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O "melhor" comentário é de que os problemas de Congonhas são passageiros...
:bash:



CARINA FLOSI, , [email protected]

Cerca de 50 mil passageiros são obrigados a enfrentar um verdadeiro caos todos os dias para embarcar e desembarcar no Aeroporto Internacional de Congonhas, na Zona Sul. Por conta das obras, que devem acabar somente em dezembro deste ano, os passageiros e seus motoristas muitas vezes acabam multados, além de correr risco de atropelamento.

A Infraero oferece três alternativas consideradas "infernais" entre os descontentes passageiros e motoristas. A primeira, estacionar o veículo no edifício-garagem. Nesse caso, é preciso desembolsar R$ 7 somente na primeira hora.

A segunda opção é correr o risco de tomar uma multa grave, de R$ 127,69, e cinco pontos na carteira, no funil considerado área de embarque e desembarque. "Claro que o motorista leva multa se ficar parado em fila dupla e algum passageiro descer ou entrar no carro. Não importa se tem trânsito. E também não pode parar a mais de um metro de distância da guia", informa um agente de trânsito da CET, virando freneticamente as páginas do seu bloquinho repleto de placas de veículos.

E a última e desalentadora sugestão da própria Infraero é que os motoristas e passageiros utilizem a Avenida Washington Luís.

"A gente está sem alternativa. Não temos o que fazer", lamenta a biomédica Cintia Farto Bozzo, segurando sua mala à espera de carona às margens da via.

Para os passageiros que desembarcam, desde novembro do ano passado, encontrar a bagagem em uma das três esteiras confinadas em uma única sala também pode se transformar em teste de paciência e momentos de tensão. "Fiquei meia hora esperando todas as minhas malas. Achei que elas haviam sido seqüestradas. Estou insatisfeita. Não esperava tanta falta de consideração", reclamou a dona de casa Cícera Braga, 24.

De acordo com a Infraero, o projeto de remodelação do sistema viário interno pretende reorganizar o fluxo de veículos e garantir maior agilidade ao trânsito na região. Até o final de 2006, as vias de acesso ao embarque e ao desembarque serão divididas.

Já estão em andamento as obras que separam o embarque do desembarque do terminal de passageiros. Os usuários também serão beneficiados com mais duas esteiras de bagagem, um total de cinco.

No entanto, durante as obras, a Infraero lamenta não ter encontrado outra opção para amenizar os transtornos. "Não é possível criar um espaço diferente do que está sendo remodelado, pois Congonhas é cercado pela Cidade e não pode crescer além do seu 1,6 km2. Não temos como fugir disso. Se queremos melhorias, temos de passar por alguns inconvenientes. Mas esses inconvenientes não serão permanentes. São passageiros."

Infraero diz que as placas pedem compreensão

A Infraero informou que para minimizar a saga dos passageiros no embarque e desembarque no Aeroporto de Congonhas durante as obras de modernização e adequação realizou diversas reuniões com a Companhia de Engenharia de Tráfego. "Dentro do aeroporto, há muitos informes sobre as obras, que pedem desculpas e compreensão dos usuários. Mas nas vias públicas nada podemos fazer para informá-los. Isso cabe à CET", disse a empresa.

Ainda segundo a Infraero, os balcões de táxi aéreo foram transferidos, no começo da semana passada, do corredor da ala sul para o novo saguão do subsolo. Cinco empresas de táxi aéreo possuem balcões no aeroporto.

Já na área de parada de táxis e ônibus, uma marquise está começando a ser erguida, proporcionando mais conforto para os passageiros. Simultaneamente, Congonhas continua com os trabalhos de ampliação da sala de desembarque, que fica pronta até o segundo semestre de 2006, passando dos antigos 2.800 metros quadrados para 5.238 metros quadrados.

As obras devem ser concluídas em 2007. Serão acrescentadas novas escadas rolantes, elevadores e posições de check-in. Áreas do saguão central serão reformadas e a fachada será revitalizada.

A CET alega que monitora o trânsito das vias de acesso e nas vias de circulação interna de Congonhas todos os dias da semana, das 6h às 23h. "O objetivo é oferecer condições de fluidez e segurança, de forma a não interferir com o trânsito e garantir a rapidez na chegada ou saída do aeroporto", diz em nota.

A CET esclareceu ainda que as vias estão devidamente sinalizadas e que os agentes de trânsito orientam os motoristas e pedestres. "Ressaltamos que a parada de veículos afastada do meio fio prejudica a fluidez e coloca em risco a segurança dos usuários, sendo proibida conforme estabelece o Art. 182 inciso II e III, do Código de Trânsito Brasileiro".

Reforma na pista continua no papel

Durante futuras obras, Congonhas vai operar pousos e decolagens pela pista auxiliar

A reforma da pista principal de Congonhas ainda não tem data para sair do papel. Em março, um Boeing com 115 passageiros fez um ziguezague na pista molhada do aeroporto e foi parar na grama. Por poucos metros não caiu na Avenida Washington Luís.

A Infraero alega que, enquanto não acabar a reforma em uma das pistas do Aeroporto de Guarulhos, prevista para início de junho, as obras na pista de Congonhas não podem começar, já que parte dos vôos será transferida para o Aeroporto de Guarulhos. Não estão definidas ainda a data de início da reforma nem a quantidade de vôos que será transferida de Congonhas para Guarulhos.

Para resolver a questão, foi criada uma comissão composta por representantes da empresa, da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e das companhias aéreas. Ela tem se reunido regularmente para tratar do assunto. Até agora, porém, somente ficou decidido que a reforma da pista principal de Congonhas acontecerá ainda este ano e deve durar dois meses. Nesse período, será interditada.

Durante essas obras, Congonhas operará pousos e decolagens pela pista auxiliar e alguns vôos serão transferidos para o Aeroporto de Guarulhos.
 

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PALESTRA ITÁLIA
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Tem que deixar Congonhas com apenas vôos domésticos a curta distância, como Rio, Ctba, BH, e interior de SP. O resto dos vôos transfere para Guarulhos, que também precisa ser ampliado.
 

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Num cenário de 10-15 anos (se bem que podia ser menos), podiam fechar definitivamente Congonhas, transformá-lo num museu de aviação/parque; transferir todos os vôos pra Guarulhos, que teria que ser muito ampliado e receber um trem expresso e bem rápido ligando ele ao centro de SP. Aí sim ia ficar bom!!!
 
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