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Guiné Equatorial | Equatorial Guinea






A Guiné Equatorial, oficialmente República da Guiné Equatorial, é um país da África Ocidental dividido em vários territórios descontínuos no Golfo da Guiné: um continental, Mbini (antiga colónia espanhola de Rio Muni), e outros insulares. A ilha de Bioco (antiga Fernando Pó), no norte do Golfo do Biafra, as outras ilhas são a de Ano Bom, a sul de São Tomé e Príncipe, e as ilhas Corisco, Elobey Grande e Elobey Pequeno (e ilhotas adjacentes) na baía de Corisco, ao largo do Gabão.

Sua capital é a cidade de Malabo, antigamente conhecida como Santa Isabel, mas para o ano de 2020 está prevista a inauguração da Ciudad de la Paz, uma cidade planejada para ser a futura capital do país.

Além do Gabão e São Tomé e Príncipe, a Guiné Equatorial tem fronteiras com os Camarões e com a Nigéria. O país tem o maior produto interno bruto per capita do continente africano, embora seja um país de médio índice de desenvolvimento humano (0,556).

Desde meados dos anos 1990, a Guiné Equatorial tornou-se um dos maiores produtores de petróleo do sub-Saara. Com uma população de 798 807 habitantes, é o país com o maior produto interno bruto per capita do continente Africano, e o 69º do mundo. No entanto, a riqueza é distribuída de forma muito desigual e poucas pessoas foram beneficiadas com as riquezas do petróleo. O país ocupa a 144ª posição em 2014 do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas. A ONU diz que menos de metade da população tem acesso à água potável e que 20% das crianças morrem antes de completar cinco anos.

O regime autoritário no poder na Guiné Equatorial tem um dos piores registos de direitos humanos no mundo, e consegue se manter como o "pior do pior" no ranking da pesquisa anual da Freedom House de direitos políticos e civis. Repórteres classificam o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo um dos "predadores" da liberdade de imprensa. O tráfico de pessoas é um problema significativo, de acordo com o "US Trafficking in Persons Report", de 2012, que afirma que "a Guiné Equatorial é uma fonte e destino para mulheres e crianças vítimas de trabalho forçado e tráfico de sexo."

No dia 23 de Julho de 2014, a Guiné Equatorial entrou na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e em 2017 as Nações Unidas deixou de designar o país como subdesenvolvido e o elevou ao status de país em desenvolvimento.

A Guiné Equatorial está dividida administrativamente em sete províncias (capitais entre parênteses):

1. Ano Bom (San Antonio de Palé)
2. Bioko Norte (Malabo)
3. Bioko Sur (Luba)
4. Centro Sur (Evinayong)
5. Kié-Ntem (Ebebiyin)
6. Litoral (Bata)
7. Wele-Nzas (Mongomo)


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9_Equatorial
 

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A Ilha de Ano-Bom... outra usurpada :rant:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-Bom

A ilha foi descoberta por exploradores portugueses (sob comando de Fernão do Pó) a caminho das Índias, em 1º de janeiro de 1472, daí o nome Ano-Bom, que em português é sinônimo de ano-novo.[3][4] Era uma ilha desabitada até o início da colonização em 1474, com africanos de Angola. Em 1778, o seu domínio foi transferido para a Espanha, juntamente com o domínio da ilha de Fernando Pó (atual Bioko) e toda a costa da Guiné, em troca de territórios espanhóis no novo mundo. Enquanto a Espanha visava ampliar seu território em solo africano, Portugal desejava ampliar o seu domínio nas ricas terras de “Novo Portugal” (atual Brasil). A colônia formada pela Espanha foi posteriormente chamada de Guiné Espanhola.

A população opôs-se ao novo governo espanhol. Os nativos revoltaram contra seus novos comandantes e instalou-se uma anarquia. Posteriormente, em comum acordo, a ilha passou a ser administrada por um bureau com cinco nativos, no cargo de governador. Até o fim do século XIX a autoridade espanhola terminou restabelecida e a ilha tornou-se parte da Colônia de Elobey, Annobon, e Corisco. Em 1909 a guiné continental e todas as ilhas passaram a formar os Territorios Españoles del Golfo de Guinea ou Guinea Española.

Em 1968, a Guiné Espanhola emancipou-se de Espanha, formando o Estado da Guiné Equatorial. Durante o governo de Francisco Macías Nguema a ilha passou a ser chamada Pigalu ou Pagalu (em português, papagaio).

O isolamento geográfico da ilha (muito distante do continente ao qual pertence) e a proximidade de São Tomé e Príncipe (que está a menos da metade da distância até a capital) foram fatores determinantes para a preservação dos laços culturais com Portugal.

 
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