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Modernização da Linha da Beira Baixa

Governo não cumpriu promessas de modernização da Linha da Beira Baixa

11.06.2008

Foi anunciada a sua conclusão para 2007, mas só agora a Rede Ferroviária Nacionalvai lançar o concurso público para a empreitada de metade da obra

A Rede Ferroviária Nacional (Refer) anunciou que vai avançar com o concurso da empreitada para a modernização de um subtroço de 38 quilómetros da Linha da Beira Baixa, entre Castelo Branco e Vale de Prazeres, que contempla a sua electrificação, correcção do traçado e eliminação de passagens de nível.

Trata-se de um investimento de 28,7 milhões de euros que só deve ser lançado no fim do ano, com um prazo de execução de 17 meses. Ou seja, na melhor das hipóteses, só em 2010 haverá comboios eléctricos a prosseguir viagem de Castelo Branco até Vale de Prazeres, metade do caminho até à Covilhã. Para prosseguir a modernização até este último destino ainda não existem datas.

Com esta calendarização romperam-se todos os prazos das promessas do Governo em fazer chegar a catenária (cabo de alta tensão que fornece a energia aos comboios) até à Covilhã e que chegou a ser anunciado por Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, para 2007. Em Julho de 2005, recém-chegado ao poder, o primeiro-ministro José Sócrates, numa das suas primeiras viagens oficiais, apanhou o comboio em Santa Apolónia para inaugurar a electrificação da Linha da Beira Baixa entre Abrantes e Castelo Branco.

Tratava-se de uma obra que havia sido concluída com três anos de atraso, mas o novo Governo prometeu recuperar o tempo perdido e anunciou de imediato um investimento de 150 milhões de euros para continuar a modernização da via até à Guarda. Esta segunda fase, que se previa estar pronta em 2007, contemplaria não só a electrificação, mas também eliminação de curvas, por forma a que \u201Cem vez de uma hora e 15 minutos\u201D, que é o tempo que demora o transporte entre Castelo Branco e Covilhã, \u201Ca viagem seja feita em 30 minutos\u201D, disse então a secretária de Estado dos Transportes.

Agora a Refer só disponibiliza cerca de 29 dos 150 milhões de euros então anunciados e moderniza 38 dos 72 quilómetros prometidos. Entre Castelo Branco e Covilhã circulam por dia 14 comboios de passageiros nos dois sentidos e três a quatro composições de mercadorias, tráfego muito inferior ao de outras linhas ainda sem electrificação, como as do Oeste, do Douro e do Minho e para as quais a Refer não tem planos de modernização.

Remodelação da linha e de estações

11.06.2008

A intervenção que a Rede Ferroviária Nacional se prepara para lançar no subtroço de 38 quilómetros da Linha da Beira Baixa prevê a modernização
do seu traçado (que inclui a eliminação de duas curvas próximas de Castelo Branco), a electrificação, trabalhos de terraplenagens e drenagens e a vedação do espaço canal do caminho-de-ferro para impedir o atravessamento de pessoas e animais.

Do caderno de encargos para a empreitada consta ainda a remodelação das estações de Alcains, Lardosa e Castelo Novo e dos apeadeiros de Alpedrinha e Soalheira. Serão eliminadas cinco passagens de nível, substituídas por atravessamentos superiores ou inferiores à via-férrea.

Fonte: Público
 

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A modernização dessa linha foi uma grande banhada. Não arranjaram nada a nao ser uma ou outra curva mais fechada e o aramezito. As velocidades continuam todas lá...
 

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Em lado nenhum.
Só se contares as estações de cruzamento.
Mas também diga-se que é um mau investimento duplicar a linha já que não tem comboios suficientes que exigam tal coisa.
 

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Acho que era a ponte de constancia... porque lá passou um kimbas que desalinhou um bocadinho a ponte...
 

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Esta história da modernização e electrificação não deu em nada. O comboio demora agora 2h45, 2h50 para C. Branco (só diminuiu o tempo de mudança de máquina, que agora é feita em C. Branco). Daí que toda a gente vá de autocarro porque demora 2h30, deve ser o único percurso que é mais rápido de autocarro do que de comboio.
Quanto às obras de requalificação ainda nada está a ser feito nas novas estações. Aliás, se calhar antes de começar talvez fosse uma ideia pensar no seguinte:

Em 1890 o deputado da Beira Baixa era de um lugar chamado Lousa. Então este senhor teve uma brilhante ideia. E se a linha da Beira Baixa, em vez de subir de C. Branco para Alcains fosse afastada de Alcains para passar entre Alcains e Escalos de Cima (que fica mesmo ao lado da Lousa) e assim já serve todas as terras. Fast forward 120 anos e a estação não serve ninguém: está a 2,5km de Alcains (5000 pessoas) e a 3,5 dos Escalos de Cima (1050) e a 4 da Lousa (700). Seria bom que a REFER corrigisse este erro histórico fazendo a linha na vertical (e não a fugir de Alcains) com a nova estação no ponto que assinalei no mapa. Eu sei que neste país estas coisas são demasiado burocráticas para serem feitas mas sempre achei esta situação totalmente idiótica e ineficiente e assim poderia ter alguma utilidade (e sempre ajudava a fechar a casa de meninas da estação :p LOL)

 

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Beira Baixa? where is that? I have never heard of this place before, are you some pacific island?
 

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^^ Ouch!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :bash:









O troço CasteloBranco-Alcains era um bom troço para implementarem linha de 220km/h ali na LBB ... aliás ... 160km/h com a via actual era altamente possivel em grande parte do trajecto até á Covilhã.

E convem notar que os comboios Lisboa-C.Branco perdem 10/15 minutos a sul do entroncamento em relação ao resto dos Intercidades que passam na ... a culpa ??? do material só permitir andar a 160km/h :cheers:
 

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Olha que ai era um daqueles locais aonde o custo vs.beneficio era contrario á ligação directa ... não se perde assim tanto tempo a ir dar a volta ... e o serviço regional (e possiveis mercadorias na zona) tambem poderiam beneficiar do traçado actual ...



... agora se quisessem construir uma linha de AV (250km/h) lisboa-santarem-abrantes-c.branco-fundão-guarda-trancoso-viseu-arouca-gaia ... venha de lá o tunel.
 

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E porque não fazem uma nova variante entre Constância e Alferrarede de modo a manter a linha sempre na mesma margem do Tejo? Concerteza que poupava algum tempo de percurso ao evitar dar a volta pela outra margem do rio...
 

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E porque não fazem uma nova variante entre Constância e Alferrarede de modo a manter a linha sempre na mesma margem do Tejo? Concerteza que poupava algum tempo de percurso ao evitar dar a volta pela outra margem do rio...
E aonde jogas as estações do outro lado do tejo ???




E não ... não se poupa percurso ... na realidade a PRIMEIRA grande obra de arte da antiga linha do leste (quando ainda partia em lisboa e seguia até badajoz) foi mesmo a ponte de constancia ... é que era a 1ª em que ficava mais BARATO atravessar o tejo do que construir "mais uma" pontezeca sobre uma ribeira ... e outra ... e outra ...


E a ter seguido em frente a linha entraria por constancia adentro ... :cheers:


Mas a solução não me parece que seja uma linha ali na margem norte ... o ideal mesmo é enfiar a linha a direito a seguir á ponte e endireitar ao maximo as curvinhas até Abrantes ... quer sejam as curvas da estrada quer sejam as da linha. :bash:
 

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e porque não fazser-se uma nova variante a direito de Santarém a Abrantes, pela margem esquerda do Tejo??? :tongue2:

A actual linha mantinha-se para comboios regionais e mercadorias... a nova variante... para mercadorias, IC's e futuros Alfa's
 

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E porque não fazem uma nova variante entre Constância e Alferrarede de modo a manter a linha sempre na mesma margem do Tejo? Concerteza que poupava algum tempo de percurso ao evitar dar a volta pela outra margem do rio...
É uma questão secundária e até fútil, se a compararmos com o problema do atravessamento da serra da Gardunha, cujo túnel requerido para o encurtamento da distância dificilmente virá a ser concretizado, no longo prazo.
 

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Existem essencialmente dois tipos de movimentos de média distância na linha da Beira Baixa: por um lado, o fluxo Cova da Beira - Médio Tejo, composto por estudantes na Covilhã naturais de cidades como Tomar e Torres Novas; por outro lado, o fluxo C. Branco - Lisboa, composto por albicastrenses que vão a Lisboa por motivo de compras, saúde ou relações familiares.
 
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