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leptokurtic
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Discussion Starter · #1 ·
Fiquei meio sem dúvida se o local mais apropriado seria aqui ou o subfórum "Mundo Afora", se for o caso, gentilmente peço que transfiram o thread para lá

Eu moro aqui na Europa há um tempinho e, nesse período, coletei várias fotos de autoestradas e sinalização. A maioria é feita por mim (já que quase sempro viajo sozinho) em movimento, logo a qualidade é pequena porque tiro fotos sem obviamente poder focalizar ou escolher ângulo.

De forma geral, temos na Europa muitas dezeas de milhares de quilômetros de auto-estradas completamente segregadas, nas quais se entra/sai apenas em trevos designados, com completo controle de acesso e, obviamente, sem cruzamentos ou acessos em nível! No Brasil, só existem as seguintes auto-estradas em sentido técnico (controle de acesso total, tráfego restrito, sem acesso a imóveis lindeiros): Bandeirantes (SP-348), Imigrantes (SP-160), Carvalho Pinto/Ayrton Senna (SP-070), Castello Branco (SP-280), Freeway (BR-290). A maioria do que chamamos de auto-estrada nada mais são que rodovias simples duplicadas, com acesso a fazendas, trevos fora do padrão, imóveis com acesso pela rodovia etc.

Mas temos também muitas estradas de médio e pequeno porte. E aí, o Brasil leva certa vantagem: a rede de BRs de pista simples mas com amplos acostamentos não é tem muitos paralelos na Europa, onde em geral rovodias que nào são autoestradas não têm acostamento, e também faixas mais estreitas.

Outro fato que chama a atenção é a sinalização: usa-se muito PSV (painel de sinalização variável), permitindo modificar velocidades e outras instruções conforme as condições de tráfego.

Em 2008, as autoestras europeias foram responsáveis por mais da metade do tráfego total de ton x km de cargas na UE.
 

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Discussion Starter · #2 ·
Day-trip Holanda

Essas são fotos de uma viagem que fiz há uns 10 dias aqui na Holanda. O tempo estava horrível, mas algumas fotos são interessantes.

A Holanda tem uma das redes de autoestradas mais densas da Europa, e é o país com maior proporção de autoestradas com 3 ou mais faixas por sentido nas suas autoestradas.

Nenhum ponto do país no continente está há mais de 41km da autoestrada mais próxima!

Essa é uma autoestrada próxima da minha casa. O pavimento é de asfalto ultraporoso especial. Custa o triplo do convencional (embora seja usado como diferencial apenas nas camadas superiores do pavimento), e dura menos da metade da vida útil convencional, mas tem propriedades drenantes espetaculares e reduz bastante o ruído causado por tráfego.


Autoestradas com 3 faixas são muito comuns. O governo holandês está colocando em ação um plano inédito de € 21 bilhões de construção de novas faixas, alargamentos, e autoestradas no país


Sinalização típica. Em autoestradas na Holanda, as placas têm fundo azul (isso varia de país para país europeu, normalmente entre o verde e o azul). O sinal branco na placa direita se refere ao número sequencial da saída. Em vermelho, outras autoestradas. Em amarelo, estradas nacionais.


Ponte estaiada sobre o rio Maas


Nesta foto é possível visualizar os paneis variáveis (desligados), que informam velocidade reduzida, acidentes, presença de gelo e/ou neve, ou restrições temporárias de ultrapassagem. É bem comum na Europa que caminhões sejam proibidos de ultrapassar pela direita durante períodos de maior movimento, há uma placa específica indicando isso, com um equivalente pouco utilizado no Brasil e, quando existente, simplesmente ignorada. Esse trevo é bem complexo: as faixas de entrada-saída são laterais (eu estou na pista central), e no meio do trevo passa a ferrovia Betuweroute, um corredor ferroviário apenas de cargas inaugurado em 2004 ligando o porto de Rotterdam até a Alemanha.


Barreiras acústicas são bastante comuns, em vários tipos e materiais.


Um dos entroncamentos mais movimentados do país.
 

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Discussion Starter · #3 ·
Day-road-trip Holanda - continuação

Embora com reflexo do sol (o inverno é triste com ângulos do sol, que está sempre em ângulo baixo mesmo no meio do dia), essa foto mostra algo bem interessante: um canteiro de obras. Ao invés de reduzirem faixas, eles reduzem a largura das faxias, colocam essas barreiras mistas (direita) e reduzem a velocidade (70 km/h se observarem bem o painel variável). Na europa faixas amarelas são usadas em geral para casos de obras (laranja é comum), mas jamais para dividir o sentido de trágego como no Brasil, EUA, Canadá e Austrália. As faixas de tráfego são sempre brancas, independente da direção do tráfego!


Turbinas eólicas são também uma vista comum em alguns pontos nas autoestradas.


Faixa de domínio impecavelmente mantida
 

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De forma geral, temos na Europa muitas dezeas de milhares de quilômetros de auto-estradas completamente segregadas, nas quais se entra/sai apenas em trevos designados, com completo controle de acesso e, obviamente, sem cruzamentos ou acessos em nível! No Brasil, só existem as seguintes auto-estradas em sentido técnico (controle de acesso total, tráfego restrito, sem acesso a imóveis lindeiros): Bandeirantes (SP-348), Imigrantes (SP-160), Carvalho Pinto/Ayrton Senna (SP-070), Castello Branco (SP-280), Freeway (BR-290). A maioria do que chamamos de auto-estrada nada mais são que rodovias simples duplicadas, com acesso a fazendas, trevos fora do padrão, imóveis com acesso pela rodovia etc.
Não é possível transformar "rodovias simples duplicadas" em autoetradas, retificando alguns trechos, consertando "trevos fora do padrão", construindo vias marginais para controle de acesso entre outras ações?
 

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Discussion Starter · #5 ·
Estradas sobre os diques holandeses

37% do território holandês foi tomado do mar. Não é tão simples explicar como isso ocorreu, mas é fácil entender o papel importante de diques que isolam as águas oceânicas e de rios dos "polders" onde vivem milhões de pessoas e onde se localizam muitas indústrias.

Quase sempre, o destino de um dique é ter alguma via de tráfego sobre o mesmo, porque sua construção é um aterro natural!

Aquo, o parque natural ao lado do Oostvaadersdijk, a nordeste de Amsterdam. Esse dique é parte do Felovolper, um megaprojeto de expansão territorial que acrescentou uma nova procíncia (Flevoland) onde antes só havia água. O projeto foi concluído na década de 1950 e no começo de 1960 os primeiros moradores começaram a chegar. Parte do novo polder se tornou um dos maiores pontos de encontro de aves migratórias da Europa (é inverno aqui quase, então as aves não aparecem rs). Sobre o dique, passa uma estrada.





Rodovia N701 sobre o citado Oosvaadersdijk. Como relatei antes, as faixas que dividem o tráfego são todas brancas.


Saindo de uma área de estacionamento. Esses pequenos "triângulos" (ou "dentes de tubarão") pintados no chão, em toda a Europa, reforçam e se equivalem ao sinal de "dê a preferência".


Próximos já de Lelystad (uma cidade inaugurada mais ou menos na mesma época que Brasília!), a rodovia corta algumas áreas urbanizadas. Observem esse arranjo típico, uma rodovia com 1 faixa por sentido, e um canteiro central.


Agora, estamos cruzando o Houtribjidk. Ele separa dois lagos formados com antigas áreas, hoje isoladas, do Mar do Norte. Há dois conjuntos de comportas em cada extremo ("sluizen", em holandês). O vento nessa rodovia estava fortíssimo no dia, acima de 35 km/h. Velocidade máxima de 100 km/h.




De ambos os lados, muitos km de água! O dique tem extensão total de mais de 20km


Marco quilométrico


Sinal de alerta para algum tipo de perigo ocasional. A placa branca descreve o perigo, no caso, pássaros voando baixo.


Instalação muito interessante: um viaduto acquático! Por cima, passa um canal ligando os dois corpos d'água divididos pelo dique. Barcos pequenos navagem pelo mesmo.




Placas amarelas indicam obras e desvios. No caso, indicam que para os destinos referidos deve-se seguir as placas de desvio marcadas com "8".


Mais turbinas eólicas...


Árvores já secas para o inverno. Esse local tem um aspecto TOTALMENTE difernete no verão e primavera


Outra instalação comum: pontes retráteis, que podem ser suspensas ou elevadas para permitir a passagem de barcos. Encontradas em todo o país, mesmo em algumas autoestradas como aqui


À frente, outro dique ainda maior, o Afsluitdijk. Construído na década de 30, "reduziu" a linha de costa (vulnerável a inundações) em mais de 140km e eliminou as preocupações com enchentes de tempestades oceânicas em Amsterdam. Extensão de 32km.



Área de descanso e mirante no meio do dique. À esquerda, o Mar do Norte. O dique tem vários metros de altura sobre o nível médio do mar, mas para proteger as áreas habitadas, essa enorme barreira que sobe mais 4 metros além do nível da estrada pode ser observada!


O mirante se localiza no meio do dique, a uns 13km da "terra firme" mais próxima.


Mapa ilustrativo construído sob a forma de um painel-mosaico gigante sob a ponte que liga os dois lados do mirante. Eu dirigir (e postei fotos) desses três diques em vermelho.


Placa comemorativa de um prêmio de engenharia da obra
 

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Discussion Starter · #6 ·
Não é possível transformar "rodovias simples duplicadas" em autoetradas, retificando alguns trechos, consertando "trevos fora do padrão", construindo vias marginais para controle de acesso entre outras ações?
Sim. Em geral, o traçado de BRs em áreas planas é propício para isso. Construindo-se marginais elimina-se o problema de interferências urbanas, de forma que trechos da Dutra e da Washington Luiz (Rio-BH) podem ser definidos como auto-estradas.

O problema, e dos grandes, é o que fazer com os acessos e propriedades rurais que usam rodovias duplicadas como acesso, situação muito comum no Brasil. Vc precisaria construir rodovias asfaltadas ligando todas essas propriedades para que as mesmas pudessem ser "cortadas" em seu acesso à uma rodovia principal. Idem para indústrias e comércios que não tem acessos decentes. Além disso, seria preciso retificar todo e qualquer acesso de outras rodovias às mesmas. Algumas, como SP-310 e SP-330 em SP, já fizeram essa última parte - mas tem centenas de acessos rurais às mesmas, a maioria com uso inexpressivo, de alguns veículos por dia apenas, se muito, mais ainda assim fogem do padrão.
 

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Próximos já de Lelystad (uma cidade inaugurada mais ou menos na mesma época que Brasília!), a rodovia corta algumas áreas urbanizadas. Observem esse arranjo típico, uma rodovia com 1 faixa por sentido, e um canteiro central.
Seria ótimo essa canteiro central em ruas estreitas em que motoristas insistem em fazer retornos proibidos, atrapalhando toda a fluidez.



De ambos os lados, muitos km de água! O dique tem extensão total de mais de 20km


Marco quilométrico
O que significa essa faixa verde? Esses marcos quilométricos se iluminam de noite?
 

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Discussion Starter · #8 ·
Seria ótimo essa canteiro central em ruas estreitas em que motoristas insistem em fazer retornos proibidos, atrapalhando toda a fluidez.
Usam muito isso aqui! Próximo aos cruzamentos, o canteiro se transforma em uma faixa conversível à esquerda, e retornos proibidos ficam fisicamente impossíveis (tá, dá pra dirigir por cima da guia e da grama, mas ninguém faz isso)


O que significa essa faixa verde? Esses marcos quilométricos se iluminam de noite?
As velocidades máximas aqui são 120km/h (autoestradas de acesso controlado), 100km/h (rodovias de trânsito rápido, mas que nào são autoestradas), 80km/h (outras rodovias rurais) e 50km/h (cidades). As faixas verdes são uma forma de lembrar ao motorista que ele se encontra em uma rodovia onde o limite é de 100km/h, e não 80km/h, reforçando a sinalização vertical. No caso dessa foto, a ultrapassagem é permitida, já que as faixas brancas são descontínuas.

Os marcos quilométricos nào são iluminados, não. É impossível lê-los a noite, praticamente.
 

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Suburbanist, muito interessante, elucidativo e ilustrado seu thread!

Tenho uma dúvida(no caso de rodovia brasileira): Na Washington Luís(em SP), qual seria o problema de algumas fazendas terem acesso direto à rodovia, já que(penso eu) seria inviável fazer uma via marginal e trevos para um local que receberia meia-dúzia de carros/caminhões durante o dia?
 

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Discussion Starter · #10 ·
Tenho uma dúvida(no caso de rodovia brasileira): Na Washington Luís(em SP), qual seria o problema de algumas fazendas terem acesso direto à rodovia, já que(penso eu) seria inviável fazer uma via marginal e trevos para um local que receberia meia-dúzia de carros/caminhões durante o dia?
É o equivalente de fazer uma linha de metrô com uma passagem de nível em um canto de pouquíssimo movimento da cidade... Em autoestradas internacionais, a circulação de vários tipos de veículos é proibida, como certos caminhões pesados demais que nào conseguem desenvolver velocidade, máquinas agrícolas etc. Em certos países, motos - exceto as maiores - são proibidas também.

Se uma autoestrada é o único meio de se chegar a um imóvel, vc perde essa possibilidade de restringir o tráfego.

Mas há outros dois problemas: as entradas e saídas no acostamento são perigosíssimas, não há faixa de aceleração decente. E a presença de alguns imóveis lindeiros faz com que outros possam pleitear acessos também.
 

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O que mais gostei foram a ausencia de olhos-de-gato, tachinhas e tachoes. Tem la suas funçoes de segurança, mas nao gosto do barulho quando mudo de pista. E as placas de sinalizacao indicando outras estradas, como A2, E20, etc. bem legiveis. A cidade de Sao Paulo utiliza um tipo de sinaliacao em que mal se consegue ler "BR116" por exemplo.

 

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Discussion Starter · #12 ·
O que mais gostei foram a ausencia de olhos-de-gato, tachinhas e tachoes. Tem la suas funçoes de segurança, mas nao gosto do barulho quando mudo de pista.
Isso ocorre devido à presença de neve. Durante o inverno, quando neva (como hoje) jogam sal e usam aquelas máquinas removedoras de neve para limpar a pista, e isso levaria as tachas embora.

As faixas têm tinta especial, refletiva, e o asfalto na linha de delimitação dos acostamentos é frisado, para fazer barulho e gerar vibração no carro, ajudando o motorista a ter atenção.
 

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Apesar de gostar mais da sinalização americana , eu acho mais eficiente algumas placas adcionais que existem na europa, mas o que acho mais deficiente na sinalização é a linha branca p'ra todo lado, o amarelo é otimo para mostrar que o trecho está em obras mas é melhor utilizar para mostrar diferentes sentidos.
 

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Embora com reflexo do sol (o inverno é triste com ângulos do sol, que está sempre em ângulo baixo mesmo no meio do dia), essa foto mostra algo bem interessante: um canteiro de obras. Ao invés de reduzirem faixas, eles reduzem a largura das faxias, colocam essas barreiras mistas (direita) e reduzem a velocidade (70 km/h se observarem bem o painel variável). Na europa faixas amarelas são usadas em geral para casos de obras (laranja é comum), mas jamais para dividir o sentido de trágego como no Brasil, EUA, Canadá e Austrália. As faixas de tráfego são sempre brancas, independente da direção do tráfego!
A australia também usa linhas brancas para dividir o trafico.
 

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Discussion Starter · #16 ·
Sinalização

Uma diferença básica que existe entre a sinalização europeia e a da América do Norte é o uso muito maior de pictogramas ao invés de instruções de textos na Europa. O motivo é óbvio: o grande número de línguas faladas por aqui e o tráfego internacional que atinge, em média, 5% do tráfego na UE medidos por veículos, ou 9% medidos em veículos x km (a proporção de caminhões de outros países é maior do que a de carros e caminhões naturalmente se deslocam por distâncias maiores).

A sinalização vertical brasileira segue, em partes, o padrão da sinalização americana. Aqui, há placas diferentes, embora o princípio geral seja parecido.

A placa de PARADA OBRIGATÓRIA vem com "STOP" escrito em toda a UE, independente do país! Nada de fermarsi, arrêt ou halt.


Esta indica INTERSECÇÃO COM PRECEDÊNCIA À DIREITA. É um reforço de uma regra natural (preferência do veículo à direita) no caso de cruzamentos em que o tamanho da via, ou o fato da mesma ser preferencial até determinado ponto anterior, poder induzir o motirsta a erro. O triângulo de borda vermelha indica perigo, atenção ou outra sinalização de advertência.


Esta placa indica que vc está por se aproximar de um cruzamento em que seu veículo terá a preferência. As vezes o sinal indica uma estrada em curva em que a preferência é sua, e nào de quem está dirigindo nela em "linha reta"


Sinal muito importante, indica ENTRADA PROIBIDA em uma via com tráfego no sentido oposto. Se acompanhado de uma tarja branca, indica quem tem entrada proibida (ex: caminhões, ônibus, veículos acima de certo peso, altura e/ou largura etc)


Já essa placa indica algo parecido, e confunde motoristas brasileiros: VETADO O TRÁFEGO DE AUTOMÓVEIS. Abaixo, outra que indica VETADO O TRÁFEGO DE MOTOCICLETAS. Enfim, placa circular com borda vermelha e fundo branco indica proibição do que está desenhando lá, sem a necessidade da faixa diagonal a que estamos acostumados no Brasil - fato que muito confunde quem nunca estudou os sinais básicos da UE!


Esta placa indica PROIBIDO ULTRAPASSAR. Se houver um caminhão desenhado em vermelho, indica PROIBIDO ULTRAPASSAGEM PARA CAMINHÕES. É uma placa bem comum de ser encontrada com uma indicação de aplicação (placa secundária branca), por exmeplo, indicando que é proibido ultrapassagem de caminhões das 8h-18h.


Depois trarei mais placas!
 

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Excelente thread Suburbanist. Também sou fãzasso de rodovias, e pra mim a Holanda tem as melhores rodovias do mundo. Já vi algumas dessas fotos la no internacional(sempre acompanho o fórum lá) e fico impressionado com a qualidade das estradas holandesas(e também das alemãs, austríacas, belgas, etc).

Adoro a sinalização dessas rodovias. A tecnologia dos paineis de mensagem variáveis deve colaborar muito no controle e dimensionamento do tráfego, algo que eu acho que deveria inclusive ser mais usado por aqui(nas Marginais, na Castelo e Rodoanel). O asfalto impecável e o nivelamento de algumas rodovias daí são extremamente bem feitos; o sistema de drenagem deve ser impecável.
 

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Discussion Starter · #18 ·
Adoro a sinalização dessas rodovias. A tecnologia dos paineis de mensagem variáveis deve colaborar muito no controle e dimensionamento do tráfego, algo que eu acho que deveria inclusive ser mais usado por aqui(nas Marginais, na Castelo e Rodoanel). O asfalto impecável e o nivelamento de algumas rodovias daí são extremamente bem feitos; o sistema de drenagem deve ser impecável.
Em alguns trechos mais urbanos, eles costumam usar sinalização variável para abrir faixas extras. Por exemplo, autorizando o tráfego no acostamento durante o horário de rush. Como a frota é nova e em geral bem mantida, quebras de veículos são raríssimas.

A drenagem em geral é boa, mas considere que tempestades tropicais como as que conhecemos no Brasil (100mm de chuva em algumas horas) são praticamente inexistentes aqui.
 

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Instalação muito interessante: um viaduto acquático! Por cima, passa um canal ligando os dois corpos d'água divididos pelo dique. Barcos pequenos navagem pelo mesmo.
Queria saber como eles fazem para drenar embaixo desse viaduto.
Provavelmente devem ter bombas para jogar a água de volta para o lago.
No Brasil não iria funcionar. As bombas não teriam manutenção e ficariam estragadas 80% do tempo.
 

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A sinalização vertical brasileira segue, em partes, o padrão da sinalização americana. Aqui, há placas diferentes, embora o princípio geral seja parecido.

A placa de PARADA OBRIGATÓRIA vem com "STOP" escrito em toda a UE, independente do país! Nada de fermarsi, arrêt ou halt.
(...)
Ainda bem que nós usamos PARE...:D



Na América Latina, com exceção do México e de alguns países centro-americanos, se usa PARE. Nos demais países, ALTO.

Considero errado usar uma instrução em inglês e chamar isso de universal.

Inteligentes mesmo são os israelenses: em vez de usarem instruções em hebraico (o que seria de direito), árabe (que parte da população usa) ou inglês (o que seria uma capitulação à UE ou o prestígio de uma língua não local), eles adotaram uma placa de parada obrigatória muito mais inteligente:


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/Stop_sign.jpg

Que sinal mais eloquente há para indicar uma parada obrigatória que uma mão espalmada? Praticamente todo mundo entende e sem se render a uma palavra em língua estrangeira.

Esta placa indica que vc está por se aproximar de um cruzamento em que seu veículo terá a preferência. As vezes o sinal indica uma estrada em curva em que a preferência é sua, e nào de quem está dirigindo nela em "linha reta"
Muito interessante avisar esse tipo de coisa, elimina na hora qualquer dúvida sobre a preferência adiante.

Já essa placa indica algo parecido, e confunde motoristas brasileiros: VETADO O TRÁFEGO DE AUTOMÓVEIS. Abaixo, outra que indica VETADO O TRÁFEGO DE MOTOCICLETAS. Enfim, placa circular com borda vermelha e fundo branco indica proibição do que está desenhando lá, sem a necessidade da faixa diagonal a que estamos acostumados no Brasil - fato que muito confunde quem nunca estudou os sinais básicos da UE!
Muito confuso, isso aí para mim indica circulação exclusiva do veículo desenhado. Proibição sem barra não é proibição, é indicação ou exclusividade (no que se refere a veículos)!

Este exemplo é interessante.

Avenida Irmã Serafina, Centro, Campinas (foto minha).
Na pista interna (a da esquerda) existe uma faixa exclusiva para ônibus, indicada em cima com a placa com um símbolo de um ônibus. Na sinalização brasileira, é a placa R-32 ("Circulação Exclusiva de Ônibus"). Na outra pista, a placa indica circulação preferencial de ônibus na faixa da esquerda (há pontos com paradas à esquerda).


Mas se fosse na Europa, seria justamente o contrário! :eek:

Esta placa indica PROIBIDO ULTRAPASSAR. Se houver um caminhão desenhado em vermelho, indica PROIBIDO ULTRAPASSAGEM PARA CAMINHÕES. É uma placa bem comum de ser encontrada com uma indicação de aplicação (placa secundária branca), por exmeplo, indicando que é proibido ultrapassagem de caminhões das 8h-18h.


Depois trarei mais placas!
Sem barra fica muito confuso de entender que é uma proibição, mesmo com o carro à esquerda em vermelho. Aliás, essa placa só vale em países com circulação pela direita. Se fosse em mão inglesa, o carro em vermelho teria de ficar à direita.

Faz muito mais sentido a existência da barra...


Serve em qualquer sentido e mostra que a situação não pode ocorrer.

Sem contar que a indicação de velocidade europeia não informa a unidade. No Brasil, sim. Mesmo que seja óbvio, nunca é demais indicar o óbvio no trânsito.
 
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