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20/07/2009

O Estaleiro Ceará vai participar da próxima licitação da Transpetro em agosto. Mesmo sem existir, caso a empresa esteja constituída e o projeto fique pronto, será possível concorrer no processo.



O Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, prevê iniciar uma licitação em agosto de um lote de oito navios gaseiros do tipo GLP. Mesmo sem estar constituído fisicamente, o Estaleiro Ceará deve participar da concorrência.

Para tanto, é preciso constituir a empresa e apresentar o projeto. A concepção de “estaleiro virtual” viabilizou o projeto do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Recife (PE).

A PJMR – empresa que, juntamente com a SKG, está formando o Estaleiro Ceará –, afirma conceber o projeto em um mês, informou o gerente executivo do Promef, Arnaldo Arcadier nesta quinta feira, 16.

“É possível fazer a licitação sem ter o estaleiro, mas vai ter que apresentar um projeto. Eles (a PJMR) vão ter cerca de 90 dias para estudar e conceber o estaleiro. Em outubro, a gente recebe as propostas. É um prazo que dá pra fazer”, afirmou e lembrou que 150 dias é o tempo médio para concluir a licitação e a aprovação da diretoria da Transpetro.

O empreendimento cearense pode ter um grande impulso com a participação no seguinte procedimento licitatório. “A visão empresarial é importante. Se ganhar a concorrência de gaseiros, vai ser muito bom, porque ele inicia com a encomenda e aí junta a demanda com o recurso”, comentou Arnaldo Arcadier.

Mesmo sem vencer a concorrência, ele avalia que não se deve desacreditar no projeto. “Eu acho que, se não tiver a melhor proposta, o mercado está aí. Se não tiver resultado positivo, tem tudo para continuar”, diz Arcadier e garante que não vai faltar demanda: “O Promef 1 e 2 certamente terão filhote”.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann, confirmou que o Estaleiro Ceará vai participar da concorrência da Transpetro. “A proposta da licitação já está sendo feita. Já tivemos reunião na Casa Civil com todas as partes interessadas. Estamos correndo para cumprir as obrigações”, afirmou. Balhmann informou que o Memorando de Entendimento deve ficar pronto para ser assinado em novembro.

Os seguintes passos do estaleiro cearense serão a obtenção das licenças ambientais e o diálogo com outros atores envolvidos, como a Companhia Docas do Ceará (CDC), órgão responsável pela área onde está prevista a instalação do empreendimento, no Porto de Fortaleza. “Próxima semana, devem ser feitas todas essas articulações”, disse.

Conforme o presidente da Adece, a ideia de “estaleiro virtual” é o que viabiliza a indústria naval brasileira. “É a mais importante e viável estratégia do Governo Federal para realizar esses projetos”, comentou.

Balhmann afirmou que não estão sendo procurados outros parceiros, confiando na força da SKG, o segundo maior produtor de navios do mundo. O Estado também vai compor societariamente, mas os percentuais ainda não foram definidos.

Faturamento
Um estaleiro de médio porte – como deverá ser o cearense –, fatura cerca de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões por ano, informou Arcadier. “Começa devagar. No primeiro ano, se entregar um navio no segundo semestre, já não entrega nenhum navio nesse ano”, ponderou.

FONTE: O Povo online / COLABOROU: Osvaldo Antunes
 

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Essa imagem me fez pensar.
Será que vão construir o estaleiro na Praia Mansa em detrimento do contro turístico e cais para transatlânticos?
 
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