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Lindoso






Lindoso é uma freguesia portuguesa do concelho de Ponte da Barca,actualmente constituida por 3 lugares, Cidadelhe, Parada e por último Lugar de Lindoso, com 46,48 km² de área e 427 habitantes (2011)[1]. A sua densidade populacional é de 9,2 hab/km². Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX.

História e Genealogia

Lindoso deriva do latim 'Limitosum', aparecendo pela primeira vez nas inquirições de 1258. Contudo há uma lenda que diz o rei de Portugal, D. Dinis "tão alegre e primoroso o achou, que logo lindoso o chamou", fato que o levou a várias visitas ao Castelo de Lindoso, tendo o reconstruído em 1278.

No século XV, a família de Araújo de origem galega, proveniente das terras de San Martin de Loleos, fronteiriço a Portugal, tornou-se senhora de Lindoso, de modo que os descendentes dos Araújos vieram a ser alcaides em Lindoso.

Também pelo senhorio de Lindoso, passou a família Cyrne/Cirne, descendente de Manuel Cyrne, Senhor de Refóios (1470), tetravô paterno de Martim de Tavora de Noronha e Sousa Cirne, alcaide-mór de Lindoso (* 1653 +1727), este último também bisneto de Martim de Távora e Noronha, Senhor do Morgado de Campo Belo (1640), que por sua vez era tetraneto de Pedro Lourenço de Távora, Senhor de Mogadouro (1430)

Foi Senhor de Lindoso Francisco de Abreu Pereira (1640), com ascendência nos Abreu Pereira Cirne Peixoto do Paço de Lanheses[3]., família com a representação nos condes de Almada.

Pelos idos de 1750, foi alcaide-mor de Lindoso, Joaquim Leite de Azevedo Vieira do Vale e Faria Carvalhais, sendo seu avô materno Martim de Tavora de Noronha e Sousa Cirne, também alcaide de Lindoso, casou-se com Leocádia Simeana de Bourbon, irmã de João Tomás Peixoto da Silva (1734) filhos de Madalena Luísa de Bourbon, neta de D. Antônio de Almeida, conde de Avintes (1670) que por sua vez era pai de D. Lourenço de Almeida, governador de Pernambuco (1670). D. Antônio de Almeida casou-se com Madalena de Brito e Bourbon, filha de D. Luís de Lima Brito e Nogueira, conde de Arcos (1640) e de Victoire de Cardaillac, filha de Gilbert François de Cardaillac, baron de La Chapelle (1570) e de Madeleine de Bourbon, filha de Henri de Bourbon, visconde de Lavedan, cuja descendência provém de Jean I (*1381 +1434) duque de Bourbon e de Louis IX Saint-Louis Rei de França.

Em 1863, o rei de Portugal, D. Luís I criou o título de visconde de Lindoso a favor de João Peixoto da Silva Almeida Macedo e Carvalho (* 1826 + 1899), neto de João Tomás Peixoto da Silva. Em 1887, lhe concedeu o título de marquês e em 1898, o então rei de Portugal, D. Carlos I lhe concedeu outro título: o de Conde de Lindoso.

É provável que estes nobres do norte de Portugal e, igualmente, descendentes dos Bourbon tenham adotado o apelido de Lindoso em algum momento da história, já que o título de nobreza e senhorio de Lindoso pertencia a sua família. A família dos Lindoso eram nobres, com muito poder econômico na Itália e Portugal.

O primeiro Lindoso que se tem notícia nos anais da história maranhense aparece em 1824 é o militar José Alexandre da Silva Lindoso, que era ajudante do capitão-mor Miguel Inácio dos Santos Freire e Bruce, então presidente da província do Maranhão e que compôs a junta governativa daquela província entre os anos de 1821 e 1824.

Salvo a maciça imigração para o Brasil ocorrida na primeira metade do século XIX, tem-se por hipótese que José Alexandre da Silva Lindoso tenha sido agraciado com uma sesmaria nos termos de Viana, acredita-se ainda que parentes teriam vindo se estabelecer na região, onde tornaram-se proprietários de terras nos municípios de São João Batista (Maranhão) e Viana na Baixada Maranhense. Ambas as hipóteses são prováveis, pois é evidente a presença dos Lindoso no Maranhão, mas especificamente, na pessoa do fazendeiro José Benedicto Lindoso na póvoa de Tesosinho, no município de São João Batista, conforme fontes de Bellarmino de Mattos; in.: Almanak do Maranhão, Typographia Bellarmino de Mattos, 1862.

Sabe-se também que as 3ª e 4ª gerações de nascidos no Brasil migraram para São Luís e do Maranhão para a Amazônia quando da exploração da borracha no início do século passado, de cujo ramo descende José Bernardino Lindoso, que foi governador do estado do Amazonas. Além de Portugal, Itália e do Maranhão, há também registos de pessoas com o nome de família Lindoso na região Sudeste, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, bem como em outros grandes centros urbanos: Brasília, São Paulo e no exterior, nos Estados Unidos, Espanha, Itália e etc… embora seja impossível identificar a qual ramo pertencem.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lindoso
 

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VENHA DESCOBRIR A ALDEIA DE LINDOSO

Lindoso dista 25 km da sede do concelho. Esta freguesia tem cerca de 1300 habitantes, que se dedicam essencialmente à agricultura e pastorícia. O topónimo Lindoso deriva de «Limitosum». O castelo, reconstruído em 1278, serviu para defender o Lindoso e Portugal, sendo um motivo de orgulho para os habitantes desta freguesia e muito apreciado por quem o visita. Lindoso é composto pelos lugares de Castelo, Cidadelhe e Parada.

O meio envolvente...

Lindoso, na freguesia com o mesmo nome do concelho de Ponte da Barca, é uma aldeia turística conhecida e visitada por muitas pessoas. O castelo e o conjunto de espigueiros que apresenta aprimoram este núcleo rural, inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês, do qual se vislumbra uma sublime paisagem sobre a albufeira do Lindoso.

Além do castelo, a aldeia do Lindoso apresenta um valioso património edificado, que inclui o pelourinho, espigueiros e eiras comunitárias, o cruzeiro do Castelo, a ponte medieval e os moinhos de água de Parada, calçadas medievais, o castro de Cidadelhe e as igrejas paroquiais de São Mamede, Santa Maria Madalena e Santo André, além do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Com tanto para ver e apreciar, o melhor é ficar alojado um par de dias na aldeia - a oferta é grande.
Quanto à gastronomia, é também muito variada e não dispensa as papas de sarrabulho, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, posta barrosã, fumeiro (enchidos e presunto), lampreia, truta, vinho verde e mel.

Depois de bem abastecido gastronomicamente, pode deliciar-se com toda a paisagem envolvente, percorrendo o trilho dos Moinhos de Parada, um percurso pedestre de sete quilómetros.

Mais informações aqui: http://www.aldeiasdeportugal.pt/PT/aldeias.php?aldeiaid=10001
 

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Castelo de Lindoso

O Castelo de Lindoso localiza-se, na freguesia e lugar de Lindoso, concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Sobranceiro a terras de Espanha, em posição dominante na serra Amarela, sobre a margem esquerda do rio Lima, este castelo foi erguido de raiz, na Idade Média, com a função de vigia, defesa e marco de soberania da fronteira. Embora não tenha estado envolvido em grandes batalhas ou episódios de história militar, é considerado como um dos mais importantes monumentos militares portugueses, pelas novidades técnicas e arquitetônicas que ensaiou, à época, no país.

História

O castelo medieval

Alguns autores afirmam que o topônimo Lindoso deriva do latim "Limitosum" (limitador, fronteira, extrema). Embora não existam informações sobre a primitiva ocupação humana de seu sítio, esse topónimo não se encontra mencionado nas Inquirições de 1220, o que vem a ocorrer nas de 1258. Compreende-se, por essa razão, que tenha sido erguido de raiz no reinado de D. Afonso III, inscrita no esforço de reforço do sistema defensivo das fronteiras, empreendido por aquele soberano. Entre as obrigações dos habitantes da povoação, incluíam-se as de prover o alcaide de alimentos sob determinadas circunstâncias, sendo a ele vedado praticar quaisquer abusos contra esses mesmos habitantes.

O castelo teria sido reforçado e ampliado no reinado de Dinis I de Portugal, a partir de 1278.

A Guerra da Restauração da independência

Castelo de Lindoso: vista das muralhas medievais; em primeiro plano o baluarte seiscentista.
À época da Restauração da independência portuguesa, readquiriu importância face à sua localização fronteiriça. Por esta razão, no contexto das incursões portuguesas na Galiza pelas forças militares do General das Armas de Entre-Douro-e-Minho, D. Gastão Coutinho, o Castelo do Lindoso foi utilizado como base de apoio para as incursões das tropas sob o comando de Vasco de Azevedo Coutinho e de Manuel de Sousa de Abreu (Setembro de 1641). Com o desenvolvimento da Guerra da Restauração, recebeu obras de modernização, que estariam concluídas por volta de 1666 (data inscrita no lintel de uma das portas), apenas três anos após ter caído em mãos de tropas espanholas, reconquistada, em seguida, pelos portugueses. É de crer, no entanto, que os trabalhos se tenham arrastado por mais algumas décadas, pois data de 1720 a conclusão do principal revelim, que defende a entrada principal.

Do século XIX aos nossos dias

Acredita-se que a sua guarnição tenha estado de prontidão ao tempo das Guerras Napoleônicas, quando, em 1809, as tropas franceses sob o comando do general Soult, se concentravam em Ourense, nos preparativos para a invasão. Esta, todavia, veio a ocorrer por outro trecho da fronteira.

Com a paz, perdida a função estratégico-defensiva, foi desguarnecido, entrando em processo de ruína.

No século XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.

A intervenção do poder público iniciou-se na década de 1940, através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo se procedido, entre outros trabalhos, à reconstrução de panos de muralha e de ameias bem como à demolição de algumas estruturas no pátio de armas. Recentemente, procederam-se ainda trabalhos de prospecção arqueológica, no âmbito de um projeto mais vasto de estudo da região.

Embora não possam ser datados com precisão, podem ser observados atualmente os vestígios da residência do alcaide, do quartel da guarnição, da capela, da cisterna e de um forno.

Características

O núcleo que chegou até nós do castelo medieval, é de planta similar a do Castelo de Lanhoso, do Castelo de Arnóia e de vários outros desta região. É composto pelas muralhas de alvenaria de pedra, cujo topo é circundado por um adarve. Nestas rasgam-se duas portas, uma a norte, próxima à torre, e outra, a sul, acedida por uma ponte levadiça de madeira. Esta última porta ostenta pelo interior um arco de volta perfeita e pelo exterior um arco quebrado, sendo ladeada por dois cubelos de planta retangular.

No interior, abre-se a Praça de Armas, na qual se inscreve, a norte (lado da Espanha), a torre de menagem, de planta quadrangular, com porta rasgada acima do nível do solo, dividida internamente em dois

pisos e coroada por ameias de remate tronco-piramidal.

A adaptação do perímetro defensivo do castelo aos tiros da artilharia, no século XVII, materializou-se por uma linha envolvente de muralhas de tipo abaluartado, com planta no formato estrelado, em cujos parapeitos se rasgam canhoneiras em pontos estratégicos, apresentando guaritas cilíndricas encimadas por cúpulas semiesféricas nos vértices. O conjunto era acedido por porta encimada por matacães, precedida por ponte levadiça e cercado por altos taludes e fossos. Um revelim provê a defesa da entrada principal.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Lindoso
 
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