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Rafael Soares
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Paulo, muito legal a sua última postagem!
E ainda faço uma colaboração: a minha querida Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, hoje em Seropédica, representada pelas Escolas Nacionais de Agronomia e Nacional de Veterinária funcionou em 1927 a 1948 (se não me engano) na Praia Vermelha!
 

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Ainda não pude ler tudo(é muuuuuuita coisa), mas que trabalho apaixonado! Parabéns, Pablo! São coisas assim que enriquecem o SSC!
 

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Discussion Starter #45
Quando pensei ter visto tudo, ou quase tudo, sobre a Baía de Guanabara, me deparo com uma situação surpreendente.
Adivinha de onde está vindo o material biológico para a recuperação do manguezal da Ilha do Fundão e quem sabe de mais partes da BG?



Sim, da Baía de Sepetiba. Quando comecei a coletar material para o próximo thread sobre a baía da zona oeste, dei de cara com isto.



Já é um ótimo começo.
Lá darei maiores explicações do processo que está sendo realizado nas fotos acima.

:nocrook::nocrook::nocrook::nocrook::nocrook::nocrook::nocrook::nocrook::nocrook:
 

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Discussion Starter #47
Hoje no Globo

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/08/10/embarcacao-vai-retirar-lixo-flutuante-da-baia-de-guanabara-917365369.asp

Meio ambiente

Embarcação vai retirar lixo flutuante da Baía de Guanabara
Publicada em 10/08/2010 às 18h05m
O Globo

RIO - Uma embarcação automatizada vai recolher o lixo flutuante na Baía de Guanabara, entre a Ilha de Boa Viagem e o Morro do Morcego, englobando as enseadas de Jurujuba, São Francisco e Icaraí. O projeto foi lançado, nesta terça-feira, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por meio das Promotorias de Defesa do Consumidor e do Meio Ambiente do Núcleo Niterói, e a concessionária Águas de Niterói, com o apoio da ONG Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin)

A embarcação (Cataglop Light), adquirida pela concessionária Águas de Niterói com apoio do Ministério Público, possui uma caçamba basculante que realiza um peneiramento das camadas superficiais da baía. Os resíduos sólidos são armazenados em um contêiner com capacidade para 500 kg e os combustíveis flutuantes, em uma caixa separadora, com capacidade para mil litros.

Além da remoção do lixo, o projeto inclui, também, o monitoramento ambiental da região, promovido pelo Projeto Grael, para avaliar os resultados da operação. Já existem planos para utilizar a embarcação nas lagoas de Itaipu e Piratininga, na Região Oceânica.

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Hahahaha pois é, fora o lodaçal e o chão rachado de sertão, a Praia de Sepetiba também virou um manguezal involuntário. Digamos que é a praia mais diversa em ecossistemas da cidade. Seria cômico se não fosse trágico. Ou trágico se não fosse cômico.

Vai fazer um thread da Baía de Sepetiba, Paulo? Interessante, fico no aguardo.
 

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Discussion Starter #49
Hahahaha pois é, fora o lodaçal e o chão rachado de sertão, a Praia de Sepetiba também virou um manguezal involuntário. Digamos que é a praia mais diversa em ecossistemas da cidade. Seria cômico se não fosse trágico. Ou trágico se não fosse cômico.

Vai fazer um thread da Baía de Sepetiba, Paulo? Interessante, fico no aguardo.
Pretendo chegar até a Baía da Ilha Grande, com material sobre a restinga e parte da ilha já coletado.
Depois será o sistema lagunar do Rio, Regão dos Lagos e por fim rede hidrográfica do estado, se viver mais uns 50 anos passo a fazer thread sobre outros estados, quem sabe?
:lol::lol::lol::lol::lol:
 

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Discussion Starter #50
Baía de Guanabara: 15 anos à espera de vida

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/9/baia_de_guanabara_15_anos_a_espera_de_vida_108221.html

Mais de R$ 1,36 trilhão não evitou despejo diário de um Maracanã de esgoto até o topo

POR DIEGO BARRETO

Rio - ‘Nasci na beira da Baía e posso dizer que, em toda a minha vida, os últimos 15 anos foram os piores, a situação ficou horrível aqui. Não tem mais peixe, só esgoto’, afirma Lindauro Dutra da Rosa, 75 anos, da terceira geração de uma família de pescadores, encalhado no mar negro e espesso da Praia de Tubiacanga, Ilha do Governador, que exala forte mau cheiro.

Esses mesmos 15 anos foram marcados pelo Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que, com orçamento inicial de 793 milhões de dólares, equivalentes hoje a mais de R$ 1,36 trilhão, não conseguiu evitar que a cada segundo 25 mil litros de esgoto sem tratamento cheguem à Baía.
Praia de Tubiacanga, na Ilha, virou mar de lodo nas últimas duas décadas, tirando o sustento de pescadores |

Iniciado em 3 de fevereiro de 1995, o PDBG previa conjunto de ações para dotar de saneamento os municípios em volta da Baía. As obras incluíam construção e ampliação de oito estações de tratamento de esgoto, além da implantação de redes coletoras e de abastecimento. Capitaneado pelo governo estadual, o PDBG obteve financiamento do Japan Bank for International Cooperation e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A meta era terminar a primeira etapa do programa em 1999, tratando 58% do esgoto lançado. Uma década e meia depois, a Baía de Guanabara recebe 70% do esgoto doméstico in natura de 15 milhões de habitantes do seu entorno. Três estações de tratamento (ETEs) ainda não foram concluídas: Sarapuí, São Gonçalo e Pavuna.

Os efluentes domésticos não são a única fonte de poluição. Estudo elaborado pelo engenheiro hidráulico e sanitarista Jorge Paes Rios aponta que, além dos 25 metros cúbicos de esgoto, diariamente são lançados nas águas da Baía 6,5 toneladas de óleo, oriundas de terminais marítimos de petróleo, estaleiros e indústrias. A carga orgânica das seis mil indústrias no entorno atinge aproximadamente 100 toneladas. Cerca de 300 quilos de metais pesados também são descartados lá.



“Se o Maracanã fosse uma caixa d’água cheia até a tampa, seria essa a quantidade de esgoto que vai todos os dias para dentro da Baía de Guanabara”, descreve Jorge. “A Baía está pedindo socorro há muito tempo. Só que tudo isso requer dinheiro e campanhas educativas. Se fizessem tudo o que está no papel, a Baía estaria despoluída”, acredita ele, que defende barreira de tratamento para impedir a chegada de poluentes à Baía. Por enquanto, mais uma vez o velho Maranata, barco que acompanhou o pescador Lindauro nos últimos 50 anos, não sairá para o mar. “O homem conseguiu jogar tanto esgoto que matou a Baía”, sentenciou Lindauro.

Poluição para quatro programas

Presidente da ONG Instituto Baía de Guanabara, a engenheira química Dora Negreiros explica que, mesmo que a 1ª fase do PDBG tivesse sido totalmente executada, a Baía não estaria recuperada. “Participei do grupo que elaborou o projeto. Na época todos os técnicos sabiam que seriam necessários uns 4 programas daquela proporção para restabelecer a Baía. Limpá-la não é como fazer a limpeza de uma piscina, simplesmente jogando produtos químicos”, afirma Dora. A especialista diz que em 15 anos a maior fonte de poluição mudou. “Quando o PDBG foi lançado, o maior problema eram os resíduos industriais. Hoje isso melhorou muito. Em compensação, o esgoto doméstico, sobretudo de ligações clandestinas, é o grande poluidor”.

Falta de planejamento fez obras serem interrompidas

Presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer argumenta que até 2006 o PDBG sofreu com erros de gestão. “Eram várias frentes de obra simultâneas, que andavam quando havia verba. Quando faltava dinheiro, parava tudo”, conta Victer, que mudou o gerenciamento do programa ao assumir o atual cargo.

“Focamos em cada obra, priorizando as que tratariam volume maior de esgoto. Inauguramos a ETE de Alegria, que trata 2.500 litros de esgoto por segundo: são menos 240 milhões de litros por dia. Entre seis e oito meses, vamos inaugurar a ETE de Sarapuí que vai tratar mais 1.500 litros por segundo. A de São Gonçalo deve ficar pronta dentro de um ano e meio”. Descrente da recuperação da Baía, Lindauro sentencia sem titubear o destino dos pescadores: “Ou muda de ramo ou morre de fome. Graças a Deus, consegui tirar meus três filhos do mar. Passariam necessidade”.
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Assoreada, Baía de Guanabara perde até 3 cm de profundidade por ano para o lodo

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/9/assoreada_baia_de_guanabara_perde_ate_3_cm_de_profundidade_por_ano_para_o_lodo_108107.html

POR DIEGO BARRETO

Rio - Os primeiros raios de sol na Praia da Piedade, em Magé, sinalizam a hora de chegada e partida no pequeno cais. Apressados, pescadores empurram pequenas embarcações Baía de Guanabara adentro, enquanto outros atracam após uma noite inteira de trabalho. Dentro de pouco tempo, o mar vai secar e dezenas de barcos ficarão presos na lama.

Cansado depois de horas no mar, o pescador de siri Nilton Gomes, 49, recolhe numa caixa o resultado: menos de 10 quilos do crustáceo. Ele pula da canoa e, como se fosse terra firme, caminha sobre o lodo que já toma o lugar da água numa faixa que se estende por quase um quilômetro pela Baía.

“Passo a noite inteira para tentar pegar 10 quilos. Vendo cada quilo por R$ 1,50. O mar está secando, e os siris, sumindo. Além de pouco pescado, com essa lama na Baía, ficamos horas com os barcos presos até a maré subir. Só pescamos por algumas horas. No mar, agora a gente anda”, desabafa o pescador, que faz pequenos serviços para garantir o reforço da renda, que aos poucos parece secar como o mar.

A cena impressionante se repete em outros pontos da Baía de Guanabara, que, passados 15 anos do seu programa de despoluição, o PDBG, ainda recebe o despejo de 70% do esgoto doméstico sem tratamento de 16 municípios, num volume de 25 mil litros por segundo. Além do esgoto, lixo e resíduos industriais contribuem para o assoreamento — acúmulo de sedimentos no fundo da Baía — que, segundo especialistas, reduz até 3 centímetros ao ano sua profundidade. Pescadores relatam que hoje é possível caminhar, em pontos que antes tinham mais de 5 metros de fundo.

Baía reduzida a dois palmos

A Baía de Guanabara rasa alterou a rotina de quem tira dela o sustento. Os pescadores Fernando Rodrigues, 45, e José da Silva, 54, contam que a única forma de capturar os peixes é com o auxilio de currais (armadilhas de bambu fixadas no lodo que aprisionam os peixes). “Com rede de arrasto, as únicas coisas que vêm são lixo e lama”. Mesmo estando cerca de cinco quilômetros longe da Praia da Piedade, Fernando pula do barco e, com o mar abaixo da cintura, chega a um dos currais para iniciar mais um dia de trabalho.

“Aqui a profundidade já foi de mais de 5 metros. Agora, quando a maré seca, a gente fica encalhado com o barco na lama”, conta Fernando, que desde menino trabalha no mar e, aos poucos, viu a variedade de peixes diminuir. “Antes pegava arraia, linguado, pescada-amarela, muito camarão. Agora só vem tainha e corvina, os únicos peixes que sobrevivem na lama. Pegava até 100 quilos, hoje não vem nem 30, que vendo a R$ 3 cada”.

Na Praia de Tubiacanga, Ilha do Governador, o pescador Robson Beltrão Nascimento, 32, precisa desligar o motor e usar remos. A lama reduziu a Baía a dois palmos. “Tive que abandonar a pesca e trabalhar em obra. Não estava mais conseguindo levar pão para minhas filhas. Ainda saio para o mar porque ele está na minha alma, mas não pego nem 10 quilos de peixe. Para viver do mar, só indo para fora da Baía”, diz.

Zona morta, com zero de oxigenação

Diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias classifica a Baía como uma ‘zona morta costeira’ — área onde a quantidade de oxigênio disponível é menor do que 0,2 mililitro para cada litro d’água. “A Baía de Guanabara é uma das áreas mais degradadas da costa brasileira”, conclui.

Coordenador do programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração da Guanabara, Jean Valentin, professor de Biologia Marinha da UFRJ, explica que o assoreamento da Baía é resultado de problemas ao longo de décadas. “Aumento demográfico no entorno, desmatamento da bacia demográfica, com o carregamento de sedimentos para a Baía, e o aumento do lançamento de efluentes domésticos provocam a diminuição da coluna (profundidade) e do espelho (extensão) d’água”, detalha.

E explica: “Esse material orgânico acumulado pode levar o nível de oxigenação a zero em alguns pontos, tornando impossível a vida. Estima-se que a camada de sedimentos depositados no fundo da Baía Guanabara aumente até 3 cm por ano. Isso é preocupante, porque, em 50 anos, teremos um metro ou mais de lodo”.

O professor Marcelo Viana, do Laboratório de Biologia e Tecnologia Pesqueira da UFRJ, conta que, com base em relatos históricos de naturalista e pescadores, algumas espécies de peixes não vivem mais na Baía. “Sardinha-verdadeira, linguados, pescadas grandes, camarões e as garoupas já não são mais frequentes como eram”.


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TRANSPORTE​

Mapa 1910



01 Barcas para Niterói
02 Barcas e lanchas para Paquetá
03 Barcas para a Ilha do Governador
04 Barca para Manguinhos (atual Fiocruz)
05 Barcas para Santana de Maruhy, E. F. - Cantagalo/ Nova Friburgo.
06 Barcas para Mauá (Guia de Pacobaíba), E. F. Mauá – Petrópolis
07 Barcas para Piedade, E. F. Teresópolis.
08Barcas para a Ilha das Enxadas.

Breve Histórico

http://zrak7.ifrance.com/rio-hidro.pdf



Em breve o ferroviário e demais modais.
 

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Baía de Guanabara: 15 anos à espera de vida

Mais de R$ 1,36 trilhão não evitou despejo diário de um Maracanã de esgoto até o topo
O que eu já vi de obra e de buraco sendo aberto por conta desse programa de despoluição não é brincadeira. No meu bairro mesmo tem uma mega estação de tratamento, às margens do Rio Meriti. Faz anos que foi inaugurada, mas jamais percebi qualquer melhora no rio, por mínima que fosse.
 

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Heh, O Dia enfiou uma ordem de magnitude a mais, tanto no volume de esgoto quanto no gasto no PDBG. :D

É 1,36bn, não trilhão. Ainda é grana pra caceutis mas, pondo as coisas em perspectiva, é menos de 100 R$ pra cada habitante da RM do Rio. 1,36 trilhão é mais do que se gastou em saneamento no Brasil inteiro nas últimas duas décadas, e quase o que está previsto para se gastar no período 2011-2020.

E um Maraca lotado de esgoto? Certeza? Porque fazendo as contas muito por alto, o Maraca tem uns 2Mm3. 150m3/s é a vazão de esgoto da RMRJ? O Rio despeja em um minuto dez vezes o que São Paulo despeja num dia inteiro?
 

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Rio 2016
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Paulo,
Meus parabéns, um trabalho de pesquisa exemplar. Eu, como morador da Ilha do Governador, estou cercado de Baía de Guanabara por todos os lados...rsrsrss...
Bem, deixo aqui uma dica para vc e para quem se interessar, esse fotolog: http://fotolog.terra.com.br/ilhadogovernador , de um senhor chamado Jaime, busca resgatar a história da Ilha do Governador, e existem centenas de fotos antigas da Ilha, seus arredores e antigos moradores, todas as fotos são de arquivos familiares e enviadas voluntariamente pelos moradores mais antigos ou seus familiares... e as fotos tb tem explicações valiosas da história dos locais abordados...pode ser q vc ache algo interessante lá... Grande abraço e Parabéns.
 

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Discussion Starter #56
Heh, O Dia enfiou uma ordem de magnitude a mais, tanto no volume de esgoto quanto no gasto no PDBG. :D

É 1,36bn, não trilhão. Ainda é grana pra caceutis mas, pondo as coisas em perspectiva, é menos de 100 R$ pra cada habitante da RM do Rio. 1,36 trilhão é mais do que se gastou em saneamento no Brasil inteiro nas últimas duas décadas, e quase o que está previsto para se gastar no período 2011-2020.

E um Maraca lotado de esgoto? Certeza? Porque fazendo as contas muito por alto, o Maraca tem uns 2Mm3. 150m3/s é a vazão de esgoto da RMRJ? O Rio despeja em um minuto dez vezes o que São Paulo despeja num dia inteiro?
Infelizmente este não é o único erro em uma das páginas da reportagem, que não postei mas que está indicada no próprio jornal, eles trocaram Itaboraí por Itaguai.

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/9/area_entre_itaguai_e_guapimirim_na_baia_ainda_resiste_a_acao_humana_108573.html
 

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Discussion Starter #57
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/02/15/cidades-do-entorno-da-baia-de-guanabara-terao-planos-de-saneamento-923812000.asp

Fecam e Fundrhi
Cidades do entorno da Baía de Guanabara terão planos de saneamento

Publicada em 15/02/2011 às 22h15m
Cláudio Motta

RIO - As cidades que ficam no entorno da Baía de Guanabara garantiram, na tarde desta terça-feira, financiamento de R$ 4,5 milhões para a criação de seus planos de saneamento. A decisão foi aprovada no Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara. Metade do dinheiro virá do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). O restante será do Fundo Estadual de Recursos Hídricos do estado do Rio (Fundrhi).

Os planos são fundamentais para a realização das obras de saneamento. Além disso, a meta da Secretaria estadual do Ambiente é aumentar o percentual de esgoto tratado de 30% para 60% nos próximos quatro anos. A licitação deve ser feita daqui a 20 dias. Minc espera, ainda que até julho todas as cidades do estado já tenham seus planos de saneamento em andamento.

- Não temos grana para atingir a meta do saneamento. Por isso o percentual do Fecam vai passar de 5% para 10%. Também é necessário correr atrás dos planos municipais de saneamento. Os municípios têm dificuldades. Então, organizamos recursos do Fecam e do Fundrhi. Além disso, na licitação, serão feitos três blocos. Ficaria mais caro fazer um a um - disse o Secretário de Ambiente, Carlos Minc.

O presidente do Comitê da Baía de Guanabara, vice-prefeito do Rio e Secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, explica que a capital já tem seu plano de saneamento.

- Niterói e Maricá têm os meios para fazer seus planos, decorrentes da compensação do Comperj. Sombram 12 cidades, que tiveram recursos aprovados nesta terça em plenária do Fundrhi. A função do plano é tratar das questões relativas ao saneamento, drenagem, lixo e uso do solo. É fundamental para os municípios, com seus planos diretores, disputarem recursos do PAC 2. Acho que conseguiremos executar 30% (de tratamento de esgoto em quatro anos) - disse Muniz.

A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, explica que o plano de saneamento é um instrumento definido pela Lei Nacional de Saneamento:

- Esse é um instrumento recente que exige dos municípios os seus planos de saneamento. O Inea faz parte da política de viabilizar recursos e apoio técnico para os planos municipais. Para os 52 municípios do Comitê do Paraíba do Sul, estamos com recursos assegurados, vamos direcionar da cobrança do uso da água.

Para dobrar o tratamento de esgoto no estado, o secretário disse ainda contar com R$ 800 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com contrapartida de R$ 330 milhões do estado. O BID analisa o pedido do empréstimo feito 15 anos depois do banco conceder pelo menos R$ 1,8 milhões para o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG).

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http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/05/02/lixo-se-acumula-em-cais-na-praca-xv-no-centro-do-rio-924363830.asp

Sujeira à vista
Lixo se acumula em cais na Praça XV, no Centro do Rio


Publicada em 03/05/2011 às 19h39m
O Globo, com a colaboração das leitoras Andréa Ventura e Ana Maria Moura

RIO - Se os navegadores portugueses desembarcassem hoje às margens da Praça XV, no Centro do Rio, anunciariam "sujeira à vista". Isso porque o mar está repleto de lixo no entorno de uma base militar da Marinha, compartilhada com a Capitania dos Portos, que fica próxima ao local. De acordo com a leitora Andréa Ventura, é recorrente ver o lugar repleto de sujeira.

"Trabalho próximo ao cais e ali está constantemente sujo. Trazido pela maré, o lixo se acumula cada vez mais. Há garrafas de vidro, sacolas, outras embalagens e até isopor. Será que os funcionários da Marinha ou Capitania não podem fazer uma limpeza e dar uma lição ambiental à população do Rio de Janeiro?", questiona a internauta.


A leitora Ana Maria Moura diz que passa diariamente pela área, mas que as limpezas são raras:

Eu-repórter: lixo se acumula no cais da Praça XV, no Centro do Rio / Foto da leitora Andrea Ventura

"Vi que puseram, uma única vez, uma rede de pesca. Tiraram muita coisa dali naquele dia. Mas é preciso uma limpeza frequente", observou.

A Marinha e a Capitania dos Portos do Rio esclareceram que o lixo é trazido pelas marés, devido ao despejo de detritos na Baía de Guanabara.

O Instituto Estadual de Ambiente (Inea) informou que mantém ecobarreiras nos principais rios com afluentes na baía com o objetivo de evitar a ramificação do lixo. No entanto, com as chuvas, esses detritos são espalhados pela força da correnteza. O instituto realiza, ainda, coletas periódicas dos materiais despejados nas águas.

O coordenador executivo do Programa de Saneamento da Baía de Guanabara, Gelson Serva, explicou que o projeto de despoluição está em fase de planejamento para aprovação de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), estimado em US$ 450 milhões. A limpeza por completo da Baía de Guanabara é um dos desafios ambientais assumidos pelo governo do Rio para as Olimpíadas de 2016 . A previsão é que os trabalhos tenham início em outubro deste ano.
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http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/05/09/lixo-no-pier-da-praca-xv-mostra-que-despoluicao-da-baia-de-guanabara-ainda-sonho-distante-924413576.asp

Maratona de limpeza até 2016
Lixo no pier da Praça XV mostra que despoluição da Baía de Guanabara ainda é sonho distante.


Publicada em 09/05/2011 às 18h36m
O Globo, com a colaboração do leitor Felipe Feijó

Cais da Praça XV é tomado or sujeira jogada na Baía de Guanabara. Foto do leitor Felipe Feijó/ Eu-Repórter

RIO - Até 2016, será preciso correr mais do que em uma maratona para deixar o Rio da forma que foi prometida às autoridades olímpicas. Uma das principais promessas do governo do Estado, a despoluição da Baía de Guanabara ainda não vingou. Como mostra o leitor Felipe Feijó, as margens estão muito poluídas nas proximidades da Praça XV, no Centro - o que demandará um esforço hercúleo para a limpeza.

"Talvez haja a modalidade 'nado com barreiras'", ironiza o Feijó.

Cais da Praça XV é tomado or sujeira jogada na Baía de Guanabara. Foto do leitor Felipe Feijó/ Eu-Repórter

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) diz que recolhe o lixo da Baía de duas a três vezes por semana com a ajuda de catadores, além de gerenciar as 'ecobarreiras' em rios afluentes. O órgão reconhece, porém, que a quantidade de material recolhido é ínfima em relação ao que é jogado nas águas.

Segundo o Inea, o despejo doméstico é o maior responsável pela poluição na Baía, e não o lixo industrial. De acordo com dados do órgão, 745 toneladas de detritos foram filtradas nas 'ecobarreiras' dos rios em fevereiro. Destas, somente 50 toneladas foram para a reciclagem, pois o resto eram materiais não aproveitáveis, como eletrodomésticos e móveis.

Gelson Serva, coordenador do Programa de Saneamento da Baía de Guanabara da Secretaria Estadual do Ambiente, explica que as operações do projeto de despoluição devem ser iniciadas entre setembro e outubro. Ele ressalta, no entanto, que há outro projeto do governo estadual que já tem sido posto em prática, o Pacto pelo Saneamento, que consiste em ações para ampliar alternativas de deposição do lixo, intensificar a fiscalização e reforçar planos de educação ambiental.
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Você teve que ressuscitar o thread para eu lembrar. Achei interessante desde o início, mas nunca tive tempo para lê-lo todo(é muita informação!) Vou copiar o link para não esquecer mais. :lol:
 
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