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Vai ser difícil consertar
Inspirado na Disney World, o Hopi Hari se tornou um mico para a GP e os quatro fundos de pensão que o controlavam. Por que seus novos donos acreditam que podem transformá-lo num reino de fantasia e de lucros

Epitacio pessoa/AE Hopi Hari: modelo de negócios de parque para as classes A e B no país da classe C Por Denise Carvalho | 09.07.2009 | 00h01
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ENVIAR POR EMAIL IMPRIMIR COMPARTILHARTamanho da letra: A A A Revista EXAME -
O Hopi Hari, maior parque de diversões do Brasil, foi inaugurado em 1999 com o objetivo de reproduzir a fórmula de sucesso do Magic Kingdom, a unidade mais famosa do complexo da Walt Disney Company, em Orlando, na Flórida. O projeto foi fundamentado em um cenário econômico de mundo da fantasia: inflação controlada, real valendo mais que o dólar, aumento de renda da população e economia em expansão. Apenas em sua construção, o Hopi Hari consumiu 200 milhões de dólares, num investimento conjunto da GP, maior gestora de fundos do país, e de quatro fundos de pensão - Previ, Funcef, Petros e Sistel. A expectativa era que pelo menos parte dos 300 000 brasileiros que viajavam todos os anos para os parques da Disney em Orlando passasse a frequentar também o complexo de entretenimento erguido em Vinhedo, no interior de São Paulo. Parte dos pilares que sustentavam o plano de negócios, no entanto, desmoronou antes mesmo de o parque abrir as portas. No início de 1999, o real sofreu uma brutal desvalorização. Logo depois, a economia brasileira iniciou um período de quase estagnação. Mesmo com a volta do crescimento, as projeções de atrair 3 milhões de visitantes e alcançar um faturamento de 200 milhões de reais por ano jamais se concretizaram. Em 2008, o melhor ano de toda a história do parque, o Hopi Hari recebeu 1,8 milhão de turistas e faturou 70 milhões de reais. Cansados de prejuízos e acuados por uma dívida estimada em 500 milhões de reais, os controladores do negócio venderam no mês passado o parque aos sócios da consultoria Íntegra Associados, especializada em reestruturação de empresas. A consultoria assumiu o Hopi Hari com o objetivo de fazer o parque dar lucro em 18 meses - algo que a GP e os fundos nunca conseguiram em quase uma década.

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Os planos da Íntegra para tirar o Hopi Hari do limbo concentram-se em duas frentes. A primeira é pagar a parte da dívida que ainda restou com o BNDES depois de concluído o acordo de aquisição, equivalente a 180 milhões de reais. Em meio às negociações de compra, a Íntegra conseguiu estender o prazo de pagamento de dez para 30 anos, o que deu maior fôlego à operação. A segunda frente diz respeito à estratégia. De imediato, a Íntegra realizou um aporte de 10 milhões de reais no caixa do Hopi Hari, que devem custear as próximas promoções com o objetivo de aumentar o número de visitantes. A primeira delas é uma série de eventos especiais durante o mês de julho, período de férias escolares. Pode parecer banal, mas essa é a primeira vez que o Hopi Hari desenvolve um evento desse tipo em julho. A nova administração também planeja aumentar os investimentos em publicidade. A previsão é que em 2009 sejam aplicados 9 milhões de reais na divulgação do parque, o dobro do valor aplicado anualmente desde 2006. Mas a verdadeira marca da virada, segundo os executivos do Hopi Hari, será visível no segundo semestre do ano que vem. Trata-se da instalação de uma nova montanha-russa, avaliada em 12 milhões de reais. É o primeiro investimento realizado no parque desde a inauguração. "A ideia é estimular os visitantes a vir ao parque com mais frequência", diz Armando Pereira Filho, diretor-presidente do Hopi Hari. "Nosso visitante costuma voltar ao parque em média a cada dez meses. Queremos que esse intervalo passe a ser de sete meses."

Os desafios de recuperação do Hopi Hari, contudo, vão além do aumento de verba de marketing e da renovação de atrações. Os novos controladores terão de resolver problemas estruturais. O Hopi Hari foi concebido como um parque temático de padrão internacional, voltado para um público de alta renda. No entanto, o afluxo desse tipo de visitante se mostrou insuficiente para manter a operação. A média do preço dos bilhetes foi então reduzida, com promoções agressivas, para se adequar ao bolso dos visitantes com menor poder aquisitivo, o que prejudicou tanto a rentabilidade quanto os investimentos capazes de manter o padrão internacional - a previsão inicial era que os ingressos custassem o equivalente a 40 dólares. O preço atual é de cerca de 25 dólares. "O Hopi Hari é como um avião projetado para voar apenas com classe executiva operando em um mercado em que as pessoas só têm dinheiro para viajar em classe econômica", diz um consultor especializado no setor.

Os solavancos da economia e as peculiaridades do mercado brasileiro transformaram o Hopi Hari quase numa antítese do Magic Kingdom, parque que o inspirou. Construído à beira da rodovia dos Bandeirantes, a 70 quilômetros de São Paulo, o Hopi Hari fica no meio do nada. Longe da capital, seu principal polo gerador de visitantes, o empreendimento registra uma lotação desmedida nos fins de semana (o que, às vezes, torna o passeio um martírio), enquanto passa os outros dias da semana com público abaixo da média. A localização nos arredores do Aeroporto de Viracopos, o que seria uma vantagem, é hoje mera curiosidade, uma vez que apenas 19% dos visitantes vêm de outros estados - um número ínfimo para um parque de sua dimensão. Concorrentes nacionais menores, como o Beto Carrero World, em Santa Catarina, recebem cerca de 50% dos visitantes de outros estados e de países como Argentina, Chile e Uruguai. "Para ter um fluxo contínuo de visitantes, os grandes parques precisam estar dentro do mapa turístico. Sem essa condição, tornam-se inviáveis", diz Luiz Mauro, vice-presidente da US Travel Association, que representa no Brasil as operadoras de turismo americanas.

Como acontece com outros setores da economia mundial, a indústria global de entretenimento e parques de diversões vive um momento particularmente difícil. Apenas nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo para esse tipo de negócio, o volume de visitantes dos 500 parques instalados caiu 10% em 2008. A previsão é que neste ano o setor registre queda de 15% em relação ao faturamento de 15 bilhões de dólares no ano passado. Parques como Disney, Universal Studios e Busch Gardens têm oferecido pacotes promocionais, com descontos de até 20%, para voltar a atrair público. O grupo americano Six Flags não resistiu à crise e pediu concordata, vergado por uma dívida de 2,4 bilhões de dólares. No Brasil, o cenário é mais otimista e a expectativa é que o setor cresça até 15% - estima-se que o faturamento dos 15 maiores parques em 2009 seja de 600 milhões de dólares. Não deixa de ser um alento para os executivos da Íntegra, cujo trabalho para levantar o Hopi Hari deve ser tão emocionante daqui para a frente quanto um mergulho na montanha-russa.
 

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Então vai uma pergunta: Por que o Beto Carreiro vai bem e o Hopi Hari não, sendo que o Hopi tem uma localização bem melhor que o Beto Carreiro?
 

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Então vai uma pergunta: Por que o Beto Carreiro vai bem e o Hopi Hari não, sendo que o Hopi tem uma localização bem melhor que o Beto Carreiro?

Pelo que eu estava lendo, parte do "relativo" sucesso do Beto Carrero está na estratégia de associar o parque ao turismo da região como um todo, algo que não rola em Itapeva.:)

Vamos ver se com a nova montanha russa de 12 milhões o Hopi Hari dá uma sacudida.

A propósito, nos jornais aparecem dezenas de vagas para quem quiser trabalhar lá.:)
 

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Pelo que eu estava lendo, parte do "relativo" sucesso do Beto Carrero está na estratégia de associar o parque ao turismo da região como um todo, algo que não rola em Itapeva.:)

Vamos ver se com a nova montanha russa de 12 milhões o Hopi Hari dá uma sacudida.

A propósito, nos jornais aparecem dezenas de vagas para quem quiser trabalhar lá.:)
Beto Carrero tem Argentina e Uruguai do lado, que mandam 50% dos turistas. SP é tido apenas como estado emissor de turistas.
 

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Tem pedagio de SP até o HOPI HARI naum é ??

E pq construiram tão longe de SP ?? msm em rodovias duplicadas é um certo tempo pra ir e voltar no meio da semana por exemplo...

Tem q investir bastante em PROPAGANDA, faz mais de 5 anos q naum vejo uma propaganda do HOPI HARI na TV, lembro de uma epoca q era comum ver propagandas dele e do WET'N WILD...

Agora se em 2007/2008 naum foram bem é pra se preucupar msm foram os melhores anos da economia em mto tempo...
 

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Tem pedagio de SP até o HOPI HARI naum é ??

E pq construiram tão longe de SP ?? msm em rodovias duplicadas é um certo tempo pra ir e voltar no meio da semana por exemplo...

Tem q investir bastante em PROPAGANDA, faz mais de 5 anos q naum vejo uma propaganda do HOPI HARI na TV, lembro de uma epoca q era comum ver propagandas dele e do WET'N WILD...

Agora se em 2007/2008 naum foram bem é pra se preucupar msm foram os melhores anos da economia em mto tempo...
Quem construiu o Hopi Hari foi o mesmo dono do Playcenter, não haveria necessidade em construir outro parque do lado do já consagrado.

Tanto que originalmente o Hopi Hari se chamaria Playcenter Great Adventure!
 

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Discussion Starter · #9 ·
acho que algo que vai melhorar o movimento no parque é a construção do TAV. Com estacoes em Jundiai e em viracopos como previsto, facilitará a vida de quem não tem carro ou nao quer pagar pedagio. vai de trem e das estacoes pode sair um onibus que levará menos de 20 minutos pra chegar no parque. tambem tá se desenvolvendo mto a regiao. alem dos dois parques, um hotel, agora tem tbm o shopping outlet. seria otimo se construissem mais outlets por lá e quem sabe um novo parque com tematica diferente.
 

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E as passagens aereas de e para Campinas estão muito baratas, mesmo pela Tam e Azul. e Hopi Hari teria o fator clima como vantagem. E problema do parque é que só recebe paulistanos e adjascentes, teria que receber gente de outros estados, da Arg, Chile, etc.
 

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Na minha opinião o sucesso do Beto Carreiro não são somente as visitas de argentinos, chilenos ou uruguaios, é como o tchelllo disse, localizar em uma região turística e principalmente ter vários eventos como shows e apresentações, totalmente ao contrário da intenção do Hopi Hari.
O Hopi Hari atrai um público de certa faixa etária amarrada em brinquedos (15 aos 22), já o Beto atrai desde a criança até a maior idade, devido a enorme variedade de atrações.
Imagina se o Hopi Hari fosse próximo a Baixada Santista, Ubatuba e contasse com várias atrações e espetáculos?
 

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Bem por aí. Na região do hopi Hari, um fds para visitar o parque e o Wet n´ Wild seria suficiente. No BC poderia-se passar uma semana tendo praias, shows, etc. Anos atras falavam num parque no estilo Simba Safari na região do Hopi mas até agora nada, alem de novos hoteis, centro de convenções, etc. Falando em convenções, um mega centro de exposições que deixasse o Anhembi no chinelo não seria nada mal.
 

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Na realidade, no que se refere a localização o HH não poderia estar em melhor situação. No meio do CMESP, próximo a região de RP, norte do PR, Centro-Sul de MG, e do RJ, o HH tem um mercado consumidor de mais de 70 milhões de pessoas, com o mais alto poder aquisitivo do país. O problema, como já foi dito, é a falta de propaganda.
 

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Exatamente, falta de publicidade: Muitas vezes você vê o irmão menor, Beto Carrero World, fazendo propagandas em rede nacional, nunca ví isto por parte do Hopi Hari.

Mas creio que, com esta nova administração, a instalação desta nova montanha russa, o investimento em publicidade maior, tornará um mais parque conhecido, pois o problema é que a população de outros Estados do Brasil não o conhecem, não imaginam como é o parque, mas estou certo de que o parque superará isto, e então, quem sabe, Vinhedo se tornará, definitivamente, a "Orlando" do Brasil e do Estado de São Paulo.
 

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E Orlando tem sempre alguma atração nova, um brinquedo novo ou até um parque novo. Falta isso no HH. Quem foi não precisa voltar mais pq ja viu tudo.


Poderia tambem atrair viagens de formatura de oitava serie, por exemplo. O que o adolescente vai preferir: passar dois dias no interiorrrr ou 7 dias na praia?
 

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Infeliz comparação.

Nao sou adolescente, nem criança, mas prefiro muito mais as cidades arrumadas e tranquilas do interior do estado do que as praias sujas ( tanto na agua quanto na areia ) , o caos no transito e a super lotacao por 1 m2 na areia..:lol:

Vale ressaltar que nem todas as praias de SP sao sujas e etc.. porem pode-se levar como consideracao a grande maioria.

Por coincidencia estarei indo ao hopi hari esta semana.. estou encontrando passaportes nas agencias de turismo por precos como 37 reais.. :cheers: ( acima de 10 passaportes, 1 eh de graca ) ...:nuts: abs:banana:
 

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Praia a que me referi era pelo BCW estar localizado proximo a uma.

Essa comparação não me referi a um forista daqui ou sequer a mim, e sim a um adoslescente "médio", de fora do estado obviamente. Chegue numa sala de aula de oitava serie e pergunte se quer passar uma semana em Beto Carrero, do lado da praia, ou no HH que a maioria vai avaliar o que tem no lugar fora o parque. Tambem preferiria o HH mas fazer o que
 

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Praia a que me referi era pelo BCW estar localizado proximo a uma.

Essa comparação não me referi a um forista daqui ou sequer a mim, e sim a um adoslescente "médio", de fora do estado obviamente. Chegue numa sala de aula de oitava serie e pergunte se quer passar uma semana em Beto Carrero, do lado da praia, ou no HH que a maioria vai avaliar o que tem no lugar fora o parque. Tambem preferiria o HH mas fazer o que
Está certo paulista1978, peço-lhe desculpas. Creio que fui precoce com minha resposta.. li e rapidamente responde sem uma maior reflexão. Mas dando continuidade, concordo com sua posição e creio que o que mais prejudica o hopi hari mesmo é a falta de divulgação, marketing. Por exemplo, estava eu no mês passado dentro de um voo da gol e parei para ler o inflight magazine.. e me deparo com uma pagina inteira de comercial do sítio carroção da cidade de tatuí, lugar que tb nao liga judas com suas botas e é top 5 latino america. ( sem ofensas, amo tatui, cidade da musica. mas eh aquela coisa, para aborrescente não rola..) Agora o engraçado é que o sitio do carroção é no minimo nacionalmente conhecido, senao tb pelos paises vizinhos com excursoes de todo lugar. É uma fissuração pela mulecada de menor idade. é um empreendimento de muito dinheiro e de uma infra-estrutura de outro mundo tambem. Agora, o que diferencia os dois? claro que respeitando a caracteristica de cada um.. ( e detalhe, o carroção é tão caro quanto o hopi hari, se nao mais...)
 

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São José dos Campos
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Gente, eu fui no Playcenter nesse domingo!

Estou surpreendendo-me cada vez mais com aquele parque, aos poucos está ficando cada vez mais belo, está cheio de canteiros floridos e o parque está quase que todo virando um bosque.

O parque está otimo, aquela fase decadente acabou faz tempo, agora eles estão reestruturando o parque aos poucos e esta ficando otimo!

Neste momento estão construindo uma lanchonete/loja de souvenir nova e estão reformando/diminuindo o Splash, acho que após as obras, eles terão espaço para uma nova atração!

:D
 
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