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Em visita a Washington, governador recorrerá a instituições financeiras em busca de R$ 393 milhões para melhoria da gestão pública e obras de saneamento básico e infra-estrutura. Dívida do DF será revista

O governador José Roberto Arruda se prepara para mais uma viagem internacional. Ele desembarca em Washington (EUA) em 23 de julho com três missões: renegociar a dívida do governo local, conseguir recursos para modernizar a gestão pública do Distrito Federal e financiamentos para o programa Brasília Sustentável II. Os investimentos somam US$ 242,5 milhões (R$ 393 milhões) e Arruda recorrerá ao Banco Mundial (Bird) para obtê-los.

Em reunião ontem com o diretor do organismo internacional, John Briscoe, o governador apresentou os estudos dos programas a serem beneficiados: Sector Wide Approach Project (Swap), Brasília Sustentável I e Brasília Sustentável II (confira quadro). O primeiro consiste na modernização da gestão pública com investimentos nas áreas de educação, saúde e transporte — o Executivo se compromete a atingir metas nessas áreas e, à medida em que alcançá-las, receberá os recursos. O contrato só deverá ser assinado em setembro, após o aval do governo federal.

O Brasília Sustentável I, que já está em andamento, prevê obras de infra-estrutura e saneamento básico na Estrutural, em Águas Lindas de Goiás e Vicente Pires. Até agora, o projeto tem 60% das licitações prontas: o Bird custeou, aproximadamente, R$ 92,5 milhões e o GDF, R$ 91,8 milhões. Segundo o subsecretário de

Captação e Recursos do DF, João Carlos Quijano, o próximo passo é dar continuidade à iniciativa, com o Brasília Sustentável II. A proposta inclui obras de infra-estrutura e saneamento básico na Vila São José, em Vicente Pires, e nos condomínios Sol Nascente e Pôr-do-Sol, em Ceilândia.

“Isso já está acertado com o Bird, mas o desembolso dos valores só deverá ocorrer em 2009, em função dos trâmites burocráticos”, explicou Quijano. Mas, segundo ele, as obras do Brasília Sustentável II podem começar até um ano antes de o contrato ser firmado com o banco. Nesse caso, o governo local investe e depois é ressarcido, desde que siga as regras do Bird.

“A reunião foi proveitosa. Estamos fechando o Swap, o Brasília Sustentável II e o financiamento da dívida. Espero que tenhamos sucesso”, comentou o governador. Ele explicou que apresentará ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também em Washington, proposta para diminuir os juros da dívida de R$ 1 bilhão que o GDF tem com a União.

O objetivo do governo é refinanciar a dívida com juros mais baixos, por meio de um novo contrato com taxas em torno de 4% ao ano: atualmente a taxa de correção anual é de 18,14%. Isso representaria uma economia de cerca de R$ 65 milhões por ano aos cofres do GDF. “A mesma proposta será apresentada ao Banco Mundial. Vamos decidir com qual dos dois iremos trabalhar”, explicou Quijano. O andamento do programa Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e sobre Pneus (VLP) também será discutido na ocasião, com os representantes do BID.

Parceiros
Depois do café-da-manhã com o diretor do Bird, o governador Arruda seguiu para a Asa Sul. Por volta das 10h, ele inaugurou a reforma do Centro de Ensino Especial (CEE) 2, na 612 Sul, e a construção da piscina coberta de 100 metros quadrados adaptada para receber alunos com necessidades especiais. A obra foi feita com o auxílio do programa Parceiros na Escola, que, há um ano, estimula a participação de empresas e cidadãos na melhoria do ensino público do DF.

Até hoje, o Parceiros da Escola já atraiu 1.518 voluntários para os 620 colégios públicos do DF. Pelo menos 700 ações foram realizadas. “O que se fez no CEE 2 é quase um milagre. A escola estava depredada e a união entre o governo e os Parceiros da Escola foi fundamental. Esse programa está fazendo a diferença porque o governo sozinho não dá conta”, destacou Arruda.

Há mais de 35 anos, o CEE 2 atende alunos com idades entre 0 e 14 anos. A piscina estava desativada havia quase uma década. Mas, agora, a rotina de Thales Moreira, 11, que é autista, e dos 300 estudantes do lugar mudará. “Ele terá mais independência, menos risco de se machucar e mais desenvolvimento motor e intelectual”, comentou a funcionária pública Celma da Silva, 39, mãe de Thales.

DISTRIBUIÇÃO

SWAP
Programa que prevê a modernização da gestão pública com investimento em educação, saúde e transporte.
Valor: U$$ 130 milhões (R$ 208 milhões) do Bird e U$$ 270 milhões do GDF (R$ 433 milhões).

BRASÍLIA SUSTENTÁVEL I (em execução)
Esgotamento sanitário em Águas Lindas e em Vicente Pires; fechamento do aterro sanitário do Jóquei Clube e criação de um novo aterro; urbanização da cidade Estrutural.
Valor: U$$ 57,6 milhões do Bird (R$ 92,5 milhões) e U$$ 57,2 milhões do GDF (R$ 91,8 milhões)

BRASÍLIA SUSTENTÁVEL II (em preparação)
Água, esgoto, drenagem, rede elétrica e pavimentação para a Vila São José e os condomínios Pôr-do-Sol e Sol Nascente.
Valor: U$$ 57,6 milhões do Bird (R$ 92,5 milhões) e U$$ 57,2 milhões do GDF (R$ 91,8 milhões)

Visita-surpresa no Paranoá

O novo secretário de Saúde, Rubens Iglesias, iniciou uma série de vistorias em hospitais, centros e postos da rede pública do Distrito Federal. Em visitas surpresas, ele pretende conferir as condições de funcionamento das unidades e obter um diagnóstico do atendimento prestado à população. Na manhã de ontem, Iglesias passou cerca de uma hora e meia no Hospital Regional do Paranoá. Reconheceu que faltam recursos humanos para garantir o pleno funcionamento da instituição: hoje, apenas 136 dos 240 leitos disponíveis são usados.

“Meu objetivo é realizar três visitas como essa por semana, mas será de surpresa porque quero saber como é funcionamento no dia-a-dia de cada área. Não quero nenhuma preparação”, explicou Iglesias. A vistoria de ontem começou pela maternidade e seguiu por setores como ortopedia, fisioterapia, emergência e lavanderia.

Durante o percurso, o secretário conversou com funcionários e pacientes. O ajudante de serviços gerais Júlio Cézar da Costa, 22 anos, aprovou a iniciativa. “Acho importante esse acompanhamento para saber o que está acontecendo nos hospitais, ver se existe algum problema”, comentou. A primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Peres Arruda, participou da vistoria. “O hospital está muito bem conservado. É tudo muito limpo e os pacientes todos aprovaram o atendimento”, disse ela.

A primeira-dama doou 136 cobertores para o Hospital do Paranoá. Já no Hospital Regional do Gama, que recebeu Rubens Iglesias na terça-feira, a situação é diferente. Há lençóis, cobertores e roupas de pacientes, médicos e enfermeiros espalhados pelo chão da lavanderia. Funcionários escalam a montanha de peças contaminadas para fazer a separação, mas a sujeira começa a atrair baratas. Segundo os servidores, o problema começou quando a direção do hospital cortou as horas extras, reduzindo a equipe. Mas o secretário de Saúde já determinou o reforço de pessoal para que a situação seja normalizada.

Fonte: http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cidades/pri_cid_177.htm?
 

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Bom..... o Governador está se endividando assustadoramente! Quero ver se ele terá grana pra arcar com essas dívidas! :bash:
 

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^^ Mas mizifi, essa grana não é para pagar hoje, é para pagar no futuro...
 

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Mas tem que pagar, mzifi.... não interessa! :nuts:
 
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