a se chamar Universidade do Brasil, tem a atual denominação desde 1965. Sua implantação não decorre, todavia, de um processo orgânico de discussão e de amadurecimento, que resultasse na organização de uma entidade à altura dos legítimos anseios da sociedade brasileira. Trata-se, pura e simplesmente, de um ato político e protocolar de justaposição de instituições de ensino superior já existentes: a Faculdade de Medicina, a Escola Politécnica e a Faculdade de Direito, sendo esta última resultante da união de duas outras escolas livres já existentes. Esse vício de origem define a trajetória posterior da Universidade, levando ao estabelecimento de uma cultura burocrática e cartorial, que contamina de maneira profunda sua existência e que, decorridas mais de oito décadas, ainda se constitui obstáculo a um desenvolvimento verdadeiramente republicano.
Diferentemente da América Espanhola — onde as ordens religiosas e a monarquia da Espanha decidem implantar, desde o século XVI, universidades em todo o continente —, no Brasil a coroa portuguesa, estrategicamente, impede qualquer iniciativa nessa direção. A política da Corte obriga as elites nativas a se submeterem ao monopólio da educação superior exercido por Coimbra. Somente com a chegada da família real portuguesa para o exílio no Rio de Janeiro, em 1808, é que são criadas as primeiras instituições de ensino superior. Mas a concepção vigente é de cunho estritamente profissionalizante: surgem escolas de Medicina na Bahia (fevereiro de 1808) e no Rio de Janeiro (novembro de 1808) e de Engenharia no Rio de Janeiro (1810).
Ao longo do Império e nos primeiros anos da República, a influência do positivismo, que atribui à instituição universitária uma natureza metafísica, desligada dos aspectos práticos e das ciências experimentais, contribui para reforçar a resistência à criação de universidades no País. A década de 1920, no entanto, vê agravarem-se as contradições da República Velha e intensificarem-se os movimentos de renovação social, política e cultural, que culminam na assim chamada Revolução de 1930. São testemunhos desse processo, as greves operárias, o movimento tenentista, a Semana de Arte Moderna (1922), a fundação do Partido Comunista (1922), a criação da Academia Brasileira de Ciências (1922) e da Associação Brasileira de Educação (1924), entre outros.
Sobre a organização da atual UFRJ — apontando para a inexistência de um conceito consistente para a nova instituição —, o professor Ramiz Galvão, seu primeiro reitor, em documento encaminhado ao Ministro, já assim se pronunciava:
“(...) a Universidade do Rio de Janeiro está apenas criada in nomine, e por esta circunstância se acha longe de satisfazer o desideratum do seu Regimento: estimular a cultura das ciências, estreitar, entre os professores, os laços de solidariedade intelectual e moral, e aperfeiçoar os métodos de ensino. Constituída pela agregação das três faculdades preexistentes, de Engenharia, de Medicina e de Direito, do Rio de Janeiro, nem, ao menos, têm elas a sua localização comum ou próxima, vivem apartados e alheios uns aos outros os três institutos que a compõem, sem laço de ligação, além do Conselho Universitário, cujos membros procedem das três Faculdades. A Universidade Federal do Rio de Janeiro incorporou assim, desde sua fundação, aqueles que são até hoje seus traços constitutivos: retardatária, fragmentada, patrimonialista e elitista — traços esses que se reproduziram ao longo do tempo."

Decorridos dezessete anos de sua canhestra criação, em 1937, no alvorecer do Estado Novo, a Lei nº 452 define uma nova estrutura para a instituição que passa a então a se chamar Universidade do Brasil, com quinze escolas ou faculdades:


Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras;
Faculdade Nacional de Educação;
Escola Nacional de Engenharia;
Escola Nacional de Minas e Metalurgia;
Escola Nacional de Química;
Faculdade Nacional de Medicina;
Faculdade Nacional de Odontologia;
Faculdade Nacional de Farmácia;
Faculdade Nacional de Direito;
Faculdade Nacional de Política e Economia;
Escola Nacional de Agronomia;
Escola Nacional de Veterinária;
Escola Nacional de Arquitetura;
Escola Nacional de Belas-artes;
Escola Nacional de Música.


Ao configurar dessa forma a instituição, a lei muda o nome das antigas Escola Politécnica, Escola de Minas, Faculdade de Medicina, Faculdade de Odontologia, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Direito e Instituto Nacional de Música. Ao mesmo tempo, cria novas unidades: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Faculdade Nacional de Educação e Faculdade Nacional de Política e Economia. As demais unidades preservam suas denominações originais. A reforma ainda prevê a incorporação ou a criação de institutos, que devem cooperar para o desenvolvimento das atividades das escolas e faculdades. São eles:
Museu Nacional;

Instituto de Física;
Instituto de Eletrotécnica;
Instituto de Hidroaéreo-Dinâmica;
Instituto de Mecânica Industrial;
Instituto de Ensaio de Materiais;
Instituto de Química e Eletroquímica;
Instituto de Metalurgia;
Instituto de Nutrição;
Instituto de Eletrorradiologia;
Instituto de Biotipologia;
Instituto de Psicologia;
Instituto de Criminologia;
Instituto de Psiquiatria;
Instituto de História e Geografia;
Instituto de Organização Política e Econômica.


Vários desses institutos não existem, de fato e, embora a lei especifique que devem ser criados, muitos não o são. É prevista ainda a criação do Hospital das Clínicas e do Colégio Universitário, destinado ao ensino secundário, bem como a incorporação da Escola de Enfermagem Anna Nery — todos considerados órgãos complementares. Finalmente, estabelece ainda a lei, como meta, a criação de uma Cidade Universitária, cuja construção, no entanto, só tem início em 1949, e cuja inauguração só ocorre, de fato, em 1972.
Importante salientar que a proposta definida pela Lei nº 452, na prática, apenas amplia a instituição e incorpora novas unidades. Em nada modifica sua natureza fragmentária, até porque, apesar de algumas boas intenções, a reforma se frustra e a maioria dos dispositivos permanece tão somente no papel. Para melhor entender o significado dessa tentativa, é preciso levar em conta os processos políticos em curso no Brasil, nos complexos anos 30. A chegada de Getúlio Vargas ao poder em outubro de 1930, modifica substancialmente o panorama sóciopolítico e cultural do país, com seus traços de modernização, com a radicalização progressiva das posições políticas e com crescentes restrições às liberdades públicas fundamentais, processo esse que culmina com o autogolpe varguista que instala o Estado Novo.
No que toca especificamente ao ensino superior, não há como desconhecer a experiência inovadora tentada por Anísio Teixeira no Rio de Janeiro, durante a administração Pedro Ernesto. Instituída por decreto municipal em 1935, a Universidade do Distrito Federal não dura mais do que quatro anos. Apesar disso, marca profundamente a história da universidade brasileira.
Após a deposição de Vargas, em 1945, o governo provisório de José Linhares, ainda naquele ano, promove uma nova reforma, reestruturando a Universidade com as seguintes unidades:

Faculdade Nacional de Medicina;
Faculdade Nacional de Direito;
Faculdade Nacional de Odontologia;
Faculdade Nacional de Filosofia;
Faculdade Nacional de Arquitetura;
Faculdade Nacional de Ciências Econômicas;
Faculdade Nacional de Farmácia;
Escola Nacional de Engenharia;
Escola Nacional de Belas-artes;
Escola Nacional de Música;
Escola Nacional de Minas e Metalurgia;
Escola Nacional de Química;
Escola Nacional de Educação Física e Desportos;
Escola de Enfermeiras Anna Nery
Instituto de Eletrotécnica;
Instituto de Psicologia;
Instituto de Psiquiatria;
Instituto de Biofísica.


No ano seguinte, um decreto presidencial dispõe sobre a administração da instituição, com a definição das seguintes instâncias de deliberação e de controle:
a) Assembleia Universitária: órgão honorífico, sem funções deliberativas ou executivas, composto pelos catedráticos e docentes livres de todas as escolas e faculdades, de um representante de cada um dos institutos universitários, um representante do pessoal administrativo e um do corpo docente de cada Escola, Faculdade ou Instituto;
b) Conselho de Curadores: órgão da administração financeira da Universidade, presidido pelo Reitor, e composto por representantes do Conselho Universitário, da Assembléia Universitária, da Associação dos Antigos Alunos, do Ministério da Educação e Saúde, e de pessoas físicas e jurídicas que tenham feito doações à Universidade;
c) Conselho Universitário: órgão deliberativo máximo, presidido pelo Reitor e constituído pelos diretores de faculdades, escolas, institutos especializados e instituições nacionais incorporadas à Universidade, além de um representante de cada congregação, dos antigos alunos e do presidente do Diretório Central dos Estudantes;
d) Reitor: nomeado pelo Presidente da República, entre os professores catedráticos efetivos, em exercício ou aposentados, escolhido através de lista tríplice indicada pelo Conselho Universitário.
Uma observação importante, relacionada a essa reforma de 1946, é que ela introduz, no plano da lei, a estrutura departamental: o novo estatuto prevê que as Faculdades e Escolas devem se organizar em departamentos, dirigidos por um chefe, escolhido entre os professores catedráticos que os compõem. Apesar disso, e durante os vinte anos seguintes, é o regime da cátedra vitalícia e não o de departamento, que organiza a vida didática e acadêmica da Universidade. Essa estrutura administrativa, com pequenas modificações, funciona durante todo o período da Constituição de 1946, ou seja, até o final da década de 1960. O crescimento da instituição ocorre, tão somente, em função de pressões da sociedade pelo aumento do número de vagas e pela multiplicação desordenada das unidades, muitas delas surgidas para resolver conflitos de interesses entre catedráticos no interior das já existentes. Ou seja: os vícios de origem e a falta de planejamento dos anos 20 permanecem intactos.
Fragmentada, do ponto de vista acadêmico, dispersa do ponto de vista geográfico, elitista e bacharelesca, voltada quase que exclusivamente para a formação profissional, a Universidade desconhece quase que completamente a docência em regime de dedicação exclusiva e a pesquisa. Exceção feita aos esforços de abnegados pioneiros, como os professores Carlos Chagas, no Instituto de Biofísica, Paulo de Góes (Microbiologia), Mauricio Mattos Peixoto e Antonio A. Monteiro (Matemática), Luigi Sobrero, Gabrielle Mammana e José Leite Lopes (Física), João Cristhóvão Cardoso e Athos da Silveira Ramos (Química), Antonio Lagdem Cavalcanti (História Natural), Josué de Castro e Hilgard Sternberg (Geografia), Evaristo de Moraes Filho, Darcy Ribeiro, Luiz Aguiar da Costa Pinto, Victor Nunes Leal, Lineu de Albuquerque Melo, na área de Ciências Sociais.
Mesmo levando em conta essas iniciativas, pode-se dizer que a pesquisa na Universidade do Brasil depende, então, exclusivamente de iniciativas individuais. Essas limitações colocam a instituição na contramão de uma realidade social que acelera o seu desenvolvimento industrial a partir dos anos 1950. Como decorrência, na metade da década ampliam-se os movimentos em prol de uma nova reforma universitária. Nesse contexto, o conservador Conselho Universitário toma a iniciativa de criar, em 1962, uma Comissão Especial para tratar da questão. O relatório desse grupo, intitulado "Diretrizes para a Reforma da Universidade do Brasil", acaba servindo de base para os decretos-lei nº 53, de 1966, e nº 252, de 1967, que implementam a reforma universitária da ditadura militar.
As políticas do regime de exceção para o ensino superior brasileiro são bastante contraditórias. De um lado, a brutal repressão política e intelectual que se abate sobre os professores — muitos deles impedidos de lecionar no país —, sobre os estudantes — centenas deles impedidos de estudar, perseguidos, presos e assassinados — e sobre as instituições — casos do Decreto nº 477 e da intervenção na única experiência universitária verdadeiramente inovadora no País em todos os tempos, a da Universidade Nacional de Brasília. De outro, uma reforma substancial da estrutura universitária, que resulta na expansão da rede de universidades federais, com a possibilidade de criação de pelo menos uma universidade federal por Estado, e a adoção de normas que podem ser consideradas modernizadoras, tais como a introdução da estrutura departamental e do sistema de créditos, o fim da cátedra vitalícia, a docência em tempo integral, o estabelecimento dos princípios da integração e não-duplicação de meios e da integração entre Ensino e Pesquisa.
Provavelmente as palavras de Anísio Teixeira, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, em 8 de maio de 1968, sobre o processo de mudança em curso, influenciam os formuladores da política educacional do regime. Afirma o grande professor que "reforma requer mudança profunda, tanto do professor quanto do aluno, mudança que não se pode fazer nas universidades já existentes". E completa:
"(...) para a reforma de uma universidade já constituída e cujo professorado não se possa remover, a reforma tem de ser gradual e por setores, não podendo operar a mudança global subitamente".
E isso leva a um terceiro aspecto da política da ditadura para o ensino superior. Conscientes da natural morosidade de um processo de modernização na estratificada e burocrática universidade brasileira, os formuladores das políticas educacionais do regime impõem um modelo de justaposição de novos institutos de pós-graduação e de pesquisa à velha estrutura da universidade, na esperança de induzir uma modernização de fora para dentro. Para isso, todavia, precisam de novos instrumentos que permitam realizar seus planos e esses são encontrados junto à comunidade científica organizada em instituições externas à instituição universitária.
Importante salientar que, desde final dos anos 60, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada em 1948, já havia se articulado como um polo de crescente atuação política, se constituindo como um dos poucos fóruns de discussão e de crítica em relação ao regime. Nesse contexto, a instituição também verbaliza as demandas pela modernização e pela expansão dos sistemas universitários e de ciência e tecnologia.
Tão relevante quanto, sob esse mesmo ângulo, é a atuação da Academia Brasileira de Ciências (ABC) nos processos que levam à criação da FINEP, em 1969, e do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em 1971, bem como à reestruturação do CNPq (1974) e da Capes (1976), quando são instituídos os comitês assessores e o sistema de "avaliação por pares", ampliando a participação direta da comunidade científica nos processos decisórios internos, na implementação e na formulação da política de ciência e tecnologia.
Dessa forma, a implantação em nível nacional, em curtíssimo prazo, do sistema de pós-graduação e pesquisa nas universidades brasileiras só é possível graças a essa espécie de entendimento entre o governo militar e a comunidade científica. De fato, a significativa expansão da pós-graduação e da pesquisa na universidade brasileira, a partir do final dos anos 60, é um feito do regime militar através de suas agências de fomento, por meio de ações planejadas e executadas com a colaboração da comunidade científica. O CNPq, a CAPES e a FINEP contam, desde o início de suas atividades, com a participação direta da comunidade científica em seus diferentes níveis de atuação.
Evidentemente tais ações produzem algum efeito modernizador no sistema universitário público. Não se pode, todavia, deixar de destacar que essas providências são forjadas em ambiente politicamente discricionário e implementadas inteiramente à margem das instâncias institucionais já existentes. O problema é que o fim do regime militar em 1985 não enseja a criação de mecanismos de participação democráticos e transparentes adequados a uma entidade que, apesar de dificuldades históricas, cresce, melhora sua qualidade e aspira à plena realização do princípio da autonomia. Ao contrário, um emaranhado de instâncias autoritárias revela grande capacidade de resistência e de articulação resultando na imposição de uma verdadeira tutela sobre a instituição, a partir de corpos que lhe são estranhos e que não têm delegação social para isso.
O quarto e último aspecto da política da ditadura para o ensino superior é, em certa medida, uma decorrência do anterior. A pressão social pela expansão do sistema que já ocorre desde a década anterior não cessa depois do golpe militar de 1964. Ao contrário, até se intensifica, assumindo a luta por "vagas e verbas" um conteúdo nitidamente político, ampliado pela movimentação estudantil de 1968. A solução encontrada é uma espécie de divisão do trabalho, na qual à universidade pública é permitida a qualificação, mas não sua expansão, garantindo com isso a implementação de uma política consistente para a pós-graduação e para a pesquisa. O outro lado da moeda é a redução irresponsável dos níveis de exigência para a abertura de instituições privadas de ensino superior, que se expandem desordenadamente desde então para atender às crescentes demandas sociais.
Nesse ambiente, outro aspecto da política educacional do regime militar assume grande relevância: a degradação deliberada dos níveis pré-universitários de ensino. Como resultante — em função da mentalidade neoliberal hegemônica no MEC — a abolição da escola normal para a formação de professores do primeiro grau, e criação da licenciatura curta e dos cursos profissionalizantes despropositados, o estabelecimento de políticas de livro didático sem consistência, a perversa fragilização do sistema de financiamento do ensino público e o rebaixamento programático dos salários dos professores. O resultado é o aviltamento da rede pública de educação básica.
As consequências para o ensino superior são a fragmentação do sistema e a criação de filtros que dificultam a democratização do acesso à universidade: os alunos da rede pública não dispõem de condições para superar os obstáculos do vestibular nas universidades públicas. Como consequência, ou desistem de ingressar no terceiro grau ou optam por universidades particulares, quase sempre de baixa qualidade. Ao mesmo tempo, os estudantes de maior renda que frequentam os bons colégios da rede privada passam a ter acesso ao ensino de qualidade das universidades públicas.
Para a UFRJ, esse conjunto de políticas viabiliza importantes avanços, permitindo-lhe modernizar-se e tornar-se a grande universidade que é hoje, com elevado grau de excelência no ensino de graduação e de pós-graduação e na pesquisa. Mas significa também a consolidação dos seus vícios de origem: fragmentação, patrimonialismo, elitismo e autorreferência, dispersão geográfica — agora agravadas por se reproduzirem em um quadro de grande heterogeneidade quanto a recursos e condições de trabalho entre suas diversas unidades constitutivas.
A superação desse quadro passa a ser o maior desafio da instituição. A resistência democrática que conduz a ditadura militar ao isolamento político e à derrota engendra, na sociedade, novos espaços de participação. Intensificam-se a organização, a reorganização e a construção de instituições e movimentos de todo tipo na sociedade civil, especialmente a partir da segunda metade de 1977. Na universidade não é diferente. Com a reabertura do Diretório Central dos Estudantes — DCE Mario Prata, em 1978, reorganiza-se o movimento estudantil brutalmente desarticulado pela repressão, cuja história de lutas antecede inclusive a própria criação da universidade.
Nesse ambiente, pela primeira vez na instituição, também os professores — antes — e os funcionários — a seguir — articulam suas formas de organização política. A Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Adufrj), criada em 1979, e a dos servidores técnico-administrativos, Associação dos Servidores da UFRJ (Asufrj) — fundada em 1960 —, adquirem, a partir de 1982, caráter de representação sindical. Ainda que não caiba, aqui, discorrer sobre a história política dos movimentos da comunidade da UFRJ, importa sublinhar que suas ações, ao tempo em que introduzem relevantes modificações na vida acadêmica, institucional e administrativa da Universidade, também se direcionam no sentido de fortalecer um conjunto de propostas para a redefinição conceitual e programática da universidade pública brasileira como um todo.

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Espero que tenham gostado desta pequena súmula sobre a BG.

Se tudo correr bem parto agora para a montagem do Tópico:
O Cerrado do Sape: A Baía de Sepetiba
Quem quiser se aventurar nesta empreitada é só mandar uma PM.
 
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