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"País que não tem história não tem fut...harghwpaoajsna"



Tem futuro sim carai! Esse país precisa ser refundado. A história desse naco de terra oriental da América do Sul não começou para valer ainda.


Se sanear os absurdos, pode jogar esses 500 anos no lixo, recomeçar, que no panorama de 1000 anos, ninguém vai sentir falta dessa primeira metade...
 

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Fiquei feliz com a notícia da Luzia

claro que eu queria que os dinossauros, itens indígenas e coleção egípcia também tivessem sobrevivido

mas é notável que a Luzia era o item mais importante e exclusivo do museu e esperamos que seja levado para algum museu de um país sério do primeiro mundo
 

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Claro que essa tragédia anunciada foi uma monstruosidade...
Mas o que seria melhor, do ponto de vista da administração? Um museu subordinado a uma universidade ou um museu pertencente a um órgão do Ministério da Cultura? :hmm:
 

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^^

O ideal era o Museu ser gerido por uma entidade privada como tantos outros Centros Culturais do país. Mas entre ser gerido por uma universidade que historicamente gasta mal seus recursos (não mantem o patrimônio histórico sob sua guarda) ou entregue ao Ibram a segunda opção aparentemente é a melhor. Os museus sob sua guarda estão em condições muito melhores que o finado Museu Nacional.
 

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Claro que essa tragédia anunciada foi uma monstruosidade...
Mas o que seria melhor, do ponto de vista da administração? Um museu subordinado a uma universidade ou um museu pertencente a um órgão do Ministério da Cultura? :hmm:
Um museu longe de qualquer coisa do governo.
 

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^^

O ideal era o Museu ser gerido por uma entidade privada como tantos outros Centros Culturais do país. Mas entre ser gerido por uma universidade que historicamente gasta mal seus recursos (não mantem o patrimônio histórico sob sua guarda) ou entregue ao Ibram a segunda opção aparentemente é a melhor. Os museus sob sua guarda estão em condições muito melhores que o finado Museu Nacional.
Hum... interessante saber disso. Obrigado pela informação.

Um museu longe de qualquer coisa do governo.
Tipo uma fundação independente, sem dedo podre de político e que corresse atrás de captar recursos com parcerias com a iniciativa privada? Ah, por que é tão difícil fazer algo assim? :(
 

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Sobrou quase nada mesmo.


Agora, que o Ricardo Velez acabe retire os escombros das mãos dos vermes psolistas da UFRJ, corte 90% do orçamento dessa universidade e deixe eles administrarem "com autonomia" o que sobrar até transformar a Ilha do Fundão num legítimo depósito de lixo.
 

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Olha só, Google fez mais pelo Museu Nacional que a turma engajada do PSOL...

Depois de incêndio, Museu Nacional ganha tour virtual no Google

Museu Nacional do Rio de Janeiro agora pode ser visitado virtualmente no Google Arts & Culture; imagens foram capturadas em 2017

Mesmo que seja reconstruído, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, nunca mais será o mesmo, afinal, o incêndio que o atingiu em 2 de setembro acabou com a maior parte do seu acervo. Mas pelo menos é possível fazer um passeio virtual que mostra como o museu era antes da tragédia: agora, o local faz parte da plataforma Google Arts & Culture.
 

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Discussion Starter #795
Museu Nacional: itens do acervo que se pensavam perdidos são resgatados

Diretor diz que exposição reunindo as peças salvas será montada 'em breve'; Equipe de reportagem do GLOBO entrou no prédio, que pegou fogo em setembro de 2018

Clarissa Pains
12/02/2019 - 17:46 / Atualizado em 13/02/2019 - 08:10


RIO - Cinco meses após o incêndio do Museu Nacional, o cheiro de fumaça persiste — pode ser sentido metros antes de se entrar no prédio, mas fica ainda mais intenso no nariz de quem passa pelos corredores e salões do que outrora foi a instituição científica mais tradicional do país e reunia mais de 20 milhões de itens. Nesta terça-feira, dia 12, o museu foi aberto pela primeira vez a jornalistas desde que o prédio foi consumido pelo fogo, em setembro passado. O cenário ainda é de ruína, mas os pesquisadores e o diretor do lugar, Alexander Kellner, estão animados: eles dizem que já conseguiram recuperar mais peças do que achavam que seria possível. Embora ainda não consigam dar uma estimativa do quanto.

Logo após o incêndio ser contido, os estudiosos achavam que tudo o que não conseguiram retirar do antigo palácio naquela mesma noite havia sido perdido. Agora, fazem uma força-tarefa para catalogar, limpar e restaurar uma série de peças: cerâmicas, minérios, fósseis como o do Maxacalissauro — um dos dinossauros mais queridos pelas crianças que frequentavam o museu — e o do crânio de Luzia, ainda que muitas delas tenham sido encontradas em pedaços.

— Só na coleção dos vertebrados, tínhamos 12 mil itens — exemplifica a coordenadora da coleção de paleontologia de vertebrados, Luciana Carvalho. — Logo de cara, pensamos que tudo havia se perdido. Mas, agora, acreditamos que talvez recuperemos cerca de 5 mil, só dessa coleção.


Funcionários da construtora responsável pela obra no Museu Nacional trabalham na fachada do prédio Foto: Marcia Foletto / Marcia Foletto

Muitas peças foram protegidas pelo "acaso": minérios que haviam sido retirados de exibição ao público e separados para uma futura exposição, que seria feita em dezembro, foram guardados em armários de metal na parte de trás do prédio. Isso fez com que eles fossem pouco afetados pelas altas temperaturas.

Os pesquisadores afirmam que não é possível ainda estimar o quanto do acervo, dos equipamentos e dos elementos arquitetônicos foi salvo até o momento. A maior preocupação, por ora, é concluir os trabalhos, e não contabilizar os itens, alegam eles.


Vigas de ferro retorcido no salão em que funcionava o auditório do museu, lugar onde teses eram defendidas, por exemplo. Os ferros dão a sensação de serem uma instalação artística não intencional Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O diretor do museu anunciou que, "em breve", será realizada uma exposição com os itens resgatados. Ele disse não poder precisar a data, até porque o trabalho de identificação e retirada dos itens do museu, com a complexa tarefa de separar o que é escombro e o que é peça valiosa, ainda não terminou.

— Vocês vão ver várias "Luzias", isso eu posso garantir — disse Alexander Kellner.

Apesar de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, com cerca de 13 mil anos de idade, ter um evidente valor histórico único, fragmentos de outros fósseis de grande importância estão sendo recuperados, explica o diretor.

O segundo andar do museu concentrava as coleções científicas — incluindo as múmias, todas perdidas —, e o terceiro armazenava o arquivo de memória da instituição. Se na área das coleções nem todas as peças foram destruídas pelo fogo, no terceiro andar tudo foi devastado.

— Todos os documentos que guardavam a memória do museu eram em papel — conta a pesquisadora Luciana Carvalho. — Tudo queimou. Mas temos ainda a esperança de reunir algum arquivo que tenha sido replicado por pesquisadores e alunos. Já recebemos algumas cópias assim.

De todas as coleções, a dos meteoritos foi a menos afetada. O Bendegó — encontrado no sertão da Bahia e conhecido como o maior siderito já achado em solo brasileiro, pesando 5.360 quilos — permanece em seu tradicional posto, na entrada do museu, como uma espécie de símbolo de resistência. Como todo meteorito, ele tem resistência a altas temperaturas, o que fez com que ele "sobrevivesse" ao incêndio.

Mas logo atrás dele, no hall do museu, a escada principal salpicada de rachaduras, as paredes queimadas e corroídas e sem qualquer telhado que as proteja — o teto foi totalmente varrido pelo fogo — dão a clara dimensão da destruição.

O salão onde ficava o auditório é hoje um espaço vazio com vigas de ferro retorcido entre as paredes, como para segurá-las depois de se curvarem por causa do fogo. A imagem lembra uma instalação.

Verba de R$ 16 milhões

A verba recebida pelo museu até o momento é de R$ 16 milhões: R$ 11 milhões do Ministério da Educação (MEC), e R$ 5 mi da Unesco via MEC.

O diretor, Alexander Kellner, diz que isso é suficiente para obras emergenciais e de contenção de danos, com restauração de toda a fachada e reconstrução do interior do museu. A expectativa é de que ao menos o trabalho de restauração do prédio termine até 2020.

— O dinheiro está vindo, por ora não é um problema. Com o que temos, dá para fazer. Podem nos cobrar — garante ele.


Funcionária do museu trabalha na recuperação de cerâmicas brasileiras retiradas dos escombros, várias delas do período pré-colonial Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Desses R$ 16 milhões, pouco mais de R$ 1 milhão será destinado para a elaboração do projeto que definirá o modo como o museu será restruturado. Esse projeto sairá do vencedor de um edital lançado na última segunda-feira, 11, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Kellner diz que ainda não conversou com o presidente, Jair Bolsonaro, ou com qualquer pessoa da alta cúpula do governo sobre o futuro do museu. Mas o diretor não vê isso como um problema.

'Esses pesquisadores são heróis'

Há um aspecto que Alexander Kellner não se cansa de repetir:

— Esses pesquisadores são verdadeiros heróis que estão resgatando a História do nosso país. Eles vêm aqui de forma voluntária, alguns todos os dias, para acompanhar os trabalhos, ajudar a analisar as peças. Não estão obrigados a fazer isso. Mas o fazem por amor a esse lugar e à nossa memória. Isso tem que ser reverenciado.

Entre os estudiosos que entram no prédio em ruínas quase que diariamente está o paleontólogo Sérgio de Azevedo, que foi diretor do museu entre 2003 e 2010. O que aprendeu a fazer em sítios arqueológicos distantes ele tem feito ali mesmo, na tão familiar Quinta da Boa Vista.

— Antes do incêndio, eu era "só" um pesquisador. Agora, assim como outros, tomei para mim múltiplas funções. Venho para cá todos os dias. Ainda trabalho aqui, afinal, só que agora na retirada de material, separação do que é escombro e do que é item de acervo — diz ele. — Outro dia, achamos em uma das áreas mais atingidas pelo fogo, plásticos com crustáceos. Foi uma surpresa. Encontramos muitas coisas que iríamos perder. E perdemos várias que achamos que seria fácil recuperar. Um incêndio é quase sempre muito irregular, deixa muitas surpresas assim.


Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Prova disso é um pequeno banheiro do térreo do museu que foi completamente preservado, ficando apenas sujo de fuligem das chamas. Nada nele pegou fogo. Até o papel higiênico se manteve.

Perguntado sobre o fator que mais dificulta o trabalho de recuperação das peças, Azevedo foi rápido na resposta:

— O calor. Trabalhar dentro desse prédio no verão do Rio de Janeiro tem sido muito desgastante.

Já no final da visita, Claudia Carvalho, outra pesquisadora do museu, contou que se emociona ao ver o prédio no estado atual. Mas não esconde o otimismo:

— Sonho ver, daqui a cinco anos, quem sabe, famílias com crianças entrando aqui.

Etapas da recuperação

O primeiro passo é analisar tudo o que há dentro do prédio para separar itens do acervo de meros escombros. Isso é feito por servidores federais que são pesquisadores da instituição, ao lado de funcionários da construtora responsável pela obra do museu, a Concrejato Engenharia. Existe um código referente a cada área da planta do prédio, e é esse código que é usado para identificar cada material.

Esses itens vão para uma triagem, onde eles serão analisados e catalogados.

Em seguida, as peças que de fato compõem o acervo são enviadas para um laboratório provisório de conservação e estabilização, montado em um contêiner na área externa do prédio.

Nesse laboratório, as peças são limpas e armazenadas, para que sejam enviadas à restauração.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/museu-nacional-itens-do-acervo-que-se-pensavam-perdidos-sao-resgatados-23447126
 

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Discussion Starter #796
Imagens


Operário trabalha na montagem do andaime que dará sustentação ao teto provisório do museu Márcia Foletto / Agência O Globo


Escada principal, no primeiro salão que se vê logo ao entrar no museu Márcia Foletto / Agência O Globo


O que sobrou do Museu Nacional, registrado pela equipe de reportagem do GLOBO, que visitou o lugar nesta terça-feira Márcia Foletto / Agência O Globo


Logo antes da escada central do museu fica o meteorito de Bendegó, considerado pelos pesquisadores o "símbolo de resistência" da instituição Márcia Foletto / Agência O Globo


Operário trabalha "peneirando" escombros para tentar encontrar itens do acervo Márcia Foletto / Agência O Globo


Fabiano Faulstich, curador da exposição de mineralogia do Museu Nacional, trabalha analisando amostras recuperadas, que estão sobre a bancada Márcia Foletto / Agência O Globo


No laboratório provisório montado em um contêiner na área externa do museu, uma funcionária trabalha na limpeza e na restauração de peças de cerâmica salvas Márcia Foletto / Agência O Globo


Alexander Kellner, diretor do museu, enaltece o trabalho dos pesquisadores que se voluntariam para resgatar itens valiosos dos escombros do museu Márcia Foletto / Agência O Globo

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/museu-nacional-itens-do-acervo-que-se-pensavam-perdidos-sao-resgatados-23447126
 

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Discussion Starter #797 (Edited)
Cinco meses se passaram desde o incêndio e o cenário que temos é o seguinte:

1. Os trabalhos de escoramento do prédio não foram finalizados;
2. A cobertura que deveria ser prioridade para tentar proteger o pouco que restou nos escombros só será instalada no fim de março (após as chuvas do início do ano);
3. A reitoria da UFRJ e a diretoria do museu continuam em seus cargos e, pior, conduzindo e gerenciando toda a verba de restauração;
4. Nada da investigação das causas do incêndio ser concluída.

Isso porque estamos falando do nosso maior e mais antigo museu. Lamentável tudo isso.
 

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Cinco meses se passaram e os trabalhos de escoramento do prédio não foram finalizados, a cobertura que deveria ser prioridade para tentar proteger o pouco que restou nos escombros só será instalada no fim de março (após as chuvas do início do ano), a reitoria da UFRJ e a diretoria do museu continuam em seus cargos e, pior, conduzindo e gerenciando toda a verba de restauração e nada da investigação das causas do incêndio ser concluída. Isso porque estamos falando do nosso maior e mais antigo museu. Lamentável tudo isso.
Enquanto isso, o Ministro da Educação preocupado com temas mais importantes:

Ministro da Educação fala em combater a ideologia de gênero em discurso; veja outros
Globonews -02/01/2019
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/v/ministro-da-educacao-fala-em-combater-a-ideologia-de-genero-em-discurso-veja-outros/7272643/


'Ideia de universidade para todos não existe', diz ministro da Educação
Valor Econômico
Por Hugo Passarelli | De Brasília
28/01/2019

https://www.valor.com.br/brasil/6088217/ideia-de-universidade-para-todos-nao-existe-diz-ministro-da-educacao


“O brasileiro viajando é um canibal”
O Antagonista
Brasil 01.02.19 06:41

https://www.oantagonista.com/brasil/o-brasileiro-viajando-e-um-canibal/


Ministro da educação ataca Cazuza por frase anônima popularizada pelo Casseta
Estadão
Edmundo Leite
02 Fevereiro 2019

https://brasil.estadao.com.br/blogs/edmundo-leite/ministro-da-educacao-ataca-cazuza-por-frase-anonima-popularizada-pelo-casseta/

Como vemos, muitas questões importantes tomaram o tempo do ministro, o Museu Nacional é algo secundário ou nem isso na agenda dele.

Ou, vai ver, ele encara o Museu como o presidente:

'Já está feito, já pegou fogo, quer que faça o quê?'
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/09/04/ja-esta-feito-ja-pegou-fogo-quer-que-faca-o-que-diz-bolsonaro-sobre-incendio-no-museu-nacional.ghtml
 

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Tenho certeza absoluta e plena que qualquer integrante do atual Governo tem motivos de sobra para combater os Psolistas da UFRJ que permitiram essa tragédia.

MAS

maior que a contraposição do Governo Bolsonaro aos esquerdas, é a indiferença com relação a Museus, Parques essas "frescuras de intelectual" aí.


E isso que pelo menos o Presidente é carioca radicado, a quem o Museu Nacional e os parasitas que administram a UFRJ não deviam ser desconhecidos.
 

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Ao que me parece o Ministério da Educação fez a parte dele .. repassou 11 milhoes de reais para as obras.

Agora todo o processo está sendo gerido pelo diretor do museu e pela universidade responsável por ele.
Se as coisas não estao sendo feitas ao contento seria o caso de se cobrar deles...

Mas vai se fazer o que se mesmo depois de demonstrado o total descaso com que a universidade tratou o museu até o incendio, toda a reitoria e diretoria do museu estao lá firmes e fortes no cargo? E a comunidade academica sequer se deu ao trabalho de exigir que esses fossem afastados.

Em toda essa lambrança.. provavelmente o Ministro da Educação que assumiu a 2 meses é o menor dos responsáveis.
 
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